Notas iniciais
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Rose não sabia ao certo o que se passava em sua cabeça quando terminou o relacionamento com Scorpius Malfoy na véspera do Dia dos Namorados. Quer dizer, era só uma simples conversa com o pai dele quando a confusão começou. Ele não entendeu nada do que estava acontecendo quando ela proferiu que o melhor era que os dois não continuassem juntos, mas aceitou, pois nunca abaixaria a cabeça para aquela ruiva esquentada. É culpa do seu sobrenome, que não te deixa passar por cima desse orgulho bobo pensava ela. É culpa do seu pai, pensava ele. Nenhum dos dois estava certo, os dois estavam machucados, no entanto lidavam com a dor de maneiras diferentes. Enquanto a Weasley encharcava travesseiros e ombros dos amigos com suas lágrimas, o Malfoy saía em busca de um novo amor, ou pelo menos alguém que lhe oferecesse prazer carnal sem causar dor de cabeça. Afinal, ela mesma havia dito que procurasse alguém que o idolatrasse. Não era uma tarefa difícil, visto que várias garotas de Hogwarts ficaram mais que felizes ao saber que o garanhão, Scorpius Malfoy, estava de volta à ativa. O loiro gostava de provocar a ex-namorada praticamente esfregando a felicidade em sua cara sardenta e Rose falhava em todas as tentativas de se reerguer. Sempre que tentava mostrar de alguma maneira que estava bem, acabava se humilhando ainda mais.

Não demorou nem dois dias para que Scorpius aparecesse com uma nova companheira: Kassidy McCain. Os burburinhos por toda a escola insinuavam que o rapaz há um tempo traía a namorada com a herdeira de uma rede de batatas. Ele negava veementemente e era difícil não acreditar em suas palavras. Scorpius possuía inúmeros defeitos, era fato, porém ser mentiroso e infiel não era um deles. Ele apenas encontrara outro alguém em tempo recorde, a dona de um dos muitos presentes que recebera no Dia dos Namorados, ao passo que Rose ganhara somente uma poção do sono de uma colega de quarto que pretendia conquistar o Malfoy e não gostaria de ter a ruiva em seu caminho.

As semanas que sucederam o término foram tenebrosas para Rose Weasley. Sentia-se triste o tempo todo. Conseguiu alguns dias de folga para passar em casa e mesmo assim nada mudou, continuava desanimada e tristonha. Sua aparência refletia seus sentimentos. Estava acabada. Os dias se passaram e tudo apenas piorou. Rose estava definhando e Scorpius cada vez mais radiante. Nos corredores as fofocas continuavam, sua implicância com a nova namorada do ex não se passou despercebida. Mesmo não sendo mais um casal, Rose e Scorpius eram o assunto mais falado por toda Hogwarts.

Durante a festa de Carnaval, promovida por Fred Weasley, a prima do mesmo parecia bem melhor, o que gerou um surto de esperança em todos que a cercavam, até que entrou com sua fantasia. Ela e James haviam se vestido de Narcisa e Lucius Malfoy, os imitando desde o jeito de andar até de agir. Tal ato não deixou Scorpius muito contente, visto que o término de seu relacionamento com Rose havia sido pelo jeito de sua família. Ele achava hipocrisia e até mesmo uma afronta Rose ter se vestido daquele jeito. Não tiveram como evitar, a briga fora muito feia, com direito a Scorpius socar uma porta, deixando a marca de seu punho ali e a chama-la de sangue ruim. Ela mesmo não teve como retrucar, estava proferindo aquela palavra segundos antes. As duras palavras do rapaz fizeram efeito para Rose, que foi para o banheiro se debulhar em lágrimas. Apenas saiu de lá quando seus primos lhe asseguraram que Scorpius havia ido embora. Queriam que a amiga se recuperasse logo. Rose sentia-se deveras bem com toda a empolgação da festa. O dia em que fora escolher sua fantasia foi um dos mais agitados que vivera após o ocorrido, rindo, imaginando o “troco” que daria no ex namorado, sem pensar nas consequências que poderia trazer. No grande dia dançou, cantou, pulou, se divertiu o máximo que pôde com seus primos, amigos e irmão quando Scorpius desapareceu de seu campo de visão. Entretanto, no fim da noite, quando voltava ao dormitório carregando seus saltos nas mãos, viu seu ex-namorado e a atual namorada dele se agarrando num dos corredores. O que seria normal, considerando que eram um casal. Porém, o cúmulo para o seu coração fora quando chegou mais perto e ouviu ele perguntar entre um beijo e outro:

—Você não tem ideia de como é perfeita, Kas... Um dia ainda terei a honra de torná-la uma Malfoy. – segurava a mão da garota, olhando dentro de seus olhos.

—Eu terei honra maior ainda de te ter como marido, Scorp... – disse com os olhos tão brilhantes que mesmo em meio aquele corredor escuro conseguia se enxergar de longe.

