Apanhador De Medo

11 O Caçador e a Apanhadora - Parte I


Notas iniciais
Hey! Aqui é a Ju. Lá vamos nós para mais um capítulo! Esse capitulo marca o inicio de um novo mistérios nessa história cheia deles... E dois personagens novos. O outro vocês já viram há alguns capítulos atrás, mas aqui vamos dar um nome a ele. Preparado? Boa leitura, nos encontramos nas notas finais!

A sombra crescia gradativamente na parede com tijolos expostos naquele beco escuro, o barulho de seus passos lentos no chão molhado ficava mais alto para o casal abraçado no fim do beco sem saída. “Ele nos encontrou.” Ela sussurrou para seu parceiro de olhos negros, observou o quão apavorado ele estava e o olhou por alguns segundos até colar seus lábios no dele, como um adeus. Com as pernas um pouco trêmulas, ela se separou dele, andando em direção da onde o som vinha. Francis permaneceu no chão assistindo ela se afastar, estava se sacrificando por ele, e ele estava a deixando fazer isso até encontrar forças para ir até ela em sua velocidade vampiresca.

– Eu não vou deixa-la fazer isso Anne. – disse apressado, não tinham muito tempo.

– Você precisa correr, encontrar Joshua e alertá-lo sobre o caçador. – ela segurou o rosto dele entre as mãos. – Nós precisamos fazer isso Francis. Eu vou enfraquecê-lo enquanto você foge, mas seja rápido, eu não sei quanto tempo sou capaz de aguentar.

– Olhe só quem eu encontrei. – o negro de olhos espremidos, barba mal feita e sorriso debochado se aproximou. – A bruxinha e o vampiro. Vocês formam um belo casal.

Ele parou com as pernas um pouco separadas e braços cruzados.

– Nós não vamos dizer nada sobre Joshua ou Azazel. – Anne cuspiu as palavras, e apertou a própria mão com força.

– Ótimo, assim pulamos o interrogatório e vamos direto para a carnificina. Quem vai primeiro?

Anne levantou uma das mãos na direção dele, a expressão séria e mente concentrada.

– O que você pensa que pode fazer? – ele gargalhou. – Você sabe, não pode me matar.

Ela fechou os olhos e começou a invocar os ancestrais, lutando com alguns espíritos que eram contra o que ela estava fazendo. Fraülin gemeu caindo de joelhos, levou às mãos a cabeça agoniando no chão. Francis assistiu com os olhos arregalados.

– Vá! – Anne disse entre os dentes, sangue começava a sair de seu nariz. Francis sumiu por entre as ruas de Londres, enquanto Anne segurava Fraülin em suas mãos o quanto podia, até que não foi mais capaz de impedi-lo de quebrar seu pescoço.

– Estúpida. – ele disse no chão, se recuperando enquanto olhava em direção a rua. A bruxa tinha conseguido exatamente o que queria, proteger Francis pra que ele pudesse entregar uma mensagem a Joshua.

Pouco tempo depois ele retirou um isqueiro de sua jaqueta e jogou-o em cima do corpo da jovem de pele negra e cabelos cacheados. O celular vibrou no bolso, mas não atendeu, não queria admitir a Joel que havia falhado. Estava preocupado com como Anne conseguiu atingi-lo e se existia outras bruxas capazes de enfrenta-lo daquele jeito.

•••

Rebecca se mexeu na cama durante o cochilo que tirava, e esbarrou em algo, ou melhor, alguém do seu lado. Abriu os seus olhos imediatamente encontrando os azuis de Joshua que tinha o rosto apoiado no punho fechado. Ele sorriu junto com os olhos e Rebecca se afastou alarmada com sua presença no quarto, esfregou os olhos e se sentou na cama sob o olhar dele.

– O que está fazendo aqui? – perguntou ela voltando seu olhar para ele, que agora estava deitado olhando para o teto.

– Tédio. – diz ele apenas. Ela revira os olhos.

– Então você costuma assistir pessoas dormindo quando está entediado.

– Pessoas bonitas. – enfatizou.

