Apenas Bons Amigos?

11 Capítulo 11 - Triste Desilusão


Cap. XI – Triste Desilusão

Depois de conversar com Sesshoumaru no escritório, Rin voltou para o jardim da casa onde acontecia a festa e como o combinado Kohako ainda se encontrava perto da árvore de Sakura à espera da garota.

Rin se aproximou do rapaz e tocou-lhe o ombro já que ele se encontrava de costas para ela.

- Kohako? – chamou ela.

- Rin! – disse ele já abrindo-lhe um lindo sorriso.

- Kohako, precisamos conversar. – disse a garota um pouco séria.

- O que foi Rin, aconteceu alguma coisa? – indagava o rapaz preocupado e continuou ao vê-la desviar-lhe o olhar e abaixar a cabeça como se entristecesse com algo – Se Sesshoumaru fez ou disse algo que lhe magoou, eu... – foi interrompido pela bela moça.

- Não Kohako, não. Isso não tem nada a ver com Sesshoumaru.

- Então me diga, o que está acontecendo, minha Rin? – questionou ele já abraçando a garota.

- Não faça isso Kohako, onegai! – dizia ela ainda cabisbaixa e empurrando levemente o jovem humano.

Kohako apenas se afastou da garota e pôs-se a fitá-la interrogativamente.

- Gomen ne Kohako. – disse ela ao ver a reação de confuso do amigo.

Kohako ao ver os olhos e a expressão da garota pôde notar claramente do que se tratava: Rin lhe daria o fora de novo!

- Mas Rin, eu te amo! – disse o rapaz em tom quase de desespero.

- Kohako não dificulte as coisas... – disse a garota fitando-o com ternura e com tristeza por fazê-lo sofrer novamente.

- Rin, me dê uma chance, é só isso que lhe peço! – pediu ele de forma suplicante enquanto fitava os belos orbes chocolates da bela jovem e acariciava-lhe o rosto.

- Kohako – disse ela enquanto segurava a mão do rapaz que estava a lhe acariciar — ... me desculpe, não acho justo com você. Infelizmente meus sentimentos por você nunca mudaram e provavelmente nunca mudarão. Te vejo apenas como um grande amigo e nada mais.

As palavras da garota pareceram dilacerar as esperanças e o coração do jovem humano. Kohako sentia-se agora perdido e desnorteado, não sabia o que fazer, como agir ou o que pensar.

Ao notar a situação de tristeza que assolava Kohako, Rin tocou-lhe o ombro e pronunciou o nome do rapaz, queria confortar-lhe de alguma forma.

Rin não achava certo iludir as pessoas, sempre fora muito sincera e honesta com todos mesmo que isso magoasse as pessoas vez ou outra. Rin nunca tivera medo ou receio de dizer tudo o que pensava, e não achava justo magoar-se apenas para satisfazer as vontades da outra pessoa e vice-versa; sempre fora muito convicta de suas crenças e fiel a seus princípios.

- Bom... acho que não há mais razão de eu ficar aqui. – disse Kohako — ...Acho melhor eu ir. – finalizou lançando um olhar significativo para Rin e caminhando para longe dali.

Rin não sabia o que fazer ou se devia fazer algo, apenas viu-o ir embora em silêncio.

Rin permaneceu na festa por mais um tempo e depois foi embora, precisava assimilar tudo o que acontecera naquela noite.

Sesshoumaru logo que saiu do escritório onde tivera a conversa com Rin, refletiu um pouco sobre o que ouvira de seu pai e voltou para a festa, para o lado de Sara, sua namorada.

Quando se cansou das reclamações da garota resolveu que era hora de levá-la para casa e enquanto a levava embora pensava seriamente em colocar um fim no relacionamento dos dois.

O carro de Sesshoumaru estacionou em frente à casa da moça, a qual ficou surpresa com isso.

Dentro do carro:

- Sesshy, pensei que passaríamos a noite juntos! – questionou Sara ao vê-lo estacionar o carro frente à sua casa.

- Pensou errado Sara e já lhe avisei para não me chamar assim! – disse o belo youkai com certa irritação em sua voz.

- Mas... – a moça tentou argumentar.

- Sara, precisamos conversar. – disse o rapaz fitando a moça seriamente.

Sara ao notar o tom de voz usado por Sesshoumaru e o olhar sério que ele lhe lançara, pôde perceber que a notícia que viria a seguir não seria nada agradável. Ficou calada esperando qual seria o próximo "movimento" do youkai.

- Não vejo futuro algum para nossa relação e acredito que esta seja a hora apropriada para terminarmos. – disse ele com indiferença e muita frieza.

- Eu sabia! É aquela garota não é? – indagou Sara completamente irritada e indignada.

- Sara, há algum tempo venho pensando nisso, em nossa relação, e achei melhor assim. Rin não tem nada a ver com isso. – disse ele simplesmente.

- Sei sei, você não me engana Sesshoumaru, se pensa que vai me trocar por aquela mocréiazinha, está muito enganado! – disse ela já com a voz alterada.

- Sara, não admito que fale assim de Rin! – disse ele com o olhar estreito e ameaçador para Sara que calou-se tamanho foi o medo que sentiu. Nunca, em todo o tempo que estiveram juntos, ela nunca o viu lançar-lhe umolhar tão mortífero e assustador.

- Acredito que não tenhamos mais o que conversar. Adeus Sara. – disse Sesshoumaru como que dissesse indiretamente para que Sara saísse do carro.

- Ótimo! – disse ela irritada e em voz alta já abrindo a porta do carro – Mas isso não ficará assim Sesshoumaru, isso eu lhe garanto! – disse ela antes de bater a porta do carro do rapaz.

Sesshoumaru apenas suspirou pesadamente diante das palavras da garota e deu a partida no carro em seguida; precisava ir para casa e tomar um belo banho para ver se conseguia relaxar um pouco e foi isso o que fez.

O belo youkai não conseguia tirar Rin de seus pensamentos e as palavras de seu pai continuavam a assombrar sua mente. A hipótese de "perder" Rin para outro homem não lhe agradava em nada, no entanto, o fato de Rin não corresponder a seus sentimentos também o assustava e muito, já que correria o risco de perder sua melhor amiga caso se declarasse para ela e ela o rejeitasse.

Sesshoumaru não sabia o que fazer, só sabia que queria ter Rin ao seu lado pro resto de sua vida, queria sentir seus carinhos e receber seus agrados. A garota sabia exatamente como conquistá-lo... e entre tantos pensamentos o belo youkai de orbes dourados adormeceu.