Apenas Um Beijo (damon E Você)
22 Capítulo 22 o passado não se foi completamente
Notas iniciais
que aproveitem a leitura e esperem o epilogo pessoal.
Desculpem a ortografia!!!
1 mês depois…
Um mês pode mudar toda uma vida como uma vela mal apagada em uma casa de palha.
Bonnie soube disso depois de passar semanas sem entender quem era aquela desconhecida que tinha salvado a sua vida sem ao menos conhecer-la.
“Amor? O que passa?” Jeremy a pegou desprevenida a fazendo soltar uma maldição.
“Nada.” Bonnie respondeu beijando na bochecha de Jeremy que logo ficou vermelha pelo seu toque. E sorriu com isso, mas em realidade ela não se sentia bem.
“Você esta pensando naquilo outra vez?” Jeremy perguntou a puxando junto de si.
“Eu só to curiosa. Porque uma mulher perderia sua vida para salvar a uma desconhecida?” Bonnie perguntou deixando de olhar a grande janela do seu quarto e baixando até sua sala de estar.
“Talvez ela seja uma louca!” Jeremy falou brincando, mas Bonnie não sorriu.
“Isso não é brincadeira Jeremy.”
“Desculpa. Mas você nem sabe se ela morreu de verdade. Ela desapareceu!.” Jeremy falou tentando consolar sua namorada sem conseguir.
“Ela elegeu minha vida ao invés da dela. Eu só não entendo por que. Porque alguém acabaria com sua vida com si nada?”
“Talvez ela pensasse que fosse o correto a se fazer.” Jeremy falou, e de repente Bonnie pegou sua bolsa imediatamente e saiu de casa.
“Bonnie! A onde você vai?””
“Eu vou ser a louca tentando agradecer. Seja como seja.” Bonnie falou entrando no seu carro sem rumbo a onde ir. O único que ela fez foi seguir seu coração.
Ponto de vista Damon...
Sabe aquele incomodo sentimento que diz que te falta algo? Aquele molesto pensamento que se repete como umas mil vezes na sua cabeça dizendo: Hey! Você não se esqueceu de algo? Mas mesmo assim não se lembra do que é?
Pois é, essa merda estava passando comigo e eu não gostava nada disso.
-Damon?- Elena perguntou entrando na mansão.- Você esta bem?
-Claro Elena.- respondei ironicamente.- nunca estive melhor!
-Você mudou.- Elena falou seriamente indo a buscar Stefan no seu quarto.- E nem sequer se deu conta.
Eu me fiz o surdo e tomei um copo cheio de Uísque.
-Merda!- resmunguei zangado.- Esse Uísque esta aguado.
Terminei de falar me levantando e logo pegando as chaves do meu Chevrolet Camaro.
Eu odiava me sentir vazio, e no começo incluso cheguei a pensar que era por culpa da Elena.
Mas logo descobri que não.
Não importava o feito dela ter elegido a Stefan ao invés de mim. (e olha que isso me afetou) mas senão que era algo diferente, algo incluso superior a mim.
Depois de ficar um bom tempo conduzindo a baixa velocidade, encontrei a Sra. Flores pelo caminho. Aquela mulher tinha uma pensão não muito longe do Grills e sempre vivia sorrindo.
-Ola Senhor Salvatore!- Ela me saudou com uma roupa ridícula de jardinaria.
-Ola...- Eu respondi incomodo. Essa mulher me olhava de uma maneira estranha, como se soubesse de algo que eu não sei.
-Que tenhas um bom dia.- Ela me respondeu sorrindo enquanto eu estacionava meu carro em frente do Grills. Mas eu não respondi, simplesmente me girei e acabei batendo com uma pirralha.
-Merda!- Falei zangado a pegando pelo ombro e a afastando de mim.- Tem mais cuidado.- Falei dessa vez olhando nos seus olhos e algo aconteceu. Eu como que levei um choque ao tocar-la.
-Desculpe.- Ela me respondeu sorrindo, e estranhamente encontrei esse sorriso familiar.
-Como você se chama? — Perguntei a olhando profundamente, o que a fez baixar sua cabeça envergonhada.
