Apenas Por Você

10 Capitulo nove – De volta em casa


Notas iniciais
SÓ AGORA EU NOTEI QUE OS CAPITULOS UNS TÃO EM NÚMEROS E OUTROS ESCRITOS USHAUSHUAHSUAHSUHA não vou arrumar isso. foda-se -q ai vai mais um capitulo que eu achei muito fofo btw POV por Nakata

Nunca pensei que voltar para casa ia ser tão chato. Eu havia ido para aquela praia inicialmente contra minha vontade e tinha completa certeza de que ia ser uma bosta total. Mas me enganei. Por incrível que pareça, aquelas foram as melhores 3 semanas das minhas férias. Claro que não admiti isso para meus pais, não quero outra experiência dessas. A única coisa que me fez aproveitar o tempo naquele lugar foi o Tiago. Por falar nele, já se passavam duas semanas que voltamos da praia e não deixamos de nos mandar mensagem um dia sequer. Mas apesar disso não nos encontramos, ele vivia falando que estava super cheio de trabalho porque ficou tanto tempo fora, que o mesmo acumulou. E eu não ia chama-lo para sair. Estava esperando que ele fizesse isso. Até que uma semana antes do inicio das minhas aulas ele me ligou me convidando para sair. Ele queria ver um filme e mesmo eu não gostando muito do que ele escolheu, aceitei. Marcamos para o dia seguinte. Eu estava animado.

Acordei mais cedo que o normal para tomar banho e me arrumar, mas quando estava quase na frente da porta do banheiro alguém me empurrou e entrou na minha frente.

– Mari! Eu ia entrar primeiro. – bufei e bati na porta com raiva

– ah que pena, porque não foi mais rápido?

Não que eu julgue com quem a minha irmã sai ou não, mas ela conseguiu arrumar a namorada mais irritante do mundo. Elas já estavam juntas há dois anos, oque é muito tempo, para falar a verdade.

– você não tem mais casa? — perguntei enquanto chutava a porta

– ah relaxa ai, só quero ir no banheiro. Como você é irritante! – ela saiu — mas é estranho você acordar cedo, vai a algum lugar?

– vou sair com um amigo. – a empurrei para o lado entrando no banheiro.

– amigo? Sei...

Almocei em casa e logo depois sai. Acabei chegando uma meia hora antes e fiquei sentando na frente do cinema. Quando ele chegou acenei e ele soltou um sorriso lindo vindo me minha direção.

– que saudade! – ele me abraçou do mesmo jeito que aquela noite no hotel, afagando meus cabelos – ta esperando há muito tempo?

– ahn, não – o empurrei desviando o olhar, tinha a sensação que meu rosto ia explodir — acabei de chegar. Qual o filme você quer ver?

– um de terror, lançou semana passada.

– ah, terror...

– algum problema? – perguntou enquanto caminhávamos para a bilheteria.

– eu não gosto muito de filme de terror. – era constrangedor falar que tinha medo de filmes de terror. Se soubesse que ele queria ver esse tipo de filme, teria marcado algo diferente.

– hummm, tudo bem, se você ficar com medo eu te abraço bem forte – ele sorriu

– idiota...

Acabamos comprando os ingressos para o filme que ele queria ver. Tentei assistir e mostrar que não estava me assustando até que uma cena me acertou em cheio e soltei um grito super alto e quase que automaticamente me agarrei no braço do Tiago. Ele me abraçou e afagou minha cabeça.

– você ta tremendo... ta tudo bem? Não quer sair?

– tudo bem... eu só não vou olhar mais pra tela...

O filme finalmente acabou e decidimos ir tomar café. Conversamos e ele riu muito de mim por causa do meu grito. Fiquei com muita raiva dele e quase joguei alguns biscoitos nele.

– então... como andam suas pinturas? Você disse que ia me mostrar e até agora nada.

– eu não tenho pintado muito... Sabe, eu deixo elas e todos meus materiais de artes no meu apartamento.

– como assim no seu apartamento?

– ah – eu percebi que nunca tinha contado a ele sobre isso – eu ganhei de aniversario ano passado um apartamento dos meus tios. A minha irmã também ganhou. Mas eu só posso me mudar para lá quando for maior de idade e puder me sustentar. Então eu meio que uso ele pra fazer noites com meus amigos e como ateliê. Lá tem cozinha, sala com tv e sofá, e no quarto uma cama. Às vezes eu vou pra lá pra fugir das brigas dos meus pais e pra levar os caras que eu – percebi que falei merda e parei. – esquece.

– tudo bem – ele olhou para a xicara quase vazia com um meio sorriso – eu sei que eu não sou o primeiro cara que sai com você. Não tem nada de mais nisso.

– sair? — ele me encarou – sair, tipo, sair?

– ahn, sim – ele riu – nós estamos saindo não estamos?

– quer ir lá? – falei depois de um tempo – te mostro as pinturas e os desenhos.

– eu adoraria. Fica onde? Vamos no meu carro. – falou enquanto nos levantávamos.

– você não me disse que tinha um carro!

– e você não disse que tinha um apartamento. – ele mostrou a língua – estamos quites.

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Notas finais
eu escrevi dois capítulos diretos, mas só vou postar o próximo daqui a uns dias, até lá