Apenas Carnal.
41 Capítulo 42
Notas iniciais
Dois dias depois...
–Prontinho bebezinho lindo. – a enfermeira pronuncia carinhosamente, enquanto retira o fixador externo de seu antebraço, algo que com certeza incomoda e chega a ser doloroso.
Mas quando ela retira finalmente, com Luka sentado e sendo segurado no colo de Kristin, foi como cortar seu cordão umbilical pela segunda vez. E Kristin se sentiu livre finalmente, pelo seu filho, que agora podia ir para casa. E como se ele também sentisse da mesma forma, ele parou de chorar assim que ela limpou a gotinha de sangue que saiu quando ela tirou a agulha do fixador.
–As coisas dele já estão prontas Sra. Sullivan? – a enfermeira perguntou tão gentilmente que Kristin achou que seria rude corrigir seu nome para ela.
–Sim, já esta tudo pronto, apenas aguardo o pai dele terminar com o Dr. Diamond.
–Então sendo assim, melhoras para seu filho, e que ele tenha uma boa recuperação em casa Sra.
–Obrigada.
Minutos depois Patrick entrou no quarto trazendo um saco médio de papel, junto com vários papeis de receitas médicas.
–Bom, vamos para casa? – e foi tudo o que ele disse.
Kristin pegou a pequena mala de Luka, seu casaco e o próprio garoto, que já estava devidamente vestido para enfrentar o clima ártico que estava lá fora. Patrick carregava as três malas contendo as roupas e objetos que eles usaram durante o tempo que estavam no hospital.
Quando chegaram ao estacionamento, espantou-se ao ver o volvo, seu antigo carro, aguardando por eles. E sorriu ao perceber que entre os cinco carro que Patrick possui nenhum deles é cabíveis para levar Luka e toda a sua mobilha.
Ela acomodou o garoto na cadeirinha e viu que o carro continuava do jeito que ela tinha deixado, até mesmo alguns brinquedos de Luka que estavam caídos no chão do carro continuavam no mesmo lugar. Ela até podia sentir o cheiro de seu perfume ainda pairando dentro do veiculo.
–Vamos. – ele disse monotonamente.
Ela entrou no banco do carona e colocou o cinto, enquanto ele dava a partida.
Seriam três horas de viagem de Manhattan para Albany, e já tinha se passado duas desde que eles saíram do hospital. Luka já dormia em sua cadeirinha completamente confortável, como se tivesse aliviado. E um silencio desorientador se rompia entre os dois. Kristin olhava para Patrick de cinco em cinco minutos, tentando ler sua face, seus olhos escondidos sob os óculos ray ban, buscando algo de diferente em seu rosto, Patrick havia mudado de repente fazia algum tempo, ela suspirou, estava acontecendo de novo.
–Certo. – ela tomou folego. – O que está acontecendo?
–Não entendi. – ele responde depois de um minuto de silencio.
–Você mudou Patrick, ultimamente você está tão... Monossilábico, evita falar comigo o máximo que pode, algo está te chateando?
Ela sente uma respiração mais pesada vindo dele, ele morde seu lábio, de forma que seria sexy se não fosse pelas rugas de preocupação listadas em seu rosto, ela sabia que ele estava medindo cada palavra que iria falar.
–Patrick, pode me falar. – ela incentiva.
–Tudo bem. – desta vez ele quem tomou folego. – Você está saindo com aquele Streeper de novo.
Ela sente seu queixo cair, junto com uma lufada brusca de ar. Ok, isso a chocou. E desta vez foi à vez de Kristin ficar com o rosto cheio de rugas. Medindo cada palavra que iria dizer.
–Ele não é mais um Streeper...
–Por que Kris? – ele perguntou rudemente, cortando ao meio a explicação de Kristin.
–Como assim por quê? Patrick se ainda não percebeu estamos divorciados.
–Divorciados? – ele cuspiu ironicamente. – Você não pensou que estávamos divorciados antes de dar nos nervos quando Mag estava no hospital.
–Pelo o amor de deus Patrick! Mag era a vagabunda de sua amante, eu não a queria perto do meu filho!
–E ele não era? – ele rebateu. Isso calou Kristin. – Você teve um relacionamento com esse sujeito enquanto era casada comigo Kristin, isso faz dele seu amante.
