Notas iniciais
Hey! Mais um capitulo para vocês (se é que tem alguém ai), se tiver, por favor comente! Estamos quase entrando em depressão com a escassez de comentários. É sério, não mordemos, pode comentar u.u Neste capitulo temos uma Becca bêbada, o demônio dos olhos azuis e um sonho que está atordoando o Chester na cela. Boa leitura e nos encontramos nas notas finais! (:

Com as mãos no bolso da calça Azazel atravessou a rua atrás da ruiva, ela andava em passos moderados enquanto ouvia música no ultimo volume em seu fone de ouvido. Do outro lado da rua, Rebecca cruzou os braços observando a cena. Azazel abordou a ruiva esbarrando nela, o que a deixou irritada, com o cenho franzido em várias ondas. Ela retirou os fones de ouvidos e proferiu vários xingamentos a Azazel, mas bastaram poucas palavras dele para que ela relaxasse e a até se aventurasse a lhe lançar um sorriso de lado. Rebecca estava tentada a ouvir a conversa, mas resistiu e tentou disfarçar olhando para os carros que passavam na rua.

– Desculpe-me a grosseria. – diz a ruiva e inglesa. – Estou tendo um dia ruim.

– Não se preocupe, já tive um monte desses... Dias ruins. – diz dando um sorriso singelo.

– Você não é daqui não é? – pergunta com curiosidade.

– Não, Azazel, da Alemanha. – estende a mão a ela, e a ela a pega apertando-a com as mãos macias e pequenas. As unhas pintadas de preto com bolinhas brancas, eram bem cuidadas.

– Niamh, da Inglaterra. – sorri. Os dentes brilhantes e juntinhos. – Mas me chame de Nini.

– Então, Nini, você gostaria de tomar um café comigo? – pergunta com as mãos entrelaçadas nas costas.

– Eu não gosto de café. – ela torceu o nariz. – Na verdade eu estou precisando de vodca. Você me acompanha?

– É claro. – Azazel olha para Rebecca antes de andar ao lado da mulher, mas Rebecca só os percebe quando entram no Murphy’s. Obviamente aquele bar era o mais frequentado, pois parecia ser o mais decente dali.

Rebecca se apressou em atravessar a rua e evitando olhar para Azazel, se sentou a frente do balcão. Eles estavam em uma mesa afastada de onde estava, mas conseguia escutá-los perfeitamente. Era Amber quem os atendia, enquanto outra garçonete, chamada Suri atendia Rebecca, o sol já havia se posto as suas costas e ela pediu pela bebida mais forte que havia no bar, em um lugar afastado da Grande Londres como aquela cidadela, não havia absinto no bar, então pediu por uma dose de gim. Aparentemente nem Azazel foi capaz de afastar os pensamentos sobre sua mãe por muito tempo, pois eles voltaram com força total quando viu uma mãe de braços dados com a filha antes de entrar no bar.

Virou o copo de uma vez só e quando o abaixou no balcão encontrou Amber a encarando com uma expressão estranha. Suri chamou sua atenção e ela cruzou o bar até a mesa de Azazel, que destilava seu doce veneno para cima da moça. Rebecca sentiu uma pontada ao vê-lo a tratando com tanta gentileza, no inicio achou a sensação estranha, pois fazia tempo que não sentia ciúmes de alguém e se sua memoria não a traia, Azazel não merecia tal sentimento.

– Nossa. – ela exclamou. – Deixado para trás pelo pai... Aos 14 anos. Minha irritação parece muito egoísmo agora.

– Tenho certeza que tem um bom motivo para toda essa irritação. – a incentiva a falar e vira o liquido do copo em sua boca enquanto ela começa a falar sobre seu dia. Ele finge que concorda com as coisas que ela fala e por vezes lança falsas palavras de conforto.

Por volta das nove da noite ela já está contando toda sua vida para Azazel, embolando as palavras enquanto as falava. Azazel pegou na mão dela, fazendo-a parar de falar imediatamente.

– Acho que está na hora de você ir pra casa. Eu te levo. – se oferece.

– Eu não quero ir pra casa, eu quero ir pra sua. – Azazel abre um largo sorriso. Foi mais fácil do que pensava.

