Apartamento 16
2 Capítulo 2 - Final
Então, Kaito chegou em seu carro, o estacionou em frente ao de Gakupo e entrou em casa, assim que entrou eu o observei e não disse nada, ele foi em direção ao quarto, ajeitou suas roupas e pertences em uma grande mala e saiu, foi rápido até, assim que ele ligou o carro, o dirigiu normalmente, Gakupo esperou um pouco e saiu atrás dele.
O carro de Gakupo tinha vidros escuros, então, não dava para ver quem estava dentro, eu em seguida, fui me deitar, Gakupo me disse que assim que tivesse informações ele me ligaria.
Eu dormi, sonhei com Kaito, sonhei que ele beijava uma mulher sem rosto, foi na verdade um pesadelo, acordei suando frio e fui tomar um banho demorado, para me acalmar, já se passava das 2 horas da tarde, era incrível como eu dormia muito, ainda mais quando eu estava deprimida, quando eu sai do banho, meu celular tocou, corri para atender, era Gakupo.
– Alo, Gakupo?
– Sim, senhorita, eu já tenho as informações que você me pediu.
– Nossa, você é rápido..
– Você pediu coisas simples — ele me interrompeu então eu continuei.
– Será que você poderia me contar aqui em casa? Assim eu lhe pago, também.
– Claro, logo estou ai.
Desligamos, coloquei um vestido leve e o aguardei na sala, vendo reportagens na tv, por fora, eu parecia estar calma, mas por dentro, a ansiedade me consumia.
Bateram na porta, eu não tinha duvidas que era ele. Abri e estava certa, ele entrou, me cumprimentou formalmente e se sentou no sofá, fui em seguida e ele me deu um envelope.
– O que é isso? — perguntei, confusa.
– Abra, vai ter uma surpresa.
Assim que abri, de dentro do envelope saiu uma foto, a foto que fez meu coração disparar e meus olhos encheram de lágrimas.
Eu não acreditei no que vi, Gakupo ficou queto me encarando, na foto, a garota era muito mais jovem do que eu, parecia uma colegial.
– Tem... Certeza de que é ela? — perguntei, com dificuldade.
– Sim, eu vi eles entrando nesse prédio atrás da foto — ele me mostrou — E eu os segui, assim que entraram, eles deram um selinho e seguiram para o apartamento numero 16.
– Ele não percebeu que você o seguiu, certo?
– Tenho certeza que não.
– Ok, obrigada pelo seu serviço — o paguei e me despedi, com o coração partido, por ter sido trocada por uma garota, muitos anos mais jovens, porque você fez isso comigo, Kaito?
Não consegui dormir, a minha cabeça começou a doer, eu não aguentava mais chorar, nem sofrer... Eu desperdicei anos da minha vida para ele fazer isso comigo?
As coisas vão mudar.
Me levantei do sofá decidida, apenas peguei um facão na cozinha e coloquei em minha bolsa, sai de lá do jeito que estava, apesar de já estar escurecendo e esfriando, eu fui apenas com meu vestido leve que era levado pela brisa do anoitecer, fui a pé mesmo, o local eu já conhecia, era um pouco longe, mas, eu ia me vingar...
Chegando lá, a primeira coisa que vi foi a porta pintada de verde com a tinta já descascando, o local era bem humilde, entrei e subi as escadas, não havia recepcionista, fui para o Apartamento numero 16, assim como Gakupo me indicou.
E lá estava eu, prestes a fazer uma loucura.
Mas quer saber?
Foda-se, ele merecia, por me fazer passar por isso.