–Então é esse o foco? O fato de eu não aceitar sua nova namorada? Como eu disse Patrick eu não tenho nada contra sua...
–Esse não é o foco Kristin! – ele a cortou mais uma vez. – O fato é que você está sendo hipócrita em me castigar pelos meus erros, sendo que está fazendo a mesma coisa. E eu logo quero que saiba de uma coisa, da mesma forma que você disse, eu não me importo que esteja saindo com aquele cara, mas não o quero perto do meu filho.
Ela bufou, completamente chocada com suas palavras, mas o que ela iria responder? Querendo ou não ele tinha razão. Vamos lá Kristin, não o deixe subjuga-la novamente!
–As coisas são completamente diferente com o Sammy Patrick, primeiro que eu realmente me apaixonei por ele, e caso não se lembre, eu ia me divorciar de você para assumir meu relacionamento, não queria enganar você por anos como fez comigo. – ele apertou o maxilar, essa deve ter doído. – O relacionamento que tenho com ele é completamente diferente de você com suas amantes, não era por luxuria ou prazer, era a minha libertação.
Ela terminou de falar, e o encontrou respirando descompassado, as rugas em sua testas se aprofundavam conforme ele ia absorvendo suas palavras duras e ditas de forma tão suave e... Fria.
Vinte minutos sem se falar, e ela achou que o assunto havia terminado, encostou-se no apoio do banco e encarava a estrada, tentando controlar a vontade de chorar.
–Eu fui tão ruim para você? – As perguntas saíram de repente. – A ponto de você achar o divórcio uma libertação?
Ela não precisou olhar para ele para saber como seria sua expressão. Continuou a olhar o horizonte, mordendo seu lábio e se mexendo desconfortavelmente em seu banco.
–O que importa é que cada um siga seu caminho. E que essa decisão seja o melhor para nós dois. Apenas isso.
Um grande silencio se fez após isso. Kristin continuava a olhar pela janela, contando mentalmente o tempo que ainda demoraria até Albany. Até Patrick ter a brilhante ideia de ligar o som do carro, o silencio que alí pairava estava matando os dois de constrangimento.
Mas quando Kristin reconheceu a musica que tocava no carro, a ideia teve efeito contrario, isso a fez olhar para ele, sentindo seu rosto ruborizar.
–Eu, c-conheço essa musica. – ela gaguejou.
–Tenho ouvido muito essa musica ultimamente.
–Por que está colocando Superwoman de Alicia Keys, Patrick?
–Como eu disse Kristin, tenho ouvido muito essa musica ultimamente, deve ser por isso que ela foi selecionada no aleatório. Apenas isso.
Ela desviou o olhar dele, voltando-se para a janela, mas a vista dos vastos pastos verdes passando como borrões por eles só ajudou que a lembrança daquela musica lhe atingisse com força.
–Espere! – ele pronunciou assim que ela colocou os dois pés para fora da limusine. – Temos que fazer isso da forma tradicional.
–Não! Se vai fazer o que estou pensando que vai fazer... – ela deu dois passos para traz, conforme ele vinha em sua direção. – Patrick, não ouse fazer isso!
Pode-se ouvir o grito dela, misturado com as risadas, quando ele passou o braço por traz de seus joelhos e a levantou em seu colo. Fazendo com que o véu rendado que ela usava arrastasse no chão.
–Que eu saiba o noivo só faz isso quando se chega em casa Sr. Sullivan, e estamos na porta de um hotel!
–Tradição é tradição Sra. Sullivan! – ele exclamou quando saiu carregando-a para dentro do hotel.
Kristin escondia seu rosto no ombro de Patrick, enquanto ele se dirigia à recepção com ela em seus braços, chamando a atenção de todas as pessoas que aguardavam nos sofás, de algumas que jantavam no restaurante ao lado, separado somente por uma parede de vidro, e da recepcionista, que sorriu alegremente, contagiada com a alegria exacerbada dos recém-casados.
–Tenho uma reserva em nome de Patrick Sullivan. – ele pediu.
–Suíte presidencial na cobertura certo? – ela confirmou após ver no sistema do computador, Kristin ainda dava gargalhadas no colo de Patrick.
Ela o sentiu esticar as mãos, deve ter sido para pegar as chaves do quarto, sendo acompanhado por um dos carregadores, que lhes ajudariam com a bagagem.
