Notas iniciais
Hey pessoas da terra! Hoje é a Hunter que está postando para vocês. Bom nesse capítulo Azazel vai até a masão das cobras, quer dizer, dos Powell para colocar o dedo na cara da Carmen e dizer que vai assistir de camarote a queda deles (: E Joshua vai fazer algo que eu particularmente adorei :3 Esse capítulo quero dedicar ao Dylan, que nos fez uma recomendação muito maneira. Obrigado cara. É isso, leiam. Nos vemos nas notas finais.

O rosto da menina parecia pálido a luz fraca do dia nublado, os cachos castanhos caiam por sobre o ombro, segurava firme um guarda-chuva preto com bolinhas brancas, lutando contra o vento. Dez anos, vestindo um suéter vermelho e um cachecol, o tempo mudando de forma tão repentina fragilizava sua saúde já não muito boa. Sua mãe não a queria expor em um dia como aquele, mas precisava, mais um dia sem fazer hemodiálise e ela estaria à beira da morte, mais do que já estava. Ela subiu na terra escorregadia na margem do lago, desafiando seu equilíbrio, um pé na frente do outro, a mãe tentou puxá-la quando a menina deu um passo infalso e escorregou. A mulher soltou um grito e largou o guarda-chuva para descer o pequeno morro, tentando não escorregar.

Os lábios da menina tremiam quando seus olhos se abriram, sua mão tocara algo gelado, ela ouvia a mãe chamando seu nome, mas não se virou. Ela ficou lá encarando o corpo de rosto mais pálido que o dela, os olhos azuis a encarando, não tinha pulso e os cabelos ruivos estavam sujos de lama assim como suas roupas e rosto. A mãe encarou o corpo de cima, a garganta fechada para qualquer tipo de som.

– Mãe, ela está morta. – diz finalmente olhando para a mãe. Seus olhos azuis cintilando com as lágrimas.

•••

– Ela foi encontrada morta hoje de manhã, jogaram o corpo dela em um rio. Seu carro foi encontrado há alguns quilômetros. – Joel contava a Abbie e Carmen sobre a morte de Natasha. – E não tinha nenhuma gota de sangue em seu corpo. – finaliza, dizendo as palavras pausadamente.

Estavam reunidos na sala de jantar, que era muito grande para apenas os três e sem Chester ali parecia maior ainda, mas ninguém ousava falar sobre ele quando estavam juntos. Ele teve o que mereceu, dizia Carmen. Para a sociedade Chester havia saído em uma viagem pelo mundo para se recuperar de uma desilusão amorosa. As duas aparições de Rebecca com ele na mansão ajudaram as pessoas a acreditarem na história de que o que as pessoas chamaram de mulherengo, estivera apaixonado pela primeira vez e a garota quebrou seu coração.

Abbie mantinha uma expressão indiferente, brincava com a comida no prato e permaneceu calada diante do que o pai disse.

– Então, o que acha? – o homem que estava curvado sobre a mesa encostou-se à cadeira, esperando a resposta da esposa.

– Acho que ela estava nos traindo. – a mulher disse, as mãos em cima do lenço posto em cima da perna. – Se metendo com outros vampiros. Mas agora está morta, teve o que mereceu. – diz, quando sua mão foi pegar a taça de vinho em cima da mesa, as unhas grandes e com pontas afiadas bateram nela, fazendo um tilintar irritante no mesmo instante em que a campainha tocou.

– Temos descobrir quem está contra nós. – a empregada Charlotte chegou à sala após sua frase, mas permaneceu calada até Carmen responder o homem.

– Não serão os primeiros contra nós, e nem os últimos. – afirma ao marido.

– Com licença. Os senhores tem visita. – as mãos entrelaçadas na frente do corpo, a cara amarrada. – É o Sr. Friedrich e está à procura de Chester. – diz, mas logo se corrige. – Sr. Chester.

Mas eles não deram importância pro seu erro, se entreolharam e Carmen se voltou para Charlotte ao falar.

– Leve-o para sala de estar, já vamos recebê-lo. – ordenou gesticulando com as mãos para jovem. De costas ela revirou os olhos e voltou ao hall de entrada, onde Azazel estava esperando.

– Eles irão recebê-lo na sala de estar. É por aqui. – Charlotte indicou com a mão e foi à frente. Enquanto Azazel se sentava ela ficou junto à porta em silêncio.

– Você trabalha aqui há muito tempo? – Charlotte ouvia a voz grossa do homem e demorou alguns segundos para captar que ele estava se dirigindo a ela.

– Eu nasci aqui, senhor. – diz tentando não encarar muito o rosto dele. Tinha algo cruel nele, além do fato de ser um apanhador de medo.

– Então conhece Chester há tempos também... – sondou a reação dela. Ela pigarreou antes de falar e suas mãos estavam inquietas na frente do corpo.