—Eu amo você. – disseram em conjunto, trocando um sorriso verdadeiro depois.

Rose saiu logo após eles iniciarem um beijo apaixonado, digno de um final feliz. Ela manteve a postura até chegar em seu dormitório e, então, desabou novamente. Até o momento, tinha esperanças que ele mantinha um namoro de fachada, contudo suas dúvidas se extinguiram depois de ver a intensidade com a qual se beijavam. Também era verdade que Scorpius havia dito em meio a briga que se tinha alguma chance de voltarem algum dia, ela havia destruído de todas as formas. Significava que existia alguma possibilidade, até ela querer se mostrar superior a ele, o que causou sua destruição. Era paixão, e ela tinha que aceitar que Scorpius tinha um novo amor e que não havia empecilhos externos para que eles se separassem. Era um amor livre, como ela nunca poderia ter com Scorpius, e isso a fez sofrer ainda mais. Porque não podia curtir uma fossa como qualquer garota? Porque tinha que ser orgulhosa e mostrar que era mais forte?

O novo casal andava sempre junto, de mãos dadas. Se beijavam no encontros e despedidas durante o dia, às vezes até pareciam combinar as roupas que usavam. Formavam um lindo par, nunca brigavam ou discutiam. Eram perfeitos um para o outro e Rose já não encontrava mais defeito na união dos dois. Teve de aceitar que os dois eram sim um belo casal e tentava desejar que fossem felizes, embora seu subconsciente pedia por um término cheio de intrigas e agressão física.

Algum tempo se passou e o assunto da escola finalmente havia mudado. O Baile de Primavera se aproximava e todos estavam loucos atrás de roupas e pares, obviamente. Hogsmead ficava lotada aos fins de semana e volta e meia era possível encontrar um garoto suando frio ou uma garota aos suspiros pela escola afora. Scorpius já tinha companhia e Rose recebera alguns convites, inclusive de Anthony Zabine, o rapaz que estava interessado por ela e, mesmo não sendo na mesma intensidade, podia-se dizer que o sentimento era recíproco. Era um rapaz negro, alto, forte e bonito, com um sorriso encantador. Era muito simpático também.

No dia em que recebera o convite havia ficado radiante, como se nada pudesse abalá-la. Triste engano. Bastaram apenas algumas horas e uma mensagem enviada para o número errado e uma foto da ruiva trajando apenas roupas íntimas circulava por todos os celulares de Hogwarts. Para seu desespero maior, nenhuma das estratégias utilizadas foram suficientes para abalar a notícia, nem mesmo as fotos mais reveladoras de seus primos e seu ex-namorado foram capazes de encobrir a de Rose. As mensagens que recebeu em seguida, no entanto, foram as que mais magoaram a garota, que deixou o celular desligado para que não lesse mais e mais absurdos a seu respeito. Difamações, ofensas e comentários desrespeitados chegavam aos montes sem que ela pudesse evitar. Graças ao apoio dos amigos, ela conseguiu ficar melhor, embora ainda abalada.

Para piorar a situação, sua mãe havia usado o vestido que Rose, com tanta dedicação e cautela havia escolhido. Aparentemente havia surgido um evento de última hora para o qual a Ministra não estava preparada e percebeu que, após alguns ajustes, o vestido da filha lhe serviria muito bem. Pensava que Rose não se importaria, contudo estava alheia à atual situação de fragilidade pela qual a filha estava passando e não imaginou que a falta de um vestido pudesse deixar a garota ainda pior.

O dia do baile chegou e Rose finalmente recebera um vestido novo. Era bonito, mas não chegava aos pés do que ela havia escolhido. Preferiu não pensar muito nisso e aproveitar o que tinha, afinal, Albus mesmo havia dito que ela poderia se vestir com um saco de batatas e mesmo assim continuaria linda.

Os dormitórios femininos mais cheios do que nunca, Rose e Lily decidiram se arrumar no quarto de Albus, junto de Alice. Seus colegas de dormitório haviam concordado depois de muitas carinhas de cachorro abandonado e um pouco de suborno. Elas não seriam incomodadas, ou pelo menos era o que achavam até Scorpius entrar no quarto na maior normalidade do mundo com McCain ao seu encalço.

– Olá – ela cumprimentou um pouco tímida – Eu sou a Kassidy. – lançou um sorriso mínimo.

Alice, como a boa lufana que é, foi calorosa com a garota e Lily a recepcionou com um pouco menos de empolgação, mas ainda simpática, à medida que Rose apenas murmurou um oi com um revirar de olhos.

– Tem problema da Kas se arrumar com vocês? – Scorpius perguntou – É que está impossível ficar no quarto dela.

– Ela não tem nenhum depósito de batatas onde pode se arrumar? – Rose foi áspera.

Scorpius responderia se Alice não tivesse tomado a palavra primeiro.

