Apenas Um Pesadelo
19 Capítulo 18
Notas iniciais
Eu pretendia postar dia 18 que foi aniversário do nosso anão, mas não consegui... Não tinha nenhuma parte do capítulo escrita... Enfim, espero que entendam porque estou atrasando com os capítulos e comentários.
Boa Leitura!
– E eu costumava ser sua namorada. – rapidamente o olhar de Matthew se dirigiu a mim.
Estávamos naquela conversa há uma hora mais ou menos, Kim tentando dialogar enquanto o filho a xingava e nos mandava ir embora. Eu era ignorada naquela reunião, o garoto não se dirigia nunca a mim e parecia totalmente irritado com a situação, o único que me mantinha ali era Brian que me segurava firme pela cintura sentada no sofá ao seu lado.
Aquele não era meu “namorado”, poderia ser algo parecido ao Brian antigo, ou talvez um Brian do passado piorado, mas não tinha nada em comum com o Matt que eu conheci. Seu olhar era diferente, os gestos, o palavreado... Havia tanta raiva acumulada dentro de si que eu mal podia admitir que um dia tinha namorado com um garoto daqueles.
A cada segundo eu desejava fugir daquele lugar, ir embora pra longe e esquecer tudo. Continuava ali, pois havia um fio de esperança me dizendo que ainda devia lutar para recuperar seu amor, uma luz pequena e radiante que afirmava que se eu o tinha conquistado uma vez, conquistaria de novo sem problemas.
Mas quando seu olhar se dirigiu pela primeira vez a mim, eu senti que desmoronaria na frente de todos. Uma dor súbita atingiu meu peito e fui obrigada a segurar a respiração ao sentir o fogo que pairava em seus olhos.
– Então a partir de agora considere que nosso relacionamento acabou. – disse calmo e frio tornando a desviar o olhar do meu. – Espero que tenham terminado essa conversa já me cansou demais... – bufou se remexendo na cama ao mesmo tempo em que a enfermeira entrava pela segunda vez no quarto sinalizando que nosso tempo tinha acabado.
– Você tem que colocar na sua cabeça Matthew que nós estamos dois anos à frente... muita coisa mudou, até você, e sinceramente, eu preferia bem mais o seu novo “eu”. – disse Brian rispidamente ao mesmo tempo em que levantava me levando consigo.
Kim e Gary continuaram sentados nas cadeiras que tinham sido colocadas em frente à cama, o pai cabisbaixo como se tivesse recordando algo terrível e a mãe um tanto conformada, porém triste.
Eu queria sumir, fingir que nunca conheci Matthew, fingir que nunca tivemos um relacionamento... Apenas esquecer e construir uma vida nova baseada em mentiras, mas não era forte suficiente para isso, nunca seria... não poderia jamais esquecer todo meu amor por ele.
– Eu sinto muito Amanda... Não queria que tudo chegasse a esse ponto. – apenas assenti ouvindo as palavras confortadoras de Brian, enquanto ele me guiava para fora daquele hospital.
– Preciso ir para casa Brian. – sussurrei com a voz engasgada e depois me mantendo em silêncio novamente.
Eu estava tão atordoada com toda a situação que mal percebi quando o mesmo me colocou dentro do carro, prendendo-me com o cinto e dando a partida no motor.
O moreno tinha sido exatamente o que eu precisava durante todo esse tempo, e poderia me considerar surpreendida com tantas qualidades que o mesmo possuía. Era incrível o modo como Brian tornou-se outra pessoa de uma hora para a outra naturalmente, sem teatro algum, como se ele tivesse mantido essa pessoa maravilhosa trancada dentro dele durante nossos meses de desavenças.
Se havia algum passado que eu tinha deletado de minha cabeça era o meu com Brian, na verdade, praticamente não conseguia me lembrar de toda a agressividade e todo o medo que um dia cheguei a ter por ele. Era como se nos conhecêssemos há anos e ele sempre tivesse sido assim... Mas Brian era um caso a parte.
– Chegamos. – disse baixinho me despertando de qualquer devaneio e eu sorri para ele.
– Sobe comigo? Minha mãe vai estar lá cheia de perguntas e seria melhor se você...
– Pode deixar. – respondeu cortando minha frase e eu suspirei aliviada.
Entramos de mãos dadas no condomínio, ele com minha mala nos ombros, eu adorava o formato de sua mão encaixada com a minha era uma segurança de que eu o tinha por perto sempre que precisasse.
Olhei para meu prédio num misto de saudade e turbilhão de lembranças que me atingiram, e quando adentrei no local senti um conforto enorme por estar em casa. Sentia falta do meu quarto, da sala, da cozinha... Até mesmo do armário desarrumado, parecia que tudo fazia sentido dentro dali.
