Apenas Carnal.
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Mas como ele é tão odiado aqui, creio que não vai mudar nada.
E tem gente ficando com raiva da Carlie! kkkkkkkkkkkkkkk, antes ela era tão amadaaa... Mas se passa tanta coisa na cabeça daquela mulher!! Vai entender!
e 60 comentario e 18 favoritos!!! Gente por favor! quero ficar viva até o final da historiaa!!!
Muito! Mas muito! obrigada a todoooss!!!!
Era quase três da tarde quando Kristin chegou em casa, Luka estava em seu sono da tarde.
Foi até o bar da adega, serviu-se de um dos Whiskys caríssimos que Patrick colecionava, precisava de uma bebida forte para tentar se entender.
A reação de Sammy, foi tão estranha para ela, quanto à coragem que tirou não se sabe de onde de dizer algo como aquilo para ele. Aquilo estava ficando mais serio do que ela imaginava. Onde estava com a cabeça? Ela não estava medindo as consequências, não estava medindo o peso que aquela declaração teria em sua vida. E na vida de Sam.
Mas ela não podia evitar, era uma reação automática seu coração acelerar quando ele a tocava, suas pernas ficarem bambas quando ele a beijava, sua cabeça ficar em outro mundo quando estava fazendo sexo com ele. Sam era uma pessoa encantadora, e teve o azar de encontrar uma mulher complicada como Kristin para se envolver.
Com um sorriso lembrou-se de seu pensamento de uma semana atrás, quando achava que esta vida que levava era o suficiente para ela. Onde as migalhas dos carinhos de Patrick bastavam para satisfazê-la, hoje em dia, não havia como comparar Patrick com Sam, Patrick, com todo aquele tamanho, não conseguia satisfazer Kristin por completo. Nem mesmo quando eram apaixonado um pelo outro. Sammy mostrou para ela o que era prazer de verdade, e não era só isso, nesses poucos dias em que estava junta, ela nunca se sentiu tão feliz em sua vida, nunca se sentiu tão realizada, satisfeita e plena. Sentia-se a mulher mais poderosa do mundo.
E desta forma ela passou o dia, colocou um biquíni e foi tomar um pouco de sol, sua pele apesar de branca tinha um tom oriental, que graças a sua bisavó que era coreana Kristin tem esse traço oriental em alguns detalhes de seu corpo, como os olhos e a cor da pele.
Quando deu dez horas da noite, ela subiu para seu quarto e foi dormir. Nem ao menos ligou que Patrick tinha que estar em casa há duas horas atrás, na verdade ela sabia o que estava fazendo por ai, apesar de magoada por dentro, em ser tão humilhada dessa forma, Kristin não queria mais ficar quebrando cabeça com Patrick.
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Mas era automático. Seus ouvidos conheciam o barulho do carro de Patrick, e ela acordou assim que ouviu chegando. Olhou o relógio no criado mudo que marcavam meia noite e meia. Chateada por ter acordado de um sonho tão, digamos quente, ela foi ate o banheiro tomar uma ducha, a temperatura de seu corpo estava tão alta que ela suou.
Não demorou muito até ela ouvir a porta do quarto ser aberta, suspirou imaginando em como ele estaria; bêbado? Com aquele perfume barato feminino impregnando no terno?
Para sua surpresa e espanto ele abriu a porta do banheiro no momento em que ela saia do Box de vidro fumê.
–Kristin? Acordada até essa hora de novo?
–Não estava acordada, estou tão acostumada com o barulho do seu carro que acordei quando você chegou.
– E por que o banho?
–Acordei suada, não sei por que, então tirei o suor.
Expremeu seus cabelos e os enxugando na toalha, olhou para ele, estava normal, com o terno e com a gravata afrouxada. Não deixou de admirar sua beleza, parou quando percebeu seu olhar de desdém para seu corpo. Sentindo sem graça ela se enrolou na toalha.
–Suas coxas estão grossas, engordou mais Kristin?
Aquilo saiu como um tiro no peito, mas ela não se deixou abalar.
–Não sei, faz tempo que não me peso mais.
Terminou de se enxugar, e saiu para o quarto, mas ao passar por ela, a segurou pelo braço.
