Apenas Um Beijo (damon E Você)

11 Capítulo 11 Conhecer-nos outra vez


Notas iniciais
Esse capitulo vai ser um pouco como a sua vingança sobre Damon te haver feito sofrer ao principio. Que aproveitem pessoal

Quando a deixei de abraçar, a Sr.Flores me olhou estranhada sem entender nada. E Damon só nos olhou como olharia a qualquer pessoa louca ou que se acha melhor do que ele...Com o seu olhar de indiferença.



Mas eu sabia que ele era o que estava mais curioso por saber o que estava acontecendo comigo. Parecido a um fã aficionado por saber como seria o novo episódio da sua série favorita.



E o mais raro foi eu ser capaz de ver isso nos seus profundos olhos azuis. Nós já ñ nos olhávamos com despreço, senão com respeito e compreensão mutua.


"Bem...eu acho que temos que ir agora." Damon falou e eu assenti com a cabeça concordando com o que dizia.


"Sim, eu acho que isso seria um boa ideia." Confirmei.


E juro que por um momento vi na cara dele a mais inacreditável incompreensão. E sorri desse pequeno detalhe.

1 ponto para mim e 0 pra Damon. Ele ñ me conhecia tanto como eu conhecia ele.


"Porque você já vai querida?" A Sr.Flores me perguntou entristecida.


"Eu prometo que volto, okay?" Falei indecisa. Porque eu ñ voltaria. Ñ depois do sonho que tive.


Eu ñ queria que nada passasse a Sr.Flores. Mas tampouco queria que nada passasse a Damon. Por mais que ele mereça isso e muito mais.


A Sr.Flores ao invés de chorar me sorriu.


"Eu sei que você vai fazer a escolha certa, querida.Segue sempre seu coração." Ela falou por enquanto me abraçava forte. Até eu ficar sem ar para respirar nos meus pulmões.


"Eu também te amo Sr.Flores." Falei sem entender as sua palavras. Eu sempre fui terrível em entender indiretas.


A soltei dos meus braços sem vontade alguma. E olhei a Damon por enquanto subia as escadas para pegar minha maleta.

Assim que cheguei na minha porta, esperei um momento para visualizar-la e assim lembrar de qualquer coisa quando tenha que deixar Mystic Falls...mas só que dessa vez seria pra sempre.

Depois de alguns momentos abri a porta e senti aquele cheiro de mofo outra vez. Mas só que ñ foi incomodo como antes senão melancólico. Eu só passei aqui umas quantas horas, e sentia que deixava toda uma vida aqui. "Que idiota eu sou as vezes." Pensei em voz alta, me esquecendo por um momento que tinha um vampiro nessa pensão.

Sorri e me sentei na cama. Ao final de contas foi aqui que comecei a fazer meu diário, e que agora estava abandonado dentro da minha maleta. E me prometi nesse momento escrever tudo nele, porque o futuro parece tao incerto, e o único que pode continuar por inteiro são os meus recordos.


Me levantei e olhei por aquela janela tao pequena do meu quarto. Mas só que ñ se via nada, pois estava embaçada pra caralho.

Antes de eu baixar outra vez a sala de estar, resolvi tomar um banho e mudar de roupa, pois a que estava usando necessitava urgentemente ir pro lixo. Mas eu ñ queria jogar fora o vestido que a minha vó me fez, assim que peguei uma bolsa de plastico para guardar-lo e assim poder ajeitar-lo quando eu volte pra casa.

Caminhei ao banheiro ainda com os pés descalços e sorri ao pensar na cara de Damon ao escutar eu tomando banho. Ele com toda certeza ficaria puto, mas a mim só me fazia mais graça.


Assim que entrei no banho me despi rapidamente e entrei no boxe com um chorro de água fria caindo na minha pele, e assim refrescando-la.

Fiquei um bom tempo parada como uma estatua no chuveiro pensando na morte da bezerra, como dizia minha vó. E depois do tempo necessário resolvi que já era hora de sair. Peguei uns shorts de malha, porque comodidade vem em primeiro lugar. E uma camiseta de manga curta de um equipe de basquete qualquer de são Francisco que tinha guardada. Depois penteie meus cabelos, e me vesti.


Sai do banheiro com o meu vestido já dentro da bolsa plastica e o coloquei na maleta junto com o diário e algumas mudas de roupa.

Olhei uma ultima vez a minha maleta e vi que tinha uma bolsinha plastica com ervas da verdade. Eu me lembrei que as tinha trazido se eu encontrasse a algum vampiro ou qualquer pessoa que ñ me quisesse contar nada, e assim com essas ervas eles me diriam tudo o que eu quisesse saber.