- ___________.- Ela falou evitando meu olhar, e isso me fez graça.- Oh! você se esqueceu disso.- Ela falou pegando umas chaves e logo colocou nas minhas mãos.
-Onde você conseguiu essas chaves?- perguntei voltando a tocar seus ombros sem poder evitar.
-Estava no colégio depois daquele vendaval a um mês atrás.- Ela me respondeu sem conseguir olhar na minha cara. Mas antes que eu pudesse fazer mais perguntas, Jeremy me interrompeu me levando pra dentro do Grills.
E eu vi como sua cara ficava triste ao eu ter me afastado.
-OMG _________ VOCÊ FALOU COM ELE!- Eu escutei uma das que deviam ser sua companheira falar animada.
-Damon!- Jeremy me gritou depois de um tempo.- Algo esta ocorrendo a Bonnie.
-Que demônios eu tenho que ver com isso.- Falei deixando de escutar a conversa alheia, mas sem poder de deixar de observar a aquela garota.
-Bonnie não deixa de pensar naquela mulher que salvou sua vida.- Jeremy falou preocupado.- Ela incluso falou que vai buscar uma forma de agradecer.
-Você devia cuidar mais da sua namorada Gilbert.- Falei preocupado também.- A onde ela foi?
-Não tenho a menor ideia.- ele falou abalado.
-Pois mais te vale que ela não esteja fazendo uma loucura.- Falei seriamente.- Ou eu vou ser obrigado e te mandar para o mundo dos mortos outra vez. Entendido?
-Entendido.
Ponto de vista autora.
Bonnie não sabia o que estava fazendo, mas acabou terminando na casa em ruínas.
"Isso era algum tipo de sinal?" Bonnie se perguntou caminhando até aquela grande porta da entrada da casa.
Hoje fazia um belo dia, mas Bonnie soube que logo choveria.
Entrou depois de ficar uns minutos pensando na morte da bezerra e talvez... com medo do que poderia encontrar ali dentro.
Caminhou a passos lentos, mas decididos e ficou um pouco impressionada ao descobrir uma porta aberta que antes ela não tinha se dado conta.
-Que porta é essa?- se perguntou entrando lentamente no quarto e descobrindo que era uma biblioteca.
Lentamente acariciou os livros da instante já sabendo que eram grimórios pois se pareciam com os dela.
-Porque vocês nunca me ensinarão esse quarto?- Bonnie perguntou pras bruxas, mas elas não responderão.
Então, de repente um ruido se fez no ar, fazendo Bonnie se girar para ver que uma agenda em pedaços caia no chão.
Sem intender muito bem, caminhou uns quantos metros até que se agachou e pegou a agenda que parecia bem velhinha e gastada.
- O que é isso?- Bonnie perguntou a abrindo com cuidado e vendo que as folhas estavam completamente amarelas e a letra quase ilegível.
E foi então que descobriu que era um diário, mas o que mais a impressionou foi a data que marcavam naquelas folhas tao velhas.
-2023!- Bonnie assoviou alto sem acreditar.- Isso só pode ser uma brincadeira.
Pensou abrindo o diário e lendo o primeiro capitulo.
Querido diário
Eu me sinto a pessoa mais estupida do mundo perdendo meu tempo expressando no papel meus sentimentos. Mas eu necessito fazer isso. Eu necessito escrever o que eu sinto por dentro, senão eu acho que sou capaz de explodir. Mas agora penso que seria uma boa ideia explodir nesse momento, assim eu não necessitaria ver a Damon Salvatore outra vez.
Bonnie leu em voz alta até quando foi interrompida por passos entrantes. Mas quando descobriu que não era ninguém saltou algumas partes do diario e leu o que considerava mais importante.
Cada dia que passa, eu me pergunto porque essas malditas bruxas me perseguem, e porque me deram o poder de Bonnie Bennett.
Eu quando era mais jovem, tentava entender porque elas me escolheram a mim para ser a portadora de tanto poder, e algo me dizia que isso ñ seria uma boa sorte, senão mais bem uma mala, e das bem pesadas.
