Apenas Um Olhar
1 Apenas um Olhar
Notas iniciais
Espero que gostem!
Apenas um Olhar
Raf POV
Estávamos a meio da noite, e não conseguia dormir. Estava acordada à cerca de uma hora. Não conseguia dormir por causa do sonho…aquele sonho que nunca será realidade…o dia em que podia beijar pela primeira vez o Sulfus…mas não podia ser…eu sou um anjo e ele um demónio e além disso porque é que ele haveria de me amar? Enfim…há perguntas que nunca poderão ter resposta…
Saí do meu quarto sem acordar a Úrie…queria estar sozinha por um bom bocado para reflectir no que sinto pelo Sulfus…
Fui para o jardim da Golden School. Olhei para a lua cheia…e vi o rosto dele…o seu sorriso…os seu olhos âmbar…os seus lábios.
De repente ouvi uma voz quente ao meu ouvido “Boa noite, meu anjo…” murmurou essa pessoa. Eu não precisei de pensar muito, já sabia quem era…a única pessoa que me chama de “meu anjo” é o Sulfus…mas ninguém.
Eu virei-me para ele “Sulfus…o que fazes aqui?” perguntei eu um pouco corada.
“Não conseguia dormir porque estava perdido no pensamento…” disse ele.
“A sério? Eu também não conseguia dormir…” disse eu desviando o olhar, mas ele pegou no meu queixo com um dedo.
“Raf…eu não aguento mais…” começou ele “…eu não aguento mais esconder aquilo que sinto por ti…” disse ele.
“E o que é que sentes por mim?” perguntei eu ansiosa.
“Eu amo-te Raf…é só em ti que eu penso…” disse ele.
“Sulfus, eu também te amo…mas não podemos complicar mais as coisas do que elas já são…” disse eu.
“Não me interessa essa velha história dos eternos…eu estou apaixonado por ti desde que nos conhecemos Raf. Eu por uma vez queria sentir os teus lábios nos meus…” disse ele.
“Sulfus também eu…mas nós nem sequer nos podemos tocar…quanto mais nos beijar-nos…” disse eu. Uma lágrima caiu pelo meu rosto e o Sulfus limpou-ma.
“Por uma vez não podemos esquecer isso?” perguntou ele beijando-me a testa.
“Mas e o sacrilégio?” perguntei eu.
“Deixa-o pra lá…” disse ele.
Olhamo-nos olhos nos olhos…apenas um olhar…apenas um olhar serviu para descobrir o amor que sentimos um pelo outro.
Encostamos as nossas testas e os nossos narizes e aconteceu…o momento proibido…o beijo proibido.
Eu pus os meus braços à volta do seu pescoço e ele pôs as mãos nos meus quadris. Afinal aquele sonho foi realidade…
Quando nos separamos não tinha acontecido nada…nada de mal…apenas algo de bom…
Abraçamo-nos e ficamos o resto da noite sozinhos…sem mais ninguém…
Nós éramos como o Romeu e Julieta…mas uma outra história.
Fale com o autor