Sorri brevemente para minha figura em frente ao espelho do elevador e Brian sorriu de volta apertando mais forte minha mão, trocamos olhares por alguns segundos, era incrível a sensação de paz que me envolvia quando nos olhávamos daquele jeito... Uma sensação que eu gostaria que durasse a vida inteira.
Ouvir o barulho das cachorras latindo, da chave destrancando a porta... Era quase que um calmante natural.
– Já vai! – ouvi mamãe gritar, não tinha usado minha chave de propósito, pois queria ver sua reação ao me ver ali.
Escondi-me atrás de Brian feito uma criança enquanto o mesmo se engasgava com a própria risada.
– Brian? – indagou a mulher assim que abriu a porta e ele deu um passo para o lado me revelando. – Filha! – exclamou correndo me abraçar e eu retribui com a mesma intensidade, seu abraço tirava todo o ardor da alma.
– Surpresa em me ver mãe? – perguntei enquanto entrávamos após a calorosa recepção.
– Sim... Sabia que você já estava aqui, só não esperava ver-te tão cedo. – ela lançou um olhar sugestivo a Brian e eu dei de ombros.
– É... Estava precisando voltar para casa... mas Brian podia dormir aqui hoje né? A Rafa não tá, tem uma cama sobrando. — a última frase foi apenas um pretexto, eu o faria dormir comigo mesmo que Rafa não estivesse em casa.
– Claro que pode filha! – concordou minha mãe e eu assisti o moreno assentir sorrindo confuso, ri andando para o quarto. – Alguma novidade? – indagou a loira me seguindo.
– Matthew acordou. – afirmei sem empolgação e o silêncio se instalou.
– Longa história... – ouvi a voz de Syn despertar a atenção de minha mãe que continuava com os olhos sobre mim.
– Vou tomar um banho! – exclamei sorrindo numa falsa alegria, agarrando uma toalha e uma muda de roupa nas mãos.
Passei pelos dois rapidamente e me tranquei no banheiro, estava exatamente como eu tinha deixado, apenas um pouco mais arrumado... Mamãe tinha uma mania irritante de querer deixar as coisas extremamente arrumadas.
Tirei peça por peça de roupa me desligando da conversa que acontecia na sala, Brian calma e paciente explicando detalhadamente da situação para a mulher e provavelmente fazendo uma análise sobre meu comportamento e estado emocional para que ela pudesse lidar comigo o resto dos dias.
Girei o registro no máximo para que a água caísse fria sobre mim, banhos gelados vinham me tirando de toda a nostalgia que o passado fazia questão de me envolver. Era bom, um método dos quais eu podia contar para continuar presa à realidade.
Lavei o cabelo demoradamente, passei o sabonete uma porção de vezes pelo corpo e só quando senti que eles deveriam terminado a conversa, desliguei o chuveiro. Mesmo assim, sequei-me devagar e massageei o cabelo com a toalha diversas vezes... Passei meu creme preferido, de avelã, no corpo e penteei os cabelos. Só então, depois de trocada, que sai do banheiro.
– Sim eu sou o guitarrista mesmo, ganhei a primeira guitarra quando tinha uns dez anos... Depois disso não consegui fazer mais nada além de música, na verdade, até fiz, trabalhei em alguns lugares, mas nunca dei certo, nunca fui feliz em nenhum dos meus empregos. – mamãe sorriu para ele atrás do balcão da cozinha, Brian falava com uma maturidade enorme que parecia encantar a mulher. – Finalmente saiu do banho, pensamos que tinha descido pelo ralo. – ele se virou em minha direção e eu ri andando sem jeito até o mesmo o segurando pelo braço.
– Estava pensando, a gente podia pedir umas pizzas e chamar os garotos para virem aqui... faz tempo que não os vejo, estou morrendo de saudades do Jimmy, além do mais, semana que vem tem meu aniversário e por mais que eu não queira festa eles vão querer fazer algo e eu prefiro saber o que estão planejando. – sugeri um tanto animada e os dois concordaram na hora, Brian tirou o celular do bolso e logo estava ligando para um deles.
Andei até o sofá e me joguei no mesmo, era bom saber que iria rever os meninos, eles sempre me fizeram bem... Não tinha como continuar triste ao lado deles e por mais que Brian tenha sido compreensivo durante todo o tempo, eu precisava falar com Jimmy. Precisava de sua opinião.
Notas finais
Aaaah, mais uma coisa, apesar de estar sem responder os comentários de vocês estou muito feliz com eles e leio cada um com muito carinho! Obrigada viu! Vocês são demais!
Beijos da Shadows!
p.s. não se esqueçam, logo o nyah excluirá todas as histórias da categoria bandas e eu continuarei com a fic nesse site "http://animespirit.com.br/fanfics/historia/apenas-um-pesadelo-415421" como já tinha mencionado há certo tempo, espero que continuem comigo!
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