Notas iniciais
Meninas aqui está mais um capitulo!!

E para as meninas que amam o Sammy! Ele está de partir o coração!!!!

E caso alguem se interessa....VOU SER MÃE DE UMA MENINA!!! o/o/o/o/o/o/o/o/o/o/o/o/o/o/o/

Descobri quinta feira, e estou pirando, agora vem aquela fase que eu mais queria! Comprar as coisinhas da minha bebê! Estou esxplodindo de felicidade!!

Bom, sem mais noticias, boa leitura!

...............................................................................

Eu me lembro de anos atrás

Alguém me disse que eu deveria ter, Cuidado quando se trata de amor, eu tive

Você foi forte e eu não, Minha ilusão, meu erro

Eu fui descuidado, eu esqueci,

E agora, quando tudo está feito, não há nada a dizer, Você se foi e tão sem esforço

Você ganhou, você pode ir em frente, diga a eles

Diga a eles tudo o que eu sei agora, Grite isso de cima dos telhados

Escreva isso no horizonte, Tudo o que nós tínhamos se foi agora

Diga a eles que eu era feliz, E meu coração está partido

Todas as minhas cicatrizes estão abertas, Diga a eles o que eu esperava ser

Impossível.


James Arthur – Impossible.



N.A: A musica é linda, quem quiser ler ouvindo ela, eu recomendo.

http://www.youtube.com/watch?v=lJqbaGloVxg

...........................................................................



Os olhos esverdeados se abriam lentamente...



A dor iria começar mais uma vez.



Onde ele estava? Não lembrava muito bem, olhou ao seu lado, a menina de cabelos castanhos dormia ao seu lado, quem era ela?

Mais uma pontada de dor em seu peito. Aos poucos reconheceu onde estava.



Seu quarto.



A garota que dormia ao seu lado;

Era a mesma com quem dormia todas as noites, a mesma a quem jurou cuidar, e que agora ele havia se tornado o centro de suas piores preocupações e medos.



“Você já vai beber de novo?”



“Por que não deixa de ser covarde e vai atrás dela?”



“Você esta acabando com sua vida! E acabando com a minha também!”



“O hospital ligou aqui para casa, eles estão esperando sua resposta Sammy!”



“Vai jogar a vida que você tanto sonhou no lixo? É isso?”



Ele ouvia a voz da menina ecoando irritantemente por sua cabeça. Irritante não pela voz, mas sim pelas verdades que ela lhe jogava na cara. Dizia a cada vez que ele saia à noite, sempre que voltava para casa sendo carregado pelos amigos. Sempre que o pegava olhando as fotos dela em seu celular, sempre que abria a gaveta e tirava a caixinha de veludo vermelha, que continha o passe para o futuro que ele sempre sonhou, um sonho que virou pó.



Dor, dor, e mais dor.



Era a única coisa que sentia, a única coisa que o diferenciava de um zumbi. O olhar sempre perdido no horizonte, sem paciência para ouvir as pessoas lhe contarem sobre seus problemas – Coisa que era atualmente pago para fazer—Seu futuro e sua carreira brilhante, arriscados.

Aos poucos foi criando coragem para levantar, a dor de cabeça lhe pegando com todas as suas forças, tomando um banho gelado, a barba grande, estava irreconhecível.

Hoje estava fazendo um mês, desde que ela lhe disse aquelas palavras, desde que ela partira seu coração. Um mês desde que sua vida deixou de existir.

Trocou de roupa rápido, pegando as primeiras que viu, e disfarçando seu desleixo, com o jaleco.



O que ela estará fazendo agora?



Será que ela ainda sofre por mim?



Eu a magoei tanto assim?



Devo ir até ela? Devo me desculpar? O que devo dizer?



Deixe pra lá, ela está melhor sem mim.



Eram seus únicos pensamentos durante o dia, sempre se pegava pensando nela, depois sempre concluía que ela estava melhor sem ele, meia hora depois, estava pensando nela de novo... E de novo... E de novo, mas que droga! Isso estava ficando fora de controle.