E desta forma eles foram para o elevador, foi quando ela finalmente criou coragem para olhar em volta, e sentiu seu rosto fica da cor de um rubi, quando viu que mais de dez pessoas esperando pelo elevador, a maioria mulheres, e olhavam para Patrick, sorridentes e abobalhadas, Kristin sorriu consigo mesma, “sim meninas, ele é meu”.
–Desculpe senhoritas, por gentileza permitiriam que eu partisse a sós com minha esposa, sei que vamos ocupar muito espaço da forma que estamos e eu não quero soltá-la. – ele olhou apaixonadamente para Kristin. – Nunca vou soltá-la Sra. Sullivan.
Como verdadeiras manteigas derretidas as meninas concordaram sorridentes, quando o elevador se abriu, e apenas o casal e o carregador entraram, e as portas foram se fechando conforme as meninas desfaleciam em suspiros apaixonados, e alguns, invejosos.
–Você e os seus showzinhos não é mesmo Sr. Sullivan.
–Com o espetáculo que tenho em meus braços Sra. Sullivan. Qual homem resiste em exibi-lo?
E ela selou suas palavras tocando-lhe seus lábios, tão pequenos e bem desenhados, aquele sorriso sexy que eles formavam, e todos os “tics” que ele tinha em sua face, era um verdadeiro charme para ela, aquele era o homem que tomou de vez o seu coração, o homem para quem se entregaria esta noite.
Quando chegaram à porta do apartamento, o carregador passou o cartão pela fechadura, e abriram as duas portas palacianas para o casal entrar. E desta vez Kristin esqueceu-se de estar constrangida por seu recém-marido subir quarenta andares com ela no colo quando eles passaram pelas portas e ele a colocou no chão. Ela estava encantada, admirada, e até assustada com a beleza e a sofisticação do local. A sala era indescritível, lindamente trabalhada em granito e o teto desenhado e trabalhado em madeira escura, com algumas esculturas católicas pelos cantos da sala, os sofás de estampas floridas e madeira escurecidas com almofadas abotoada deixava o ambiente com um toque de anos vinte, e tal estilo é quebrado pela Tv de plasma com mais de cem polegadas acentuada de frente para as paredes de vidro, que deixava mais que a mostra a linda vista para o azul mar californiano, quando Kristin se deu conta, já havia sido tragada por aquela vista, e suas mãos tocavam o vidro da parede, completamente pasma com a imensidão do lugar.
–Bonito não é? – ela ouviu a voz dele, logo atrás dela, seu sussurro a milímetros de seu pescoço, Kristin sentiu um cala frio em sua barriga, próximo ao seu ventre.
–Como não reparei essa vista quando viemos jantar no restaurante da cobertura? – ela indagou-se.
–Naquele dia estava distraída com seu anel de noivado preso em sua garganta.
Ela sorriu, porem sentindo-se corar, ainda lhe era constrangedor o dia em que Patrick a pediu em casamento.
–Venha, deixa eu lhe mostrar o quarto. – ele disse, a pegando por sua mãos, que ainda estava coberta pela luva de renda, que cobria sua mão delicadamente até o seu pulso.
“Quarto” a palavra ecoou pela mente de Kristin, ela sabia o que iria acontecer esta noite, sabia que seria alí, e ela sentia-se preparada para isso, mas por que aquela pontada de medo ao saber que a hora estava chegando perto. Sentiu seu corpo estremecer quando ele abriu a porta do quarto.
E o quarto era mais surpreendente que a sala, era imenso, seu olhar quase se perdia ao admirar o local. Assim como a sala, tinha uma parede de vidro, que deixava a mostra aquela linda vista para o oceano. As paredes brancas, com os objetos destacando-se em vermelho.
Ela olhou para o chão, quando sentiu pisar em algo macio, e tinha um caminho feito de pétalas de rosas escarlates, que se estendia pelo quarto, se dividindo mais a frente por dois caminhos, um acabava na enorme cama super king, e o outro dava na enorme hidromassagem que tinha num canto do quarto, de frente para a parede de vidro. Kristin caminhou por esse caminho. Parando onde as pétalas se dividiam. E olhou para seu marido, parado na porta lhe sorrindo de canto, com as duas mãos dentro do bolso da casaca.
–A escolha e sua querida. – ele disse, vindo em sua direção, desabotoando os primeiros botões da casaca, a tirando e a colocando sob uma poltrona, ficando com o colete prata de seu fraque. – A escolha sempre vai ser sua.
