Apenas Carnal.
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Mas, sou brasileira e não desisto nunca, e aqui está o capitulo!
Já vou logo avisando que esse é somente de Patrick e Kristin, Sam não aparece nele. :)
Eram nove da noite, a chuva já tinha passado, mas aquele frio de tremer os dentes fez Kristin ir para a cama mais cedo, levando Luka com ela.
Ligou a TV, e ficou assistindo-a abraçada com o filho, era um filme de desenho para variar, ultimamente era somente o que via, por causa do Luka.
-Mama...
-Oi meu filho, quer alguma coisa?
-Mamamamãe...
-Filho? Não acredito! Vai meu filho fala! Mamãe.
-Mamamamama....
Kristin deu uma boa rizada abolhada, Luka sempre teve esse problema, quando ia chamar por Kristin disparava no Mamama... Aquilo estava virando uma brincadeira mais que interessante e divertida, Kristin repetia a palavra e Luka tentava com esforço falar igual, quase meia hora brincando e muitas rizadas dela rolavam pela casa.
-Mamãe. – ela arregalou os olhos, a boca escancarada, mal podia acreditar.
-Você conseguiu! Não acredito! Meu filho falou mamãe! Fala de novo filho, vai!
-O que houve? – ela se assustou com a voz masculina que ecoou pelo quarto.
-Patrick! Ele falou mamãe! Conseguiu pronunciar direitinho! Mamãe.
-Mamãe. – Luka disse mais uma vez, e Kristin o pegou no colo, esmagando o menino em um abraço.
-Isso é incrível. – Kristin sentiu a cama afundar ao seu lado, Patrick tinha sentado perto de Kristin.
Depois que a novidade passou, foi que Kristin se tocou do horário que Patrick tinha chegado, ele estava, no horário? Tinha chegado mais cedo da empresa, ou melhor, tinha chegado no horário certo, sem cheiro de bebida, sem cheiro de perfume feminino, apenas o rosto cansado de um longo dia de trabalho. Ele tinha tirado o terno e afrouxado a gravata, e nesse momento estava passando a mão na cabeça do filho.
-Quer segurá-lo no colo? – Kristin pediu de repente, pegando Patrick de surpresa.
-Acho... Melhor não, ele pode chorar...
-Chorar por quê? Você é o pai dele, parece até que nunca o segurou no colo antes.
-Bem... – ele sorriu, sem jeito, e então estendeu as mãos, Luka se curvou em sua direção, então ele segurou o filho nos braços.
Kristin o assistiu balançar o filho de leve, com um meio sorriso nos lábios. Era incrível e chegava a ser engraçada a falta de jeito de Patrick.
-Vou tomar um banho rápido, consegue aguentar cinco minutos com ele?
-Acho que sim.
-Então tá.
É claro que Kristin não tinha vontade nenhuma de tomar banho, e foi somente para uma desculpa para que Patrick ficasse a sós com ele. Era uma das muitas tentativas que Kristin tinha para aproxima-lo mais do filho, fazia isso desde quando Luka nasceu.
Despiu-se e entrou no Box, a agua quentinha era como um cobertor macio para o frio que estava fazendo, e isso fez Kristin demorar bem mais que cinco minutos para tomar banho.
Vestiu o roupão após sair e quando entrou no quarto, surpreendeu-se encantadoramente com a cena que estava assistindo.
Patrick tinha cochilado, os três travesseiros que tinha colocado atrás da cabeça deixou seu tronco bastante curvado, ele estava quase sentado. Tinha tirado o terno e os sapatos.
E Luka estava deitado, dormindo em cima de sua barriga, a cabeça apoiada no peito e os pesinhos pendurados em sua cintura. Kristin sorria tão abobalhada que chagava a ser idiota.
Mas a cena era linda não podia negar, Luka dormia tão profundamente. E Patrick descansava com um dos braços pousados nas costas do pequeno, Delicadamente ela tentou tirar Luka de cima de Patrick, sem acordar nenhum dos dois. Mas Patrick acordou de repente assustado e assustando-a.
-Desculpe, ia tirar o Luka para você ficar mais confortável, deve estar cansado.
-Hoje não foi o melhor dia de todos, e você demorou no banho.
-Eu sei, vou coloca-lo no berço. – Kristin Segurava Luka que ainda dormia em seus braços.
-Não. – o tom de voz dele saiu mais desesperado que o normal, deixando Kristin confusa e estupefata. – Quer dizer... Deixe-o aqui mais um pouco.
-Então, está bem.
Kristin deitou-se na cama, apoiando Luka ao seu lado. De forma que ele ficou no meio dos dois. Patrick terminou de tirar as roupas, ficando apenas de cueca, Kris não deixou de babar em cima de Patrick, mas já estava acostumada a isso.
Ela mal podia acreditar, há três dias ele culpava o filho pela crise no casamento deles, e agora, tentava se aproximar, tentava ser querido, ser carinhoso, ser... Pai.