– Obrigada pelo elogio, mas ainda sim te acho um psicopata. – ela passou as mãos pelo cabelo, se levantando. Estava indo em direção ao banheiro quando Joshua parou na sua frente, seus rostos próximos, ele observava cada detalhe do rosto dela. – O que você está fazendo? – ela disse pausadamente.

– Eu preciso falar com o Joshua. É caso de vida ou morte. – uma voz fez os ouvidos de Rebecca e Joshua ficar atentos, ele se afastou dela e foi em direção ao andar de baixo.

– Quem é você? – Azazel perguntou para o jovem de cabelo loiro enquanto Joshua descia as escadas.

– Francis, o que faz aqui? – o loiro entrou sem permissão e foi de encontro ao homem.

– Anne. Ela está morta. – disse de uma vez. Joshua apertou o punho. – Foi Fraülin, ele veio atrás de nós.

– Quem diabos é Fraülin? – Azazel pergunta.

– O caçador. – Joshua responde, sombrio. Ele olha para o topo da escada, onde Rebecca está há alguns segundos. – O homem que viu com Joel e Carmen.

Ela desceu as escadas se juntando aos homens.

– Esse é Francis, um vampiro que conheci durante minhas viagens. – ele apertou a mão apenas de Rebecca, parecia nervoso.

– Rebecca Moore. – diz ela. – Tem certeza que é seguro estar aqui?

– Sim. Fraülin não me seguiu.

Estavam acomodados na sala de estar, ele contou a história do inicio, de como Anne se sacrificou para que Francis pudesse vir até eles. Azazel olhava com uma expressão séria, ter mais um hospede não estava em seus planos.

– E esse... Fraülin... – ela testou o nome dele em sua boca enquanto eles prestavam atenção nela. – Quão perigoso ele é?

– Ele é um ser sobrenatural, como nós. Ele foi criado para eliminar seres sobrenaturais que perturbassem a paz dos humanos. – diz Joshua entrelaçando as mãos e apoiando os braços nas pernas. – Mas Fraülin, ele passou a trabalhar para os meus... Para Joel e Carmen, depois que eles salvaram sua filha.

– Como o matamos? – Joshua deu uma risadinha depois de olhar para Azazel e Francis.

– É impossível sem a Anne. Ela era uma bruxa poderosa, ela conseguiu paralisar Fraülin pra que eu fugisse.

– Mas ela não morreu por nada. Tem que haver outro jeito. – Rebecca disse fazendo-os ficar em silencio.

Rebecca olhava para o teto repousando suas mãos na barriga, sua cabeça latejava um pouco e a visão começava a ficar turva quando ela pegou no sono.

Quando ela abriu os olhos estava em um jardim florido, seus cabelos estavam soltos e longos, o vestido amarelo que vestia ia até os pés que estavam descalços assim poderia sentir a grama sob eles. Ela olhou para além do lago avistando uma casa de arquitetura antiquada exatamente como seu vestido, ela passou os dedos pelo tecido sentindo sua maciez e nem percebeu quando um homem se aproximou correndo.

– Olivia! Algo me dizia que estaria aqui. – ela olhou para o homem e franziu as sobrancelhas. As bochechas dele estavam rosadas e não tinha nenhuma marca no rosto, mas era idêntico a alguém que conhecia. – Você está bem?

– Por que me chamou de Olivia? Azazel? Onde estamos? – ele se aproximou dela preocupado e pôs as mãos no rosto dela, a olhava com ternura. Definitivamente não era Azazel.

– Amor, nós estamos no jardim da sua casa e você está me assustando... – diz ele. – Por que me chamou de Azazel? Meu nome é Noah. Quem é esse? Seu amante?

– Não... – ela virou-se de costas.

– Olivia, o que tem de errado? – ela estava confusa, fechou os olhos com força. Agora ela estava em outro lugar, uma praia de areia fina e deserta.

– Rebecca. – uma voz doce a chamou e com as mãos segurando os cabelos que voavam olhou para o lado.

– Quem é você? O que faz no meu sonho? – cuspiu as palavras para a garota que vestia um vestido colorido e esvoaçante, muito a cara daquele lugar. Rebecca ainda vestia o mesmo vestido amarelo em camadas.