Eu sabia isso muito bem, porque de uns tempos pra cá eu tinha visto que bonnie tinha mudado muito, e por mais que eu fosse uma menina sem experiencia, eu era capaz de ver isso na cara dela. E agora isso estava acontecendo a mim também.
Desde aquela noite faz 10 anos atrás, quando eu ainda tinha 13 anos e estava fugindo as escondidas sem saber de que o de quem com a minha vó e minha prima, algo me havia acontecido.
Ainda me resulta difícil de explicar-lo, mas eu necessito liberar isso que tem dentro de mim.
Eram já a meia noite, e eu ñ entendia porque a minha vó tinha tanta pressa de sair de Mystic Falls, mas qualquer que tivesse olhos podiam ver que ela estava assustada e com medo de algo.
Minha prima Cristina já ñ estava para nada bem, e sempre me falava coisas estranhas como, "o monstro que me seduziu, seduzirá você também."
-Isso é impossível! — Bonnie falou soltando o diário das suas mãos por um momento.- Isso realmente não pode estar acontecendo.
-Isso é a pura realidade.- Bonnie se girou até a onde a voz vinha e se encontrou com os olhos de Emily.
-Esse diário esta me dizendo que _______, a prima da Cristina veio do futuro!- Bonnie falou sem acreditar.- Isso não pode ser verdade. Eu sei que a sua vida no futuro não parece muito prometedora, mas porque?
-Ela teve seus motivos Bonnie.- Emily respondeu triste.- Ela é uma Bennett.
-QUE?- Bonnie falou sem entender.- Como que eu não sei disso!
-Você deve entregar esse diário a Damon.- Emily falou sem responder a sua pergunta.- Ele deve saber.
-Porque eu faria isso?- Bonnie falou encabulada.- Pelo o que esta escrito nessas paginas ela o odiava.
-Você só leu o começo desse diário.- Emily falou.- Mas ainda não sabe qual é o seu final.
-Eu não necessito saber o final dessa história Emily- Bonnie respondeu fechando o diário nas suas mãos.- _________ se lembra de algo?
-Essa _________ não.- Emily respondeu triste- Nem ela se lembra e tampouco Damon.
-Então de que serviria o diário?
-Isso só o destino saberá- Emily falou desaparecendo.- Eles chegaram
-Bonnie!- Bonnie escutou a voz de Jeremy entrando na casa em ruínas e logo se levantou escondendo o diário na sua bolsa.
-Estou aqui!- Gritou de volta indo a seu encontro.
-A bruxinha esta bem- Damon falou ironicamente aparecendo na porta- VIVA! agora nos vamos?
-Sim, claro. — Bonnie falou aguentando sua bolsa com mais força. Damon não merecia o diário que ela levava em mãos. Ele era filho da puta demais para sequer ter o direito a tocar-lo. Bonnie pensou sendo levada em Braços por Jeremy até seu carro.- Vamos embora daqui.
Ponto de vista Bonnie
Já eram as oito da noite quando finalmente terminara de ler o diário que tinha em mãos.
Jeremy já se havia ido a casa, e eu tive mais privacidade para ler-lo com calma e tranquilidade. Mas não podia deixar de chorar ao reler a ultima página.
Querido diario
Esse é o final. Ou mais bem meu final.
Eu necessito escrever em você tudo..até os últimos momentos que passei em Mystic Falls. Para assim quando eu deixe de existir esse diário conte a minha história.
A única que me queda de todas as maneiras.
O diário era tao triste que minhas mãos tremiam ao segurar-lo.
A primeira coisa que eu queria fazer ao terminar de ler-lo era sair correndo por toda Mystic Falls e abraçar _________ fortemente.
Mas chovia muito la fora e eu...sentia aquele sentimento de fracasso dentro do meu peito. _______Foi capaz de salvar a Mystic Falls e perder sua vida por um novo futuro. Mas como eu poderia agradecer-la?
-Ainda tem um modo- Grams respondeu no meu ouvido o que me fez saltar do meu sofá.
-Grams?- falei sem acreditar no que via.- Como?
-Mágica- Grams me respondeu sorrindo.- Esse diário não te pertence querida.
