Apelido

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Ficou curtinha, mas achei adorável. Primeira e talvez última fanfiction do ano D: Portugal - Afonso (Fonfon) Luciano - Brasil

O português encontrava-se confortavelmente sentado na sala de estar de sua casa, pela janela Afonso conseguia ter uma boa visão do mar. O mar sempre trazia lembranças, podendo essas serem amargas ou dóceis.

Um livro grosso fazia peso contra seu colo, as horas pareciam passar ainda mais lentamente do que o habitual. Sua boca abriu-se levemente em um bocejo, o português tentou lutar para não cair nos braços de Morfeu, porém em vão.

~[x]~

Afonso lançou um olhar irritado para o menor em seu colo. A criança remexia-se de tal forma que era impossível para o português conseguir arrumar seu cabelo. Tinha que deixá-lo o melhor possível para ser apresentado ao Rei.

Já havia sido um pequeno sacrifício colocar as roupas no brasileiro que tentava fugir repetidas vezes do português, agora ele travava uma batalha para deixar os cabelos rebeldes de Luciano arrumados.

De repente, o menor parou de debater-se em seu colo, passou pela cabeça de Afonso que finalmente havia vencido. Entretanto, estava enganado...

A pequena representação do Brasil o encarou por alguns instantes, seus belos olhos verdes refletindo a ingenuidade da infância. O português observou o menor levantar a pequena mão morena até sua face pálida, aproximando-se de seu nariz.

Luciano apertou o nariz arrebitado do português com força para a idade, gritando um sonoro “Fonfon!”, antes de sair correndo do aposento.

O moreno mais velho levou a mão ao nariz dolorido, provavelmente avermelhado com a brincadeira. “Aquele pirralho... Como ousava tratar uma nação mais velha de tal forma? ” – pensava um Afonso visivelmente irritado enquanto ouvia os risos de Luciano desaparecerem conforme o menor se afastava.

~[x]~

O som estridente de uma campainha ecoava pelo pequeno apartamento do português, acordando-o de seu sonho, uma antiga lembrança de quando o Brasil ainda estivera sob seus cuidados.

“Já vai! Já vai!” – gritou para o visitante que parecia não medir esforços para irritá-lo. Apesar disso, o dito visitante continuava a apertando a maldita campainha.

Ele abriu a porta sem se preocupar com sua boa educação, afinal das contas o português raramente acordava de bom humor. “Mas que diabos...” Afonso foi interrompido por uma familiar mão morena apertando-o o nariz e gritando logo em seguida: “FOOONFOOON!”.

Afonso abriu um sorriso discreto, ele amava aquele apelido tanto quanto o odiava.

Notas finais
Deixem reviews e façam uma idiota feliz, heh.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!