Apenas Carnal.
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Pessoal, eu dei uma passadinha aqui para ver os comentarios e vi que a maioria não entendeu a historia, então fui abrir o capitulo para saber por que... e gente, me desculpem, deve ter dado algum erro na hora de postar que o capitulo vio todo cortado, então eu o exclui e estou postando outra vez, espero que fique tudo bem desta vez, pois esse capitulo é um dos mais importantes da historia!
Então, agoram podem ler com mais clareza!
-Papá... – ele ouviu aquela voz fininha de bebê.
Sam estava levantando do sofá, e se deixou cair novamente, olhou para o menino como se ele fosse um alienígena, os olhos arregalados e os lábios semiabertos, ele nem percebera que Kristin tinha acordado com seu movimento.
-O que houve? Sam, Luka está bem? – ela disse, visivelmente preocupada, pegando o menino de seus braços que ainda estranhava o local com um rostinho amassado de sono.
-Ele... – ele disse ainda espantado, olhou para ela de canto de olho. – Acordou... E ia chorar.
-E ficou assustado por isso? Calma Sam, ele não é de chorar quando eu estou por perto. Mas ele está morrendo de sono coitadinho, vou coloca-lo no berço.
Kristin se levantou, abrindo com cuidado a porta do quarto de Jessica, para não acorda-la. Enquanto Sam ficou esparramado no sofá, perplexo, estarrecido da sensação tão estranha e assustadora que acabara de sentir.
Uma sensação estranhamente e assustadoramente boa, pensou ele, era algo único, nostálgico, e magico, sentia um calor tão aconchegante em seu peito, e ao olhar para Kristin que voltava do quarto vindo em sua direção, ele se controlou para não chorar.
-Acho que também estou com sono, você vem dormir? – ela perguntou, uma voz manhosa e sonolenta.
Ele não pensou duas vezes, desligou a TV, e praticamente correu até ela, a tomando nos braços e lhe cobrindo os lábios de forma calorosa e carinhosamente selvagem.
Ele não contou sobre as palavras de Luka, ainda não era hora para isso, teve medo da reação de Kristin, e teve ainda mais medo de ela querer se afastar dele por causa disso.
Kristin aproveitou cada centímetro dos lábios de Sam, era como se cada vez que ele a beijasse, fosse a primeira vez, as mesmas sensações e fantasias, se alastravam pelo seu corpo e tomava sua mente com a mesma intensidade.
De uma forma convidativa, Sam pegou Kristin em seu colo, e a levou para seu quarto, desta vez, ele não queria sexo com ela, queria ama-la, queria que ela fosse dele de alma e de corpo, estava aos poucos deixando-se render por aquele perfume adocicado dela, ficando cada vez mais dependente dele, e ultimamente ele tem se perguntado muito o que faria depois que a deixasse, como ele se sentiria, como ele conseguiria passar os dias sem sentir aquele aroma tão doce que ela naturalmente tinha? Como viveria sem aqueles lábios carnudos, sem aquela pele tão macia, aqueles olhos tão verdes que o olhava tão docemente? Como Sam? Como você vai viver sem aqueles gemidos chamando seu nome e que te deixa tão alucinado?
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Ilha Fishers: a dez quilômetros mar adentro de Manhattan.
-Patrick, o que faz aqui fora? Por que não está comemorando com os outro? Você pegou um Brycon de quase um metro.
-Me deixe aqui por um momento Mag.
-Mas Patrick? O que está acontecendo?
-Já pedi por favor Mag, me deixe sosinho.
-Escute o rapaz Sta. Ventura. – uma voz grave e roupa soou por traz dos dois.
-Sim, Sr. Sullivan, com licença. – e de cabeça baixa retirou-se, mostrando sua insignificância diante daquele senhor de sessenta anos.
-O que tanto o incomoda Patrick?
-Hoje vocês tiraram o dia para me atormentar, eu mereço. – ele murmurou.
-Qual é meu filho, sinto falta de quando você se abria comigo, conte-me o que esta acontecendo?
Ele olhou naqueles olhos azuis quais os tinha herdado, aqueles olhos cheios de ruga que já o amedrontou e o consolou tantas vezes.
-É a Kristin pai. Ela está... Diferente.
-Defina diferente.
-Ela... Não... —ele gaguejava, tentando encontrar palavras certas para dizer. – Ela já não me olha mais como antes, já não me procura mais, só fala comigo quando falo com ela.
-A forma como você a vem tratando nesses últimos anos, era para ela reagir diferente filho, uma hora ela cansaria disso tudo.
- Foi uma mudança muito repentina pai, não é algo que possa ser culpa minha.
-Patrick, por que não consegue enxergar os erros que está cometendo filho? Aprenda a tratar uma mulher como se deve. Sua mão estragou tanto você.