-A quem deve pertencer então? a __________?- Perguntei sem convicção.
-Ele pertence a Damon- Grams respondeu deixando de sorrir.- ________ deu esse diario a ele quando faleceu em 2023.
-Como assim?- perguntei sem entender.
-Ela utilizou o feitiço de regressão querida.- Grams falou de repente triste.- Ela teria que perder sua vida de todas as maneiras para voltar ao passado.
-Então..- Eu falei inconsolada- Ela morreu duas vezes?
-Ela morreu 103 vezes querida.- Grams falou doida.- Ela sofreu na pele o que é ser queimada viva 100 vezes. Ela deixou de respirar uma vez. Ela foi esfaqueada também uma unica vez, mas ao final morreu sorrindo.
-Isso é...- Falei contendo minhas lágrimas.- Terrível.
-Então você já sabe o que deve fazer Bonnie.- Grams falou ficando cada vez mais transparente- Ela merece ser feliz querida. todos necessitamos.
-Grams!- Gritei, mas ela já havia desaparecido.- Eu te necessito aqui.- Respondi desconsolada, mas já sabia o que devia fazer.
Falei abraçando aquele pequeno e frágil diário contra meu peito enquanto pegava as chaves do meu carro.
Pela primeira vez eu faria o certo sem me machucar no final. Pensei entrando no meu carro com a chuva em aumento.
Ponto de vista Damon..
Chovia como nunca antes tinha passado em Mystic Falls.
E sorri enquanto bebia meu Uísque aguado. Mas não podia deixar de pensar que Bonnie estava muito estranha quando Jeremy e eu a encontramos. Ela me olhava como se eu fosse um maldito ogro sarnento e perigoso.
- Essa bruxinha esta perdendo a chaveta- Falei um pouco bêbado enquanto tomava dessa vez um pouco de sangue A+.
-Damon?- Stefan me chamou e eu me girei.
-O que você quer maninho?- Perguntei irônico.- Elena não esta satisfeita com seu pauzinho?
-Pelo amor de Deus Damon! — Stefan me respondeu realmente sério.- Eu não quero brigar com você.
-E eu não quero conversa.- Respondi rispidamente- Se você não quer nada mais, eu estou ocupado fazendo algo importante.
- Como o que Damon? — Stefan me perguntou preocupado.- A bebida agora é o mais importante pra você?
Eu não sei bem porque fiz aquilo, mas voei no pescoço dele e logo o empurrei contra uma parede.
-Você não sabe nada de mim ou da minha fodida vida!- Rosnei raivoso.- Assim que seja um bom cordeirinho e deixa ao ovelha negra em paz. Se você não quer que eu roube Elena de você outra vez.
Então Stefan se soltou do meu agarre e subiu as escadas da mansão raivoso.
-Não culpes a mim ou Elena por se sentir vazio Damon.- ele me falou ao final da escadaria.- Você esta sozinho por escolha própria.
E sem pensar duas vezes lancei meu copo de sangue contra o escudo Salvatore. Eu não sabia o que me estava acontecendo, mas algo não ia nada bem.
Mas antes que eu pudesse quebrar qualquer outra coisa, senti que tocavam na porta.
-Quem demônios é?- Falei a abrindo e me encontrando com uma Bonnie encharcada na entrada.- O que você esta fazendo aqui?- perguntei sem entender.
-Algo que devia ter feito a 3 horas atrás- Bonnie respondeu entrando sem esperar que eu a convidasse.
-Isso aqui não é a casa de mãe Juana não.- Falei sem humor pra visitas.
-Eu não estou pra brincadeiras Damon.- Ela me respondeu realmente seria.- Toma.
-O que é isso?- Perguntei vendo uma agenda velha e amarelada nas minhas mãos.
-Talvez a oportunidade de você poder fazer feliz a alguém.- Bonnie respondeu, mas logo tomou outra vez a palavra- Você deveria fazer algo por ela, Damon. Ela merece mais do que apenas recordos.- Bonnie falou desaparecendo sem mais.
