Notas iniciais
Olá adoráveis seres humanos. Aqui é a Julia, estou postando esse capitulo me arriscando a ser assassinada, a Bia ainda não leu esse capítulo. Mas como ela saiu e não sei se vai voltar antes de eu sair, decidi fazer um teste postando um capitulo neste horário. E cumprindo o que disse para Carol! Pode dar certo ou não, mas eu estou feliz por que recebemos a nossa primeira recomendação a história, isso é tão emocionante *-* Oh, desculpe, boa leitura!

No sofá da sala de estar de Azazel, Rebecca estava deitada de pernas pro alto com os olhos fechados, mas não dormia. Esperava pelos seus “colegas de quarto” que não havia encontrado quando voltou a casa. Refletia novamente sobre o sonho que tivera na outra noite, vinha esperando Anne aparecer em seus sonhos desde então, mas ela não veio. Quando sentiu alguém a encarando, abriu os olhos, mas não era apenas uma pessoa. Eram três homens bonitos que a encaravam e apenas observaram ela se sentar no sofá a esperando falar algo.

– Eu fui procurar por Chester. Nós fomos até a mansão... – começou a explicar e eles ouviam atentos. Azazel se afastou para se servir de alguma bebida. – Fraülin estava lá.

– Então? – Francis largou os braços cruzados.

– Ele não é muito simpático. – comentou, fazendo Joshua murmurar algo que não deu muita atenção. – Eu voltar a casa hoje à noite. É aniversário da Abbie.

– O que você pretende fazer na caverna do dragão? – pergunta Joshua.

– Ouvir conversas. E procurar algo sobre Ivan, talvez. – ela olhou para Azazel por alguns segundos.

– Ok Bond girl. Estou confiando em você. – diz Joshua. Azazel esboça uma expressão que Rebecca não consegue decifrar, achou que era preocupação no inicio, mas logo descartou a ideia.

– Eu vou fazer o papel da empregada que não temos e preparar algo para o almoço. – diz Rebecca se levantando.

– Hm. Gosto de garotas prendadas. – Joshua comentou e Rebecca bufou. – Será de grande utilidade quando casarmos.

– Nem nos seus melhores sonhos Joshua. – diz dando leves tapas na face dele. – Francis, você me ajuda? – o adorável Francis acordou de um pensamento profundo e concordou em ajuda-la.

– Céus, eu adoro como pronuncia meu nome. – Joshua disse antes de Rebecca se afastar, e não pode ver, mas a conhecia o suficiente para saber que ela revirou os olhos. Ele se sentou no sofá, fazendo companhia a Azazel.

Rebecca e Francis procuravam alguns ingredientes na cozinha, quando encontraram Rebecca iniciou uma conversa com Francis que até então estava calado.

– Há quanto tempo você estava com ela?

– Há quase dois anos. – ele disse com um olhar distante.

– Eu tenho que te dizer algo... – ela abaixou a voz, por precaução.

– Tem algo errado? – Francis franziu o cenho, seu cabelo levemente encaracolado caiu por cima dos olhos.

– Anne... Ela me contatou por um sonho. – sentia que devia contar para ele e talvez ele a ajudasse a entender por que ela aparecera pra ela e não para ele.

– O quê? O que ela disse? – ele perguntou, as palavras se embolando em sua língua.

– Ela falou coisas sobre minhas vidas passadas, sobre mim e Azazel...

Ele se sentou no banco em frente à bancada de mármore.

– Por que ela falou com você e não comigo? – ele se perguntou chateado.

– Eu não sei, esperava que você soubesse. – diz Rebecca.

– Não, ela nunca me disse nada sobre isso.

– Oh. – ela diz e se aproxima dele, aperta de leve seu braço. – Ela te amava.

– Ela disse isso?

– Não, mas eu sei. Eu sinto. – sorriu para ele.

– Se ela apareceu uma vez, deve aparecer de novo. Diga a ela que eu a amo.

– Eu vou.

Já havia escurecido e Rebecca colocava seus brincos de perola quando um caiu e saiu rolando para baixo da cama. Ela jogou palavras de maldição ao vento e se abaixou para apanhar o brinco. O vestido de tecido chiffon¹ na cor vinho se espalhou pelo chão enquanto ela procurava pelo brinco, ele tinha um comprimento mullet² e estava preso em sua cintura por um cinto. Ela viu dos pés com sapatos casuais parado na porta quando encontrou o brinco.

