Notas iniciais
Oii povo. Gostaria de dar um: Boa Leitura Porque essa é minha primeira história que eu passo pro Nyah! de verdade :)

ESPERO QUE GOSTEM!

Oi. Bom, antes de tudo, quero me apresentar, sou mais ou menos assim:

Me chamo Adelaide; tenho 15 anos de idade; sou de altura médio; tenho o tom de pele pardo; cabelos pretos e repicados; meus olhos são da cor mel-claro, e são um pouco “bravos” como dizem; não tenho uma protuberância tão grande na frente, mas o que não tenho na frente tenho atrás, se é que me entendem; e, bom eu moro em uma mansão? Podem me chamar de patricinha, mas antes, gostaria de contar como e quando eu comecei a morar nessa mansão:

Tudo começou quando minha avó morreu, eu só tinha 3 anos na época, minha avó era a única que se importava comigo direito, ela e algumas empregadas nossa. Assim que ela se partiu, eu fiquei sozinha, mas se fosse só isso, já seria bom demais, mas, depois disso meu pai começou a beber dentro de casa e me batia quando não satisfeito, minha mãe por sua vez queria que eu fosse perfeita e que conseguisse dinheiro para ela. Quando meus pais tomaram posse da mansão e da herança deixada por meus avós, meus pai surtaram e começaram a gastar as primeiras partes do dinheiro com besteiras e mais besteiras, como eu era nova, uma das empregadas, que tinha 19 anos, se aborreceu com as atitudes de meus pais e começou a cuidar de mim, como se eu fosse sua filha. Sorte que depois de um tempo, o banco que cobria nossa família, proibiu a loucura de meus pais com os gastos desnecessários, mas nesse ato, fez com que eles me batessem cada vez mais. Os anos foram passando, mas eu me sentia cada vez mais fraca por causa de minha mãe com suas metas de beleza. A cada ano ela fazia mais e mais plásticas, e meu pai, na frente dos outros ele fazia um sorriso falso cada vez mais persuasivo, mas dentro de casa, mostrava sua cara mais brava para mim. Bom, mas mesmo assim, sempre vai ter alguém que vai amar esse tipo de pessoa, e, no caso, eu vou ser esse alguém.

Bom, agora já sabe como eu fui parar em uma mansão, e, um pouco sobre minha vida. Mas, mesmo que minha vida seja assim, não me deixo abalar. Ou talvez essa frase seja só uma ilusão.

Mas chega de falar sobre isso, hoje é o dia 26 de janeiro e hoje que volta minhas aulas. 1º ano do ensino médio. É. Já são 5h50min da manhã e já estou acordada, quer dizer, fui acordada a força. Minha empregada/babá, a Laura, apareceu em meu quarto, abriu as cortinas para o brilho natural invadir meu quarto, veio até minha cama, ficou me encarando, com suas longas mechas loiras me fazendo cosquinhas. Acordei achando que era minha cadelinha, a Meg, tentando me acordar, tomei um leve susto quando olhei atentamente e vi sua silhueta com aqueles olhos divertidos me fitando com paciência.

— Que horas são? – perguntei esfregando os olhos – Que dia que é hoje?... argh... – bocejo, olhando de novo para minha cama – Sooono... – deitei novamente.

— Hora de levantar, hoje é dia 26 dia de voltas aulas e pode ir levantando mocinha – respondeu, me puxando para me levantar – Vamos logo senhorita, não vou deixar você se atrasar logo no primeiro dia.

— Mas por quê tão cedo? As aulas só começam às 7h... – pendi minha cabeça para trás.

— Por isso mesmo, você têm exatamente – ela parou e olhou para seu relógio de pulso digital – 1h e 5min para se arrumar. Agora vai, levanta e vai direto pro banheiro – ela me disse apontando para a porta do banheiro da minha suíte.

— Sim senhora capitã! – disse me levantando e correndo para meu banheiro.

— Não me chame de senhora, mocinha! – ela me respondeu aos risos.

