Aparências
13 12. Amor
Notas iniciais
Fomos jogar um jogo de corrida que eu não sei o nome, eu sempre fui uma pessoa competitiva, isso é algo da minha natureza, e não iria deixar ele me vencer do porque ele era Justin Bieber – ou porque sou apaixonada por ele -, agora já era uma questão de odiar perder, não importa para quem seja.
Logo nos estávamos disputando o primeiro lugar acirradamente, mudando sempre de lugar, primeiro para segundo, assim segundo para primeiro, no final, ninguém ganhou, tudo acabou em empate, éramos muito competidores, acho que ate na mesma medida.
- Não – gritou Biebs, colocando as mães na cabeça e caindo para traz na cama, fazendo drama, o que me fez rir – não acredito que empatamos!
- Podia ser pior – certifiquei-o rindo do mesmo – você podia ter perdido, o empate significa que você não é tão ruim – dei língua para ele.
- Hã? – fez cara de desentendido, colocando as mãos atrás da cabeça – não seria o alcontrario? Você que ia perder meu bem, sou bem melhor que você!
- Admita, eu sou melhor que você – falei deitando encima dele.
- Ok! Você ate que não é ruim – deu um sorriso convencido – mas ainda não é grande coisa – começou a rir a da cara que eu fiz – obviamente, eu deixei você ganhar
- Hum... Sei. – revirei os olhos.
- Sabia que isso é crueldade – ele mudou o assunto totalmente.
- Como assim?
- Você falou que não quer nada a mais comigo alem de amizade mais mesmo assim fica nessa posição comigo e eu não posso nem te beijar – fez bico me olhando com os olhos tristes – sabe, eu queria apenas isso – enquanto falava passava a mão por meu rosto, colocando a mexa do meu cabelo que estava em meu rosto atrás da minha orelha. Seus olhos estavam nos meus, eu podia não entender nada desse sentimento, mas eu tinha certeza que o que eu via neles era: amor, carinho e desejo, acima de tudo desejo, um desejo carnal, mas sim um desejo por mim, eu podia ver no reflexo de seus olhos que os meus estavam mostrando igual desejo, amor e carinho, eu não podia fazer nada, eu sabia que eu o amava, não sabia o quanto ainda, mas sabia que isso era verdade, só não sabia se ele me amava da mesma forma, mas nesse momento decidir me enganar e acreditar.
Fui acordada de meus devaneios com seus lábios colocos nos meus, o beijo, inicialmente um selinho, um simples encostar de lábios, foi crescendo e virando algo maior, quando fui dar por mim, já estava sem a blusa e estava tirando a dele.
- Eu sei que vou me arrepender disso depois — sussurrei mais para mim mesma do que para ele.
- Você não quer isso não é? – ele falou olhando em meus olhos, entendo entender o que eu queria.
- Não é isso – meus pensamentos estavam confusos, naquele momento eu só queria duas coisa, eu queria aquele garoto e eu sabia que eu me arrependeria disso depois, mas eu sabia que me arrependeria mais se não fizesse, apesar de saber que isso ia me levar a lagrimas depois, eu sabia que talvez eu não tivesse outra oportunidade, e eu amava ele, não importava o que ele se estava me enganada ou não, eu somente ia me deixar me levar – eu quero, mas sei que depois vou me arrepender.
Ele meio que sentou e fez eu me sentar encima o amiginho dele, acariciou meu rosto e tirou uma mecha do meu cabelo que tinha caído em meu rosto. O desejo em seu olhar tinha sido substituído por ternura e confusão.
- Por que você ficaria arrependida, amor? – tentou entender minha linha de pensamento que nem eu mesma estava entendendo – aqui são, duas pessoas, que se amam, fazendo amor, não dois jovem, que só tem desejo, porque eu te amo, eu não sei você, mas eu sou louco por você. Eu te amo, Natasha Montgomery – sorriu no final, me dando um selinho.
Ri de mim mesma, eu devia estar ficando totalmente vermelha. Nunca fui boa em mostrar os sentimentos, e ainda mais para um pessoa que não podia ouvir as três palavrinhas, eu sabia que se falasse e tivesse tão perto dele, eu morreria, e eu não queria morrer, pelo mesmo não agora, poderia esperar mais uns anos para isso.
- Por que você tinha que ter essa maldição? – rir de novo, colocando a mão a parte de traz de seu pescoço, brincando com seus cabelo – isso não é justo – dessa fez ele rir, acho que foi de mim, mas só acho.
- Porque eu acabai com o coração de duas bruxas- riu e logo fechou a cara – Deus, porque isso? – ele sussurrou, olhando para mim, acho que não era para eu ouvir – O que eu estou fazendo Nat? – ele me perguntou dessa vez, ainda com a expressão seria, acho que eu não devia ter mencionado a maldição – eu estou colocando a sua vida em perigo, eu não podia me apaixonar, eu não devia! Eu, infelizmente, te amar, mas eu não quero machucar você, isso com certeza vai acontecer, você merece um cara normal, com que você possa falar qualquer para ele, não uma estrela pop amaldiçoado! – podia ver que ele estava quase chorando, abracei ele, que me abraçou de volta.
- Calma, bebe – sussurrei fazendo carinho em sua cabelo – eu não te trocaria por nenhum outro garoto, homem, menino, sei lá, eu não te trocaria, os outros são chatinhos, muito sem emoção, com você eu tenho emoção ate de sobra – ele riu da minha inútil tentativa de acalma-lo – vou te contar uma coisa: Você foi a minha primeira paixão, e a única que eu tive ate hoje – depois disso ele afrouxou um pouco o abraço e olhou em meus olhos, podia ver que seus olhos estavam um pouco vermelhos, ele tava chorando.