Rebecca esteve o esperando por todo esse tempo, seus olhos estavam um pouco perdidos devido as doses de gim e o jeito que Amber a encarava a incomodava. Quando o homem passou ao seu lado ela lhe fuzilou e levantou com dificuldade para segui-lo. Ela os segue até o carro de certa distancia, atravessa a rua com pouco movimento e se aproxima depois de Azazel colocar a mulher no banco de trás devido a sua situação deplorável.

– Você está bêbada. Não sirvo para ser babá. – Azazel segurou firme nos braços de Rebecca e olhou em seus olhos. Sentia-se tonta demais para elaborar uma resposta à altura.

– Cale a boca e me leve pra casa. – diz ainda sendo segurada por ele, a porta do carro ainda estava aberta e Rebecca deslizou para dentro ficando do lado da ruiva. Ela sorriu achando graça do estado da vitima. – Hey.

– Quem é ela? – Niamh pergunta, é claro que ela não se lembrava dela no bar, estava concentrada demais em Azazel para isso e sua situação não ajudava em sua memoria.

Mas Amber lembrava-se muito bem da morena e do homem dentro do carro, sabia que eles se conheciam, e observava a cena de dentro do bar, curiosa.

– Ela é minha... – Azazel hesitou por um momento. – Amiga. – Rebecca explodiu em uma gargalhada.

– Está bêbada. – diz observando a mulher enquanto Azazel dá a partida no carro.

– Assim como você querida... – acariciou o rosto dela por um instante. – Mas a diferença entre nós é que eu vou sobreviver para passar pela ressaca.

– O quê você quer dizer? – ela perguntou um pouco atordoada e recebeu em troco apenas um sorriso perverso de Rebeca. – Azazel, o que ela está dizendo?

– Não ouça o que ela diz. É louca. – ele diz em tom sério.

– Eu não teria tanta certeza. – comenta encostando-se à mulher e fechando, ela lhe olhava com uma expressão ainda atordoada, mas seu desgosto por ela estar a atrapalhando com o Azazel era maior do que algum medo que possa ter vindo a ter com os comentários de Rebecca.

Quando chegaram à mansão Niamh parecia mais sóbria do que quando tinha deixado o bar minutos atrás, Rebecca ainda estava encostada ao seu ombro quando adentraram a propriedade. Parecia dormir profundamente. Azazel deixou seu lugar no banco de motorista e desceu dando a volta e abrindo a porta para a ruiva que sorriu constrangida diante da situação. Ele lhe estendeu a mão e lhe sorriu, com cuidado ela se afastou da mulher e saiu do carro.

– Vai deixa-la no carro? – perguntou quando ele fechou a porta.

– Ela vai ficar bem aqui. – ele a guiou segurando pela mão até dentro da casa e não lhe deixou contemplar o lugar por muito tempo, começou a guia-lo não para o porão, mas para o seu quarto. Não queria que ela gritasse antes de estar presa e não ter mais saída.

•••

– Por que está fazendo isso? – ele perguntou novamente quando ela lhe jogou outra bolsa de sangue. – E como conseguiu entrar?

– Eu tenho meus contatos. – diz respondendo sua segunda pergunta primeiro. Ela suspirou e afastou-se um pouco dele. – Como eu disse, eu quero vingança, como você imagino.

– O que eles fizeram para você afinal? Aparentemente você sabe de tudo sobre minha família... – sua voz estava voltando ao normal.

– Isso você vai saber depois. Antes preciso saber se posso confiar em você...

– A questão é se eu posso confiar em você... Eu confiaria até no diabo a essa altura, mas você tem muito a perder... Por que arriscar tudo?

– Eu nunca quis vir para a Inglaterra. – começou, a mandíbula tensa. – Seus pais me obrigaram ameaçando minha família. Eles precisavam das minhas habilidades em engenharia.

Chester olhou para os lados, não sabendo o que responder a ela.

– Eu sinto muito. – foi o melhor que pôde fazer.

– Você pode fazer mais do que sentir muito, pode se juntar a mim nessa vingança... – diz com um ar de suspense. – Ou apodrecer nesta cela. – Chester ficou calado. – Boa escolha.

Natasha se virou para a porta e deu três batidas para que o guarda a abrisse. Ele abriu e fechou rapidamente temendo que Chester escapasse. Antes de ir embora Natasha encarou Chester que estava apenas com um lado do rosto iluminado. Ele pode ver os olhos azuis e cintilantes dela, extremamente frios. E os cabelos ruivos naturais e brilhantes.

