Apenas Carnal.
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Aquilo não era real, aquele homem não era real. Toda aquela beleza e gostosura não podiam existir no planeta terra.
Não resistiu em olhá-lo dos pés a cabeça de forma lenta e analítica.
Os cabelos castanhos eram compridos, chegavam até a altura do pescoço, os lábios bem desenhados, a aparência angelical, contrastavam com o corpo magnificamente desenhado pelos deuses mais tarados da mitologia grega. Usava uma camisa branca bem colada ao corpo, que marcava perfeitamente as curvas de seus músculos, os gominhos de seu tanquinho. Ele era alto, era mais alto e mais forte que Patrick, Kris sentiu-se uma criança em relação a sua altura.
Ela não pode evitar uma mordida nos lábios e um olhar tarado ao analisar aquela perfeição em pessoa, e ele não deixou isso passar despercebido, convidou Kris para sentar-se no bar da pista de dança e ela aceitou.
-Matt, coloca algo suave para mim e para a moça aqui. –Ela o ouviu se referir ao barman com certa intimidade.
-Seu chefe não vai gostar de saber que está dando em cima das clientes na boate Sammy – o barman dizia enquanto colocava a bebida para os dois.
-Não esquenta cara, não vamos ficar muito tempo aqui. Não é? – ele lançou certo olhar de malicia para Kris, que logo voltou a si.
-Olha, obrigada por não me deixar cair e pela bebida, mas, eu tenho que ir.
- Mas tão cedo? Fica mais um pouco gata. – ele pediu. Kristin já estava se levantando para ir embora.
-Kristin, meu nome é Kristin.
-Samuel. – Ele estendeu educadamente a mão para ela. Decidiu dar a mão para ele, não lhe custava nada também ser educada. – Ou pode me chamar apenas de Sam se quiser, ou Sammy, é só escolher.
Ela não segurou um sorriso com o jeito engraçado e bem humorado com qual ele falava. Deu um suspiro e voltou a se sentar na cadeira do bar, pegando a dose de bebida. Uma bebida não mataria, ela pensou.
-Bom, vou ficar com o Sam. – sorriu e ele lhe retribuiu de forma simpática.
-Então, o que fazia perdida na pista de dança Kristin? – ele iniciou o assunto após a segunda dose da vodka Ice que bebiam.
-Vim dançar com uma amiga, acabei me perdendo dela. – sua voz saia sonolenta, estava completamente bêbada.
-Uma amiga? Nenhum amigo? – Ela sorriu mais uma vez quando ele enfatizou a palavra “amigo”.
E desta forma, sorrindo o tempo inteiro das piadas e do bom humor de Sam, eles ficaram quase duas horas conversando. E ela já tinha perdido completamente a noção de tempo.
As doses de vodkas ajudaram ainda mais Kristin a ficar deploravelmente bêbada. Já tinha perdido a consciência, estava naquele estagio do qual não se lembraria de nada no dia seguinte.
Em algum momento ela se viu dançando animadamente com ele, de forma meio sensual, estava de costas, rebolando e esfregando-se nele enquanto ele a acompanhava segurando sua cintura.
-Você dança muito bem. – ele disse em seu ouvido, fazendo-a se arrepiar.
-Você também, parece um profissional.
-Tecnicamente, eu sou.
Kristin esperou para ver se ele dizia mais alguma coisa, mas ao que pareceu isso iria ficar no ar. A musica mudou, e aquela era o hit do momento nos EUA, fazendo a galera gritar extasiada. Kristin soltou um grito e dançou ainda mais animadamente.
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Ele ainda continuava sentado na mesa do bar, ainda tomava a bebida de dois mil dólares, trocava discretamente um olhar malicioso, com um loiro bronzeado que servia as bebidas no bar.
-Charlie! – aquela voz irritante que ele conhecia bem ecoou ao seu lado, quase no mesmo instante ele a sentiu se jogando ao seu lado no sofá. – Você não sabe o que eu acabei de ver!
