Apenas Um Pesadelo
11 Capítulo 10
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS!
Acordei sendo sacodida por meu pai, ele praticamente jogava meu corpo de um lado para o outro com sua extrema força e eu parecia uma boneca de pano mole em seus braços.
- Chegamos! – exclamava pela décima vez até eu compreender o que estava acontecendo, tomar esse remédio de mamãe me deixava grogue.
- Onde? – perguntei de súbito e tateei no banco ao meu lado procurando por Fe ou meu irmão.
- Desce do carro pra você ver... – sugeriu o homem de meia-idade e eu ainda em passos insertos pulei para fora do carro.
Recostei na lataria sentindo uma brisa conhecida e ouvindo as ondas quebrarem na borda da praia... Por um minuto continuei naquela posição, ora mirando o céu, ora contando os coqueiros que cercavam o lugar em que estávamos. Demorei em cair na realidade.
- Espera ai... Isso não se parece como o interior. – resmunguei virando para encontrar a todos e observei Fe e meu irmão correndo pela areia.
Um sentimento de paz e alegria me preencheu, eu sempre amei a praia, o mar... Eu podia me sentir mais leve com a maresia que se prendia em minha pele.
Olhei de relance para meu pai que sorria bobo para mim, como se minha felicidade fosse seu prêmio do ano. Andei até o mesmo me prendendo com os braços em torno de sua nuca num abraço forte.
- Você me enganou? – perguntei rindo fraco nos soltando.
- Todos te enganamos! – respondeu Fe que agora já estava atrás de mim.
- Por quê? – perguntei mesmo já sabendo a resposta.
- Queríamos te fazer uma surpresa... Queríamos te ver com esse sorriso de novo. – disse papai de forma terna e eu não me contive em corar ao mesmo tempo em que meus olhos se enchiam de lágrimas.
- Obrigada. – murmurei fungando e obrigando-me a não chorar enquanto encarava o mar dançar em suas ondas.
- Nós te amamos Amanda, apenas lembre-se disso. – instruiu meu “velho” como eu gostava de chamar, antes de tomar seu lugar ao lado da esposa e ir se molhar junto dela e meu irmão no mar.
Permaneci um tempo estancada no lugar ainda contemplando a vista do mar, meu peito se apertava num nó forte querendo extravasar o choro, mas era um choro diferente, uma emoção forte daquelas que se tem quando surpreendida.
- Eu gostaria de poder dizer que esse momento é perfeito. – sussurrei baixinho apenas para que Fe ouvisse ao meu lado.
- E ele é. – completou antes de passar um dos braços por meus ombros e começar a me guiar em direção a areia.
O primeiro passo no solo fofo e eu fui instigada a tirar os sapatos, não suportava permanecer com nenhum calçado quando estava em direto contato com a natureza... Eu adorava sentir a areia sob os pés.
- De quem foi a ideia?
- Do seu pai... Ele queria te levar para um lugar que fizesse com que você ficasse feliz, eu dei a ideia da praia, pois te conheço muito bem que se não fosse uma garota urbanizada seria uma surfista hippie facilmente. – ri com o comentário encostando a ponta dos dedos na borda de onde a água alcançava.
- Você me conhece tão bem Fe. – comentei jogando os cabelos no ar e andando em direção as ondas de modo que a água cobrisse até meus tornozelos.
- É o que acontece quando se passa com alguém vinte e quatro horas por dia... – disse com desgosto e eu lhe mostrei a língua.
- Nós vamos ficar em um hotel? Casa? – indaguei chutando um pouco a água e observando as gotas voarem de leve na direção do garoto em minha frente.
- Casa... É aqui perto, mas seu pai resolveu fazer uma parada. Ele queria te mostrar a praia. – sorri jogando a cabeça para trás.
No bolso de trás do short retirei o celular, meu coração se acendeu mais ainda quando vi que o sinal era presente naquela área... Eu não morreria de preocupação, não mesmo.
Minha alegria estava um tanto restaurada a partir dai e com isso decidi uma provocação arriscada. Primeiro entreguei o par de tênis para meu pai, que sai da praia em direção a um quiosque no calçadão, depois voltei ao meu local e aproveitando a distração de Fernando chutei uma boa quantidade de água contra o mesmo e sai correndo com medo de sua vingança.