Eu fiquei um bom tempo parado na porta a vendo se afastar lentamente com a chuva molhando seu cabelo.
Até que depois de uma eternidade voltei pra perto da minha chemeneia e comecei a ler sem vontade alguma aquele diário antigo que mais se parecia ao de Stefan.
E os minutos se passaram e se fizeram horas. A chuva só aumentava la fora, mas em nenhum momento eu deixei de ler cada palavra daquele diario...até seu final.
Eu acho que talvez o que entristece meu coração seja meu passado. E já é hora de rasgar-lo para criar um novo presente. E talvez quem saiba um futuro melhor.
Adeus querido diário, ao final de contas é uma despedida.
E então joguei aquele diário longe de mim como se com apenas olhar-lo me causasse uma dor profunda.
-Não!- Gritei desesperado sentindo que os recordos voltavam na minha cabeça rápido demais.
E sem pensar duas vezes corri pra fora da mansão e me joguei outra vez naquele mesmo chão em que chorei a morte de ________.
-Eu te esqueci!- Gritei sem poder me perdoar- Eu te esqueci doçura.
-você ainda pode mudar isso.- escutei um doce voz me falar, mas não soube de quem era.
-Onde ela esta?- Perguntei de repente me levantando encharcado e sujo de barro do chão.
-Ela esta te esperando...
E automaticamente voltei a mansão como a um robô com uma missão em particular. Peguei seu diário e logo sai correndo com minha velocidade vampírica até onde me levou o seu cheiro tao singular.
E ao final terminei encima de um arvore todo molhado, vigiando a um quarto em particular.
-_________!- a sua avó a chamou desesperada enquanto ela entrava no seu quarto chorando.
- Eu não quero ir São Francisco!- Ela gritava desesperada, e eu tive vontade de quebrar aquela janela e abraça-la sem saber porque.
-Cristina deve ir a um psiquiátrico querida- Sua avó falava desesperada e triste.- Já fizemos o suficiente por ela.
-Eu não quero que ela vaia a um lugar assim.- ________ respondia com o coração na mão.- Eu..eu posso cuidar dela vó, você sabe que eu posso.
-Já esta feito, vamos sair amanha pela noite.- A sua avó respondeu séria e eu tive vontade de arrancar o pescoço daquela maldita.
E quando aquela maldita velha desapareceu, _________ se jogou no chão e chorou. E interiormente eu senti que me quebrava o coração, pois isso era culpa minha e eu teria que arrumar a merda que fiz.
-Pai do céu..- eu escutei que ela começava a orar.- eu juro que em nenhum momento fui uma mala menina. Eu tentei e ainda tento fazer o certo, mas por favor, por favor faz que a minha avozinha não abandone Mystic Falls. por favor! isso é o único que eu te peço. Não importa que eu jamais saiba quem foi minha mãe, ou que jamais Damon salvatore me queira. O único que importa é que eu continue aqui. Eu prometi em frente do orvalho que viveria aqui pra sempre. Esse é o único lugar que eu amo, amém.
Escutei que ela terminava de orar, mas seria eu quem ouviria as suas preces e não Deus. Pensei dando a volta por sua casa e parando no quarto de Cristina. Eu acabaria com a sua dor, e faria que ela fosse feliz outra vez.
Quando finalmente cheguei ao quarto de Cristina vi que ela estava de pé olhando a parede sem deixar de dizer palavras incoerentes, e eu soube que teria que ser paciente.
subi na sua janela e toquei no vidro lentamente para não assustar-la. Ela se girou e olhou nos meus olhos,e antes que pudesse gritar a hipnotizei.
-Não grite- Falei em voz alta e ela assentiu com a cabeça.- Agora me convida pra entrar.
-Entre.- Ela falou completamente hipnotizada e eu agradeci ao entrar no seu quarto e deixar de me molhar la fora.
-O que esta acontecendo Cristina?- Perguntei acariciando seu cabelo negro e tocando sua cara que agora parecia pálida ao invés de morena.
-Você me mordeu- Ela falou se pondo estérica mas eu olhei bem profundamente nos seus olhos.