– Pode ficar conosco, sem problemas. – lançou um olhar repreendedor para Rose.

Rose bufou, mas não disse mais nada. Ficava repetindo mentalmente a todo instante que a garota não tinha culpa.

– Obrigada, Alice, sabia que poderia contar com você. – o loiro agradeceu – Venho buscar você na hora do baile. – avisou a namorada.

– Estarei esperando. – garantiu dando-lhe um selinho de despedida. Rose virou-se de costas para o casal e fez uma imitação de vômito para Lily, que riu.

Os dez minutos que se seguiram à saída de Malfoy foram maçantes para Rose, que preenchia o local com seus suspiros impacientes. Com o tempo, ela foi se acalmando e conseguindo se sentir confortável com McCain no mesmo recinto. Não dirigiu a palavra a ela, nem olhou em sua direção, mas já era um avanço. No entanto, se sentiu um lixo quando a loira retirou de sua bolsa o vestido mais lindo que Rose já vira em toda sua vida. Ela ficou de boca aberta, impressionada com o luxo que emanava em cada centímetro de tecido. Quando o viu no corpo da outra, reparou que sua cor e brilho eram semelhantes ao vestido que Rose usaria anteriormente, mesmo que o da McCain parecesse muito mais sofisticado. No corpo da loira, o vestido tinha um caimento perfeito e ela ficava linda trajando aquilo. Rose não era de sentir inveja, mas sentiu. Kassidy e Scorpius formariam o casal mais elegante da noite. Rose percebeu que ele finalmente encontrara alguém à altura do luxo dos Malfoy’s. Quase desistiu de ir ao baile, especialmente depois de ver Scorpius lindo em seu terno caro indo buscar a garota no quarto e enchendo-a de beijos sem dignar-se a dar sequer um olhar para Rose enquanto a ruiva estava sentada na cama de seu primo, vestindo um roupão e comendo um sapinho de chocolate que tinha achado no baú de Albus. Em sua defesa, Alice quem pegou e ofereceu às outras.

Foi convencida pela cunhada e pela namorada do primo a seguir firme e curtir o baile. Embora não fosse exuberante, seu vestido também era bonito e Anthony não era Scorpius, mas ainda era um bom par.

No início da festa tudo estava bem. Dançaram, conversaram e quase trocaram um beijo, que foi interrompido por um rapaz que parecia ter sido empurrado para cima dos dois. Rose não estava mesmo no clima. Seu projeto de não se envolver com ninguém ainda estava ativo. Queria ficar sozinha e assim iria fazer. Ela estava bebendo pouco, pois sabia que era fraca para o álcool, até que Zabine começou a olhar demais para um ponto fixo no salão.

– Algum problema? – perguntou curiosa.

– Nada.

– Pode falar, Anthony. Eu não mordo! – assegurou, bem humorada.

– É que – começou coçando a cabeça – Tem essa garota, a Julie. Ela é da Corvinal e é bem interessante na verdade.

Rose revirou os olhos transtornada, bufou e prosseguiu:

– Quer ficar com a Julie? – indagou já sabendo a resposta.

– É, mais ou menos isso. Desculpe, Rose. Você é bem legal e o Scorpius disse que era pra eu convidar você. Mas eu estou gamado na Julie.

– Tudo bem. – não estava tudo bem – Pode ir, eu vou ficar bem.

Ela não precisou falar duas vezes, ele atravessou o salão correndo. Rose se virou e seguiu em direção ao bar, sem checar se Anthony alcançara seu objetivo ou não. Ele devia tê-la convidado por pena graças a Scorpius, que o incentivou apenas para humilhar a Weasley. Então ela bebeu como se sua vida dependesse disso. Rose sabia que a bebida a fazia ficar mais solta e feliz, mas não imaginava que era só porque ela já estava solta e feliz. Desta vez a bebida apenas piorou sua amargura, então foi tirar satisfações com o responsável por todo esse sofrimento.

Scorpius estava encostado numa parece observando Hugo se atrapalhar com o ponche e derrubar no vestido de Lilly quando viu uma ruiva furiosa caminhando em sua direção. Rose dava passadas largas, mas não muito firmes, denunciando que ela não estava sóbria. Ao alcançar o loiro ela não disse absolutamente nada antes de começar a estapeá-lo.

– Weasley, você está louca?! – interpelou desviando dos golpes – Para com isso!

As pessoas que estavam em volta dos dois começaram a se aproximar para acompanhar a briga e McCain se afastou um pouco antes que sobrasse para ela. Scorpius segurou as mãos de Rose para que ela parasse de tentar atingi-lo.

– VOCÊ É UM IDIOTA! –gritava a plenos pulmões com a voz embargada chamando cada vez mais atenção – Eu odeio você!

– Ok, você me odeia, entendi, mas será que dá para parar de fazer show? Está atrapalhando a minha noite.