As poucas pessoas na praia olhavam para nós dois como se fossemos duas crianças retardadas, mas eu não estava nem um pouco preocupada. Eu sabia da competitividade de Fe sobre sempre ganhar em qualquer tipo de “jogo”, assim como sabia que ele sempre abria uma exceção para mim.
Quando já havia o molhado por inteiro, apenas minhas pernas se encontravam em estado igual ao seu o que indicava que eu havia ganhado, mas sabia que essa vitória tinha sido apenas possível por causa do nerd atrás de mim. E não fora surpresa quando de repente eu fui pega em seus braços e jogada para a parte mais funda do mar, sendo molhada por completo.
- Idiota! – resmunguei enquanto torcia o cabelo molhado e chutava um pouco de areia em sua canela.
- Seu eu fosse você, não faria isso de novo... – só por sua frase eu teria gosto em atirar um monte de areia nele, mas fui interrompida.
- Olá! — cumprimentou um garoto alheio acompanhado de mais três ao seu lado.
Ele era loiro e possuía a pele bronzeada do sol, além de um par de olhos castanhos, os outros dois que se postavam ao seu lado seguiam a mesma linha “surfista”, peles bronzeadas, cabelos em leves nuances loiras, porém mantinha-se no castanho e os olhos variavam de um para o outro, um possuía olhos cor de mel, enquanto os do outro eram verdes. Deveria admitir que faziam um “belo” trio.
- Meu nome é Thiago. –apresentou-se o primeiro estendendo a mão e eu a apertei num cumprimento.
- O meu é Amanda, e esse é Fernando. — apontei para o nerd ao meu lado.
- Sou Julio, e esse é Carlos. – apresentou-se o de olhos verdes, logo depois apontando para o outro.
- Notamos que vocês são novos pela região e sempre que pessoas novas chegam à cidade costumamos fazer amizade. – abri a boca num “o” enquanto líder do grupo declarava isso na maior facilidade. – Seria legal se vocês se juntassem ao nosso grupo e conhecessem pessoas novas...
- Hum nós viemos passar apenas algumas semanas. – deixei claro enquanto sorria dócil.
- Entendi, mas o que você acha de irmos no sentar com aquele pessoal ali... Conhecer melhor a todos que moram por aqui. – sugeriu exibindo um enorme sorriso com covinhas e meu coração falhou por um momento antes de eu começar a segui-lo.
- Então gente, esses são Fernando e Amanda. – apresentou-nos Julio e eu acenei para a roda que estava disposta em volta da mesa, cada um em seu acento. — Essa é Carla... – apontou para uma morena de longos cabelos negros e pele morena o que me fazia compara-la com Pocahontas. – Larissa, e Maria. – a primeira possuía o cabelo cacheado na cor ruiva, e a segunda o cabelo castanho ondulado... todas as garotas bem bonitas.
- Tem gente faltando aqui ainda. Mas se vocês quiserem aparecer no luau que vamos fazer hoje à noite poderiam conhecer o resto do grupo. – disse Thiago ao mesmo tempo em que se aproximava sorrindo e palpitando meu coração mais uma vez. – Adoraria ter sua presença conosco hoje à noite. – o garoto estava interessado isso eu já podia perceber, e estava esperando a brecha para que eu pudesse falar que já tinha um namorado.
- Sim, talvez... – cutuquei Fe disfarçadamente e ele soltou uma risada breve, percebendo a situação em que me encontrava.
- Espero que pense bem. – na voz do loiro possuía a quantidade certa de malícia e expectativa que provavelmente faria qualquer garota cair em seus encantos, mas não eu.
- Hum, precisamos ir... Chegamos de viagem ainda temos que desfazer as malas e tudo mais. – puxei Fe pela manga da camisa, estragando sua interação com a “Pocahontas”.
- Nos vemos hoje à noite? – Thiago indagou sorrindo e se apressando em segurar minha mão, assenti com a cabeça e logo após comecei a correr para longe enquanto acenava para o grupo.
- Idiota! Viu que eu precisava de ajuda e nem pra isso prestou! –ralhei batendo em seu braço enquanto andávamos para o carro.
- Nada paga sua cara enquanto ele pedia pra você “pensar bem”. – ele riu audivelmente e eu aproveitei para mais um tapa, dessa vez em sua testa. – Ah você vai ver agora! – exclamou perverso enquanto pegava meu corpo e me jogava em seu ombro.
