Notas iniciais
Estou postando mais um capitulo na esperança de alguém aparecer. Boa leitura!

Rebecca passou a tarde toda de prontidão esperando que Azazel chegasse, ainda havia muita coisa que queria jogar em sua cara. Ela encava o teto branco do quarto como se fosse algo muito interessante, já tinha explorado a casa toda e não sabia mais o que fazer. Praticamente pulou da cama quando escutou a porta sendo aberta, desceu as escadas apressadamente encontrando Azazel de costas indo pra algum cômodo da casa. Ela foi atrás dele que serviu um copo de uísque e virou de uma vez só.

– Por que você não pergunta logo ao invés de ficar ai... Encarando-me. – ele permaneceu de costas até ela falar.

– Onde você foi? – perguntou num impulso. Ele passou a tarde toda fora e sua curiosidade falou mais alto. Ele deu uma risadinha e se virou para ela passando a mão pelo rosto, cruzou os braços e respondeu.

– Desculpe... Eu perdi a parte em que te devo satisfações. – ele continuou lá lhe olhando.

– Você me deixou para trás. Eu pensei que fossemos no mínimo parceiros, que você entendesse o significado de lealdade... – ela deu uma pausa para assistir a reação dele, que só permanecia lá, como se tivesse esperando que ela dissesse o restante. – Você não tem sentimentos e acha que pode machucar o dos outros... Seu único suposto sentimento pelo seu pai parece mais uma obsessão para acha-lo. Você só quer saber por que ele te abandonou não é? Talvez ele seja exatamente como você... Deixa as pessoas que finge não se importar para trás.

A ultima parte pareceu balançar um pouco a indiferença de Azazel, ele pensou para falar, deixando Rebecca um pouco apreensiva, sua reação não era previsível. Ele se aproximou enquanto falava, com as mãos cruzadas nas costas.

– Ele não se importava comigo, deixou isso bem claro quando me deixou sozinho naquela casa, sem saber o que eu era há 21 anos. E eu não me importo com ele e nem com o que você pensa. Eu só quero... Vingança. – ele parou bem próximo dela.

Ela balançou a cabeça em reprovação.

– Você está perdido. E eu não sei o que você faria se perdesse mais alguém que você não se importa... Eu não quero você se vingando de mim. – ela deu um pequeno sorriso, sugerindo uma trégua. – Eu vou ficar, por que eu me importo. E por que eu gostei dos instrumentos de tortura... Pode ser útil. – ela sorriu tomando o rumo para o quarto de novo. Azazel riu quando ela não estava mais ali, orgulhoso demais para declarar trégua claramente.

Já estava de noite quando a campainha tocou, Rebecca permaneceu deitada dedilhando em sua guitarra. Quando a campainha tocou pela quarta vez ela se levantou, cruzou o corredor chamando por Azazel, mas ele parecia não estar em casa. De novo. Devia ter saído enquanto ela estava dormindo. E sua suspeita se confirmou quando desceu as escadas e não o encontrou na sala de estar e percebeu o silencio que se instalava naquela casa. Voltou para o hall de entrada e abriu a porta enquanto revirava os olhos. Sua indignação passou quando viu quem estava a porta, um homem alto vestido em um sobretudo preto, com a barba perfeitamente feita. Era nitidamente mais jovem que ela.

– Boa noite. Eu vim para falar com Azazel... – ele disse deixando a frase se perder. Era inglês. – Mas estou feliz que fui recebido por você e não por ele. — Rebecca sorriu.

– Eu sou Rebecca... Amiga do Azazel. – ela riu ao dizer que era amiga dele. Ela estendeu a mão a ele, que a apertou.

– Oh, desculpe, eu sou Chester.

– O Azazel não está, mas você pode espera-lo. – ela deu um sorriso sugestivo, dando espaço para ele entrar.

– Obrigado. Com licença. – ele entrou e Rebecca fechou a porta. – Azazel não me falou sobre você.

– Ele também não me falou sobre você... Vocês se conhecem há muito tempo?

– Sim, nós fomos vizinhos. Mas eu mudei pra cá ainda pequeno... E há alguns anos voltamos a fazer contato.

– Ele chegou. – ela disse escutando os passos dele.

– Você é igual a ele? – ela o olhou intrigado. Então ele sabia sobre eles. Quem era ele pra Azazel ter revelado seu segredo? Rebecca não respondeu, pois a porta foi aberta. Azazel olhou para Rebecca e depois para Chester. – Eu vou deixar vocês sozinho. Foi um prazer te conhecer Chester – ele apenas sorriu em resposta. Quando passou por Azazel, ela pegou em seu braço e disse: — Nós precisamos conversar. – subiu as escadas de volta para seu quarto.

Azazel olhou para Chester e apontou para o corredor.

– Vamos conversar no escritório. – Azazel foi à frente e Chester o seguiu. Azazel tratou de falar imediatamente quando fechou a porta. – Você falou algo para a Rebecca?

– Não, mas ela é muito... Simpática. – ele sorriu malicioso.

– O que é tão importante que não pode esperar até amanhã? – Azazel se sentou na cadeira atrás da mesa e Chester em sua frente.

– Eu encontrei seu pai. – ele apoiou as mãos na mesa, Azazel encostou-se à cadeira, com a mão no queixo.

– Onde ele está?

– Ele está escondido em um clã em Chelsea.

– Que tipo de clã? – ele arqueou as sobrancelhas.

– Vampiros. Eles o protegem. – por que vampiros protegeriam seu pai? – Eles são um clã muito grande e poderoso.

– Mais do que a sua família?

– Provavelmente. Mas eu nunca soube deles até agora, eles são muito reservados.

Rebecca se levantou do degrau na escada onde estava escutando a conversa dos dois escondida e subiu as escadas como fingiu fazer antes.

Notas finais
Faça duas autoras felizes e comente (: Até o próximo capitulo!