– VOCÊ QUEM ESTRAGOU A MINHA NOITE, SEU CRETINO! – acusou ainda berrando – Por que mandou que Zabine me convidasse? Para rir às minhas custas?

– Ei, não foi assim. – ele desencostou da parede e soltou as mãos da garota – Você disse que estava interessada nele e eu disse que ele podia convidar você então. Não o obriguei a nada, só queria te ajudar.

– Você é ridículo. – a ruiva semicerrou os olhos e cruzou os braços – Eu nem sei por que namorei com você por tanto tempo.

– Ah, mas disso você sabe muito bem. – ele sorriu marotamente – E você não reclamava.

Ela descruzou os braços, olhando-o chocada:

– Oh, então é isso que você acha? Que eu estava com você porque era o rei da pegação? QUE ABSURDO! Você se acha muito mais do que é! Até o Finnigan é mais homem que você!

– Como é? – Scorpius se irritava ainda mais, cada vez mais perdido. Ele sabia que ela não estava nenhum um pouco sóbria, mas não entendia o motivo daquele show e certamente não previu o que veio a seguir.

– É ISSO MESMO! E digo para todas as garotas daqui ouvirem com atenção! – se voltou para os curiosos que acompanhavam a discussão – Scorpius Malfoy não é o homem que vocês pensam que é! Ele é um frouxo mimado que procura uma idiota que o idolatre. – olhou com rancor e mágoa para Kassidy – E acho que encontrou.

Sem dizer mais nada Rose virou as costas e saiu andando na tentativa de segurar as lágrimas que teimavam em cair. Ao contrário do que ela pensava, magoar quem a havia machucado não surtira efeito positivo. Pelo contrario, ela se sentia pior do que antes. Andou sem rumo pela festa na tentativa de se esconder dos olhares curiosos que todos lançavam para ela, falhando miseravelmente. O show que havia dado certamente teria sido evitado se estivesse sóbria, e com certeza iria se arrepender depois que acordasse. Fred e Lorcan tentaram se aproximar da ruiva para lhe confortar porém ela estava encarando um ponto fixo: Scorpius abraçando apaixonadamente Kassidy. Não teve alternativa, saiu da festa antes que passasse por outro vexame maior ainda.

Porém, o que ela não sabia, era que o Malfoy estava se despedindo da namorada. Depois de ter chamado tanta atenção para ela, ele não poderia deixar a garota que amava humilhada. Não era surpresa para ninguém eu ele ainda era perdidamente apaixonado pela Weasley e McCain tinha total consciência disso. O namoro dos dois não chegava a ser de fachada, já que se beijavam bastante e chegaram a ir para cama umas duas vezes, mas tinha um certo interesse no relacionamento. Do rapaz, para mostrar a ex- namorada o que estava perdendo e da garota, queria ajuda para promover as batatas de sua família. Ela já era super reconhecida no mundo trouxa, mas agora queriam alcançar o mundo bruxo também. E com Scorpius isso seria fácil, já que ele era o queridinho de toda Hogwarts. Se Rose realmente tivesse esquecido do Malfoy, eles até teriam dado certo, um sentimento teria surgido e formariam o maior casal do mundo bruxo atual. Mas não foi isso o que aconteceu. Scorpius havia se aproximado de Kassidy para se despedir.

—Kas, me desculpe, mas acho que preciso ver como a Weasley está e sinceramente não sei como vamos sair disso. – disse parado a frente da garota, fazendo um carinho em sua bochecha.

—Sem problemas. Até que ela demorou para surtar. Foi bom passar esses dois meses com você. – disse divertida, apoiando a cabeça nas mãos do garoto. – Espero fazer ciúmes com você no próximo termino de vocês.

—Ah, sem dúvida isso vai acontecer cedo ou tarde. – disse dando risadas. – Que as batatas façam ainda mais sucesso.

—Que vocês durem pelo menos um semestre dessa vez, Malfoy.

Abraçaram-se calorosamente, justamente quando a ruiva observava. Scorpius saiu dali e foi a procura da garota, desviando de alguns olhares furiosos de seus primos. Encontrou-a em um corredor escuro não muito longe dali chorando sentada no chão e encostada na parede.

—Weasley?

– O que você quer? – perguntou ríspida com a voz embargada – Me humilhar mais ainda?

– Você não precisa de ajuda para isso. – provocou – Mas não é por isso que vim aqui.

– Então pra que foi? – levantou-se sem equilíbrio enxugando as lágrimas. Sua maquiagem feita com tanto zelo por Lily estava completamente borrada, dando uma aparência quase medonha à ruiva – Quer trazer a sua namoradinha aqui e fazer um show para que eu assista?

– Depois da sua tentativa de me expor ao ridículo eu poderia muito bem fazer uma bela vingança, trazer a Kassidy até aqui e mostrar a você como ela é gostosa, linda e talentosa com as mãos, se é que me entende. Mas não vou fazer isso.