- Não Fe! Por favor! – pedi enquanto socava suas costas o máximo que podia, ele corria em direção ao mar mais uma vez, e eu temia já que minhas roupas estavam um pouco secas.
- Ei garotos! Vamos para casa! – gritou meu pai me salvando e eu soltei uma lufada de ar em alivio ao mesmo tempo em que sentia a areia tocando meus pés com Fernando colocando-me no chão.
- Isso não acabou aqui... – murmurou resignado enquanto caminhávamos para o carro.
- Tata você viu o mar que grandão? – perguntou Arthur que corria até mim para arrastar-me depressa em direção ao carro.
- Eu vi sim bebê, é lindo né? – suspirei entrando no carro e sendo seguida pelos dois.
- É! E tem um monte de conchinha na areia, mas a mamãe não me deixou pegar. – um bico se formou em seu rosto e eu ouvi a risada da esposa de meu pai.
- Amanhã a tata pega as conchinhas pra você tá bom? – ele sorriu enquanto acenava com a cabeça.
- Fizeram amizade com aquele grupo? – perguntou papai dando partida no carro.
- Mais ou menos... – murmurei incerta sentindo o olhar de Fe sobre mim, enquanto o mesmo engasgava com o riso.
- Vai ter um luau hoje à noite, eles no convidaram. – eu sabia que ele abriria a boca.
- Você só quer ir por causa da Pocahontas falsa! – exclamei batendo o pé.
- O Thiago disse pra você “pensar” bem Amandinha... – e esse era meu melhor amigo me irritando e sendo um idiota, mostrei o dedo do meio.
- Só eu que estou por fora? – indagou papai rindo de minha atitude e eu meneei com a cabeça. – Vocês vão no luau ou não?
“Sim!” “Não!” Eu e Fernando exclamamos ao mesmo tempo e eu rosnei para que ele ficasse quieto depois disso, eu não iria a luau nenhum, se ele quisesse que fosse sozinho.
- Bom, tanto faz... Chegamos! – anunciou o homem estacionando dentro da garagem, o portão havia sido aberto por sua mulher.
Observei a fachada da casa por alguns segundos, portão branco e a pintura da mesma em tons de amarelo claro, bem harmoniosa. Possuía um jardim na entrada repleto de margaridas e violetas, uma explosão de cores bela. A porta de entrada era rústica de madeira e eu assisti com expectativa abri-la.
A sala se revelava em tons pastel, paredes num verde “erva-doce”, sofá branco e mesa de centro no mesmo tom, as almofadas eram coloridas, azuis, roxas, verdes e havia dois pufes um pouco afastados desse centro, um era laranja o outro amarelo, traziam o destaque à sala. Do lado direito duas janelas grandes, brancas, deixavam que a claridade entrasse de forma uniforme. No final da sala mais uma janela comprida, branca também. E do lado esquerdo o corredor se formava.
A primeira porta a vista era de correr, e ao abri-la veio a cozinha, toda decorada em tons de amarelo e branco, com poucos armários, fogão, e uma simples geladeira. Possuía a mesa de madeira no centro, com quatro acentos, e a pia em cima do mármore escuro.
O pequeno corredor acabou ali e desembocou numa espécie de hall pequeno onde duas cadeiras de vime estavam postadas em torno de uma pequena mesa redonda, as duas pontas da sala possuíam portas-balcão, mas eu não me atrevi a abrir, estava interessada nos quartos.
Quatro portas estavam em fileira na parede maior da pequena sala, a de fundo, segui para a primeira e abri, o quarto do casal se revelou e sem prestar muita atenção a fechei novamente. Abri a segunda e um quarto branco simples apareceu, duas camas de solteiro estavam no meio e um armário pequeno ao seu lado, atrás delas uma janela pequena de veneziana.
- Esse é seu quarto Fernando. – deixei claro partindo para a terceira porta.
O quarto não tinha nada de especial, mas me chamou a atenção de alguma forma... A cama de solteiro estava no canto da parede, ao seu lado um pequeno criado-mudo de madeira numa confecção que me remetia aos tempos antigos, o armário era pequeno e possuía detalhes antigos nas bordas, e a janela era grande, veneziana como a do outro quarto. Esse era menor, parecia até mais aconchegante e eu de pronto decidi que seria meu.