-Isso nunca aconteceu.- Falei sorrindo pra ela e ela me retribuiu o sorriso.- Você só tinha bebido demais e ficou um pouco louca durante um tempo.
-Sim.- Ela me respondeu hipnotizada- Eu acho que foi isso.
-E agora você vai ficar bem como antes- Eu falei no seu ouvido sem deixar de acariciar seu cabelo.- Você merece ser feliz e vai ser.
-Mas e o monstro que me mordeu?- ela me perguntou de repente assustada outra vez.
-Ele vai embora e nunca mais voltara- Falei olhando profundamente pra ela.
-Como você pode ter tanta certeza?- ela voltou a me perguntar.
-Porque eu te prometo não voltar.- Falei triste.- Você e ________ poderão ser felizes outra vez.
-Esta bem. -Ela me respondeu sorrindo e eu coloquei o diário nas suas mãos junto com um papel a parte.- O que é isso?
-Simplesmente entrega isso a _________ quando amanheça o dia. -Falei me preparando para sair pela janela outra vez.
-Ela odeia quando alguém vai embora sem dizer adeus.- Cristina falou enquanto me preparava para partir.
-Só diz pra ela que eu não tive outra escolha.- Falei saindo pela janela e saltando no arvore.
-E porque não diz você mesmo?- Cristina perguntou sem entender.
-Porque eu odeio dizer adeus- Falei desaparecendo pela escuridão da noite.
Seu ponto de vista..
A primeira coisa que fiz ao me despertar foi ficar embasbacada por Cristina estar encima de mim sorrindo brincalhona.
-Levanta preguiçosa que eu tenho algo pra você.-Ela falou me sorrindo.
-Cristina.- Eu falei sem acreditar no que via.- OH CRISTINA!- gritei emocionada a abraçando.
-Um pouco de espaço priminha- Ela falou rindo.- Eu necessito respirar!
-OH CRISTINA!- Eu não pude deixar de abraça-la.- Como?quando?
-Isso é uma longa história,nem a vovó pode acreditar- Cristina falou me entregando uma agenda velha e logo um papel a parte.
-O que é isso?- perguntei abrindo a agenda e vendo que aquela letra era igual que a minha.- que brincadeira é essa?
-Não é nenhuma brincadeira.- Cristina falou — e só mais uma coisa.
-Que?- perguntei folheando a agenda amarelada.
-Ele mandou que eu te falasse que ele não teve outra escolha- Cristina me respondeu sem me dar uma oportunidade de perguntar quem.
Mas não me importou saber quem foi depois de eu ler o diário. Eu poderia dizer de cabeça cada linha daquelas paginas, pois foi eu quem as tinha escrito.
E da mesma forma que alguém se desperta de um pesadelo, eu tremi assustada ao terminar de ler o meu diário. Eu queria chorar de felicidade por haver conseguido, mas ao mesmo tempo chorar por Damon me haver deixado.
E imediatamente peguei aquele papel que Cristina me havia dado junto com meu diário e li o que estava escrito.
Você justifica minha existência:
Se eu não te conhecesse, eu não viveria:
Se eu morresse sem te conhecer, eu não morreria, porque eu não haveria existido.”
-Damon...- falei seu nome, e logo depois sai correndo de casa sem que Cristina me parasse a tempo.
Eu só sei que depois de um tempo correndo terminei naquele grande arvore de Mystic falls. Eu dormi naquele arvore quando cheguei em Mystic Falls naquela noite de verão em busca de salvar a povoado e me vingar de Damon Salvatore.
E agora eu estava aqui outra vez... no começo de tudo.
Assim que toquei naquele velho tronco, mas já não fui capaz de sentir a sua vida fluir nas minhas mãos. Eu já não tinha poderes, eu finalmente voltava a ser o que eu queria ser: a minha antiga eu.
-Eu te esperarei.- Falei fechando meus olhos como em uma promessa.- Eu te esperarei para sempre se for preciso Damon Salvatore.
Falei sorrindo com lágrimas nos meus olhos. Porque ele ainda me devia meu primeiro beijo, e eu o cobraria.
Notas finais
nos vemos na próxima, e desculpem a ortografia.
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