–Não? – Rose indagou surpresa.

– Não. Eu fiquei preocupado com você. Não parecia nada bem quando saiu de lá.

– E nas últimas semanas se importou com isso?! – esbravejou – Eu estava péssima e você nem ligou. Só agora vem atrás de mim?

– O que você queria que eu fizesse?! – quis saber – Não pensou que eu rastejaria atrás de você, não é?

– Você ao menos tentou revogar nosso término. Nem se esforçou para que continuássemos juntos, só correu atrás de um rabo de saia na primeira oportunidade! – ela quase gritava, começando a chorar novamente – Obrigou um cara a me convidar para o baile!

– Você precisava de uma força, caso contrário iria sozinha a esse baile ou com qualquer um que só queria transar com você! – rebateu.

– E se eu quisesse transar com qualquer um? O que você tem a ver com isso?

– Você não gostaria de verdade de fazer isso. Conheço você. Sei que gosta do jeito que eu faço e isso ninguém mais pode te oferecer.

– Você é horrível... – vociferou.

– Sou horrível? Na cama também sou tão ruim assim como você disse a todos lá dentro? – ela não respondeu, então o loiro se aproximou, ficando tão perto dela que suas respirações, ambas ofegantes, se misturavam – Rose, aquilo me deixou com muita raiva. – disse baixo. —Me faz pensar se você sempre finge na cama.

– Você deu faniquito por achar que eu não era virgem, isso me deixou com raiva! – rosnou – Me chamou de arrombada, isso me deixou com raiva!

– Eu sabia que você era virgem, está bem? Só queria atingir você de alguma forma.

Ela o empurrou para longe.

– Seu cretino. – começou a estapeá-lo pela segunda vez na noite. – Eu te odeio, Scorpius. – ao fim de cada palavra um tapa era desferido.

Scorpius sequer se mexia, não se sentia incomodado até ser atingido por um tapa forte e ardido no rosto, que o loiro tinha certeza que havia deixado marca. Até mesmo Rose parecia assustada com o que acabara de fazer. Os dois se encararam por alguns segundos até que Malfoy perdeu a paciência segurando os dois braços de Rose empurrando-a até a parede. Prendeu as mãos da garota acima da cabeça da mesma e prensou-a com mais firmeza contra a parede gelada. Rose não pôde conter um suspiro quando sentiu o corpo forte de Scorpius grudado ao seu. Ele avançou contra sua boca beijando-a intensamente, como há muito não faziam. Ela tentou resistir, no início não correspondeu, ainda sentia raiva do rapaz, mas não conseguiu conter seus instintos por muito tempo e logo se entregou ao beijo com fervor. Suas línguas acompanhavam com destreza o ritmo já conhecido pelos dois e se provocavam com mordidas nos lábios, com a garota arqueando as costas em busca de mais contato com o corpo do garoto já colado ao seu. Após o beijo prolongado, Scorpius abandonou a boca da garota apenas para direcionar a sua para o pescoço dela, seu ponto fraco. Os suspiros de Rose se tornavam cada vez mais altos e alguns gemidos escapavam de sua garganta. Scorpius soltou suas mãos permitindo que ela as passasse pelo cabelo loiro e liso do garoto.

– É só pedir, Rosie. – ele sussurrava ao pé do seu ouvido – Você só tem que pedir.

A sanidade parecia então ter retornado ao corpo da Weasley que empurrou o rapaz a contra gosto, porém com mais delicadeza desta vez. Scorpius não parecia nada satisfeito pela interrupção.

– Você tem namorada. – recordou-o – Não quero ser a vadia da história.

— Não tenho namorada. – Rose encarou-o confusa – Nem era bem um namoro o que tínhamos, estava mais para um acordo. Longa história. O fato é que terminamos antes de eu vir para cá.

— Jura?

— Eu não traio e nem minto. Pensei que já soubesse disso. — voltando a beijar o pescoço da ruiva.

— Espera! — interrompeu novamente. Scorpius bufou frustrado — Tem meu pai. Ele não é seu maior fã e depois de tudo que disse a ele sobre você duvido que vá me querer com você novamente.

Ao contrário do que Rose esperava, Scorpius soltou um sorriso sacana.

— Acho que seu pai não vai ser um problema, visto que praticante implorou para que eu voltasse com você. — declarou presunçoso.

Rose estava estática, não acreditava que seu pai faria algo do tipo.

— Você só pode estar brincando. — disse duvidando do ex namorado.

Scorpius então retirou o celular do bolso de seu paletó caro e entregou à jovem, que ficou boquiaberta após ler as mensagens.

— Meu pai disse mesmo isso? — inquiriu embasbacada.

— Ele só quer te ver feliz. — o rapaz assegurou fazendo carinho em sua bochecha — Apesar de tudo, formamos um belo casal.