Mas procurou afugentar essa dúvida dentro de si, e se focou em aproveitar aquele momento tão raro de ver Patrick cobrindo o filho e lhe dando um beijo na testa.
-Ele tem seus lábios Kristin. Idênticos, e o nariz afilado, ele é muito parecido com você.
-Mas não pode esquecer os olhos. – ela respondeu num tom humorado. – estão tão azuis, iguaizinhos aos seus.
-Que bom, ele ter herdado de mim a única coisa que tenho de bonito.
-Não seja modesto Patrick. Você sempre foi meu exemplo de beleza masculina.
-E não sou mais não é? – ele perguntou, e Kris pode ouvir a dor que ele colocou nessas palavras.
-Não se lamente Patrick, eu também já deixei de ser seu exemplo de beleza há muito tempo.
-Não deixou não.
-É mesmo, então me explique por que olha com desdém para mim toda vez que me ver nua?
-Eu não olho para você com desdém Kris. Olha, confesso que não aprovo algumas mudanças em seu corpo, mas, você ainda é você Kristin, você ainda é... A minha Kristin, não é?
Kristin desviou os olhos para o filho, que dormia de barriga para cima e o rosto virado para o lado. A boquinha semiaberta era o principal sinal de que ele dormia profundamente.
-Eu não sei Patrick, eu não sei.
Dito isso ela se acomodou virando para o outro lado, cobrindo-se com o edredom e dando o assunto por encerrado.
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Luka foi o primeiro a acordar dos três, choramingando ameaçando seu choro escandaloso, Kristin acordou logo e o pegando no colo o impediu que ele chorasse mais, Patrick acordaria estressado com certeza. Luka ficou mais calmo quando sentiu o calor de Kristin. Ela estava se levantando da cama, quando teve seu braço segurado por uma mão.
-Aonde vai? – a voz masculina perguntou controladora, mas rouca por ter acabado de acordar.
-Luka acordou, vou leva-lo para o quarto dele.
-Deixe que eu vá. – ele perguntou, dessa vez já se levantando e dando a volta na cama.
-Patrick, vou dar banho, trocar a roupa dele, você não vai saber fazer isso.
-Me deixe observar então?
Sabe aquela expressão de “que papo é esse Willams”, foi com essa cara que Kristin ficou. Essa personalidade repentina de Patrick estava lhe dando nos nervos. Ela apenas acenou e levantou, indo para o quarto ao lado do seu, sendo que Patrick a seguiu, como uma criança curiosa.
Kristin procurou ignorar o olhar observador e curioso de Patrick, e procurou fazer a higiene matinal de Luka como todas as manhãs, não pode deixar de ficar sem graça com a risada que ele deu quando os dois estavam naquela guerra para vestir roupas no menino.
-Acho que ele herdou a minha teimosia. – ele comentou, sendo a primeira frase que ele disse desde que entrou no quarto.
-Isso é inexplicável, com todo esse frio que está fazendo e ele ainda odeia usar roupas.
-Deixe-me tentar? – ele perguntou de repente.
-Não sei Patrick, se ele já está acostumado comigo não deixa, imagine com você?
-Não custa nada tentar. – ele disse, tomando a frente de Kris, pegando a calça moletom, a ultima peça de roupa que faltava. Tentou vesti-la no menino, que assim como fez com Kristin, sacudia suas pernas choramingando por ter que usar roupas. – Vamos meu filho, colabore com seu pai.
Kristin já reprimia o sorriso nos lábios. Patrick tentava encaixar as pernas do menino, mas só conseguia fazer a trocadora balançar.
-Luka, se você deixar que eu lhe vista, lhe trago um lindo brinquedo quando chegar. Sabe o que é um brinquedo? Vou lhe dar o maior de todos eles.
-Patrick, ele não vai entender...
Kristin calou a boca quando Luka sorriu mostrando seus cinco dentes para Patrick, relaxando as pernas e parando de sacudi-las. Patrick conseguiu vesti-lo em segundos.
-Como eu pensei. – Patrick o pegou no colo o entregando para Kristin. – Ele não herdou somente minha teimosia, herdou também minha ambição.
-Não fale assim Patrick! Ele é só uma criança!
-No final de tudo Kristin, todo mundo tem o seu preço. Isso é um instinto natural. Que já nasce com o homem.
- E quem te ensinou isso? Sua mãe? – Ela perguntou, em pura ironia, era óbvio que tinha ficado ofendida com as palavras rudes dele.
-Não Kristin, foi o mundo que me ensinou isso.
Dito isso ele se retirou do quarto, provavelmente iria se preparar para ir ao trabalho. Kristin sentou-se na poltrona completamente frustrada, ela já devia esperar, algo que era natural de Patrick era estragar as coisas que ele mesmo faz.
Notas finais
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E até o proximo sábado! Amo vcs!. os comentarios vou responder agora!
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