- Isso não pode ser possível! – falou dando um sorriso de lado.
- Prefiro esse Justin sorridente a o Justin serio, sabia? Apesar de você estar chorando – ri de mim mesma e limpei suas lagrima – você fica bem mais bonito assim.
- O Scooter prefere o serio – ri com esse pensamente – ele fala que é bem melhor para resolver os negócios, do que o brincalhão – dessa fez foi ele quem riu – mas ele fala que o sorridente é mais divertido, mas que ele entendo o porque eu ficar assim, é uma alto-defesa segundo ele.
- Sei... – falei mordendo os lábios – sabe o porque eu me arrependeria depois? – ele assentiu, e continuei – porque eu não sei se isso é verdade, se eu não estou sendo enganada – ele olhou para mim com a sobrancelha erguida, como se eu tivesse falado uma bobagem, o que eu realmente estava – ok, saiu melhor na minha cabeça, e eu sei que já dei para você ontem mesmo, mas a coisa é a seguinte, ontem, quando rolo, para mim, você era meu ídolo, era o sonho da minha vida, eu sei que estou exagerando, ok? – fiz ele rir com isso — , somente isso, hoje, apesar de você continuar sendo meu ídolo, já é algo diferente, tem algo mais, eu não estou mais com a Justin Bieber, o pop star, estou com Justin Drew Bieber, o garoto de Startford, o moleque, fofo e que poucas pessoas realmente conhecem – sorri para ele – é o garoto que eu tenho um sentimento a mais, mais que eu não sei se sou correspondida – ri – achei um jeito de te falar as palavras, eu tenho um sentimento a mais por você, Justin Drew Bieber. – nos começamos a rir da minha idiotice, éramos dois idiotas, isso era um fato, mais dois idiotas que se amavam – sei que vou boba, mas não precisa rir de mim, ta, seu filho de Pattie? – ri comigo mesma de um jeito de xinga-lo sem ofender a Pattie, sabe, eu tenho uma grande admiração por ela.
- Também te amo e Filho de Pattie? – ele começou a rir deitando a cama – é assim que as beliebers me xingam? Vocês tem mais carinho pela minha mãe do que por mim! – comecei a rir descontroladamente dele, ele estava tendo um ataque de ciúmes da própria mãe!
- Obvio que vamos ter um enorme carinho pela sua mãe! – inda rindo – Ela foi quem te deu a vida pastel! E você merece às vezes ser xingado! E também te chamamos de viado, babaca, e assim vai.
- Nossa! Vocês reclamam quando me xingam, mas vocês me xingam sempre, eu não entendo vocês – ele tentou fazer uma cara de desentendido que não durou muito pois começou a rir.
- Sabe por que nos ficamos irritadas? – ele assentiu – porque as pessoas não sabem o que estão falando, quando uma belieber fala, é na intimidade, ela tem uma ideai de quem você seja, os outros não têm, só falam um monte de merda – falei sorrido para ele.
- Eu estou surpreso – ri dele, para mim era tão obvio que eu não conseguia nem imaginar uma pessoa que não pensasse do mesmo modo – bem, senhorita risonha, vem cá que eu tenho uma ideia para nos passarmos esse tempinho, e pode deixar, eu não vou fazer você se arrepender disso. – e assim nossas bocas se juntaram num beijo apaixonada e cheio de luxuria – Eu te amo – sussurrou e voltou a colar nossas bocas.
Dessa vez foi diferente, eu sabia o que fazer – ou pelo menos tinha mais ideia do que da ultima vez. Mas uma coisa não mudou, cada toque, cada gesto, me fazia me sentir mais especial, amava e linda, ele me olhava com admiração, como eu fosse a obra de artes mais bela do mundo sendo observado pelo colecionador ou avaliador mais sábio e importante do mundo, e isso me fazia sentir linda e poderosa. Quando nossos corpos se tornaram um pela segunda vez nesse tempo em que nos realmente nos conhecemos, nos não estávamos fazendo sexo simplesmente, nos estávamos fazendo amor, ali naquela cama, não se encontrava dois adolescentes transando e sim um casal que se amava, fazendo amor.
Se pensar bem, o sexo em sim, é algo que pode dar prazer, mas ao mesmo tempo, nojento e doentio, é qual a uma droga, pode dar prazer e tal, mas é viciante e traz suas consequências. Fazer amor é algo diferente, é um ato de amor – por isso tem esse nome – não tem malicia – ok, só tem um pouco – ele também pode viciar, mas de uma maneira positiva, pois você não estar pensando em si mesmo, esta pensando em sua companheira, não é a sua companheira para aquele noite, mas sim uma companheiro que você quer no seu lado, nem que seja só por pouco tempo, mas a quer no seu lado e você ama ela, não é só físico, também é sentimental.
No final, eu deitei ao seu lado e ele me abraçou por traz, nos ficamos de conchinha por um tempo, não estávamos com sono nem nada, mas não queríamos estragar a atmosfera que havia no ar, com o tempo, o sono e o cansaço pelo estresse do dia começa a tomar contar de meu corpo e assim dormir. A ultima coisa que me lembrou de antes cair no sono é o pensamento de que eu amava aquele garoto, moleque, homem, sei lá, não sei qual é o melhor termo para defini-lo, mas no momento só vinha na minha cabeça um termo: “amor”.
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