Kristin lhe sorriu, as faces corando novamente, e ela voltou-se para os dois caminhos pétalas, escolhendo por fim o que dava na hidro, vendo que ela já estava cheia e borbulhava com o motor, a agua também estava coberta por pétalas, talvez a cama também estivesse coberta por pétalas, incrivelmente combinando com a decoração do quarto, e talvez Patrick pudesse ter o feito, afinal, ele sempre foi tão... Insano.
Uma musica começou a tocar, e ela conhecia bem, era Superwoman da Alicia Keys.
Sua linha de raciocínio se perdeu completamente, quando ela sentiu sua presença atrás dela.
Uma mão repousou sobre seu ombro e a outra traçava um caminho por seu pescoço, passando pelo lóbulo de sua orelha, chegando a sua nuca, e por fim parando no lado direito de sua cabeça. Kristin sentiu sua grinalda em forma de flor de jasmim sendo retirada, e aos poucos, seu coque cheio estava sendo desfeito. Seus cabelos castanhos escuros, cacheados pelo baby liss, caíram em cascata por seus ombros. Então seu corpo enrijeceu, quando sentiu quando aas duas mãos deslizando suas costas, trazendo o zíper de seu vestido para baixo. Patrick parou o que estava fazendo quando sentiu seu corpo rígido, abaixando a cabeça depositando um beijo termo atrás de sua orelha.
–Não fique nervosa meu amor, temos a noite inteira, nosso voo parte somente ao meio dia. – ele sussurrou tão suave, que sua voz quase não saia. Kristin desfaleceu e seu corpo voltou a ficar relaxado.
Ela voltou a sentir seu vestido se afrouxando, conforme o zíper descia. E assim, o vestido deslizava sobre seu corpo. Revelando o conjunto branco de lingerie que ela havia ganhado de Mag.
– Eu sou seu Kristin, peço que seja minha também. – Ele sussurrou mais uma vez, e deixou que o vestido caísse aos seus pés.
Kristin se virou para ele, segurando sua mão enquanto saia do vestido. Atordoada por seus olhos escurecidos, as pupilas tão dilatadas que quase escondia o azul celeste de suas orbes.
Ela estava hipnotizada, seus olhos não conseguiam parar de olhar os deles, nem mesmo quando o sentiu se aproximar, e tomar seus lábios, tão docemente, talvez o beijo mais doce que ele já tenha lhe dado. As mãos deslizando por suas costas nuas, encontrando habilmente o fecho do sutiã. E mais uma vez sentiu-se enrijecida, sua respiração dando uma leve acelerada. Céu! Ela nunca havia ficado desta forma para ele. E agora estava se mostrando as partes mais intimas de seu corpo, e ele parecia fazer tudo ao ritmo da musica, era lento, torturante, mas excitante.
Ele soltou seus lábios, dando um passo para traz, tirando o sutiã “tomara que caia” de seu corpo, os olhos ganhando uma leve admiração, e até uma devoção conforme seus seios se revelavam para ele. Seus lábios se separaram-se, mostrando a ponta dos seus dentes. Como isso podia ser tão sexy para ela?
–Por Deus Kristin, você é perfeita. – ele proferiu como se dissesse a verdade mundial.
Ele engoliu em seco quando tocou a carne de seus seios, médios, deslizando até o mamilo rosado, já entumecido de Kristin, suas pernas tremiam tanto, ela não sabia por quanto tempo poderia se aguentar em pé.
Ele tocou seus lábios novamente, enquanto massageava seus seios, e ela pode sentir isso lá em baixo, curvando sua cabeça para trás, como se ela pesasse uma tonelada. Enquanto ele descia seus beijos por seu queixo, sua mandíbula, e seu pescoço.
–Sua vez Kris. – Patrick estava tão sem folego, que tudo o que dizia era um sussurro. Ele pegou suas duas mãos, e levou para a fivela de seu colete.
