Apenas Por Você
6 Capitulo cinco- Um pouco estranho
Notas iniciais
Acordei com um feixe de luz passando pelos meus olhos, passei alguns segundos olhando para a janela, tentando me lembrar de como havia chegado em casa. Quando virei o rosto dei de cara com Tiago. Como ele havia parado ali? Porque nos dois estávamos na mesma cama? levantei em um pulo, sentando-me.
– ei, ei, ei... Oque foi? – ele me olhou sonolento tapando a luz que chegava em seus olhos.
– porque nos estamos deitados na mesma cama? Não me diga que nós...
– que? Não, não... Você estava tão bêbado que ficou pedindo para eu deitar com você, então eu deitei. E pare de falar tão alto... Minha cabeça dói.
– desculpe.
Deitei-me novamente ao seu lado. A cama era pequena e nossas pernas se cruzavam, era uma sensação boa, mesmo estando quente, eu sentia como se não quisesse me separar dele. Foi ai que aquela cena pulou como um flash na minha mente. O beijo.
– então... Sobre aquele beijo ontem... – Era como se ele tivesse lido minha mente.
– ah, sobre isso... – olhei novamente em direção a janela – eu queria pedir desculpas. Meio que me aproveitei do momento, sabe, nos estávamos bêbados e tudo mais...
– você não tem porque se desculpar. Eu podia estar bêbado, mas mesmo assim eu tinha total consciência do que eu estava fazendo. – ele sentou-se na cama em um pulo – eu poderia até te beijar de novo agora, se você não estivesse com um bafo de quem acabou de acordar, obvio.
Nós rimos e eu o dei um chute. Se nos apressássemos ainda poderíamos tomar café, mas nós dois estávamos tão cansados que resolvemos tomar nosso tempo. Ele foi primeiramente para o banho. Enquanto isso eu continuei deitado na cama, repassando tudo que aconteceu noite passada. Por mais que eu quisesse me lembrar do resto, a única coisa que passava em minha cabeça era aquele beijo. Droga, porque eu estava pensando tanto nisso? Foi apenas uma merda de beijo. No momento que que eu estava começando a surtar ele saiu do banheiro. Tomei um banho gelado, bem longo e quando sai, Tiago estava sentado no chão da varanda, olhando a praia. Caminhei e sentei-me ao seu lado.
–ahh eu odeio essa maresia. Deixa meu cabelo todo errado. – reclamei enquanto esfregava a toalha nos mesmos tentando seca-lo.
– o meu cabelo continua a mesma coisa.
– tem certeza que esse teu cabelo é natural mesmo? – comecei a mexer em sua cabeça, movendo seu cabelo para todos os lados em busca de algum sinal de raiz que não foi encontrado. – droga, porque você tem uma cor tão bonita?
Ele riu e começou a me encarar. Eu ainda movia minhas mãos pelo seu cabelo e ele cada vez chegava mais perto. No final dei um empurrão em sua cabeça para o lado contrario, mas ele voltou a me encarar e sorriu. Droga, eu estava com o rosto vermelho?
– ei, estica as pernas.
– hun? Porque?
Fiz oque Tiago mandou e rapidamente ele deitou-se, colocando sua cabeça em meu colo.
– E-ei, oque você ta fazendo??
– me deitando ué. Minha cabeça ainda doi. – ele olhou para cima me encarando – fica mexendo no meu cabelo? É bom quando você faz isso.
Comecei a afagar o seu cabelo e olhava fixamente para a praia. Ele não podia se deitar de lado? Tinha que ficar justamente olhando fixamente para mim? Aquela situação continuou por um bom tempo e o silencio me incomodava muito, mas simplesmente não encontrava nada para falar.
– eu to com fome, o café já deve estar acabando. – falei enquanto empurrava a cabeça dele para me levantar.
– ok, vamos lá então. Também estou com fome. – ele falou sorrindo.
Nós dois então caminhamos até o refeitório que para nossa surpresa estava cheio. Todo o pessoal do nosso grupo estava sentando e os coordenadores estavam falando algo. Fomos repreendidos por demorar a descer, obviamente, e os dois que estavam na frente falaram novamente oque já tinham dito.
– como nós falamos para o grupo, hoje é nosso ultimo dia nessa praia, então levaremos todos vocês para uma sorveteria, tudo por nossa conta. Então estejam aqui no saguão às 16h para sairmos. E mais uma coisa que ainda não falamos para o restante... – ele fez uma pequena pausa, passando o olhar para por todos – depois da sorveteria, todos devem ir até o palco de apresentações no centro, la vai ter um pequeno conserto e logo que o mesmo terminar voltaremos ao hotel para que possam terminar de arrumar suas coisas. Partimos a meia noite.
Fiquei completamente animado com a ideia de poder comer sorvete de graça. Essa talvez tenha sido a melhor ideia que esses coordenadores já tiveram até agora. Mas não foi tão legal assim como pensei. Eram mais ou menos umas 30 pessoas no grupo, e a sorveteria lotou, ou seja, deu confusão. Demoramos bastante para pegar o nosso sorvete, e ainda mais pra conseguir um lugar.
– aaaah não achei que ia ser tão difícil assim pegar um sorvete! – falei enquanto me sentava irritado.
– pelo menos conseguimos pegar sorvete – ele sorriu – e não esquece que é de graça então você não pode reclamar.
Ele estava certo, e pelo menos o resto daquela noite foi divertida. O show foi bom até. Era uma banda de couvers e apesar de não ter tocado muitas musicas que eu conheço, deu para aproveitar. Quando chagamos no hotel, rapidamente juntamos as coisas, jantamos mais uma vez no refeitório e partimos para o ônibus.
–-x--
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