No banheiro, comecei com a rotina que mantinha toda manhã, que incluía: ir no vaso (não irei dar tantas informações sobre isso), escovar os dentes, e tomar um banho de banheira, só que agora teve que ser de chuveiro para ser mais “rápida”. Quando terminei meu banho, chamei Laura para secar e pentear meu cabelo, depois que ela terminou com seu maravilhoso processo de cabelereira, fui vestir meu uniforme da escola High School Current World, que era uma saia na altura do joelho, na cor vermelho-vivo, com uma faixa branca fina na parte inferior da saia; uma camisa para abotoar na cor cinza-claro; uma blusa de frio de cor preta; luvas brancas e botas cano-alto para as meninas. Eu acho ridículo esse uniforme, mas como sou obrigada a usar, não tenho escolha.

Saindo do banheiro, me deparo com Laura parada de frente a porta, parecendo ouvir alguma coisa. Me aproximei em silêncio para tentar entender, mas quando cheguei, a deparei com um olhar sério porém, com uma certa tristeza. Assim olhei para porta, não tinha nada de errado com ela, mas sim, o que estava atrás dela. Consegui ouvir uma certa gritaria. Meus pais. Às 6h e 20min da manhã e eles já estavam brigando. Parecia que o motivo da gritaria era... eu. Novamente. Eles já pareciam ter terminado com a discussão, até eu ouvir um copo de vidro se estilhaçar no chão. Mas com isso, logo em seguida ouvi o que parecia um tapa na cara e mais algumas palavras inextinguíveis. Por incrível que pareça, depois de todos esses anos, com as mesmas discussões, eu consigo derramar uma lágrima de meus olhos.

Assim que Laura me notou, tomou um susto e logo em seguida me abraçou. Mas eu não iria suportar mais essa mesma história todo santo dia. Me afastei com delicadeza de Laura, e abri a porta de meu quarto, desci apressadamente as escadas e pude me deparar com a seguinte cena:

Minha mãe com o rosto avermelhado em uma das bochechas com lágrimas nos olhos, e meu pai, com um olhar de arrependimento enquanto observava minha mãe. O copo de vidro que caíra no chão? Não era nada mais nada menos do que um copo de whisky, com seu conteúdo esparramado entre cacos de vidro no chão de madeira maciça.

Aquilo foi a gota d’água. Eu não consegui suportar aquilo dentro de mim.

— O QUÊ ACABOU DE ACONTECER AQUI? – disparei aos gritos – ALGUÊM PODE ME EXPLICAR?

— F-filha? A quanto tempo você está aí? – meu pai me perguntou com medo nos olhos.

— A tempo suficiente. — o respondi secamente – O que houve papai? Têm medo de mim agora? – perguntei com lágrimas nos olhos – Ou agora o senhor se importa comigo?!

— Querida... Nã-

— Não me chama de querida, mãe. – a cortei no mesmo momento – Não tente conversar comigo agora. Minha conversa é com o meu “papai”.

— Filha, eu... eu não sei o que passou na minha cabeça. Eu-

— Você nunca sabe o que passa na sua cabeça né. DESDE DE QUE EU ERA UMA CRIANÇA, VOCÊ NUNCA SOUBE O QUE PASSOU PELA SUA CABEÇA! – gritei com minhas últimas forças, já chorando rios – OLHA, EU TAMBÉM NÃO QUERO SABER! POR TODOS ESSES ANOS SEMPRE TENTEI SER UMA BOA FILHA, PRA QUÊ?! PRA NADA! PORQUE EU SEMPRE FUI DESPREZADA, NUNCA FUI AMADA COMO EU QUERIA POR MEUS PAIS! – recuperei o fôlego – Mas... também não preciso mais disso.

— O que? – meu pai e minha mãe perguntaram ao mesmo tempo. – O que quer dizer com isso? – minha mãe perguntou a mim como se eu fosse sem coração, ou estivesse apenas brincando com eles.

— Não preciso mais do amor de vocês... – pensei um pouco – E... também não preciso mais de vocês.