-Não te conheço mulher. Finja que não me conhece. Estou prestes a pegar o deus do sexo em pessoa.
-Me mostra quem é.
Charlie gesticulou para o garçom que andava nas outras mesas, usando apenas um avental na cintura uma calça de tecido e uma gravata borboleta no pescoço.
-Charlie, tudo bem ele é gostoso, mas um garçom?
-Como se eu não soubesse que você vai transar com o segurança hoje.
Carlie tratou logo de mudar de assunto.
-Isso não vem ao caso, você não sabe o que eu vi! Kristin está pegando um gostoso, mas sabe O gostoso?
-Pensei que ela daria mais trabalho para ele.
-Também pensei, mas maninho, um homem maravilhoso como ele, quem resiste?
-Isso, foi ideia sua, se algo der errado e ela acabar descobrindo, nunca mais vai falar com a gente sem dizer que vai piorar a situação que ela está.
-Charlie, meu irmãozinho querido, vai dar tudo certo, Kristin não precisa saber de nada. É apenas uma brincadeira Charlie, você vai ver como ela vai se sentir melhor, você devia ver, ela estava se divertindo tanto nos braços do gostosão!
-Falou para o Sam não tentar nada com ela nesse estado não é? Kristin ainda está muito tímida com tudo isso, e se ela acordar no outro dia com um cara pelado do lado dela, ela vai contar como o pior erro da vida dela.
-Ai! Mas você é muito chato sabia? Cadê o bofe que você estava paquerando? Por que não some com ele? Eu já estou indo embora com o meu Christian!
-Sua vadia... – ele disse, como se fosse algo banal, Carlie nem ligou, apenas se levantou e ajeitou o vestido que estava no meio do bumbum, pegou sua bolsa e saiu.
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“Dor de cabeça”
Foi seu primeiro pensamento. Abriu os olhos, tapando seu rosto em seguida com o travesseiro, a luz parecia queimar em seus olhos. Com o travesseiro no rosto rolou pela cama e tentou alcançar seu telefone, ligou para o andar de baixo, imploraria para alguém lhe levar o comprimido mais forte que existia na casa. Desde sua tentativa de suicídio, Kristin ficou proibida de guardar medicamentos em seu quarto e sempre tinha que pedir para alguém quando precisava.
-Serviço de quarto. Bom dia, o que deseja? – foi o que disse a voz no outro lado da linha.
-Serviço de quarto? Maire? Por que está falando assim?
-Desculpe, mas você fala com a Anie, no que posso servir?
-Anie?
Kris desligou o telefone e resolveu tirar o travesseiro do rosto, o mal entendido lhe despertou por completo.
Os olhos que antes tinham dificuldades de abrir por causa da luz, naquele momento se esbugalharam.
Aquele lugar não era seu quarto! Aquela decoração, os objetos, ela não reconhecia nada daquilo, não era seu quarto e nem o quarto de nenhum de seus amigos. Santo deus onde ela estava?
Levantou-se da cama, sentou e estranhou não estar usando suas roupas, ela usava uma camisa branca de tecido macio e em gola V, que ia até o meio de suas coxas.
Estava confusa, assustada e até desesperada, mas sua dor de cabeça e vontade de vomitar não a deixava raciocinar direito, viu sua bolsa em uma poltrona perto da cama e pensou em ligar para Carlie, e foi o que fez.
Levantou com dificuldade, as pernas tremiam e a tontura quase a derrubou, deu dois passos até a poltrona quando ouviu uma porta abrindo. Paralisou onde estava e do jeito que estava.
-Ah, você acordou... – o rapaz saia tranquilamente do banheiro, enrolado em uma toalha branca.
O mesmo parecia constrangido em encontrar Kris acordada. Nenhum dos dois se movia, ficaram paralizados do jeito que estavam.
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