– Eu volto amanhã. – deu uma piscadela e se foi. E a janela se fechou, Chester estava no escuro novamente.

Sentia-se melhor depois das duas bolsas de sangue. Sua mente trabalhava intensamente o que acabara de acontecer. Ele não sabe, mas ficou duas horas olhando para o escuro pensando em vingança e em Natasha. Passava das oito horas da noite quando ele adormeceu, deixando o mesmo sonho das outras noites o atormentar.

Chester girou a maçaneta da mansão depois de desistir de virar a noite no SoHo, estava cansado de mais pra isso, Abbie havia ficado no pub. Ele estalou o pescoço e fechou a porta contemplando o silencio estranho que se fazia na mansão. Em passos arrastados ele subiu as escadas, precisava de um banho e de sua cama. A porta do quarto de Joshua fica de frente a sua, e estava aberta. Ao olhar para dentro encontrou Joshua jogando roupas em uma mala, deixando várias coisas para trás dentro das gavetas, não poderia levar muita coisa com tão pouco tempo que tinha. De imediato ele sentiu a presença do irmão mais velho e virou seu rosto para porta, onde Chester falou primeiro.

– O que está fazendo? – perguntou mesmo podendo assistir o que ele estava a fazer.

– Fazendo as malas, não é obvio? – disse em tom de sarcasmo. Ele se afastou da mala e se aproximou de Chester. – Eu estou indo embora.

– O quê? Você vai viajar? Mas e a festa...

– Não. – ele interrompeu Chester, segurando em seus ombros. – Eu vou embora e não vou mais voltar.

– Você está louco. – Chester sorriu diante da ‘loucura’ do irmão. – Onde estão a mãe e o pai?

– Dormindo. – sorriu de lado, perverso. – No escritório.

– Joshua... – o analisou. – O que realmente aconteceu?

– É melhor você ver com os próprios olhos. – ele voltou a guardar as coisas na mala em sua velocidade vampiresca.

Atordoado Chester desceu as escadas gritando por Carmen e Joel, ao passar pelo corredor viu a porta do escritório aberta e franziu o cenho. Cautelosamente ele se aproximou da porta, quando viu o corpo de sua mãe caído no chão ele correu seu encontro e se desesperou quando viu o de seu pai também caído. Ele se levantou, a expressão séria, e em segundos estava de volta ao quarto de Joshua, mas ele não estava mais lá. A ultima imagem que teve de Joshua foi ele entrando no Porshe e deixando a propriedade dos Powell. Chester observou o carro até perdê-lo de vista e voltou ao quarto.

Havia um papel dobrado em cima da cama, era a carta de Karol. Mas havia um recado de Joshua no final, a letra em um garrancho pela pressa em que foi escrita aquelas palavras.

“Isso fica com você. Me entregue se um dia me perdoar e for embora desse covil, como eu fiz.

Adeus Ches,

J.P.”

Chester velou os corpos de seus pais no escritório, com a carta na mão, a expressão ainda era rígida, mas havia também um pouco de tristeza nela. O primeiro a acordar foi Joel, enquanto ele se recuperava sua mãe também despertou. Os dois levaram a mão ao pescoço, e demoraram cerca de cinco minutos para se recuperar.

– Onde está aquele bastardo? – Carmen perguntou entre dentes para o filho. Ela encarou a carta.

– Ele se foi, mãe. – Chester diz. – Vocês podem me explicar por quê?

– Ele é um psicopata Chester, tínhamos um psicopata vivendo entre nós. – Carmen iniciou o choro falso. Mas que na época enganou Chester.

– Vai ficar tudo bem, mãe. – ele diz enquanto afaga seus cabelos, ela conta tudo que ele fez enquanto foi a SoHo. – Ele foi embora pra sempre.

– Ele disse que ia voltar Ches. – o pai fala pela primeira vez. – E eu não duvido dele.

E Chester não o viu até o dia da morte de Fraülin, ele não havia mudado nada desde a ultima vez que o viu. Mas ainda não podia entender o porquê de ter escolhido acreditar em uma mãe que nunca conheceu as pessoas lhe criaram. Agora Chester entendia. Ele acordou, a respiração acelerada, o cheiro peculiar do local úmido o acalmou gradativamente.

Notas finais
E então, espero que tenha decidido comentar e não nos deixar entrar em greve u.u Se comentar, muito obrigada! E até o próximo capitulo :*