À noite era o único momento em que não a via, em que não sentia sua falta, como se cada gole escasso de bebida. Uma parte dela ia se apagando dentro dele. Mas era somente por enquanto.

Ele acordava achando estar ouvindo a voz dela parecia que aqueles olhos tão verdes pareciam fita-los em tudo o que fazia, como se sentisse o olhar dela, a cada idiotice que fazia. Aquele olhar decepcionado, que fora sua ultima lembrança da mulher que transformou sua vida em uma dolorosa confusão.

E assim ele seguia todos os dias, vivendo cada um de cada vez, como se cada segundo durasse uma eternidade, como se andasse em câmera lenta no meio de uma multidão apressada aos seus objetivos, e ele, sem rumo.



Estava vazio por dentro.



Estava frio, e seco como se tivesse morrido há séculos.



...................................................



-Você é um idiota! – ele já estava tão acostumado com essa frase que já não esboçava nenhuma reação.

-Bom dia Jessica. – ele respondia, naquele tom áspero, seco, com o qual Jessica já havia se acostumado.

A pobre morena de longos cabelos o fitava indecifrável, aquele olhar vazio olhando para algo além de sua frente, algo dentro de sua cabeça. A barba por fazer, demonstrando que ele desistira de cuidar de sua vida, os cabelos mal colocados atrás da orelha, deixando a mostra seu desleixo. E era assim, que ele acabava com sua vida aos poucos.

E assim ele fazia com a vida dele, ele também fazia com a vida dela.

-Sam. – ela o chamou, enquanto colocava as panquecas e a garrafa de café na mesa. E ele apenas olhou para ela. – Lembra de quando éramos crianças? Quando morávamos com a tia Candice?

-Por que lembrou isso?

-Lembra, quando eu desci uma noite para beber água e encontrei a titia sentada numa poltrona chorando? Quando fui perguntar o que tinha acontecido o tio Mike chegou em casa?

Ele olhava para ela ancípite, como ela conseguia? Chamá-los de tios depois de tudo?

-Ela perguntou onde ele estava, e ele não respondeu, ela insistiu, então ele a derrubou com um tapa no rosto? Eu sentei na escada e fiquei assistindo tudo coativa e perplexa, lembro que ela gritava tanto, até que você desceu as escadas passando rápido por mim, e se colocou entre eles, empurrando o tio de forma que ele caiu no chão. E...

-Não quero ficar lembrando isso Jessica.

-E quando ele se levantou para bater em você, você não teve medo de bater nele. – ela continuou, como se falasse para si mesma. – E depois que a tia brigou com você, pensei que nunca mais faria isso de novo. Mas você fez.

-O que quer me mostrar contando isso?

-Nada, só sinto saudades do meu irmão que não tinha medo de nada, que não era covarde. Que insistia em algo mesmo quando era errado.

-Ela está melhor sem mim Jessy.

-Essa desculpa não engana nem você caralho! – ela gritou, batendo na mesa com as duas mãos. E pela primeira vez ele esboçou alguma reação. A olhando como se fosse um fantasma.

-Quer saber! Eu tou cansada disso! Tou cansada de ter que aturar você de luto como se a Kristin tivesse morrido. Porra Sammy! Ela não está morta! Pare de agir como se nunca mais fosse vê-la, deixa de ser burro! E vai atrás dela! Você disso que iria lutar por ela, mas desistiu de fazer isso na primeira chance! Você é a porcaria de um fracassado fodido!

Desde quando a boca dela ficou tão suja?

-Escuta, não quero mais saber de joguinho de “coração partido” vindo de você Samuel! Ou você esquece aquela mulher de vez, ou então...

-Ou então o que Jessica! O que você sabe sobre relacionamentos? – desta vez ele disse aos brados – Pelo amor de deus! Você é só uma criança! As coisas não são tão fáceis quanto parece!

-E também não é tão difícil quanto você faz parecer! Deixa de ser covarde Sammy! Encare-a! Diga a ela o que você sente! Olhe nos olhos dela!

-Ou o que!

-Ou eu vou fazer isso no seu lugar!