Bati na porta, decidida, passou alguns segundos e uma garota um pouco mais baixa que eu atendeu, ela tinha longos cabelos verdes e os olhos da mesma cor, era a garota da foto. Quando ela me viu, tentou fechar a porta, mas eu coloquei a mão na frente para não fechar, ela forçou, machucando minha mão, então, eu a empurrei para frente e consegui entrar no apartamento, ela tentou correr, mas eu segurei em seu pescoço e a joguei na parede ao lado da porta, a enforcando. Ela começou a gritar, feito uma criança e eu não tive saída a não ser esmurrar o seu rosto até ela ficar quieta, dei murros em sua boca, que sangrava, então, ela cessou os gritos.
– Agora me fala, vadia! Aonde está o Kaito?
– Ele saiu... Mas, por favor, pare!
– Pare de ser inocente — assim que eu disse isso, com a outra mão livre, puxei o cabelo dela — Você acha mesmo que eu vou parar? Você estragou a minha vida e acha que eu vou parar? — soltei seu cabelo e lhe dei mais um murro — Você tem que morrer... Sua biscatinha!
Então a joguei no chão e a chutei, chutei sua barriga até ela vomitar o esperma de Kaito que provavelmente engoliu, a peguei pelo cabelo e fui a arrastando assim, pelo chão, até o banheiro daquele lugar horrível, me tranquei la dentro com ela e peguei o facão em minha bolsa, ela ainda estava no chão, fraca, não moveu nenhum músculo. Me sentei em cima dela e fui aprofundando o facão lentamente em sua barriga, ela gritava, eu lhe dava socos para calar a boca e continuava a aprofundar o corte, até que começou sair sangue de sua boca.
– E agora sua vadia, está feliz por roubar meu marido?
Via lagrimas em seu rosto e eu gostava daquilo, tirei o facão de sua barriga e passei de uma vez em seu pescoço, que manchou o meu vestido branco de um vermelho puro.
Ela estava morta.
O vermelho de seu sangue me fez lembrar, quando Kaito dizia para mim: ''Meiko, seus olhos são de um vermelho tão puro, que parece ser de sangue''.
Sai do banheiro e tranquei seu corpo la dentro, na pia da cozinha lavei meu facão e minhas mãos, minha roupa era a unica coisa que restava suja.
Se passou alguns minutos e eu ouvi o barulho da porta do apartamento se abrindo, me virei, de costas para a porta, de uma maneira que não dava para ver as manchas de sangue no meu vestido e nem meu rosto, eu estava com o facão na mão e o escondia atrás da minha silhueta, então, Kaito entrou e me encontrou daquela maneira.
– Meiko..? — ele perguntou confuso — O que faz aqui?
– Vim te visitar, amor, estava com saudade...
– Você ficou louca? Aonde está a Miku? — ele continuava com as perguntas — Hei, olhe para mim, Meiko.
– Aquela garotinha? Ela saiu... Foi procurar você, eu disse para ela que eu estava com saudade, então ela se foi... — eu respondi e virei somente minha cabeça para ele, vi que ele me encarava seriamente.
– Você tem que ir embora, você sabe, não quero discussão.
– Eu vou ir embora se você me abraçar...
Então ele veio na minha direção, assim que chegou bem perto, eu me virei, ele viu minhas roupas com sangue e assim que ia dizer alguma coisa, eu acertei meu facão rapidamente em seu peito, ele fechou os olhos, eu então, fui acertando e cortando varias partes de seu corpo, ele caiu no chão e eu fui pra cima dele, cortei seu rosto, dei facadas em sua barriga e continuei com uma ultima facada em seu peito.
– Então, meu amor, meu Kaito, você se lembra quando você disse que meus olhos são da cor de um sangue puro? Você estava certo, todas as vezes que eu olhar para eles, vou me lembrar do seu sangue.
O arrastei pela camisa, o mesmo que fiz com aquela vagabunda e joguei no banheiro, ficariam trancados lá até alguém dar falta nos dois, me limpei e vesti roupas daquela garota, deixei meu vestido no local, junto com o facão.
Sai de lá depressa, agora eu não precisaria chorar mais, peguei um táxi e ao longe escutei ao fundo o som da sirene na cidade.
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