Ainda em curiosidade, fui averiguar a quarta porta e não me surpreendia ao encontrar um banheiro... Era todo em azulejos azul claro e a pia e privada brancas, o toque caseiro era dado pela cortina de plástico que cobria o box e a banheira, me sentia num daqueles filmes hollywoodianos antigos.
- E então gostou? — perguntou meu pai atrás de mim, sabendo que já tinha avaliado o local.
- Adorei! É tudo lindo, aconchegante... – apoiei-me na parede assistindo a esposa abrir a porta balcão do lado esquerdo.
Uma sacada pequena de grades finas deu a graça, e em frente a ela um jardim enorme muito bem cuidado, meio metro depois e o fim da propriedade. Quando ela abriu a porta balcão do outro lado o mesmo cenário apareceu.
- Qual o seu quarto? – apontei para o terceiro e ele deixou as malas na porta.
Encarreguei-me de chuta-las para dentro ao mesmo tempo em que fechava a porta e seguia para sala, me jogando no pufe laranja ao lado do que Fe estava. Pelo jeito todo o carro havia sido descarregado, já que o garoto tinha trabalhado em ajudar meu pai nessa tarefa.
- Você não quer ir mesmo nesse luau né? – perguntei me remexendo e sentindo a roupa grudar na pele por conta da água do mar que começava a secar.
- Estava tentando te irritar. – confessou rindo e apertando a ponta de meu nariz, mostrei a língua.
- Eu até iria Fe, mas hoje estou cansada... Prefiro ficar aqui e ler um dos seus livros chatos. – ele riu negando com a cabeça.
- Tudo bem, nós temos um longo tempo por aqui... Tenho certeza que essas oportunidades de “luau” não irão faltar. – sua voz maliciosa foi responsável pelo tapa que fui obrigada a transferir em sua cabeça.
- Tá vendo, se você fosse menos idiota essas coisas não iriam acontecer. – conclui enquanto ele resmungava um xingamento baixinho.
- Não tenho culpa que o Thiaguinho tá afim de você. – revirei os olhos sem mais argumentos.
- Que pena que ele não vai ser correspondido. – respirei fundo e encarei o teto, o dia já chegava ao fim e eu estava extremamente cansada.
Levantei e tirando a preguiça que restava em mim, rumei para um banho... Primeiro peguei o que precisava em minha mala, para só então trancar-me no banheiro e um desses utensílios era a bebida que havia ganhado de presente.
Primeiro tomei uma ducha rápida, tirando o sal do corpo e depois comecei a encher a banheira, ao mesmo tempo em que gritava para não se preocuparem, pois eu demoraria no banho. Eu sabia que Fe com seus ataques de super-proteção provavelmente imaginaria que eu desmaiei com uma queda de pressão, se não avisasse antes.
Abri o lacre da garrafa e despejei um pouco do conteúdo na boca, eu odiava tomar uísque daquele jeito, mas não pretendia ficar bêbada, apenas relaxada e esse era o melhor jeito. Após mais três goladas, afundei na banheira de olhos abertos e permaneci ali mantendo o fôlego preso mais do que podia. Só sai quando ouvi o toque do celular, ao lado da banheira.
“Brian” Marcava no visor e eu nem dei o trabalho de enxugar a mão para atende-lo.
- Oi. – murmurei enquanto encostava-me à banheira deixando a água até o pescoço.
- Como foi de viagem? – a voz me tirou um sorriso enorme.
- Não sei, eu dormi. – confessei enquanto formava uma concha com a mão e pegava um pouco da água, logo depois deixando que ela escorresse por entre meus dedos.
- Mas e o lugar? Como é?
- Primeiro meu pai falou que íamos para o interior, mas depois quando eu acordei estávamos na praia... Ele fez uma surpresa porque sabe que eu
- Ama praia. – completou rindo rouco.
- Você também sabia! – exclamei indignada batendo a mão na água fazendo com que ela espirrasse para todos os lados.
- Praticamente todo mundo sabia, menos você. – semicerrei as sobrancelhas.
- Todo mundo me enganando, vocês me pagam tá? – ele riu mais uma vez.
- Mas você pelo menos gostou da surpresa... – acrescentou e eu sabia que ele sorria atrás do aparelho telefônico.
- É, eu gostei mesmo... – o silêncio perdurou por alguns segundos, antes que eu tomasse fôlego para perguntar. – E o Matthew? Você o viu?
