As histórias da primeira parte da minha infância são, em sua grande maioria, coisas que eu lembro dos outros contando-me posteriormente, quando eu já tinha idade suficiente para rir ou emocionar-me junto com quem contava. Porém, algumas eu lembro de minha própria memória.

Desde cedo eu tive uma personalidade forte, mas não chegava nem aos pés da personalidade da minha irmã de quando ela era criança. Entretanto, eu tive meus momentos de brilhar. Como no dia em que eu fiquei brava por causa da voz de idiota (como eu gosto de chamar) que as pessoas costumam usar quando estão falando com crianças ou animais, naquele momento em que eu fiquei visivelmente irritada foi com a minha tia-avó R. e lembro-me muito bem de ficar brigando por minutos que mais pareceram horas com ela falando para ela parar de falar comigo daquele jeito. Sem êxito, é claro, pois pessoas de 3 anos não costumam articular suas palavras muito bem, então nenhum dos dois lados entendeu muito bem o que o outro estava querendo dizer.

Outro momento memorável de minha personalidade forte, e falta de vergonha na cara total, foi quando eu fui visitar a minha mãe pela primeira vez depois que meu pai tinha acabado de apresentar-me à sua primeira nova namorada após a separação dele com a minha mãe. E eis que minha mãe faz a mim, como quem não quer nada com nada, a seguinte pergunta: “Filha, qual o tamanho da bunda da nova namorada do seu pai?”. Essa devia ter sido a quinquagésima pergunta que ela havia feito sobre a namorada do meu pai e eu já não estava mais aguentando e a minha resposta foi: “Com certeza maior que a sua!”. Nunca mais a minha mãe perguntou mais nada sobre as namoradas do meu pai e, olha, foram muitas, mas isso já são outras histórias.

Notas finais
Eu nunca sei muito bem o que colocar nessas notas de antes e depois dos capítulos, aceito sugestões, críticas construtivas e comentários banais sobre isso. Beijos para vocês e mantenham-se vivos(as)! S2
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.