— Mesmo assim. Você disse que sua meta de vida era só me descabaçar. Já conseguiu isso, não tem motivos pra voltar comigo. — Rose se fechava cada vez mais, numa tentativa de arranjar uma desculpa convincente para a recusa.

— Ah, Rosie... Essa era a minha meta. Agora já tenho outra em mente. — falou sorrindo sacana, aproximando-se dos lábios da ruiva, roçando-o nos seus.

— E qual é agora? — perguntou com um pouco de medo, sussurrando.

Scorpius se aproximou lentamente do ouvido da garota, passando seus braços ao redor de sua cintura antes de responder num sussurro:

— Te foder a noite inteirinha, todos os dias, até você entender que é só minha, e eu só seu. — mordendo o lóbulo da orelha de Rose em seguida. O arrepio que subiu pelo corpo da garota foi inevitável, juntamente do pequeno gemido. Ela já estava ficando louca por ele, se umedecendo desde que colocara os olhos nele naquela noite.

Sem perder mais tempo, voltaram a se beijar, desta vez ainda mais calorosamente. Sem interromper o árduo trabalho de seus lábios, as mãos de Scorpius se aventuravam pelo decote traseiro do vestido de Rose ao passo que ela desabotoava com desespero a camisa dele.

— Eu quero você. Mas você disse que não sente mais atração por mim. — ela suspirava a todo instante.

—Rose, se isso não é me sentir atraído, então não sei mais o que é. – disse pegando a mão da menina e colocando sob sua ereção.

— Eu te quero para mim, Scorpius. Em mim, dentro de mim.— ele não respondia com palavras, mas Rose sabia que desejava o mesmo. Sua ereção já podia ser vista e sentida facilmente. — Mas não aqui.

Ele então parou para respondê-la:

— Não é como se nunca tivéssemos feito no corredor. — riu sendo acompanhado pela outra.

— Hoje o castelo está muito movimentado. — retrucou — É sério, Scorpius. Precisamos ir para outro lugar. — decretou séria.

Scorpius, embora desgostoso, saiu da frente dela na parede segurando sua mão e puxando-a consigo em direção as masmorras. Vez ou outra corriam quando escutavam passos de alguém se aproximando. As vezes viam que estavam completamente sozinhos e se atracavam em alguma parede cada vez mais afoitos, com mãos bobas tomando o controle. Saíram correndo e rindo quando passaram por um canto e viram James com Dominique. Riram por ela estar sendo bem dominadora com o aspirante a fotógrafo. Quando finalmente chegaram ao dormitório, já estavam mais do que excitados.

Estavam tão afoitos que nem ao menos se importaram de usar um feitiço silenciador ou muito menos um para trancar a porta ou até mesmo para fechar as cortinas. Rose estava muito mais animada, toda a fossa dos últimos meses estava se esvaindo a cada beijo que trocava com o sonserino. Ele a animou a tal ponto que o atirou na primeira cama que viu pela frente.

A cama de Albus Potter novamente não seria perdoada.

Scorpius caiu deitado, bem surpreso pela atitude da ruiva. Tentou se sentar e puxá-la para si, porém a garota foi mais ágil e o empurrou novamente na cama. Ele entendeu o recado que era apenas para ficar quieto e observar. Rose mais do que imediatamente se virou de costas para ele e abriu demoradamente seu vestido, deixando ele cair por suas pernas numa lentidão maior ainda. Ouviu o rapaz ofegar ao se deparar com a lingerie quase transparente que usava. Ela realmente tinha planos para aquela noite, por mais que fossem com outro sonserino. Não havia batido a gilette no box à toa.

Scorpius apenas conseguia se acariciar enquanto a comia com os olhos. Sorria maliciosamente quando Rose subiu na cama e começou a engatinhar sob o seu corpo, parando apenas para beijar seu pescoço enquanto empinava a bunda. Sem ela perceber, ele colocou sua mão direita na nuca da garota, puxando fortemente seus cabelos, forçando um beijo bem quente. Os dois estavam superaquecendo quando ela se sentou em seu colo o puxando de volta. Ele trabalhava em seu pescoço enquanto ela desabotoava sua camisa rapidamente, deixando marcas de arranhões quando sentiu sua pele ser sugada. Os dois sairiam cheios de marcas, mas não ligavam nenhum pouco. Eles não estavam para brincadeiras. Mais do que rapidamente o sutiã da garota fora arrancado e jogado longe. Como se fosse um filme pornô, Scorpius girou e a empurrou para a cama dessa vez aproveitando o tempo para se livrar de seus sapatos e calça.