Todos ficaram em silêncio, talvez eu tivesse exagerado um pouco?... Não. Já era hora de eles saberem o que eu suportei por todos esses anos. Peguei minha bolsa que estava que havia sido deixada pela Laura perto da porta principal, conferi se tudo estava lá – lanche para o primeiro dia, estojo com todos os tipos de lápis e canetas, caderninho de anotações, um presente para a diretora, algumas peças de roupas, já que as outras só iriam chegar amanhã no internato, e um cartão de Boa Sorte deixado pela Laura. – e sai para a frente da mansão para pegar a limousine branca e ir para o internato, que, antes me deixava mal só de pensar que teria de ficar longe da minha família e que, agora, seria uma oportunidade perfeita para não ficar mais naquela casa.

Sai de casa e fiquei algum tempo esperando a carona chegar. Me senti um pouco mal de não poder me despedir de Laura, mas não podia voltar atrás. Fiquei um pouco no celular, e percebi que tinha alguém se aproximando de mim, já ia começar a reclamar, mas aí notei que era um vestido de empregada que vinha.

— Laura! – falei enquanto a abraçava – Que bom que você veio e despedir de mim!

— Achou que eu ia deixar minha princesinha ir sem se despedir de mim?! – ela me disse retribuindo o abraço.

— Desculpe pelo o que você teve que ouvir, eu só-

— Não se preocupe com isso, você estava certa em expelir isso de você. – disse me afastando e colocando as mãos nos meus ombros – Mas, sinto que vou ficar um pouquinho triste em ver minha pequena em um internato só podendo me ver nas férias. – disse me abraçando de novo.

— Também vou sentir sua falta, mas sinto que dessa vez não vou ficar triste pelos meus pais, vou me concentrar em meus estudos, e talvez, quem sabe se eu não acho um namorado? – disse com um sorrisinho na cara.

— Só se ele tiver coragem em primeiro perguntar a mim se pode namorar com você — ela me disse com o olhar dela de mamãe coruja e dando uma leve risada.

Avistei a limousine se aproximando do jardim da frente, já era hora de partir, mas eu não queria ir tão cedo, pois aquele momento estava muito bom.

— Agora, se cuida, boa sorte e juízo mocinha! Não vá aprontar nada em? – disse ela me abraçando uma última vez – Vou me lembrar de pagar seus créditos de celular todos os próximos meses, eu acho – disse ela com um sorrisinho leve em sua boca.

— Pode deixar, e, se esquecer, ai ai ai! – disse rindo também.

A limousine já estava me esperando. Era agora ou nunca. Estranhamente, antes de qualquer coisa, apareceram mais três empregadas carregando duas malas de mão e uma de rodinhas. E antes que eu falasse alguma coisa, o cara da limousine estava ajudando-as a colocar as malas no porta-malas.

— Tudo bem, eu que pedi a eles – disse Laura, me dando uma piscadela.

— O.K. então?! – me surpreendi, mas como havia sido a Laura que havia organizado tudo isso, fiquei mais aliviada.

— Agora sim, vai – ela me disse por fim, e me dando um beijo na testa – se divirta bastante mas não muito hein?!

— Tchau Laura! Me aguarde nos feriados e nas férias! Vou voltar com tudo! – disse por fim, animada para que as aulas que mal começaram, já terminassem logo.

Entrei na limousine branca e já comecei tirando uma foto pro meu Insta. Vi Laura me acenando e ouvi ela dizer baixinho: “Meu orgulho, eu te amo.” Com isso acenei de volta. Olhei para a outra janela e pensei: “Hoje vai ser incrível! Assim como o resto desse ano!”. Comecei com essa frase positiva para ver se eu me entusiasmava com essa nova jornada, agora é só esperar para que tudo dê errado.

Chegando perto do internato, pude ver e identificar alguns grupinhos em algumas partes do campus: como os populares; os roqueiros; a galera do time de futebol; os nerds, que nem parecem tão nerds assim; os góticos; os excluídos; os possíveis palhaços, que só querem ficar no fundo da sala e fazer “pegadinhas”; as barangas que sempre ficam falando de macho e nunca conseguem um; as bonitonas que todo mundo quer mas ninguém pega; os bonitões, que são um bando de moleques que só ficam observando as garotas do ensino médio; os LGBT+ que sempre tem uns que gostam dos bonitões ou das bonitonas e que todo mundo deveria parar de sacanear eles; e a minha galera que não existe. O porquê é pois eu sou a de herança mais rica do internato – por incrível que pareça – e por isso, só consegui atrair interesseiros esses últimos anos, e desde então tento não ter amigos para não correr o mesmo risco.

