Notas iniciais
Oi gente! Tudo bom? Então, primeiro eu queria pedir MIL DESCULPAS! Eu atrasei muito o capítulo, era para postar semana passada, mas eu nem entrei no notebook então não tive como... Mas chegou!
Boa Leitura!
p.s. sem capa por enquanto porque estou sem tempo pra fazer agorinha.

- Eu já estou ficando louca Rafaela! Há mais de uma semana não tenho notícias do Matthew, não me importa que digam que ele continua na mesma, eu só preciso saber se ele está bem! – minha voz já se alterava no telefone enquanto minha amiga relutava em entregar informações.

- Eu prometi que iria ficar quieta Mandie, o Brian pediu. – “maldito seja” pensei comigo.

- Não me importa Brian, José, Carlos... Agora dá pra pegar logo o número da Kim? Está na minha gaveta do criado-mudo.

- Tá bom Amanda. – respondeu ríspida e em alguns minutos já estava na linha de novo.- 7731-8318.

- Obrigada... Desculpa te irritar um dia antes da viagem, mas eu precisava muito. – suspirei terminando de anotar o número.

- Não tem problema, eu sabia que uma hora você não ia aguentar... – ela riu brevemente.

- Volta quando da casa dos pais?

- No final de janeiro. Não morra sem mim tá? E qualquer coisa que precisar já te passei todos os números em que pode ligar.

- Tudo bem, eu posso aguentar um pouquinho... Mentira, já estou com saudades.

- Confesso que vou sentir sua falta um pouquinho, mas só um pouquinho. – revirei os olhos.

“Amanda, Thiago está te esperando” Papai falou do outro lado da porta.

- Preciso desligar, Thiago já chegou, vamos para praia hoje... De novo. – soltei um muxoxo, estava desanimada para o dia.

- Vai lá Mandie, vou terminar de arrumar as malas.

- Boa viagem Fa, pra você e pra Luna!

- Obrigada... Desligando, beijos.

- Beijos!

Ainda com o celular em mãos gritei por Fernando e ele apareceu rapidamente em minha porta, a morena aguada estava ao seu lado e eu fiz sinal para que ela saísse.

- Que foi?

- Preciso ligar para Kim, avisa o Thiago que vou demorar um pouco por aqui.

- Vai ligar pra quem? – ele sempre perguntava quando eu dizia o nome da mulher.

- Já te falei, Kim, mãe do Matthew. – ele acenou com a cabeça, logo após saindo.

Eu me mantinha sem coragem para discar os números, a única coisa que me vinha em mente era Brian, ele e todo nosso plano de fazer isso dar certo, de eu usar esse período pra me curar da doença Matthew... Mas não estava dando certo e eu precisava saber do meu namorado.

Fechei os olhos, esgotada, e me deixei levar por pequenas lembranças durante o tempo que já tinha estado na praia.

O natal ainda transbordava em minha memória, não tinha ganhado muitos presentes, até porque, não havia os pedido. Na véspera jantamos em casa e a meia-noite rumamos para a praia, que por sinal, fica mais bonita a noite. Encontramos amigos lá, alguns trocaram presentes, e havia uma pequena quantidade de fogos estourando, nos preparando para o ano novo.

E ainda teve o monte de luais que eu participei como falsa namorada de Thiago; a gruta escondida em que passamos a noite para enganarmos seus amigos; a trilha maldita que meu pai nos fez caminhar por horas apenas para encontrar outra maldita cachoeira... Fazia pouco mais de uma semana que estávamos ali e já tinha tanto o que recordar.

Relaxei, e mal percebi já digitava os números...

- Alô?

- Kim?

- Ela mesma, quem gostaria de falar?

- É Amanda.

- Oh querida! Como vai? – suspirei aliviada.

- Bem e a senho... você? – retive-me com a palavra “senhora” ela vivia me pedindo que não a chamasse daquela forma.

- Bem também.

- Bom, eu liguei para saber do Matthew, já faz um tempo e...

- Continua na mesma, não reage a nenhum dos estímulos. – me interrompeu dizendo rapidamente.

- Oh... Certo, desculpe te incomodar, mas eu precisava saber.

- Não é incomodo querida, fico feliz em saber que meu filho tinha alguém como você ao lado dele, ou melhor, tem. – sorri com suas palavras.

- E sempre vou estar, não importa quanto tempo.

- Me encanta saber disso... Vou desligar agora, nos vemos ano que vem certo? – indagou rindo leve.

- Certíssimo! Beijos Kim.

- Beijinhos.

E pela milésima vez eu me pegava pensando porque Matthew evitava e parecia odiar tanto sua mãe... Não tinha como odiar uma pessoa daquela.

- Está bem? – Fe entrou no quarto e sentou ao meu lado na cama.

- Uhum, agora sim... Já estava enlouquecendo. – ri fraco apoiando a cabeça em seu ombro.

- Então podemos ir? Carla está me esperando há um tempão...

- Você gosta mesmo dela... – ele afirmou sorrindo feito criança. – Mas sabe também que não vai durar né? – o abracei forte. – Amor de verão, é tipo filme de romance. – ouvi sua risada baixinha entre meus cabelos.