– Sim, senhor. O Sr. Chester era um ótimo patrão. – Azazel conseguiu captar nos olhos dela a dilatação quando falou no vampiro do homem. E até um pouco de tristeza. Ele ergueu o queixo, satisfeito pela descoberta.

– Era? – questionou a jovem empregada, que parou de brincar com as mãos e olhou-o de baixo. – Eu consigo sentir seu medo daqui. Mas não precisa ter medo de mim quando está trabalhando nessa mansão. – sorriu de leve.

– Se você sabe... Por que está aqui? – o desafiou, corajosa.

Ele apenas sorriu ainda mais. Não precisou ficar muito tempo mais em silêncio, pois Carmen e Joel chegaram à sala sem se importar em forçar um sorriso para o homem, que tinha as roupas quase sem nenhum vestígio de que tinha pegado uma chuva, o cabelo havia secado e era um intenso emaranhado em sua cabeça. A mulher o encarou com desdém, descaradamente. Ele se levantou para encará-la a altura.

– É um prazer revê-la Carmen. – sorriu, fez questão de lhe chamar pelo nome. – Joel, qual o segredo pra não envelhecer? Ah, lembrei. – o dedo indicador nos lábios enquanto fala.

– Tenho que admitir que o tempo fora generoso com você Azazel. Não posso dizer o mesmo de seu pai... – seus olhos vingativos sorriram junto com os lábios.

– Então não vai negar que sabia onde meu pai estava todos esses anos?

– Não importa agora. Ele fugiu, apanhador estúpido! — riu. – Vamos achá-lo e matá-lo, ele já fez sua parte em nossos planos.

– E Chester? Ele não foi viajar pelo mundo não é?

– Ele teve o que merecia por se meter com pessoas como você. – Joel apenas observava a mulher destilar seu veneno. Então eles ainda não estão cientes de que Chester fugiu, Azazel pensou. – Se veio apenas para procurar por ele, perdeu seu tempo. Agora já pode se retirar de minha casa.

– Vocês vão cair. E vou estar lá quando isso acontecer. – sorriu por fim. Carmen não tinha mais o sorriso no rosto, apenas o encarava, a raiva crescendo. – Ele está de volta assim como previu caro Joel...

– Quem? – Joel diz pela primeira, as mãos dentro do bolso da calça social, para disfarçar sua inquietação com aquela conversa.

– Joshua. Joshua Powell está de volta. – ele dá as costas para os dois, deixando-os com seu espanto, eles sabiam que ele voltaria. E tinha os segredos deles como arma. Pelo jeito ele esteve esse tempo todo na cidade sem eles saberem.

– Não o deixem sair da propriedade. Vocês estão surdos? Vão! – Azazel ouviu Carmen gritar com dois de seus capachos vampiros. Ele desceu as escadas com toda a calma, andava em direção ao seu carro quando os dois vampiros altos e fortes se aproximaram, Azazel se virou pegando o pescoço dos dois. Podiam ser vampiros, mas ele era mais velho e mais forte que eles.

– Medo é um sentimento comum. Até em vampiros. – ele suspende os dois no ar. Os olhos esbugalhados dos dois o encaravam enquanto sugava todo o medo de suas entranhas. Quando os soltou não estavam mortos, mas ficariam desacordados por um tempo. Azazel entrou no carro e deu partida sem olhar pra trás.

•••

Rebecca observava encostada no batente da porta o amigo deitado na cama, o quarto que ele ficara ficava ao lado do de Francis, Chester fitava o teto como se fosse algo interessante, vinha fazendo muito isso ultimamente. Ele sentia a presença da apanhadora no quarto, mas não se virou para olhá-la, apenas quando ela se aproximou e deitou-se a centímetros de seu corpo na cama de casal se juntando a ele na atividade de fitar o teto. Ficaram em silencio por alguns minutos, eles ouviam apenas a respiração um do outro no silencio do quarto. Ela se virou para olhá-lo.

– Ches... – o chamou pelo apelido. Lentamente ele virou o rosto para ela, a encarando com aqueles olhos castanhos. – Preciso lhe contar algo.

– Não me diga que você e o Joshua... – abriu um sorriso malicioso.

Rebecca revirou os olhos na hora.

– Claro que não Chester. Eu e Joshua... Não vai acontecer. – ela apoiou o rosto no cotovelo e girou seu corpo, ficando de lado na cama. – É sobre a minha mãe.

Ele também girou seu corpo na cama, ficando na mesma posição que ela, os ouvidos atentos e interessados no rumo que a conversa estava tomando.

– Conseguiu acha-la? – perguntou passando a língua nos lábios.

– É complicado, mas encurtando a história... Ela está morta. – lançou de uma vez.