Beijava lentamente a Weasley dos pés à cabeça, levando-a ao delírio, deixando marcas e chupões por todo o percurso. Quando chegou a sua boca, por incrível que pareça o beijo foi bastante calmo e romântico. Os dois se amavam, apenas ficavam fazendo doce. Com toda certeza a reconciliação sempre era parte preferida do casal. Ambas as mãos acariciando os cabelos e vez ou outra subindo e descendo pela perna da garota, que estava levantada, apoiando o corpo do rapaz. Mas não era só de romance que eles viviam. Tão rápido como começou o momento, ele se acabou. As mãos de Scorpius passeavam pelo corpo de Rose, investindo cada vez mais para o prazer dela. Puxou levemente os bicos de seu seio apenas para causar um leve susto na namorada, que retribuiu com um suspiro e um pulinho. De sua boca apenas saíam suspiros. Scorpius havia descido até seus seios, onde os beijava demoradamente e sensualmente. A garota não queria esperar mais, mas recebia a provocação de bom grado. Puxou forte os cabelos do rapaz quando ele começou a sugar seus mamilos, arranhando sua barriga lisa. O movimento era incontrolável: sua pélvis subia a procura do rapaz, coisa que ele respondeu se abaixando mais.

Ele realmente queria provocar a ruiva. Beijava lentamente toda a extensão da sua barriga até as coxas, descendo para os pés e voltando por dentro, chegando a virilha. Acariciava levemente as pernas da namorada, adorando a impaciência da garota.

— Vai ficar parado só me olhando?

— O que você acha, batatinha?

Rose teve que controlar a irritação ao ter sido comparada a McCain.

— Que eu realmente tinha razão. Você é horrível.

Ele apenas respondeu com uma passada de mão pesada por seu corpo, parando no cós de sua calcinha. Sem pensar, rasgou a peça, jogando-a para o lado. Rose arfou de surpresa.

— Dessa vez você não vai ter muitas desculpas ao insistir que não saiu daqui sem calcinha.

Fez uma trilha de beijos até sua intimidade, beijando toda sua extensão, provocando. Realmente a garota havia feito um trabalho naquela tarde. Estava impecável e macia, perfeita para Malfoy se deliciar e aplicar seu castigo. Depositou suaves beijos por seus lábios, seguido de pequenas lambidas. Ele sabia o que estava fazendo, via cada vez mais Rose segurar o travesseiro e o lençol numa tentativa de se conter. Ele queria sua recompensa, por isso não tardou a investigar mais pesado com as linguadas.

— E agora, ainda tem certeza de que sou tão ruim assim? — sussurrou contra seu clitóris, vendo-a se revirar e elevar ainda mais a pélvis.

— Vai achando que... OOR!

Ele propositalmente havia começado a dar pequenos chupões por sua intimidade. Sabia que feito isso não tardaria muito para enlouquecê-la. Rose se debatia um pouco, não controlando mais os suspiros que saíam de sua boca, tentando a todo custo evitar os gemidos, mas era tarde demais. Seu volume apenas ia aumentando cada vez mais enquanto Scorpius investia, lambia, chupava e beijava. Ele já havia percebido que não tardaria muito para ela gozar.

— Eu sou horrível, Weasley? — havia diminuído os movimentos. Queria ouvir a verdade da sua boca.

Rose já estava descabelada e suada, um pouco frustrada por ter diminuído as investidas.

— Scorp... Por favor...

— Posso ficar nisso pra sempre. — disse ameaçando a penetrar um dedo, arrepiando a garota.

— VOCÊ NÃO É HORRÍVEL, TA LEGAL? AGORA, POR FAVOR, TERMINE LOGO ISSO!

Ele nem respondeu nada, apenas caiu de boca uma última vez, escutando um sonoro grito sendo abafado pelo travesseiro segundos depois. Sorrindo convencidamente, Scorpius deitava-se sobre a ex quando a mesma escorregou para o lado. Seria a vez dela agora. Beijou sua boca com paixão, sentada sobre seu colo, roçando várias vezes sua intimidade em seu pau(pênis?), sentido mãos grossas apertarem com força sua cintura. Sorriu sabendo que o faria ficar louco de desejo. Traçou uma linha de beijos por seu tórax e barriga definida, abaixando lentamente sua cueca. O provocava passando sua mão por toda a grande extensão de seu pênis, vendo-o jogar a cabeça para trás. Essa simples carícia arranca suspiros de sua garganta, dando uma ideia para Rose. Lentamente ela abaixou a cabeça, dando a entender que o abocanharia, porém apenas lambeu toda sua extensão e voltou a beijá-lo na boca.

— Não está se esquecendo de nada, Weasley? — perguntou com a voz completamente rouco e olhos escuros. Quem visse de fora poderia confundi-lo com um veela.

— Da mesma forma que você se esqueceu de me mandar um cartão no dia dos namorados. Ou mesmo como se esqueceu de me beijar no carnaval.

— Weasley... — ele sabia que não teria o que queria. Se entreolharam por alguns segundos quando o beijo desesperado surgiu novamente. Chegaram a um ponto onde não sabia quem começava e onde o outro terminava.