Ela entendeu o que ele queria, mordeu seus lábios e começou a desfazer a fivela de seu colete, as mãos trêmulas, mas que era amparada pelas deles. E olhando em seus olhos ela tirou seu colete, deslizando-os por seus braços. E o jogando no chão. Então posou novamente em seu colarinho, afrouxando e tirando a gravata prata, e desfazendo os botões da camisa branca. Revelando seu corpo sempre tão bem desenhado. Ela já estava acostumada com aquela parte de seu corpo, sempre o acompanhou em banhos na praia ou até na piscina colossal de sua casa. Mas alí parecia a primeira vez que via, era tudo tão erótico, ela não resistiu e tocou seu peito deslizando seus dedos por seu peitoral, circulando seus mamilos e descendo até os gominhos de seu tanquinho, circulando todos os seis. Sorriu por dentro quando viu que seus poros haviam inchados, e ele tinha ficado arrepiado.
–Kristin, você está me torturando. – ele disse tomando folego em seguida.
Ela terminou de desfazer as abotoadoras de brilhante e assim libertando seu corpo da camisa. Agora os dois estavam desnudos da cintura para cima.
–Sente-se. – ele pediu. A levando para uma cadeira acolchoada, sofisticadamente detalhada como se fosse dos anos trinta.
Kristin sentou-se e ele ajoelhou-se para ficar a sua altura, os olhos azuis nunca deixando os olhos verdes. Ele tirou rapidamente os sapatos prateados, e deslizou os dedos pelas meias transparentes brancas, chegando até a divisa do tecido com a pele de suas coxas.
–Você não tem ideia do quanto me hipnotiza Kristin. – ele disse, enquanto seu dedo indicador passeava por baixo da linha da liga que unia as meias a cinta rendada por cima de sua calcinha. – Não vamos tirar isso, está perfeita assim.
Ele começou uma arfante linha de beijos por sua perna direita, começando de seus dedos dos pés, do pequeno para o dedão, sugando este ultimo tirando o primeiro gemido de Kristin, e ele continuou, subindo sua trilha exploradora até seu tornozelos, traçando de vez em quando sua língua quente e provocadora, os olhos nunca deixando os dela, mesmo quando aquelas orbes verdes escurecidas se perdiam e sua cabeça curvava para traz entre gemidos ouvidos, conforme seus lábios subiam até a parte interna de suas coxas.
–Oh, Kristin, você gemendo sob minhas carícias é lindo de se ver. – a cada palavra, a cada frase dita, ela sentia-se derretendo entre as pernas, seu líquido escorria por sua região íntima.
Ela nunca esteve tão excitada dessa forma, sua intimidade estava tão sensível, e querendo tanto Patrick que chegava a doer, sim, ela estava pronta, ela não estava mais com medo, Patrick é o cara certo, a escolha que ela fez para sua vida, é para ele que ela quer entregar-se de corpo e alma.
Estava quase inconsciente quando sentiu suas hábeis mãos tocando o delicado tecido de sua calcinha minúscula, era realmente minúscula, Mag era uma pervertida.
–Sinto muito meu amor, mas não quero tirar sua cinta liga para tirar sua calcinha, espero que não se importe com ela. – ele disse docemente, sua voz mais audível e controlada que antes. Então seus dedos a segurou firmemente, e rasgou os dois lados do fino tecido, puxando de Kristin e atirando para longe.
–Ah. – ela gemeu, ao sentir um de seus dedos a tocando, lá.
Isso foi a sua perdição, o botão de perversão havia sido ativado, Kristin estava extasiada somente com suas caricias, mas não queria ser apenas expectadora de seu prazer, ela também queria agir, queria que ele sentisse o que ela sentia, e foi o que fez, ao sair da cadeira escorregando para cima de Patrick, montando sobre suas pernas, atacando seus lábios com ferocidade, agarrando e despenteando seus cabelos impecavelmente arrumados, e colando seu corpo contra o dele, de forma que seu corpo tremeu ao sentir o resultado de toda aquela situação pulsando, preso sob suas calças. E a coisa que fez seu toque de medo incomodá-la novamente.
Kristin sempre foi consciente do tamanho de Patrick, ela era virgem, mas não era uma santa imaculada. Ela já o tinha tocado, já havia o visto ereto varias vezes, e cada vez que o via, seu medo aumentava, e a única coisa que pensava era como aquilo tudo caberia dentro de si.
Nervosa com o pensamento ela mordeu os lábios de Patrick, fazendo com que ele soltasse um gemido rouco, preso em seus lábios. O mesmo puxou seus cabelos para traz, evidenciando seu pescoço, Patrick suspirou contra sua pele, sentindo o aroma doce de Kristin e mordendo o lóbulo de sua orelha, como uma espécie de doce vingança.