Mas na verdade, eu estou muito feliz, assim não terei que me decepcionar com amizades falsas. Assim que meu chofer parou na frente do portão principal, todos os olhares se dirigiram para mim. O que eu mais odiava era ser o centro das atrações. Mas o que eu podia fazer se minha mãe havia me transformado em modelo nos últimos dez anos.

“- É só ficar calma Ad, é só fingir que ninguém está te olhando e seguir em frente.” – pensei – Vai dar tudo certo. – disse a mim mesma.

Meu chofer abriu minha porta para que eu pudesse sair e assim que sai, pude ver todos cochichando algo sobre mim. Olhei e agradeci o moço, e o mesmo foi pegar minhas malas no porta-malas e as entregar para o bellboy (cara que carrega malas). Mas como eu não queria parecer muito patricinha, resolvi pegar uma malinha de mão que não estava tão pesada quanto eu achava. Me despedi do motorista e fui em direção à porta da frente do internato. Passei pelo meio das duas fontes, com todos me olhando. Continue meu caminho com a postura mais ereta que pude e com a cabeça mais levantada que conseguia.

Assim que entrei, fui calorosamente recebida pela própria diretora, a diretora Amélia, e juntas fomos conversando sobre como eu era a aluna mais importante da escola inteira e como eu era incrível – modéstia a parte. Fomos direto para a sala dela e assim que chegamos, aproveitei a oportunidade para lhe dar um presentinho. Ela ficou muito lisonjeada e surpresa ao ver o presente – um broche de esmeralda, com a borda folheada em ouro de 10kilates.

— Não precisava – ela me disse com um tom de agradecimento – mas mesmo assim obrigada – agradeceu por fim.

— Um presente maravilhoso, para uma diretora maravilhosa! – a disse.

— Bom... eu tenho um assunto um pouco importante para falar com você... – ela me disse mudando o modo como falava comigo – é sobre seu colega de dormitório.

— Certo... o que têm de errado? – perguntei com uma pontinha de alegria na entonação.

— Veja, você terá que dividir seu quarto com um menino. – ela disse colocando o broche com a maior delicadeza. Assim que ela terminou de colocar ela continuou – Mas só te peço isso porque, ele é um aluno... um pouco problemático, e sei que só você conseguiria botá-lo nos trilhos. Pois eu acredito no seu potencial. E se me ajudar, posso ajudar a garantir que você passe de ano. Mas só se você aceitar, é claro.

Aquilo havia sido um choque para mim, mas, era uma oferta tentadora, e, o que me custaria afinal? Era só um garoto. Não um animal selvagem.

— Eu aceito essa proposta. – falei – Mas quem é ele afinal?

— Ótimo que a senhorita aceitou esse acordo. – ela disse alegremente – já já o chamo e-

Fomos interrompidas por uma aluna, de cabelos castanhos e maquiagem estranhamente forte, que chegou sem bater na porta da sala da diretora.

— Ele está fazendo de novo, Sra. Diretora! – ela disse rapidamente.

— Argh – a diretora suspirou cansadamente – Obrigada Annie, vou chama-lo imediatamente.

— Certo Sra. Diretora. E me desculpe por atrapalhar vocês. – disse Annie se retirando da sala.

O que tinha acabado de acontecer, eu não fazia a menor ideia. Porém, a diretora Amélia estava limpando os óculos embaçados com um paninho desinfetado. Me perguntei o por quê do desgosto mas resolvi não falar nada.

No momento seguinte, ela foi para perto do microfone e apertou o botão para liga-lo aos alto-falantes.

—Erik. Comparecer à direção. Repetindo: Erik comparecer à direção.

— Quem é? E o que ele fez?... – perguntei à Sra. Diretora.

— Bom... Vou ser direta e clara O.K.?! Ele é o seu colega de dormitório.

Notas finais
AEEEEEEEE e assim se termina o primeiro episódio! Espero que tenham gostado e me siga se quiser ver a continuação.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.