-Se você se intrometer nisso, Jessica! Eu juro que...

-Vai o que? Você não manda em mim Sammy, faço o que quiser.

Ela entrou no quarto, batendo a porta atrás de si, ao mesmo tempo em que ele socava a mesa, rosnando como se fosse um monstro.



..................................................................................



Semanas depois...



Para a sua sorte, o ônibus não parava tão longe de sua casa.

Há quanto tempo não usava calça jeans e camiseta? Usando uma sapatilha nos pés, para lhe ajudar a ficar horas em pé em seu novo emprego, que ironia, tinha voltado a ser uma reles garçonete em um restaurante luxuoso no centro de Albany. Trazia nas mãos uma sacola de compras, alguns mantimentos que estavam faltando para casa.

Parando uma casa antes da sua, tocando a companhia da casa rosada que tinha ao lado esquerdo de sua casa.

-Kristin, chegou cedo. – a simpática senhora de bochechas rosadas e cabelos brancos lhe recebeu com a mais inocente educação. Ela era um dos poucos rostos conhecidos naquele bairro. – Luka ainda está dormindo.

-Espero que ele não tenha lhe dado tanto trabalho Sra. Bennet.

-Nenhum pouquinho Kristin, nenhum pouquinho, ele passa o dia brincando com seus bonequinhos, e dorme como um anjinho, igualzinho você quando tinha a idade dele. – ela dizia humoradamente, enquanto conduzia Kristin até seu quarto, onde Luka dormia protegido por uma barreira de travesseiros. Colocou as sacolas no chão e pegou Luka em um dos braços, sem que ele acordasse, enquanto com o outro apoiava a sacola de papel, e assim saiu da casa da senhora que ajudou sua mãe a cuidar dela, e que agora a ajuda cuidar de Luka.

Andou mais alguns passos até sua casa, então se viu em uma situação complicada; estava com a sua bolsa de um lado, a bolsa de Luka do outro, e as duas mãos ocupadas, e sem nenhuma brecha para pegar a chave e abrir a porta.

Tentou devagar colocar devagar a sacola no chão, pois a mesma estava cheia, e quase transbordando, malditos supermercados ecológicos, que querem evitar a poluição diminuindo a quantidades de sacolas por cliente. Tanto esforço que foi em vão, a sacola acabou por transbordar, derrubando a caixa de leite, o pão, a bandeja de bacon.

Ela praguejou em sua mente, agora sim estava em uma situação embaraçosa, teria que acordar Luka, e colocá-lo de pé, algo que o deixava muito estressado era ser acordado, e a ultima coisa que ela queria ouvir naquele dia, era choro de bebê.

-Deixa que eu ajudo você. – ela ouviu uma voz masculina se aproximando.

Não demorou e ela viu duas mãos a ajudando a pegar as coisas do chão e colocando de volta na sacola.

-Obrigada Derick. – ela disse sorridente, enquanto os dois se levantavam, ele segurando a sacola para ela.

-Deixa que eu levo, você parece um burro de carga.

-Bom, obrigada. – ela disse abrindo a porta da casa.

Jogou as duas bolsas no sofá, e colocava Luka no berço, enquanto Derick colocava a sacola no balcão. Sim, ele estava bem familiarizado com a casa, sim, ele e Kristin estavam bem próximos um do outro. Mas não pense mal, eles sempre foram bons amigos de infância, e continuam sendo esses amigos.

-Kristin. – ele chamou quando ela saia do quarto de Luka. – Estava pensando, acho melhor fazer a ceia de natal aqui na sua casa mesmo, minha casa possui um cheiro de tinta muito forte, por causa dos produtos que uso, não vai ser uma boa comermos peru de natal com gosto de creolina não é?

-Ok, estamos decididos, mas você cuida da decoração. Você é bom nisso.

-Falando em decoração, acho que vou começar desde já, estamos a uma semana do natal e você nem comprou uma arvore.