-A culpa disso tudo é dela pai, eu falei tantas vezes, que eu não queria ter filhos, que isso acabaria com nossa relação, eu avisei que não estava preparado, mas ela fez isso escondido, mentiu que estava tomando remédios. Parecia que queria ter a certeza de que teria para sempre uma ligação comigo, cheguei a achar que minha mãe sempre esteve certa. Que Kristin é uma golpista.
-Você não compreende as mulheres Patrick, ainda não é maduro para compreende-las, por isso fui tão contra a esse casamento. Se não a ama, peça o divórcio.
-E ter que ficar pagando rios de dinheiro por causa daquela criança? Isso não.
-Você não sente um pingo de amor pelo seu filho Patrick?
-Eu não sei... Não é raiva do Luka que sinto, eu sinto raiva dela, por não ter me ouvido, por ter tomado uma decisão sozinha. Eu não consigo pedoar. E agora ela está cada vez mais distante de mim. Cada vez mais fria, tenho tentado me aproximar mais dela nesses últimos dias, me aproximar mais do nosso filho, mas ela não deixa, ela se afasta, por que ela faz isso pai?
-Ela sabe de suas traições.
-Não, ela não faz ideia de nenhuma delas, nem mesmo sabe que a antiga madrinha de casamento dela hoje trabalha para mim.
-Tem certeza mesmo de que ela não sabe? – ele observou o filho balançar a cabeça convictamente, pensou por um minuto, depois suspirou. – Então ela tem outro.
-Outro?
-Sim, Kristin deve estar se envolvendo com alguém, e da forma como você sempre agiu com ela, não vai demorar muito ela trocar você.
-Ela não é louca de fazer isso.
-Patrick. Você casou com uma menina incrível, e que tentou incansavelmente salvar você da vida fútil que você levava. Mas você está deixando ela escorrer pelas suas mãos. – ele bebericou o Martine em seu copo, depois se virou para a entrada da mansão. – Peça o divórcio Patrick, vai ser melhor para os dois.
Ele entrou, deixando Patrick segurar a taça de cristal tão forte nas mãos, que a sentiu ceder e se espatifar em milhares de pedacinhos, alguns deles perfurando sua mão.
-Outro?
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Duas semanas depois (Final do mês)
28 de Junho, era aniversario de Jessica, ela também comemorava uma semana de namoro com o tal David, que graças aos conselhos de Kristin, a jovem conseguiu conquistar o coração do rapaz.
Eles tinham combinado um piquenique no Central Park, que nesse período de passagem da primavera para o outono, as flores coloridas deixavam os jardins uma verdadeira obra de arte.
Kristin e Sam estendiam a toalha vermelha no chão, enquanto Jessica servia de burro de carga, carregando a cesta de comida, a bolsa de Kristin e Luka no colo. Assim que eles conseguiram estender retamente a toalha no chão, Jessica colocou Luka em cima para se livrar um pouco do peso. Reclamando do abuso e trabalho escravo.
Sentaram-se e arrumaram as coisas sobre a toalha, Jessica servia de apoio para Luka, que desde aprendeu a andar só queria viver em pé.
Kristin esbanjava beleza com um vestido longo branco, com algumas flores azuis desenhadas nele, um colar de pedras de alga em um estilo meio Hip, e um chapéu de palha com uma flor de jasmim como enfeite.
Sentia-se sem jeito pelo olhar nada discreto de Sam, se antes seu sentimento por ele era uma dúvida, alí era uma certeza, estava completamente ridiculamente e insanamente apaixonada por Sam Winchester. Mas escondia isso de forma platônica, desde aquela pequena declaração que fez a ele, nunca mais teve coragem de entrar naquele assunto novamente.
Mas Kristin agora pensava assim, desde o dia em que soube que Luka havia chamado Sam de Papa, uma magia tão pura e tão intensa preencheu seu coração, que daquele momento em diante, bastava uma palavra de confirmação, apenas um sussurro, apenas um gesto dele, e ela largava tudo, largava sua vida, sua casa, seu marido, abria mão de tudo, e ficaria com ele. Kristin tinha descoberto desde que se apaixonou por Sam, que o que tinha com Patrick, não era amor, ela estava descobrindo naquele momento o que realmente era o amor.
Luka chamou Sam de Papá mais duas vezes durante a semana, e na segunda Kristin e Jessica estavam presentes. Foi quando Kristin ficou sabendo que aquela já era a terceira vez que ele fazia aquilo.
Ao mesmo tempo em que o olhar de Sam era carinhoso, também era melancólico, Kristin teve notado nos últimos dias, essa mudança no humor de Sam, ultimamente ele tem andado tão tristonho, melancólico, e até frio às vezes. Kristin se perguntava se era um problema que ele não queria compartilhar, ou se ele estava começando a se enjoar dela, essa ultima ideia lhe causava embrulhos no estomago.
Seus pensamentos se perderam quando viu um pedaço de torta próximo a sua boca, Sam estendia o garfo com um pedaço do doce para ela, que com um sorriso o abocanhou, mas não sem deixar insinuar algo mais malicioso nesse gesto, Kristin se tornava um tarada quando estava perto dele, todos os gestos, os sorrisos, as piscadas de olhos, pareciam ser uma provocação para ela, que tentava, até mesmo sem perceber devolver na mesma moeda.
