Apenas Um Beijo (damon E Você)
15 Capítulo 15 O demônio dos segredos
Notas iniciais
"Você é tão escuro por fora... Eu só ñ sei por que sou a única capaz de ver a sua luz por dentro."
Ao final essa grande biblioteca foi como um segundo lar pra mim. Eu me sentia tão segura nela como em nenhum outro lugar.
Dessa vez resolvi ñ me sentar na poltrona hoje, senão que me ajeitei no chão olhando a lareira e esperando a que Damon Salvatore faça a graça da sua presença. Coisa que ñ tardou muito. Por mais que ele fosse bem silencioso, meus braços se arrepiam quando ele esta por perto.
"Tó aqui!" Damon falou com falsa alegria. E pela primeira vez eu notei que ele voltava a ser o Damon Salvatore irônico de antes. E o ciúme começou a infestar meu corpo, até chegar na alma. "Como Giselle foi capaz de fazer isso?" Pensei enquanto olhava a lareira, pensativa e triste ao ver Damon tão feliz e eu ñ ser o motivo dessa felicidade. Eu era uma mulher estranha as vezes.
"Você vai falar ou eu perdi meu tempo vindo pra cá?" Damon perguntou se sentando na poltrona ao invés do chão. Então, eu me levantei e me sentei em uma cadeira o mais longe possível dele.
"O monstro que deseja destruir Mystic Falls tem um nome. E eu sei que isso pode parecer algo estúpido e sem sentido, mas seu nome é Lúcifer, o anjo caído." Falei enquanto Damon me olhava entre incrédulo e risonho.
“Isso era pra ser engraçado?” Damon perguntou me olhando sério outra vez.
“Eu ñ brinco com coisas sérias, Damon.” Falei me levantando da cadeira, e caminhando de um lado para outro sem poder olhar nos seus olhos.
“E suponhamos que isso seja certo, O que faria um demônio em Mystic Falls? Por quê?” Damon perguntou me olhando profundamente.
“EU Ñ SEI!” Gritei desesperada. “Ele quer Mystic Falls, e os poderes dá...” Eu me detive antes de falar Bonnie pelo gongo.
“Os poderes de quem?” Damon me incitou a falar como se ele já soubesse a resposta.
“Meus poderes, ele quer meus poderes.” Falei alto para que ele pudesse escutar.
Damon sorriu se levantando do sofá, e logo depois passando bem perto do meu ombro com a boca perto do meu ouvido.
“Eu acho que já é hora de deixar de alimentar ao demônio dá mentira, doçura. Você ñ vê que ele esta gordo demais?” Damon falou de forma retórica se afastando de mim, para logo depois jogar seu whisky na lareira, fazendo chamejar mais o fogo.
“Eu ñ sei do que você está falando.” Respondi com a cabeça baixa.
Eu ñ era boa mentindo, mas tampouco era boa em tentar ñ ser orgulhosa.
“Se você ñ quer falar, ñ fale. Mas eu tampouco vou falar o que eu descobri sobre a sua família querida.” Damon falou zombador, caminhando pra fora da biblioteca.
E por um momento eu senti raiva dele. Como ele ousava zombar da minha família! Da família que ele destruiu!. Pensei com uma vontade enorme de quebrar as suas pernas enquanto caminhava longe de mim.
Mas depois da ira veio a duvida. O que ele sabe sobre a minha família? Será que era algo sobre minha mãe desaparecida? Pensei de repente feliz por querer descobrir a verdade e terminar com o mistério que há tempos foi esquecido, ou talvez escondido pelo meu cérebro traumatizado.
E então, as palavras sairão da minha boca sem a minha permissão.
“Espera!” Gritei sem poder evitar.
E vi como Damon se girava com um sorriso no rosto.
“O que você sabe sobre minha família? Apesar de que eu saiba que você esta blefando.” Falei contraditória.
“Porque ñ começa você primeiro?” Damon me falou se sentando na poltrona com cara calculadora.
“E porque ñ começa você primeiro?” Revidei.
“Porque ñ fui eu que vim a Mystic Falls em primeiro lugar.” Damon terminou de falar com um sorriso saliente no rosto.
E nesse momento eu realmente me contive de querer salta encima dele e desmanchar esse sorriso da sua cara a tapas. Mas me tranqüilizei e falei:
“Quando eu era pequena, minha avó tinha saído a comprar algo que eu ñ me lembro bem agora, e de repente meus poderes chegarão enquanto via desenhos animados.” Falei a primeira coisa que me veio em mente.
“HUM!! Resposta errada.” Damon falou ainda me olhando profundamente.
“Sim que é certo!” Falei alterada, mas ele ñ se importou, simplesmente pegou outro copo de whisky vazio, e depois quando estava cheio tomou o trago de um só golpe. Como se estivesse se preparando para dizer algo.
