Notas iniciais
Segundo capitulo está na mão. Espero que estejam gostando, por que daqui a pouco acaba. Bjocas e deixem seus comentários!

A criança não era a única coisa estranha naquele lugar. Assim como em todas as casas daquele bairro, essa possuía um extensão porão. Porões que normalmente não se encontrariam com as luzes acessas após as 23 horas. Outro fato estranho era que além do quarto da garotinha e do porão, nenhum outro cômodo tinha as luzes acessas. Onde estariam os pais da menina que mirava a noite com malícia?

Isso era outra situação impossível de ser notada de fora da propriedade. O casal tão pouco conhecido, mas com a fama de serem gentis, encontravam-se em uma das partes de seu porão. A mulher com rosto de anjo cantarolava uma melodia alegre, enquanto lavava o sangue em suas mãos. O homem de sorriso fácil retirava o avental ensanguentado de seu corpo. O que nenhum dos dois parecia dar importância era para o rapaz extremamente machucado preso em uma maca no centro do lugar.

O pobre rapaz tentava se libertar das amarras como se tivesse chance de sair vivo dali. Ele ainda não se dera conta que o casal havia interrompido sua tortura apenas para aguardar a chegada de outra pessoa. Pessoa essa que descia as escadas sem pressa alguma. Sua camisola rosa claro arrastava-se pelo chão juntamente com o pesado martelo que ela carregava.

Ao chegar no porão, a garotinha encaminhou-se em direção ao rapaz pisando sobre as poças de sangue com seus pequenos pés descalços. Em momento algum ela deixou de mirar seus pés manchados de rubro, ignorando a presença de seus pais. O pobre rapaz tinha os olhos arregalados de pavor ao perceber o grande martelo que aquelas pequeninas mãos traziam. A garotinha parou ao lado do rapaz, ainda encarando seus pés vermelhos. Quando, finalmente, ergueu seus grandes olhos negros para o garoto, ele percebeu que não sairia vivo daquele lugar, pois ao encarar os olhos da menina tudo o que viu foi maldade.