– Becca, eu não sei o que dizer... Eu sinto muito. – ela conseguia ver a pena nos olhos dele e não gostava disso.

– Não é como se fosse sentir falta dela. Eu não a conhecia. – não olha mais para os olhos dele, mas para a chuva do lado de fora.

– E seu pai? – a pergunta fez com que ela olhasse para o seu rosto novamente. Não havia tanta pena quanto antes, mas sim fagulhas de excitação em seus olhos.

– Eu não sei. – diz Rebecca, refletindo na pergunta. – Ela só me falou sobre minha mãe.

– Quem?

– Anne, a bruxa que foi morta por Fraülin, ela me contata em sonhos. – diz, os olhos perdidos na chuva novamente.

– Por quê? – questionou, o cenho franzido.

– Por enquanto é isto que posso lhe contar. Mas prometo de contar tudo... Em breve.

O copo tinha um liquido verde que Francis julgava nojento, era um suco de algumas ervas que ele ajudara Victoria a colher nos fundos da mansão de Azazel. Pelo que ela disse ia suspender o efeito do veneno dependendo da quantidade que ele fora exposto, era um tiro no escuro. Podia funcionar ou não. Concentrada e com os olhos fechados Victoria ergueu a mão por cima do copo, o anel com uma pequena esmeralda no meio brilhava, aquilo intrigou Francis, já havia o visto em outro lugar. Victoria sussurrou algumas palavras e Francis podia jurar que viu o poder sair de suas mãos e passar para o copo, convertendo o liquido em algo milagroso.

– Está feito. – ela abriu os olhos para Francis. – Agora vem a parte mais difícil, fazer Ivan beber... Isso.

– Belo anel. – ele comentou enquanto ela deu a volta no balcão.

Ela parou para contemplar o anel.

– Todas as bruxas do nossa coven tem esse anel. Nos ajuda a controlar nosso poder.

Agora Francis tinha certeza aonde vira aquele anel. E consegue se lembrar nitidamente a ultima vez que o viu, no dedo de Anne, na noite em que ela foi morta. Sua garganta se fecha diante da situação.

– Conte-me sobre sua sobrinha. – pergunta tentando não parecer tão interessado.

– Bom... – ela colocou o copo que estava em sua mão de volta ao balcão. – Quando minha irmã morreu e junto seu marido, eu virei a guarda legal dela.

– Você tem noticiais dela... A... – a incentivou a dizer seu nome. As palmas de sua mão suavam.

– Anne. – ela disse e sorriu ao dizer. Depois disso Francis só fingiu ouvir o que ela dizia. – A ultima vez que tive noticia dela soube que estava morando com o namorado em Londres. Francis, você está mais pálido do que o normal.

Ele pegou em sua mão com rapidez, a assustando.

– Eu preciso te falar algo sobre Anne. – ele estava prestes a revelar algo para a bruxa, mas um grito de uma voz que conhecia bem os interrompeu.

– Não! – era Rebecca no andar de cima.

– Joshua, não faça nada estúpido. – Ches diz ao irmão, que debruçado sobre a cama de Ivan, empunhava uma faca perto do pescoço do assassino de sua mãe.

– Ele não merece viver. – diz Joshua, a voz carregada de uma raiva intensa. – Vai morrer do mesmo jeito que Karol morreu.

Rebecca desmonta sua posição de defesa e se aproxima.

– Você não vai querer fazer isso... – as mãos atrás das costas. – Pensei que fosse mais original. Matá-lo? É rápido demais.

– O que está fazendo? – ele agora aponta a faca para ela. – Afaste-se.

– Abaixe essa faca... – diz Rebecca. – Está fazendo uma cena. – sussurra. A mão calmamente vai até a faca perto do seu rosto e a puxa, tirando das mãos dele. Joshua fica hipnotizado com a calma da mulher e é acordada pelas mãos de Chester segurando seus ombros e o arrastando para fora do quarto.

Rebecca sorriu para Francis e Victoria que observavam perplexos da porta.

– Como fez isso? – Francis fez a pergunta que Victoria queria fazer.

– Foi sorte. – diz pondo a faca na mão de Francis e se retirando do quarto.

Notas finais
Eae, gostaram? Eu sei que sim. Pois comentem, entederam? Sabem o significado da palavra comentar? Não preciso dizer novamente que a opinião de vocês e importante para a história, é sempre bom saber né. Não vou ameaça-los, mas não me responsabilizo por feitiços lançados em vocês e nem aparições no seus quartos a noite ;) Comunicado: Essa semana decidimos ser boazinhas e talvez postaremos dois capítulos, um na quinta feira e outro no domingo. Mas não estou garantindo nada, vai depender do nível de inspiração que a Julia tiver para escrever. Então apareçam aqui na quinta que talvez um capítulo esteja os esperando. É isso pessoinhas do planeta terra, abraço da Hunter alien.