Apenas Acaso?
2 Um covarde!
Notas iniciais
– Etto...
– O que nós estamos...
– Fazendo aqui de novo?
Amu, Tadase e Nagihiko encaravam a grande estrutura que era o Royal Garden, sem entender o porque de voltarem lá.
– Então, vão entrar ou querem ficar aí na porta? — Reclamou Yaya, que foi quem os arrastou até ali.
– Por que nos chamou, Yaya? — Indagou Amu, finalmente entrando com os outros.
–Ora, a Yaya sabe que vocês já se formaram e tudo o mais, mas ela estava com uma saudade de vocês!
– Uhum, e essa bagunça toda não teve nada a ver, né. — Disse Nagihiko com uma gota na cabeça, observando todos os arquivos espalhados pela mesa de centro e até pelo chão.
– Hehe, esse era o segundo motivo. — Respondeu a Às sem graça. — Mas já que tocou no assunto... podem me ajudar?
– Onde estão o Hikaru e a Rikka? — Amu procurou com os olhos. — Eles deveriam te ajudar.
– Os dois estavam ocupados e o linchou só chega amanhã. — A ruiva respondeu e um estranho brilhos passou por seus olhos ao mencionar Kairi.
– E você está toda saltitante por isso, né? — Provocou Amu. Todos já sabiam dos sentimentos que Kairi e Yaya tinham um pelo outro, menos eles próprios.
– Claro que estou! O Linchou é meio certinho, mas eu gosto dele. — Ela respondeu vaga. Os três Ex-guardiões se entreolharam e não puderam conter umas risadas. — Mas voltando ao assunto: Vocês vão ajudar a Yaya? Os arquivos precisam estar prontos para amanhã, antes das aulas começarem, e ela não vai conseguir arrumar tudo sozinha.
Os três se renderam e decidiram ajudar a Às. Como já era esperado, Yaya mais tentou conversar do que fazer o trabalho, mas no final da tarde tudo ficou pronto, para alívio de todos.
– E pronto, esse foi o ultimo. — Anunciou Tadase, voltando da sala de arquivos.
– Agora que acabamos, podemos botar a conversa em dia. — Amu sugeriu. — Não nos vimos durante as férias inteiras e tem alguém aqui que precisa muito nos falar sobre um assunto. — Ela olhou sugestivamente para Nagihiko.
– Waaa, é verdade!! O Nagi ficou de rever aquela garota que roubou o coração dele! — Yaya pareceu se lembrar e deu o mesmo sorriso para o arroxeado.
– E-ela não chegou a roubar... — Nagihiko murmurou já com o rosto em brasas.
– Claro que não. — Tadase ironizou. — É só olhar pra sua cara quando alguém fala dela, Fujisaki-kun! Quer um espelho para ver o incêndio que está o seu rosto?
Todos se surpreenderam com a reação de Tadase, nunca esperariam algo assim do Ex-Rei. Acontece que Tadase se importava com Nagihiko, ele foi o único que acompanhou os anos de sofrimento do arroxeado de perto e realmente se importou. Se Nagi gosta mesmo dessa garota, então ele não deixaria que o amigo jogasse no lixo essa chace de ser feliz.
– Enfim, você falou com ela ou não? — Indagou Yaya, que só faltava apontar uma lanterna na cara do Ex-Valete.
– E-eu... Bem, eu t-te-tentei, m-mas...
– Grrr, não acredito que você amarelou! — Reclamou Tadase.
– Desculpe, Hotori-kun, mas você não tem moral nenhuma pra falar de mim. Três anos e dois meses para perceber um sentimento e se declarar é brincadeira. — Nagihiko esfregou na cara do amigo que se encolheu envergonhado.
– Hihihi, é perigoso irritar o Nagi. — Riu Yaya.
– Mas pelo o menos ele já está com a pessoa que gosta. — Amu retrucou, fazendo um leve carinho nos cabelos loiros do namorado.
– Você disse que tentou, não é? — Comentou Yaya pensativa. — Como foi isso?
– Bom...
Flasback on:
Claro que no dia seguinte ao seu encontro com Nadja, ele contara tudo para seus amigos. Os mesmos ficaram muito empolgados e o fizeram jurar que, até as aulas começarem, ele iria reencontrá-la. No início lhe pareceu algo simples, mas agora... já estava nos três ultimos dia das férias e nada. Todos os dias era a mesma coisa: Acordava clamando ao mundo que hoje a veria, pegava um onibus, chegava a casa da ruiva, mas na hora H...
– "E se ela não estiver?" — Nagihiko pensava, parando de andar justo quando já estava quase na porta. — "E se o irmão dela atender?!" — O pânico começava a domina-lo. — "Pior, e se ela atender?!?"
Bem na hora, a porta se abre e Nagihiko corre apressado para trás de uma árvore grossa que tem no jardim. Vira a cabeça devagar, com receio de quem seria, mas todos os seus medos somem ao vê-la. Sabia que deveria ir até lá, era a oportunidade perfeita... mas estava tão bom ali, observando-a.
Quando dava por si, Nadja pegava a rua e desaparecia. Irritado consigo mesmo e se xingando baixinho dos mais diversos palavrões, Nagihiko voltava para casa, onde passava o resto do dia ensaiando a dança da família. Ou melhor, ele tentava ensaiar, mas em sua mente só rondavam três coisas: Imagens de Nadja; o quanto fora estupido; e coisas que poderia dizer a ela. Será que amanhã conseguiria?
Flashback off:
– E pelo jeito não conseguiu. — Disse Amu, e Nagihiko apenas abaixou a cara.
– E depois o bobo apaixonado sou eu. — Riu Tadase. — O souma-kun estava certo, ela conseguiu te fisgar de jeito, Fujisaki-kun.
– Nagi, você tem que se apressar e se resolver logo com a... Qual o nome dela mesmo?
– Nadja. — Respondeu Nagihiko sentindo um arrepio por todo o corpo apenas por dizer o nome de sua bela ruiva de olhos verdes.
– Isso. Olha, o Tadase pode ter demorado eras para conseguir se declarar, mas pelo o menos ele falava com a Amu-chi. Se você não se apressar com a Nadja-tan vai ser pior que o Tadase, que é um banana.
– Hey! — Reclamou o casal, embora soubessem que aquilo era verdade.
– Eu vou ser o que então, Yaya-chan? — Quis saber Nagihiko meio curioso até.
– Você não será um banana, será um belo de um covarde!
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