Apartamento 304
5 stars and visual polution
Notas iniciais
Fazia um pouco de frio, o vento passava calmamente pelos meus cabelos que agora dançavam, os cachos de harry balançavam lindamente. Peguei um cobertor para nós dois.
– está meio frio. — comentou ele.
– pode entrar se quiser. — dei de ombros.
– você precisa parar de ser chata. — disse ele.
– você precisa parar de reclamar. — rebati.
– você é tão idiota. — respondeu ele.
– e você é o dobro de mim. — sorri.
Calou-se e riu.
– do que tá rindo? — perguntei dando um sorriso de leve.
– de nós. — disse ele.
– de nós? — perguntei.
– sim, nós estamos sempre rebatendo um ao outro. Não é engraçado que sempre temos um jeito de completar a frase do outro? — perguntou.
– não, nós nos conhecemos à menos de um dia eu diria. — falei.
– eu sei mais mesmo assim nós já fizemos muito isso. — disse ele.
– e se depender de mim nós iremos fazer até que a morte nos separe. — sorri inocentemente. Fitou-me.
– até que a morte nos separe? — perguntou timidamente.
– não soou como um casamento harry, se é isso que te assustou. você entendeu. — falei.
Não respondeu. Encarou as estrelas.
– meus pais te adoram. — comentei.
– eu também, eu adoro todos vocês. — disse ele.
– eu também te adoro harry, logo espero adorar sua família se um dia eu tiver oportunidade de conhecer. Digo Gemma é um amor, mais eu estava meio alterada mais cedo então meio que ela deve achar que sou maluca. — falei.
– ela acha certo. — disse ele.
– não tenho tanta certeza, estou ao lado do imbecil dos imbecis. — falei.
– somos dois. — disse ele. Apenas ri pelo nariz com o comentário dele. Ele não aguentava "discutir" comigo e então sempre cessava nossas "briguinhas".
– são 00:00 am. — disse ele olhando seu relógio.
– e? — perguntei.
– está tarde, preciso ir. — disse ele.
– não vai harry fica aqui. — falei abraçando ele. (lê-se esmagando). Olhou me arregalando os olhos com tamanha dúvida. É, acho que ele achou estranho o modo como eu o abracei e como eu pedi que ele ficasse.
– quem é você e o que você fez com a Brooke? — disse ele.
– meu nome é harry e eu sou um completo idiota. — falei.
– cala a boca. — disse ele.
– olha que eu deixo você ir hein. — rebati.
– eu JÁ estava querendo ir.- disse ele.
Fiz uma cara de dúvida, realmente ele pedira pra ir. Ponto pra ele.
– não estou a fim de ir dormir, você é minha única companhia. — falei.
– você não tem amigos? — perguntou.
Revirei os olhos.
– claro que tenho idiota, mais estou falando do momento, presente entende? aliás se a kath descobrir que você está aqui é capaz dela ter um infarto. — comentei.
– ela é minha fã? — perguntou.
– ela é directioner e stylator assim como eu. — comentei sem querer.
– então quer dizer que você é stylator? — disse chegando mais perto.
– harry não estraga vai. — comentei.
– o que pretende fazer caso eu decida não ir embora? — perguntou.
– adoro esse seu jeito de achar que está no controle, é claro que você está jogando uma verde. Você vai ficar, você sabe que vai. — falei.
– para uma garota da sua idade você é muito espertinha hermione granger. — disse ele "imitando" a típica frase da saga harry.
– wtf? você também curte hp? — perguntei.
– na verdade o niall é fã, e não me deixa sossegar até fazer maratonas. Aliás eu até gosto, mais o nialler é demais. — comentou.
– que legal. Nialler é meu crush. — falei.
– pensei que fosse eu. — disse harry.
– era. — falei. — sorri.
– não, eu serei para sempre porque eu sou o mais lindo. — disse brincando.
– como se eu não já soubesse disso. — sorri.
– você também é linda brooke. — disse ele.
agradeci.
– sim, pra te dar uma moralzinha no caso de você ficar, nós podíamos passear á noite pela cidade. Você não ouviu sobre o apartamento 304? — perguntei misteriosamente.
– o que? que apartamento? — disse ele.
– harry, ingênuo harry. Há dois anos todos comentam esse apartamento. Muitas pessoas falam que há coisas bizarras. Não do tipo sobrenatural, digo putaria mesmo, drogas e tudo mais. — gesticulei.
– parece divertido. — sorriu.
– então vamos. Vou colocar uma calça já que está meio frio.- falei.
Desci as escadas devagar. Mamãe e papai faziam barulhos dentro do quarto, dos quais não gosto de comentar. Ri baixinho junto à harry.
Tranquei a casa e fomos na minha lambreta. Fui tão rápido durante uma curva que um galho bateu na cabeça do harry.
– ei. — repreendeu-me.
– desculpe se não sabes andar em perigo. — falei.
– você chama isso de perigo? eu chamo de homicídio culposo por brooke. — disse ele.
– cala a boca. — falei.
Chegamos ao local. O som estava alto no centro na cidade. Um corredor escuro e vazio dava acesso ao fim do lugar movimentado. Estacionei minha lambreta à alguns minutos dali, perto da cafeteria. E foi assim que fomos caminhando até o tal corredor. Paredes pichadas, jornais e cortes de revistas colados na mesma que possuia um ar úmido, molhado, poroso. Alguns avisos de tarô e finalmente o prédio cujo apartamento era tão conhecido. Algumas garotas loiras, morenas, ruivas, roupas curtas, cigarros em suas mãos, bebidas ao lado e homens, carros caros. Senti meu corpo gelar. Era perigoso. Segurei a mão de harry ao tanto que pude.
– calma. — disse ele apertando-a.
Pegamos um elevador antigo, sombrio diria. Duas loiras entraram e começaram a se oferecer para harry. Meu sangue ferveu. O olhei em tom de desaprovação.
Segurou minha mão e as olhou.
– desculpe-me querida, não precisa ter ciúmes. quatro é melhor que três. — disse ela saindo do elevador.
– harry ela realmente nos convidou para sexo à quatro? — perguntei indignada.
– sim. — disse ele rindo.
– idiota. — bati na cabeça dele.
Corredores em tom verde, algumas garotas com cara de vadias tentando ser sexy. Homens onde tudo apalpavam, e drogados mais ao fundo. Mais qual era o grande mistério? isso tem em todo lugar.
Saí dos meus pensamentos quando eu vi aquilo.
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