–Não me enlouqueça tanto Kristin. – ele falou arfante em seu ouvido. – Preciso me controlar esta noite. Não quero machucar você.
Ele estava sentado sobre suas pernas, com ela montada em cima de si, e desta forma ele levantou, e a tomou em seus braços, o corpo pequeno e tão leve de Kristin, era tão fácil de malear, que ele sorriu ao reparar.
Um leve choque em seu corpo quando ela sentiu seus pés tocando as aguas mornas borbulhantes. E imediatamente olhou confusa para Patrick.
–Você escolheu a hidro meu amor, e aqui será.
–De meias? – ela perguntou.
–Sim, eu disse que a queria desta forma e assim será.
Ele terminou de confortá-la na banheira enorme e quadrada. E começou a tirar o cinto de sua calça social. Kristin olhava ele se despir um pouco constrangida, porem isso passou quando ele tirou a calça e começou a tirar sua cueca, suas pupilas dilatavam enquanto ela via seu membro sendo liberado. De vagar ele entrou na hidro se ajoelhando e ficando de frente para ela, a agua batia no inicio de sua cintura, assim como ela que estava ajoelhada também, e desta forma ele tomou seus lábios novamente. Aos poucos se inclinando para frente e ficando por cima de seu corpo.
–Patrick. – ela o chamou colada em seus lábios. – Eu queria fazer isso.
–Entendo. – ele respondeu, voltando-se ao seu lugar, mas sentando-se com suas costas apoiadas na borda, ele ficou meio deitado, meio sentado. Segurando a mão de Kristin.
Kristin sentiu-se tremula quando montou sobre suas pernas, aquilo era alucinante, aquela mistura de medo e excitação era estonteante para ela, era como se ela não estivesse mais alí, e tudo se resumisse puramente a uma sensação, única e indescritível.
–Você sabe que vai doer no começo não sabe? – ele perguntou preocupante. – Acha que consegue fazer isso?
–Sim, Patrick, apenas, quero você.
–E eu sou todo seu Sra. Sullivan.
E essa afirmação foi seu porto de coragem, Sim Kristin este lindo homem de olhos celestes é seu, cada pedaço de seu corpo e sua alma, e cada parte de seu coração pertencia a ela, ele havia se dado completamente para ela, e agora era a vez dela se dar completamente para ele, e com esse pensamento em sua mente, olhando dentro de seus olhos, ela sentou-se em cima de seu membro, posicionando-o em sua entrada. E segurando suas duas mãos ela forçou-se para baixo, seu membro penetrando até encontrar a resistência de sua virgindade.
–Eu amo você, tanto. – ela sussurrou, os olhos deles estavam perdidos, a respiração de ambos pesada, e os lábios dele entreabertos seria a partir daquela noite a sua perdição.
Então ela forçou mais para baixo, e mais para baixo, e então sentiu sua virgindade sendo rompida. Ela curvou sua cabeça para traz, e apertou forte suas mãos, gemendo bruscamente, sua respiração acelerada, tentava controlar aquela dor, para que ela pudesse continuar.
Patrick massageava sua mão com seus polegares, tentando amenizar a dor de sua amada da forma que podia, ao mesmo tempo que se controlava ao máximo dentro dela, seus olhos se apertavam, e ele mordia fortemente seus lábios. Céus! Como ela estava apertada!
Então Kristin abaixou mais um pouco, e mais um pouco, e assim até sentir sua intimidade tocar na pelve dele, aquilo batia tão profundamente dentro dela, chegava a incomodar um pouco, mas não o suficiente para conter sua excitação, sim, era possível, sim aquilo tudo estava dentro dela.
–Oh, Kristin, você está acabando comigo. – ele sussurrou, e ela pode ver seu rosto contorcido de prazer, era tanto que ele parecia sentir dor.
–Seu rosto como está agora, é lindo de se ver, meu amor. – ela fez dela as palavras dele. E ele lhe sorriu de canto os olhos ainda apertados.
Então ela começou a se mover, lentamente pelo seu comprimento, e desta vez apoiando-se em suas mãos. A dor ainda continuava, mas era mais branda, o suficiente para ela sentir prazer.