– Eu te trouxe aqui. Eu sou Anne, já ouviu fala de mim. – ela sorriu docemente. – Não fique confusa. Eu vou te explicar tudo que precisa saber.

– Saia da minha cabeça! – ela disse entre dentes.

– Você não quer saber por que Noah parecia tanto com o Azazel? – ela tombou um pouco a cabeça para o lado, a observando. – Foi o que pensei. Eu preciso te explicar tanta coisa... – ela se sentou na areia. – Vamos, sente-se.

Ela percebeu que Rebecca estava um pouco desconfortável com o vestido armado.

– Esse é o mundo dos sonhos, você pode fazer aparecer o que quiser. – explicou. – Apenas feche os olhos e imagine.

Rebecca tomou folego e fechou os olhos se concentrando em imaginar seus shorts jeans e blusa regata.

– Ótimo. – Anne sorriu quando ela abriu os olhos. – Agora sente.

– Por que me trouxe aqui? – ela foi logo perguntando.

– Você não se lembra deste lugar? – ela perguntou para Rebecca que olhou para o horizonte.

– Deveria? – franziu o cenho.

– Eu te mostro. Me dê suas mãos. – ela pediu. E relutante ela estendeu as mãos.

Ela viu flashes enquanto estava de mãos dadas com Anne. Ela e Azazel naquela praia, ela andava depressa enquanto ele tentava alcança-la, a expressão de ambos era de raiva, quando ele a alcançou com suas pernas longas, apertou seu braço forte a trazendo pra bem perto de si.

– Você não pode me tratar daquele jeito e dar as costas depois. – ele gritou em sua face.

– Você me trata como lixo! – ela grita também.

– Eu só dou o tratamento que você merece. – ela cospe em seu rosto.

– Como ousa... – ele aperta mais seus pulsos. Ela estava sentindo a dor quando puxou suas mãos das de Anne.

– O que é isso? – ela massageia seus pulsos, pareceu tão real.

– Uma das suas outras vidas. – diz Anne. – Você teve muitas delas, e Azazel sempre esteve lá. Ás vezes amava um ao outro, outras se odiavam. Mas sempre estiveram juntos.

– O que isso significa? – pergunta. – O quê? Azazel e eu somos alma-gêmeas?

– Não exatamente. Vocês estão predestinados a algo importante por milhões de anos. Mas nunca chegaram tão perto quanto agora...

– Tão perto do quê?

Ela tomou postura e ficou atenta a algum som, Rebecca também ouvia, era um som de passos vindo em sua direção.

– Alguém está vindo. – ela disse como se não fosse obvio. – Você precisa acordar, a resposta que precisam está no livro, mas não conte a ninguém sobre o seu destino e de Azazel, nem mesmo a ele. Agora acorde!

Ela abriu os olhos abruptamente e se levantou tomando fôlego. Parecia ter voltado à vida, pôs uma mão no pescoço e olhou para o lado onde Francis estava parado a observando, tinha o cenho franzido esperando que ela falasse. Muito conveniente ele estar aqui, Rebecca pensou em seu subconsciente.

– O que está fazendo aqui? – era essa a pergunta que ele esperava.

– Vim te acordar, estamos indo à casa de Anne na cidade, não achei seguro deixa-la aqui. – explicou, Rebecca se livrou do cobertor. – Você sempre acorda assim?

– Foi apenas um sonho. – ela saiu pelo o outro lado da cama.

– Pra acordar assim teve ter sido um pesadelo. – diz ele.

– Se não se importa, eu vou me trocar, desço daqui a 5 minutos. – disse o encarando, ele saiu em silencio.

Notas finais
Essa história não podia não ter bruxas, entende? Eu curto elas, muito. Queria ter nascido uma. Quanto ao sonho estranho, terão que esperar por futuras explicações para aprender mais sobre ele (; Como minha 'doce' associada costuma desejar: Permaneçam no circulo de sal! E esperem pelo próximo capitulo, mas sem antes nos deixarem um comentário ok? Estou esperando por você.