Sem Rose perceber, Scorpius puxou uma camisinha da sua caixinha lotada e a vestiu. Ela nem esperou por muita coisa, sentou de primeira, fazendo ambos gemerem. A garota fazia um ritmo suave, lento mas ao mesmo tempo apaixonada, acelerando as vezes. Scorpius não perdia tempo e se dedicava aos seus seios enquanto aproveitava. Sem ela perceber, agarrou seu cabelo e deu um puxão para trás exibindo seu pescoço. Usou e abusou dele, deixando mais marcado do que já estava. Rose também não ficava para trás, praticamente rasgando seu peitoral e costas. Assim que deu uma brecha, tascou uma mordida em seu ombro que não sairia por pelo menos duas semanas. Ela quicava loucamente em seu pênis quando Scorpius desferiu um forte tapa em sua bunda ficando imediatamente a marca de sua mão.

— Porque você fez isso?!

— Pra você aprender a não ter um faniquito no próximo término.

— E por acaso voltamos?

Scorpius virou os dois, ficando por cima, estocando num ritmo lento, olhando em seus olhos intensamente.

— Realmente você não aprendeu... Quer que eu a impeça de gozar de novo pra entender que você é minha?

— Não mesmo. — na mesma hora puxou seu rosto e o beijou desesperadamente, puxando seu cabelo enquanto o rapaz aumentava os movimentos.

Ele bombava bem forte e devagar quando deram as mãos e colocaram acima da cabeça. Não estavam de olhos fechados, sempre olhando no olho um do outro não segurando seus suspiros e gemidos. Malfoy começou a estocar com muito mais força e rapidez até três urros serem ouvidos no recinto. Um dele, outro da namora. E o terceiro...

— SCORPIUS!

— O que faz aqui tão cedo, Albus? — disse ainda em cima da garota, apenas deixando sua bunda branca e esculpida aparecendo para o amigo.

— O QUÊ VOCÊ ESTÁ FAZENDO NA MINHA CAMA?!

— Hã... Sexo?

— Não acredito que está comendo a McCain na minha cama, sendo que a sua ESTÁ BEM AO LADO!

Scorpius chegou o corpo um pouco para o lado, dando espaço para Rose levantar a cabeça e aparecer.

— Oi, Al. — disse dando um tchauzinho.

— ROSALIE? MAS O QUÊ? Você não odiava ele? Não tinham terminado?

— Voltamos.

— Mas o ... — pela primeira vez Albus notou que algo de errado estava no seu campo de visão. Ele olhou para Rose e enxergou algo a mais que seu rosto: seus seios descobertos. — ROSE, VOCÊ TÁ PELADA! — Berrou tampando o rosto.

Imediatamente rose se cobriu, um pouco envergonhada por ser pega no flagra, porém não dando o braço a torcer.

— Ah, para com isso. Você cansou de me ver pelada quando éramos crianças e tomávamos banho juntos.

— VOCÊ NÃO TINHA SEIOS!

— E VOCÊ NÃO TINHA BARBA!

— Hã, Rose, até hoje ele não tem barba. — Scorpius se intrometeu tentando não ficar com inveja dele já ter a visto nua na infância.

— Isso não tem importância. Vou ter que queimar minha cama agora.

— Só trocar os lençóis, Albus. Além do mais, não era pra você estar com a Alice?

— Eu ia, mas antes vim aqui pegar meu pijama e...

— Albus, na boa, se você for continuar batendo papo com a gente vou ser obrigado a te convidar para um ménage, e Rose sabe como eu quero isso há muito tempo. Já estamos nus mesmo, é só você chegar, ou ficar olhando se preferir. Então por favor: ou saia e me deixe terminar ou se junte a gente.

— VAI A MERDA, MALFOY! — xingou andando transtornado até seu baú retirando de lá um pijama. Rose e Scorpius o observavam. — EU ODEIO VOCÊS DOIS.

— Não odeia não. — o casal respondeu em uníssono.

— Ok, não odeio. — bufou — Não vão sair da minha cama?

— Não. — Scorpius disse — A gente gosta dela.

Derrotado, Albus assente. Não tinha como discutir, já estavam ali mesmo.

— Vou para a Lufa-Lufa. Não volto aqui tão cedo. — fez careta de nojo saindo do quarto sem deixar de bater a porta bem forte resmungando xingamentos aos amigos.

O casal recém reatado se encarou e caiu na gargalhada.

— Acho que podemos voltar ao que estávamos fazendo, não é? — Scorpius sugeriu voltando a beijar a parceira.

— Concordo, mas antes vamos fechar as cortinas e colocar o feitiço. — alertou — Não quero outro incidente enquanto estiver gemendo seu nome a todo vapor. — sussurrou no ouvido do loiro que se animou ainda mais.

Eles então tomaram as medidas necessárias e retornaram à atividade tendo a certeza de que a noite seria pequena para os dois.

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