–Oh Kristin. – Patrick gemeu. Soltando suas mãos, e segurando firme em sua cintura, ajudando-a ditar o ritmo, hipnotizado por sua esposa movendo-se tão graciosamente em cima dele, completamente no controle, tomando-o para si, enlouquecendo-o, como fizera, desde o momento em que o atendeu em um restaurante de luxo.
E aos poucos ela foi aumentando o ritmo, de forma que seus cabelos saltitavam. Levando os olhos de Patrick aos seios lindamente desenhados, que se movia ao mesmo ritmo dela, sentiu-se tentado a mordê-lo, a suga-los, e assim o fez, sentando-se, agarrando o corpo de Kristin firmemente, e abocanhando seu seio com toda a sua vontade.
–Oh, Patrick! – desta vez seu gemido saiu quase um grito, como se fosse uma súplica.
E os gemidos não diminuíram de altura, pois Patrick brincava em seus seios cada vez mais ferozmente, aqueles seios eram seus sonhos, sempre o desejava por baixo dos decotes de Kristin, e agora estavam ali, expostos, e oferecidos para ele, e sem falar que ele tinha descoberto um ponto fraco de Kristin, pois a mesma não parava de gemer escandalosamente.
Aqueles movimentos, aqueles gemidos, aquele pele macia e quente em sua boca, sua esposa, sua Kristin. Aquilo estava de mais para ele, seu ápice estava perto, muito perto, mas ele queria que o dela viesse primeiro. Então não economizou em suas caricias, atacando seu pescoço, sua orelha, seu queixo, seus lábios, beijando todas as partes que ele alcançava, e cada vez chegando mais e mais perto.
–Ah, Patrick! Por favor! – ela agarrou forte seu ombro, e aumentou seu ritmo. Ela também estava chegando ao seu clímax.
–Isso querida, goze para mim. – ele sussurrou.
Então ela desmanchou-se, chegando em seu limite, soltando seus ombros e caindo mole por seus braços, sendo segurada somente por seus braços, Kristin já não gemia mais, gritava.
Cada pedaço de seu corpo tremia violentamente, enquanto Patrick a olhava admirando seu rosto completamente contorcido. Ela era incrível, ela era de mais, como a letra da musica que se repetia contava, Kristin era uma super mulher. Então ele finalmente pode parar de se controlar ao máximo, e deixou o orgasmo atingi-lo violentamente, ele ficou sem forças, deixando-se cair novamente na banheira, e Kristin caiu por cima dele. Ambos esgotados. Saciados.
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–Vamos para a cama? – ele indagou, alguns minutos depois.
Ela já estava um pouco sonolenta, então concordou com a cabeça. Então eles saíram da banheira e a ajudou a andar até a cama, suas pernas estavam bambas, seus ossos viraram geleia. Seus corpos molhados estavam cheios de pétalas grudadas. Antes de deitar na enorme cama, Patrick ajudou Kristin a tirar suas meias e cinta-liga ensopadas. Deixando-os no chão.
Deitaram na cama e ele a colocou repousando em seu peito. Cobriram-se com o edredom cor de Borgonha. Com clima da costa aquela noite, estava congelando.
–Está dolorida? – ele perguntou.
–Um pouco, mas só vou saber amanhã.
–Espero que tenha correspondido suas expectativas Sra. Sullivan.
–Você mais que correspondeu Sr. Sullivan. Foi perfeito, está tudo perfeito. – ela sussurrou.
–E quero que continue sempre assim Kristin, de agora em diante sua vida será perfeita, eu prometo.
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–Você não cumpriu a promessa, a primeira de tantas quebradas. – ela disse, quando sentiu uma lagrima escorrer por seus olhos.
–Que promessa? – ele perguntou.
–Isso não importa agora. E essa musica é irritante. – ela disse desligando o som do carro.
–O que houve agora Kristin?
–Você Patrick, sempre você, e quer saber a resposta, é sim, foi o ruim o bastante para o divorcio ser a minha libertação. E sim, eu estou com Sam, ele foi meu amante, mas e daí, a minha falta de respeito não chega nem perto da sua falta de respeito. Eu enganei você por meses, e você me enganou há seis anos!
–Como eu disse Kristin. – ele pronunciou, aquele tom de voz, que ela conhecia bem. Droga, o Patrick do mal voltou. – Você pode ter seus relacionamentos, mas não os quero perto do meu filho.
–Ou o que Sr. Sullivan? – ela o desafiou.