- Vi sim... Está na mesma. – concluiu fazendo meu coração apertar e sem perceber uma lágrima rolou tímida por meu rosto, tratei de seca-la. – Eu não sei bem o que dizer, só... vamos prometer não tocar nesse assunto enquanto você estiver ai?
- Não Brian, de jeito nenhum, eu preciso de notícias dele e você é a única pessoa que pode me fornecer isso! – contestei fungando.
- Eu sei... só estou dizendo que há minutos você estava feliz, e seu tom já mudou ao receber as notícias de Matt. Não é saudável e você fez essa viagem justamente para esquecer os problemas... De qualquer forma, o que adianta eu lhe informar todo dia que ele não deu resposta alguma e continua no mesmo estado? – seus argumentos chegavam a ser convincentes.
- Mas pelo menos eu vou saber...
- Você sabe que se ele desse algum sinal eu te ligaria na hora para falar... Então de que adianta gastarmos todos os dias que nos falarmos, te deixando triste? Eu não quero isso, eu quero que você se recupere, para voltar forte e nós encararmos esse “problema” de uma forma diferente da que estamos fazendo ultimamente. – suspirei deixando a cabeça encostar-se à parede atrás de mim.
- Eu sinto como se estivesse o abandonando aos poucos, como se a cada dia eu estivesse me tornando mais fria e conformada com o estado em que ele se encontra. – meu corpo se contraiu em desespero.
- Conformada talvez, mas nunca o abandonando... Nunca. Você só precisa seguir em frente, porque diferente do meu irmão não está presa em uma cama. – solucei com a severidade que as palavras causavam em mim. – Escute... Precisamos mudar nosso modo, você precisa mudar, precisa parar de viver em função de uma pessoa. Eu não estou te tirando às esperanças, eu também mantenho as minhas, mas não adianta você continuar presa no lugar.
- Não parece certo seguir em frente, é como se eu tivesse o traindo. – meneei com a cabeça encarando o teto.
- Você só trai a si mesma continuando nesse estado... nós precisamos estar bem para quando ele acordar.
- Você tem razão. – conclui caindo em suas palavras ao mesmo tempo em que meu peito se abria liberto da prisão em que o tinha mantido.
- Então vamos combinar desse modo, continuaremos a nos falar pelo celular durante todos os dias em que estiver ai... mas eu só a informarei de Matthew se por acaso houver alguma notícia relevante. – continuei em silêncio por alguns segundos, e sabia que ao concordar com isso seria o ultimato.
- Está bem. – soltei as palavras seguidas de um longo suspiro.
- Aproveite para descansar hoje, amanhã nos falamos ok?
- Tá... Não se divirta sem mim. – murmurei quase sem humor e ele riu fraco.
- Nunca.
Desligamos e eu joguei o celular com certa violência no chão, eu não estava brava, nem com raiva. Eu tinha uma explosão de emoções em torno de mim e tudo divergia sobre uma palavra que gritava em minha cabeça “liberdade”. Mas eu ainda me tornava temerosa a ela, estar livre de minha própria prisão poderia ser perigoso demais.
Notas finais
Bom, primeiro vamos aos avisos:
1º Eu não estou cobrando review nem nada do tipo, é que desde o começo de Apenas Um Pesadelo eu tive leitores "x" presentes comigo em todos os capítulos, e desde o capítulo anterior ao 9º eu sinto que perdi esses leitores dos reviews sempre presentes e realmente estou sentindo falta... Queria saber se tem algo errado com a fic para vocês pararem repentinamente com os reviews. Então deixem sua resposta ai na caixinha de baixo se possível... Como uma grande autora que eu admiro disse "Os reviews são o combustível de um autor"
2º Eu não sou muito boa com descrições, tanto como de personagens físicos, como de lugares, e vocês já devem ter percebido isso, peço desculpas por essa minha falha.
3º O capítulo dessa vez ficou grande e eu só o revisei uma vez, por isso peço desculpas se deixei algum erro passar.
Bom é isso, espero que tenham gostado do capítulo, qualquer dúvida, crítica, elogio, deixem no review!
Beijos da Shadows ;**
p.s. tenho uma fic ótima para indicar pra vocês, passem lá leiam e divulguem, a autora escreve muito bem e eu amo demais! O link: https://fanfiction.com.br/historia/210037/Gunslinger/
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