-Ultimamente tenho tido tão pouco tempo Derick, com todo esse emprego que você conseguiu pra mim, meu divórcio, meu filho, está acontecendo tudo de uma vez. Amanha tenho que me encontrar com meu ex marido para decidir a pensão do Luka, e ainda vou acompanhá-lo no primeiro dia em um grupo de ajuda, e tenho que encontrar uma babá pro Luka o quanto antes, não posso abusar da boa vontade da Sra. Bennet.

-Quer uma cerveja? – ele estendeu a ela, como se estende um bote salva-vidas.

-Por favor.

-Não acha que é muito seu ex marido pedir para ajudá-lo a... Se tratar?

-Não acho, eu... Prometi que ele poderia contar comigo, e acho muito bom Patrick querer mudar, isso vai melhorar o relacionamento dele com nosso filho. Posso conseguir isso, sei que posso.

-E enquanto ao...

-Sam, por favor, ele morreu na minha vida e continuo querendo que seja assim.

-Você o amava não é?

Ela sentou-se no sofá, esvaecendo seu rosto cansado. Kristin estava esgotada, sobrecarregada. Era incrível o quão rápido ela tinha emagrecido desde que decidiu pedir o divórcio de Patrick. Estava praticamente com o mesmo corpo de quando era mais nova, mas estava um caco.

-Ainda amo... – ela deixou-se confessar, como se sua boca tivesse ganhado vida própria, e espaireceu em um suspirou deixando uma melancolia transparecer em sua face. Sentindo aquele aperto doloroso no peito.

-Sabe do que você precisa? Sair um pouco, desde que se mudou para cá, eu só vejo você trabalhando, seja em casa ou seja no seu emprego, você não estava acostumada com isso Kristin, foi uma mudança muito brusca na sua vida, você só vai guardando isso dentro de você, e então vai chegar num ponto que você vai explodir, e em cima de alguém que você não queira.

-Então o que você sugere?

-Nesse domingo vamos ter um coquetel de abertura de uma galeria de um grande amigo meu, ele é um ótimo fotógrafo, e ele estava trabalhando com as posições mais impossíveis do Kama Sutra, vai ser uma amostra um tanto interessante. E eu ganhei dois convites.

-Bom, vou pensar, talvez domingo eu queira passar o dia inteiro dormindo.

-Ou você queira passar o dia se divertindo. Mas de qualquer forma, quando decidir, me liga, ou passa lá em casa. – ele comentava, dando os últimos goles em sua cerveja.

Então ele se levantou, indo em direção a porta.

-Thau Kristin.

-Thau Derick, obrigada pela ajuda.

-Disponha.

Ela jogou-se no sofá, quando ouviu a porta ser fechada.

Estava cansativo de mais, agora sim ela podia ir para seu quarto, e parar de fingir que estava bem, para todo mundo.

Antes deu uma olhada em Luka, o quarto era decorado em branco, com lindos enfeites de anjos de porcelana pela parede, parecido com o quarto que tinha na mansão, apenas o jogo de berço era azul, e se destacava no quarto, dando um ar luxuoso, e muito confortável, Kristin investiu o restante de seu dinheiro no quarto de Luka.

Depois de tomar um banho, um demorado banho, ela vestiu sua roupa de cama e deixou-se cair na cama, não muito confortável por sinal, os itens de seu quarto, assim como os da sala ela conseguiu comprar de segunda mão.

Pronto, ali ela não precisava fingir, não precisava ser forte, ela podia colocar para fora todas as suas frustrações, todas as suas dores. E principalmente a falta que ela sentia contra sua própria vontade.



Mas que droga Sam! Estou sentindo uma puta falta de você! Olha o que você fez comigo!



Depois de tudo, mesmo depois de ele ter sumido de sua vida, como se nunca tivesse existido, sua presença continuava tão forte e tão dolorosa dentro de si.



Aquilo a estava acabando por dentro, e ela odiava aquilo.



Chorar, nada é melhor que chorar em momentos como esse. Ela sempre se lembrava de quando sua mãe dizia, que chorar era bom, que aliviava, que acalmava nosso coração. Mas para ela parecia não funcionar, parecia que quanto mais chorava, mais doía. E era assim, todas as noites.

Notas finais
Bom, o que acharam?