–Só quis dizer para você cuidar da sua alimentação Kristin, mesmo que seja poucas vezes, mas você ainda amamenta o Luka, e tudo o que como vai para ele também.
–E sem falar que fico uma baleia para você não é Patrick? – ela disse em completo tom rude, se afastou e abriu a toalha para ele. – Eu sei que você não gosta do que vê Patrick, eu vi isso em seus olhos.
–Não seja tola Kristin. – ele disse de forma suave, mas Kristin pode ver seu olhar sínico. – Eu amo você.
–Ainda me acha bonita Patrick?
–Eu já disse que amo você. – ele disse se aproximando, ficando a centímetros de seu rosto. – no final isso não é o bastante para você?
Então ele cobriu seus lábios com um beijo. Kristin correspondeu. Esperou até ele finalizar o beijo, olhou bem dentro daquelas orbes tão azuis de Patrick, e podia ver tudo nela, menos o que ela via nos de Sam; sinceridade.
–Boa Noite Patrick.
Ao dizer isso, passou por ele, indo para o quarto, vestiu sua camisola, e deitou-se, não demorando em pegar no sono.
No outro dia fez da mesma forma, esperou Patrick sair de casa, e foi se encontrar com Sam, e assim fez no outro, e no outro... Algumas vezes levava Luka consigo, Jessica era uma babá muito melhor do que a que Kristin tinha em casa.
Duas semanas inteiras se passaram, Sam e Kristin estavam cada vez mais envolvidos, cada vez mais íntimos, eram dois cúmplices para tudo, seja na hora da cama, ou na hora de passearem por Manhattan para fazer compras, ou passear no Central Park, os quatro parecia uma família juntos. Uma verdadeira família feliz.
Mas Kristin ao mesmo tempo em que se sentia bem, também estava em cacos por dentro. Cada vez que estava perto de Sam, sentia seu sentimento crescer e cobrir todo o seu coração. Sentia uma melancolia dolorosa ao saber que o que tinha com ele era apenas um conto-de-fadas, uma historinha que mais cedo ou mais tarde iria acabar. Apesar de ela não querer isso.
Estava fiando viciada em ter Sammy por perto, estava dependente de seu corpo, se seu perfume, de sua voz, de tudo o que vinha dele, sentia saudades em passar uma única noite longe dele. Já fazia tempos em que via Patrick com outros olhos, já não o via mais tão bonito quando via antes, já não o via mais tão sexy, nem sentia mais desejo por ele. Se antes gostava de falar com ele, nem que seja discutir, para apenas ter a atenção dele, hoje os dois pareciam dois desconhecidos.
Era um fim de semana, Patrick sairia para pescar novamente, e era o dia em que Carlie e Charlie vinham para arrastar Kristin para a perdição. Kristin tinha combinado um sábado para ir a praia com os gêmeos.
Estava arrumando a frasqueira de Luka, colocando o hidratante, e o protetor solar fator 100, o que ela podia fazer? Luka era tão branco, que parecia brilhar no sol. Antes de se trocar, lambuzou o menino com tanto produto, que Luka ficou manchado de branco pelo protetor.
Colocou um biquíni branco, com a frente única com uma pedra de alga azul no meio do bojo. Enrolando uma canga marrom pelo corpo, e estava prestes a sair quando Patrick entrou no quarto, lhe dando um leve susto.
–Vai sair? – ele perguntou. Até meio sem jeito para ela.
–Sim, vou à praia com Carlie e Charlie. Vou levar o Luka. – ela respondeu sem olhar para ele.
–Tome cuidado, vou ficar fora o final de semana inteiro. – esse comentário fez Kristin franzir o cenho, geralmente a única coisa que Patrick diz quando vai sair é um Tchau.
–Eu sei disso.
–Gostaria de vir comigo? Eu espero vocês voltarem da praia. – desta vez ela olhou para ele, pensou que ele estivesse convidando-a apenas por educação, mas ao ver seu rosto notou que ele parecia ansioso pela resposta.
–Não obrigada, pescar na ilha é uma coisa somente de homens não? Não ficaria bem você ser o único a levar a esposa.