- Eu acho que se for pra ser, será. – concordei nos separando e levantando.

- Agora, hora de... Praia! – exclamei com o ânimo mais uma vez instalado e acrescentando uma nota mentalmente de que estava na semana da tpm.

- Ei, vocês chegaram! – corri para Thiago que falava e pulei em seu colo no sofá.

- Tava pensando... A gente podia fazer algo diferente hoje, ao invés de ir para praia, íamos pra sua casa amor, lá tem piscina e eu sei que seus pais não estão. – lhe lancei um olhar malicioso apenas para enganar a morena em minha frente.

- Ótima ideia, eu chamo a galera... vamos? – assenti levantando e o puxando.

...

O caminho para sua casa era curto, não demoramos minutos para chegar e de lá Thiago comunicou a todos, pelo telefone, que passaríamos o dia na piscina...

Carla e Fernando se encontravam num mundo próprio, fazendo brincadeiras dentro da piscina e deixando o ar pesado de tanta paixão que exalava dos dois... Em momentos assim eu se lembrava do começo do namoro com Matthew.

Os primeiros meses são os melhores, tudo novo e fresco, parece que o todo o tempo do mundo se torna um minuto com a pessoa, batimentos acelerados numa simples troca de olhar, carinho em excesso, sentimento em excesso... É a fase em que a gente quer mostrar tudo e nada ao mesmo tempo, a fase perfeita... a mais gostosa.

Fechei os olhos e relaxei deitada na espreguiçadeira, me veio uma lembrança: parque aquático no inverno com um Brian louco e Matt... Eu não gostava muito daquele dia, apesar de tudo tinha sido o começo das piores brigas, más recordações.

- Matthew? – sussurrou Thiago em meu ouvido e eu abri os olhos, virando a cabeça e o encarando agachado ao meu lado.

- Como você adivinhou? – indaguei fingindo estar surpresa e ele riu.

- Tenta relaxar hoje... Quer algo para beber? – uma ideia tentadora me veio em mente.

- Algo forte.

- É pra já! – num pulo ele desapareceu.

Eu sempre tive a mania de me embebedar para esquecer os problemas, e eu nem tinha muitos problemas para esquecer, apenas dramas adolescentes... Mas eu estava precisando de algo que me tirasse a tensão e eu sabia que a bebida faria isso.

De repente o garoto estava de volta, com uma garrafa de vodca nas mãos... Bufei, eu não estava a fim de ficar “louca”, mas ele provavelmente havia entendido errado. Ao mesmo tempo em que ele exibiu a garrafa o resto da turma chegou a casa e foi correndo em direção à bebida.

- Acalmem-se seus animais, primeiro um pouquinho pra Amanda, eu peguei isso pra ela. – ele abriu a garrafa e me chamou.

Levantei e andei até ele, era um teatro engraçado e eu tinha que me conter para não rir, abri a boca deixando que ele despejasse o líquido ali e engoli de uma vez, o líquido desceu ardido, mas me remetia a quando conheci Matt... ao começo. Era bom.

Não ouvi mais nada, presa em minha própria nostalgia, a realidade era dura demais para eu retornar.

Mas os gritos se tornaram altos demais e num susto eu levei o olhar a piscina, onde todos se jogavam e gritavam feito insanos. Ri fraco desejando que as preocupações fossem levadas para baixo e eu pudesse me concentrar em algo que não me levasse sempre a ele.

A primeira garrafa já estava vazia num canto e eu notei que Thiago tinha entrado para pegar mais, perdi qualquer vontade de me embebedar, eu precisava assistir aqueles idiotas mais loucos que tudo, e o principal, alguém tinha que ficar sóbrio naquela casa.

Não passava das três da tarde quando uma garota caiu perto da piscina e começou a vomitar, Fernando que estava próximo a empurrou para longe da borda, evitando um afogamento... Ele era o único que continuava sóbrio além de mim.

Thiago estava muito bêbado, revelando o que não devia, gritava uma música da Madonna e parava para fazer algumas coreografias do musical Dirty Dancing.

Eu queria ajudar, mas não parava de rir, era impossível me conter com ele dançando e cantando. Para ajudar seu “namorado” o olhava maliciosamente, o comendo com os olhos, as outras pessoas só não notavam porque estavam muito bêbadas também.

Carla se jogava em cima de meu amigo feito uma cadela no cio, ele a empurrava desconcertado e visivelmente incomodado, Fe sempre foi do tipo conservador e nunca se aproveitaria de uma garota como ela naquela situação.

Aquela noite me renderia boas risadas e logo liguei para meu pai avisando que dormiria fora... E eu só me agradeci mais ainda por aquela ação quando Thiago resolveu piorar sua situação.

- EU SOU GAY! – gritou alto e o “mundo”, ou melhor, todos se silenciaram e o encararam.

Notas finais
Eai gostaram? Espero que sim, vejo vocês nos reviews!
Beijos da Shadows ;*
p.s.² eu tenho reviews atrasados de dois capítulos pra responder, mas juro mesmo que é só eu me organizar e vou responder todos ok? Leio cada um deles e adoro! Obrigada pelo carinho garotas, sério mesmo!