Apenas Por Você
9 Capitulo oito – Imprevistos podem ser bons
Notas iniciais
A semana passou bem rápido e quando vimos já estávamos arrumando as coisas para ir a terceira e ultima praia. Diferente da ultima vez, que viajamos a noite, desta vez levantamos as 8 da manha para chegar até a praia lá pelo meio dia. Quando estávamos indo até o ônibus alguns amigos me chamaram para sentar no meio junto a eles, eu concordei.
– Vamos sentar no meio hoje? Uns amigos me chamaram para sentar lá com eles
– o meio é uma bagunça, você sabe disso... – ele falou meio mal humorado enquanto carregava com dificuldade a sua mala.
– eu sei, mas eles me chamaram... ah deixa que eu ajudo – peguei a mala dele – então, vamos sentar lá? Só dessa vez, na volta nós sentamos mais para o fundo ou na frente.
– ok, você que sabe...
Entramos no ônibus e ele sentou na janela e logo colocou os fones de ouvido e pegou um livro. Me irritava um pouco o fato de ele não se esforçar para fazer amigos. Se eu não tivesse puxado assunto, talvez ele nunca tivesse falado comigo.
– não é chato? – Daniela havia sentado na poltrona do outro lado do corredor bem ao meu lado.
–hun? Oque?
– ter ele como colega de quarto. Sei lá, ele não fala e fica sempre emburrado...
– verdade! – Luiza virou para traz, olhando para Daniela – eu queria falar com ele, mas ele não da abertura para as pessoas se aproximarem.
– não é bem assim – intervi – ele só é um pouco difícil... Mas ele é bem diferente do que vocês acham – olhei para ele e vi que o livro estava aberto em sua mão, mas ele tinha dormido.
Quando disse aquilo percebi que ele realmente estava sendo mais verdadeiro comigo. Ele sorria mais e já conseguia conversar comigo sem me dar tantas patadas. Cada vez mais eu via mais faces dele que antes. As cenas dos nosso beijos pularam na minha cabeça e também o seu rosto corado e constrangido. Como ele conseguia ser tão fofo eu nunca entendi.
Chegamos ao hotel lá pelas 11 horas da manha e os coordenadores começaram a distribuir as chaves dos quartos para cada dupla. Nos fomos os últimos a receber as chaves e quando nos entregaram um dos coordenadores falou que houve um problema com a reserva de alguns quartos e que o nosso ao invés de serem duas camas de solteiro, havia uma de casal. Olhei para ele e respondi que tudo bem, não havia problema, e realmente não havia, nós já dormimos juntos uma vez, claro que em condições bem diferentes.
– tudo bem pra você? — Perguntei para Nakata enquanto subíamos as escadas em direção ao quarto.
– tudo, porque não estaria? – ele falava isso com um ar indiferente mas seu rosto estava levemente avermelhado, oque era fofo.
Como todo o primeiro dia em uma praia diferente a tarde era livre e nós resolvemos caminhar pelo centro que era exatamente na frente do hotel. Compramos algumas coisas para comer a noite e tomamos sorvete.
– cara, eu já to cansado e já ta escurecendo, vamos voltar? – ele abraçou meu braço soltando seu peso
– vamos sim – afaguei sua cabeça e começamos a andar em direção ao hotel. – eu vi pela janela que tem ao lado da piscina umas duas banheiras térmicas, vamos lá depois da janta? Podemos comer oque compramos.
– ótima ideia – ele sorriu. Eu adorava ver ele sorrindo.
Como combinamos depois da janta fomos com as sacolas até as banheiras. Quando as ligamos vimos que elas tinham hidromassagem e agua quente. Abrimos alguns salgadinhos que deixamos na borda e entramos.
– ahhh isso é muito bom... – ele sentou-se ao meu lado e abaixou-se até a agua ficar na altura de sua boca. – ei, faz isso também
Assim que me abaixei ele jogou água na minha cara e se levantou rindo. O xinguei e fiz o mesmo até virar uma mini guerra de agua que só acabou assim que eu segurei suas mãos impedindo ele de se mover.
– seu chato. – ele sentou-se novamente e ficou mexendo na água quieto.
Comecei a afagar seu cabelo molhado e o trouxe para mais perto de mim. Ficamos daquele jeito por um bom tempo até que resolvemos em fim subir para o quarto. Chegando lá ele entrou primeiro para o banho e logo depois eu fui. Quando sai do banheiro ele estava deitado na cama em baixo de cobertas. Quando ia pensar o porque das cobertas percebi que no quarto tinha ar condicionado e ele o havia ligado para deixar o quarto super frio. Ele estava mexendo no celular quando me deitei também.
– que saudades do meu celular...
– mas esse não é o seu? – perguntei
– não... – ele o largou na mesinha ao lado da cama e se voltou para mim – o meu ta em casa, minha mãe tirou ele de mim para eu não usar nada desse tipo durante a viajem e curtir a praia.
Apaguei as luzes e ficamos em silencio por alguns segundos até que nossas pernas se tocaram. Foi estranho mas ao mesmo tempo era como se não quiséssemos que elas se separassem. Nakata então chegou mais perto de mim e eu o abracei lhe dando um pequeno beijo na bochecha.
– ta frio... – ele comentou baixinho e adormecemos.
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