Ele lhe deu um meio sorriso, chegou mais perto dela e tocou seu rosto. Kristin ficou espantada com esse ato. Ficou imóvel.
–Você é tão compreensível Kristin. Gosto disso em você. – pela primeira vez ele falou isso olhando nos olhos de Kristin. – Mas gostaria mesmo que viesse comigo.
–Não, mas obrigada pelo convite.
–Então está bem, até segunda então.
–Até.
Ele deu um beijo em sua bochecha, e depois pegou Luka no colo, dando um abraço apertado nele, que não esboçava nenhuma reação quando estava com o pai. Depois disso saiu.
Patrick era um sujeito bipolar disso Kristin tinha certeza. E essas mudanças repentinas de humor, acabavam com ela.
Mas procurou esquecer tudo isso, pegou suas coisas, e levando Luka na cintura, como uma prole, Kristin se dirigiu até seu carro.
Chegou ao local combinado, conde os gêmeos já a esperava, era uma área privada do local.
Sentou-se em uma espreguiçadeira que possuía lá, montando o cercadinho de Luka. Relaxando e pegando um sol em seu corpo.
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–Kristin... Você está tão... Diferente.
–Diferente como Cá?
–Está, sei lá, parece tão mais jovem. Está fazendo um tratamento novo? Pode me dizer qual é.
–É um tratamento chamado sexo Carlie.
–Sexo? Pera ai? Não me vem dizer que está tendo um caso com aquele gostoso?
–O nome dele é Sam Carlie!
–Desembucha! – dessa vez Charlie entrou na conversa, os três estavam sentados em uma rodinha que parecia àquelas rodinhas de conversa da escola.
–Estamos nos encontrando durante o dia, enquanto Patrick está na empresa, não sei exatamente o que temos, só sei dizer que ele é perfeito Carlie. Digo, ele é tão bom em tudo o que faz...
–Está falando do sexo né? – Carlie jogou a cabeça para trás em uma gargalhada. – Me conta, ele é perfeito na cama né?
–Na verdade sim... Mas não é só isso... Aliás, como tem tanta certeza de que ele é bom de cama Carlie?
Carlie parou sua gargalhada na mesma hora, engolindo a seco.
–Oras! Um gostoso como aquele seria desperdício se não soubesse fazer... Aquilo!
–Você não presta sabia Carlie? Você é a pessoa mais louca que conheci na vida!
–É! Você fala isso, mas está aqui, a anjinha senhora Sullivan enfeitando a cabeça do marido! Eu sempre soube que você daria uma boa vadia Kristin!
–Se eu não te conhecesse Carlie, levaria isso como um insulto, mas sei que isso foi um elogio.
Os três deram uma rizada alta e divertida.
–Vou dar um mergulho gente, o sol está fritando minha pele!
–Vai lá amiga! – Charlie respondeu, dando um tapa no bumbum de Carlie quando ela levantou.
–Fiquem de olho no Luka! – ela gritou enquanto corria para o mar.
Carlie sorriu consigo mesma, ganhando um olhar furioso de seu irmão gêmeo.
–O que foi? Não está contente por ela? Olha para ela Charlie! Eu posso ser maluca, mas meu jeito de ser sempre deixa as pessoas mais felizes! No final de tudo! Eu estava certa!
–Eu estou pressentindo que isso vai acabar mal Carlie.
–Sabe o que você tinha que pressentir? Aquele surfista loiro passando atrás de você.
–Onde? – Charlie disse olhando para traz, e analisando o rapaz que passava a uns trinta metros deles. – Gostei não, muito magrinho, fica para você.
–Eu? Querido de branquela já basta eu! Eu gosto é de cor meu amor! Melanina!
–É então olha aquele negão saindo da agua. Olha o tamanho daquela prancha!
–É para a prancha que você está olhando? – o olhou com deboche, lhe entregando seu copo de Marguerite, e saindo correndo em direção ao mar. Em direção ao moreno para ser mais exata. Mas no meio do caminho se virou para ele com seus enormes óculos escuro. – Cuide do Luka!
Charlie ficou literalmente com cara de tacho alí. Olhou para Luka, que brincava distraidamente com seu brinquedo luminoso.
–Eh Luka, sobramos.
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