–Ou eu o tomo definidamente de você Kristin.
–Tomá-lo de mim? Mas e aquele discurso de maternidade e direitos de mãe? Era mentira?
–Não fez com que você voltasse para mim, então era.
Seu queixo caiu, juntamente com a sua ficha, juntamente com a realidade, ele a enganou, e enganou direitinho. Com aquelas palavras ela entendeu completamente o jogo doentio de Patrick. O carro dobrou a esquina, e ela reconhecia a rua de sua casa.
–Então é isso? Era sempre eu? Você nunca se importou com nosso filho, só o estava usando para se aproximar de mim! É isso, todo esse teatro de pai arrependido era para me prender a você, esse era seu plano! – ela exclamou, sua voz elevada de indignação. – Você é doente Patrick! Você é a pessoa mais doente que já conheci em minha vida!
–Eu somente amo você Kristin, não posso suportar perder você para outro! Você é minha, somente minha!
–Patrick isso não é amor! – desta vez ela gritou. – Isso é obsessão! É doença! Você precisa de tratamento! Eu não acredito que tudo o que você fez, todas as suas palavras enquanto estávamos no hospital era mentira! Você não ama meu filho! Nunca amou!
Ela assustou-se quando ele freou o carro bruscamente, mas reconheceu que estava na porta de sua casa. Luka acordou, e berrava no banco de traz.
–Está em casa agora Kristin. – ele saiu imediatamente do carro, com certeza estava incomodado com o choro de Luka.
Ele retirou a bagagem de Kristin, e de Luka do banco traseiro, enquanto Kristin acalmava Luka em seus braços.
Patrick colocou a bagagem na porta da casa de Kristin, e parou a sua frente.
–Papai. – Luka choramingou. Estendendo seus bracinhos para Patrick.
Patrick pegou Luka no colo, o abraçando e beijando seu rosto. Kristin contorceu seu rosto com indignação.
–Eu não acredito que está fazendo isso Patrick. – ela tomou Luka de seus braços, abraçando-o contra si, como que para protegê-lo.
–Olhe para nós três Kristin, somos perfeitos juntos. Eu realmente pensei que me aproximando do Luka você ia voltar para mim. Mas eu vi você entrando no carro daquele bastardo! Tudo o que eu pensei foi por agua abaixo. Não me faça ser tão brusco Kristin, não me faça ter que apelar, volte para nossa casa, olha o lugar onde você vive! Acha que nosso filho merece isso? Ele merece ter o melhor Kristin, e eu quero dar o melhor para ele com você. Só vai funcionar se for com você!
–Está fazendo tudo errado Patrick. – desta vez ela gemeu, as lagrimas insistentes caindo por seus olhos. – Não é assim que você vai me conquistar, desta forma você me perdeu para sempre. Não me faça odiar você Patrick.
–Não me faça odiar você Kristin. – ele rebateu, suas palavras soando mais ameaçadoras que as de Kristin. – Está tudo esclarecido Kristin, deixe aquele cara longe do meu filho, ou vou ter que obriga-la a voltar para casa.
–Me obrigar?
–Você é mãe, certo? Vai seguir seu filho onde ele for, se eu conseguir a guarda dele Kristin, e eu vou. Você vai voltar para mim, por bem ou por mal.
–Vai embora daqui Patrick.
–Kristin, me obrigue.
–Vai embora daqui Patrick! – desta vez ela disse em alto e bom som.
–Algum problema Kristin? – ela ouviu a voz conhecida perguntando do outro lado da cerca.
–Não Derick. Ele já estava de saída, não estava Patrick?
Patrick olhou para ele com desdém depois voltou para Kristin, sussurrando um até logo, e beijando o alto da cabeça de Luka. E saiu em direção ao seu carro. Depois que ele deu a partida e saiu, Derick atravessou a cerca e foi até Kristin.
–É tão bom ver você Kristin, estava tão preocupado com Luka, como vocês estão?
–Luka está muito bem, vai se recuperar em casa agora.
–E você?
Pronto, ela não precisava se forte com ele, as lágrimas voltaram a descerem por seus olhos, e ela já estava chorando de soluçar.
–Venha Kris, vamos entrar, então você conta tudo.
–Oh! Derick, tenho tanta coisa para te contar. – ela disse, chorosa quando eles passaram pela porta. Derick a fechando atrás deles.
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