-Você está linda hoje.
-Você diz isso toda vez que nos encontramos.
-O que posso fazer? Se toda vez que nos encontramos parece que você está cada dia mais linda.
-Ok! A Kristin está linda, mas hoje o aniversario é meu! Da para prestarem atenção em mim?
-Me desculpe senhorita dezessete anos! – Kristin falou em tom de piada. – Quem disse que nos esquecemos de você?
Kristin abriu a bolsa, pegando uma caixinha prata com o logo da Tiffany’s. E estendeu para Jessica, Kristin sorriu ao ver os olhos verdes dela ganhando um brilho ao olhar para o símbolo da marca.
-Feliz aniversario Jessica- ela disse quando Jessica abriu a caixinha.
-Meu deus! Que lindo! Estou apaixonada!
Jessica descrevia cada reação que tinha quando foi tirando da caixinha o colar de ouro, o pingente era uma caveira também de ouro, mas detalhadamente trabalhada em alto relevo. Com um efeito como se tivesse siro toda furada.
-Gostou mesmo Jessica?
-Se gostei? Uma caveira da Tiffany’s! Kristin! Eu adorei! De todo o coração!
-Kristin, posso falar com você um minuto? – Sam chamou, estava sentado atrás de Jessica.
-Claro, preciso comprar uma agua mineral, já volto Jessica, cuide do Luka.
-Sim! Sim! E obrigada! Eu amei! Amei! Amei!
Kristin pode ouvir ao londe a voz de Kristin ainda gritando “amei”. Sorriu para si mesma, ela adorava o jeito explicito de Jessica demonstrar seus sentimentos.
-Kristin, o que foi que combinamos?
-Sam me desculpe, não resisti.
-Me diga Kristin, o que combinamos? – ele a olhava repreensivo.
-Nada de presentes caros para Jessica.
-E o que você fez? – Sam falava como se fossa para uma criança, ao mesmo tempo em que Kristin falava e agia como uma.
-Comprei um colar de ouro para ela...
-Kristin, estou falando serio. Não quero que gaste...
-Eu não resisti! Eu juro! Eu estava tentando encontara algo que custasse menos de cem dólares e que fosse a cara da Jessica, mas então eu vi esse colar na vitrine e então pensei, não vou encontrar nada comparado a isso pode definir o que ela é! Sam me desculpe, eu sei que prometi para você, mas... Desculpe meu... Amor... – a ultima palavra sai apenas um sussurro, fazendo Kristin assustar-se consigo mesma e Sam a olhar espantado.
Kristin viu a melancolia atingir Sam de uma forma que ele não conseguiu esconder, e acabou deixando transparecer. Sentiu-se inicialmente arrependida por ter dito isso, mas depois pensou melhor, que se dane, ela não queria esconder mais isso dele, não conseguia, gostava tanto dele que chegava a sentir dor, e essas palavras estavam presa como uma bola de peito na garganta, a sufocava, a torturava, e ela iria colocar isso para fora ali mesmo, aproveitaria o choque de coragem que ganhou repentinamente.
-Sam, estou apaixonada por você. Eu sei que você não sente o mesmo, mas mesmo assim preciso tirar esse peso da minha garganta. Antes eu ainda tinha dúvidas, mas agora, essa coisa grita a certeza no meu peito. Eu quero ficar com você Sam, não me importo com sua profissão, desde que não transe com outras mulheres. Eu não me importo se sua vida é simples. Eu quero realmente ficar com você – Nessa hora ela deu um passou para frente, ficando a centímetros dele, colocando as suas mãos em seu peito. – Bastaria você dizer um “sim”, apenas isso, e eu pediria o divórcio no mesmo dia, largaria tudo, sairia daquela casa somente com a roupa do corpo. E recomeçaria tudo ao seu lado... Sam... Eu... Te...
-Por favor, não! – ela olhou para ele, assustando-se com sua expressão, sentindo um perto em seu coração, Sam respirava ofegante e seu rosto estava banhado em lagrimas, eram lagrimas de dor, que ela via pela expressão contorcida de seu rosto. – Não diga, essas palavras, não complique tudo!
-Sam, eu precisava dizer. – ela sentiu seus olhos inundando, logo as gotas caiam em seu rosto uma traz da outra. – Me desculpe, mas é o que eu sinto.
-Você acabou de tornar minha vida complicada Kristin, por que fez isso! Por que! Estava tudo tão bem! Já estava pronto para... – sua respiração cada vez mais ofegante estava deixando Kristin apavorada.
Então do nada Sam saiu correndo de perto dela, a deixando desnorteada ela viu de longe o momento em que ele pegava seu Impala e saia cantando Pneus. Encostou-se uma arvore próxima, e deixou-se cair, escorregando por ela.
-Céus! O que eu fiz!
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