“Não. E você sabe muito bem, que isso o que você falou não é certo. Verdade __________?” Damon falou deixando seu copo vazio encima da mesinha perto do sofá, ainda esperando uma resposta minha que não veio. E quando viu que eu não responderia, continuo falando mais amargado:
“Antes eu ñ me lembrava, mas a Sheriff Forbes me esclareceu certas coisas, e “Puff!” descobri que você era aquela pirralha que passava algumas vezes no Grill com suas companheiras. Mas seu olhar....era diferente das demais.” Damon terminou de falar olhando bem dentro dos meus olhos.
E eu interiormente me senti envergonhada, pois só queria sorrir nesse momento. “Ele sabia que eu existia.” Pensei embaraçada por um momento.
“Sheriff Forbes...” Falei me sentindo traída pela minha própria heroína.
“Bem...foi preciso ameaçá-la, mas no final ela caiu no meus encantos.” Damon falou sorrindo, mas eu pude notar que parecia triste, ou melancólico talvez. Como se tivesse lembrado de algo importante.
E de repente, senti que meu coração deixava de bater por um segundo.
“Será que ele sabe que eu pretendia me vingar dele, ou será que ele sabe que eu sou a prima da Cristina? “ Pensei alarmada, pois não poderia me defender dentro da mansão Salvatore. Porque meus poderes estavam bloqueados aqui dentro.
E instintivamente passei minha mão protetoramente no pescoço, já esperando que as suas mãos o agarre com brutalidade. Mas com a pouca coragem que me restava, falei:
“Então você já sabe quem eu realmente sou... esta feliz agora?” Falei com o queixo erguido e vi como Damon assentia tranquilamente a cabeça.
“Então você deve sabe que eu sou perigosa. Assim que se fizer algo como ameaçar a Sheriff Forbes ou alguém mais que eu ame, pode considerar-se morto.” Falei olhando bem nos seus olhos.
E então, ele com a sua rapidez inumana me agarrou pela cintura e me deitou incomodamente na poltrona a onde estava minutos antes.
Dessa vez, ele não me machucou como eu esperava que fizesse, pois uma das suas mãos agüentava minha cintura, e a outra mantinha cuidadosamente minha cabeça reta e erguida sem perigo de eu bater contra o braço da poltrona.
“WoW! Cuidado com a feiticeira!” Damon falou ironicamente sem expressão alguma.
Eu poderia dizer com toda certeza que seu olhar era de indiferença. Por mais que dessa vez tinha se preocupado de que eu não me machucasse, seu olhar continuava frio como o gelo polar. Frio como seu coração distante e intocável como as estrelas do céu.
Então, eu soube nesse exato momento que já ñ me importava saber o que ele sabia sobre a minha família. Ele ñ se importava pelo que fez a minha prima, isso estava expresso nos seus olhos.
Mas o que eu ñ fui capaz de enxergar foi à culpa que ele sentia por haver feito minha vida um inferno. Algumas vezes o ressentimento ñ nos deixar ver a verdade escondida em apenas um olhar.
“Sai de cima de mim, Damon.” Falei girando minha cara. Eu ñ queria ver seu rosto, eu ñ queria chorar pelo que ele me fez, eu ñ queria recordar. Era doloroso demais saber que ele...o homem que tanto amei, destruiu a vida da minha família.
E por estranho que pareça, ele saiu sem piar de cima de mim. E depois desse momento, eu vi que a sua máscara de tipo duro caiu no chão e saiu pelo ralo. Por mais que fosse por apenas milésimas o centésimas de segundo.
“Você ñ é uma __________(seu sobrenome). Senão que uma Bennett. O poder que possui é seu por direito. Por mais que antes pertencia a Bonnie.” Damon falou caminhando até a saída da biblioteca. Mas antes de desaparecer por completo, eu fui capaz de escutar-lo sussurrando:
“Espero que possa me perdoar algum dia.” Damon falou, e logo depois desapareceu da biblioteca fechando a porta com tanta força que quebrou a maçaneta da própria que caiu no chão despedaçada.
Então, eu senti que ñ podia respirar.
“Ele me pediu desculpas pelo o que eu estou pensando? Ele me pediu perdão por haver feito o que fez com a minha prima?” Pensei sentindo que saiam lágrimas dos meus olhos.
“Eu me sinto tão confusa...” Falei buscando respirar tranquilamente enquanto as lágrimas baixavam do meu sistema lacrimal sem descanso e cada vez mais rápidas.
Eu já não pensava com clareza quando me joguei no chão e me enrolei sobre o tapete como uma casca de caracol. Eu já não sabia em que acreditar. Eu já não sabia em quem confiar. Quem eu era realmente? Uma Bennett?
Não...isso é impossível!! Minha avó e minha prima são uma ___________ e não Bennett. Pensei chorando, e tentando não acreditar em nada que tenha saído da boca de Damon Salvatore. Por mais que eu saiba que ele podia ser tudo, menos um mentiroso.
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