Quando vi que já estava tudo feito, o único que restava era baixar pelas escadas da pensão que me deparariam ao meu futuro e aos de Mystic Falls. Tirei as rugas do lençol da cama floral, e depois quando sai fechei bem a porta do quarto.


Fiquei olhando por um momento as escadas da pensão. E vi que no final dela estava Damon me esperando de costas pra mim, encostado no umbral da escada.


Ele se via sexy incluso com a camisa rasgada, cabelo despenteado e sangue seco na testa, pensei sem poder evitar apreciar sua beleza sobrenatural.


E ele notando que estava sendo observado, se girou e me encarou com os seus profundos olhos azuis.


"Você vai ficar ai babando por mim, ou vai baixar logo de uma vez?" Ele perguntou ironicamente, mas sem sorrir como fazia a 10 anos atrás.


Eu ñ quis dar o gostinho para ele de me irritar, assim que baixei os últimos degraus de cabeça baixa e sem olhar para ele. Quando senti que ele ia me tocar o braço, me afastei do seu toque. Ñ significava que chorei nos seus braços antes, que ele tem o dever de me tocar agora.


Eu segurei firme a minha maleta nas mãos por enquanto me despedia da Sr.Flores por segunda vez. E Damon já estava fora me esperando.


Quando eu sai me surpreendeu que ñ tinha nenhum carro fora. E Damon sorriu do meu olhar confuso.


"Bem, senhorita. Vamos ter que caminhar umas quantas milhas." Eu o olhei e sorri pra ele de volta. A mim ñ me importava caminhar. O que me importava era andar todo aquele caminho com ele.


Caminhamos durante 30 minutos calados. Eu tinha meus segredos e eles os seus, mas eu devia esquecer isso por agora. Mystic Falls era mais importante que estúpidos segredos infantis e traumas.


Enquanto caminhávamos tinha buscado com o olhar os pirralhos, e os tinha visto jogando naquele parquinho em frente ao árvore onde eu os conheci pela primeira vez. Senti vontade de correr até eles e abraçar-los por ver se eles de verdade estavam bem, mas eu ñ faria isso. Quanto mais longe eu to deles mais seguros estarão.


"Eu tive outro sonho." Falei enquanto caminhávamos e já estávamos perto da mansão Salvatore.


Damon me olhou por um momento, e falou algo que foi como uma facada no meu peito.


"Então é por isso que você agiu como uma louca faz pouco, chorando como uma maldita estérica e se agarrando em mim?" Ele sorriu como um bastardo bem perto da minha cara, e eu fiz o que tinha prometido ñ fazer. Dei uns bons aneurismas nele.


"A louca estérica viu coisas que nenhum ser humano com razão poderia suportar SEU PEDAÇO DE MERDA!" Gritei com ele de joelhos aos meus pés.


"_________!!!PARA COM ISSO AGORA!!" Damon gritou sentindo uma dor aguda na cabeça que ia em aumento.


"Eu estou cansada de você Damon Salvatore!!! Você quase me mata por dois vezes!!!! me trata como uma puta merda. quem você pensa que é!!!! QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA DESTRUIR O POUCO DO RESTO DA MINHA VIDA QUE ME QUEDA!!!" Gritei explodindo. Eu ñ seria a sua próxima Bonnie Bennett, ele ñ me criticaria na minha frente e ñ ousaria tocar nem um fio do meu cabelo sem a minha permissão.

Pensei lembrando do primeiro momento quando nos conhecemos, mas resolvi que se eu matasse ele agora

eu ñ teria mas aliados por aqui. Assim que deixei de dar a ele aneurismas quando já estava no chão quase desmaiado.


E de repente senti que saia sangue do meu nariz, e o limpei imediatamente sem que Damon notasse que me cansou. Eu ñ daria a ele esse gostinho. Agora estávamos quites, e eu merecia respeito pensei tentando esquecer do preocupada que fiquei quando o vi naquele carro e do envergonhada que me senti quando ele me olhou por enquanto eu baixava as escadas da pensão da Sr.Flores.


Assim que ergui a cabeça e continuei caminhando até a mansão Salvatore sem olhar pra atrás. Escutei alguns ruídos de protesta pela dor e algumas maldiçoes com. "Eu vou me vingar de você, maldita bruxa"

mas eu ñ liguei. Estava mais preocupada pelo meu bem estar que poderia ser algo irreversível do que o bem estar de um vampiro que se recupera com uma boa taça de sangue.