– Achei. – ela se levantou em cima de seus saltos, sem perder a elegância. Os colocou enquanto observava Azazel calado perto da porta. – Você vai ficar ai sem dizer nada?

– Ainda estou decidindo. – ele se aproximou, observando Rebecca sem aquela sua expressão típica de indiferença. Não comentou nada sobre como estava linda naquele vestido.

– O que aconteceu? – ela ficou parada no mesmo lugar.

– Eu... – ele começou, mas parou de repente para tomar folego. – Fraülin é perigoso. Ele pode te matar em uma batida de coração se descobrir sobre você.

Rebecca abriu um sorriso.

– Está preocupado comigo. – ela afirmou.

– Existem muitas coisas que eu me preocupo, você não é uma delas. – ele voltou à expressão de indiferença, então Rebecca teve certeza que ele estava preocupado com ela.

– Ele não vai descobrir. – ela pegou a bolsa em cima da cama. – Eu preciso ir agora. – ela se aproximou de Azazel e lhe beijou a bochecha, dizendo em seu ouvido: — Vai dar tudo certo.

Enquanto ela saia ele permaneceu no mesmo lugar, de braços cruzados.

Rebecca estava em frente ao portão da mansão Powell quando Chester ligou para ela.

– Senhorita Moore! Está a caminho? – disse enquanto sorria do outro lado da linha.

– Já estou adentrando as dependências da família Powell senhor. – disse fingindo formalidade. E também sorriu.

– Ok, estou a porta a sua espera querida, para te proteger dos urubus. – ela riu e desligou o telefone estacionando o carro perto de vários outros. Ela saiu do carro e como Chester disse estava esperando na porta. Ele a levou para os fundos da casa onde realmente era a festa, nada parecido com o jantar que Carmen ofereceu, era mais jovial e emanava diversão ao invés do tédio.

Uma pista de dança foi montada no gramado e em volta havia várias mesas por onde garçons vestidos não tão formalmente andavam. E havia também algumas pessoas em volta da piscina que estava perfeitamente iluminada assim como o resto da festa. Primeiro ela viu Troy que vestia calças jeans e camisa polo, e junto dele viu Abbie em um vestido lilás colado ao corpo. Ela distribuía sorrisos, cumprimentava os convidados e tirava fotos. Chester e Rebecca foram até lá, Rebecca abraçou Abbie para lhe dar os parabéns mais uma vez e não comentou nada sobre não ter trazido nenhum presente, e depois cumprimentou Troy. Ela percebeu o olhar desconfiado de Abbie sobre eles.

– Então, Abbie, como vocês se conheceram? – Rebecca perguntou para quebrar o gelo, mas a verdade é que não queria ouvir. Mas funcionou, pois dai iniciaram uma conversa e Rebecca e Troy puderam se afastar com a desculpa de que iriam pegar uma bebida. Depois de se afastarem o suficiente, Troy que falou.

– Como você quer fazer isso? – perguntou.

– Eu preciso que você me dê cobertura para eu entrar no escritório de Joel. Não faça perguntas, por favor. – ele assentiu. – Acho que a melhor hora é a hora dos discursos, brindes, do parabéns, qualquer coisa assim. Você viu Carmen?

– Na verdade sim, ela estava com Joel e mais um homem estranho. – era Fraülin. Rebecca suspirou, lhe entregando a taça.

– Inventa uma desculpa para Chester. – disse já se afastando.

Ela perambulou pela festa se escondendo de Chester e Abbie até encontrar Carmen, Joel e Fraülin, eles pareciam discutir. Rebecca pegou uma taça de champagne de um garçom e se aproximou discretamente para ouvir a conversa.

– Eu vou encontrá-lo, já tenho um pessoal o procurando! – Fraülin disse, parecia um cachorrinho diante dos dois vampiros.

– Seja rápido, nós não temos muito tempo. – Carmen disse com a voz cortante.

Percebendo que não iria ouvir mais nada interessante, decidiu voltar para onde Chester estava antes que algum dos dois a visse.

– Rebecca, onde estava? – Chester lhe perguntou quando se aproximou. Tinha passado certo tempo procurando por Carmen naquele terrado enorme. Por sorte não teve tempo de responder, Abbie subiu no palco montado em frente à pista de dança.

– Boa noite senhoras e senhores. Estou lisonjeada por comemorar meu aniversário com vocês a essa noite. Obrigada pela sua presença. E que comece a festa! – ela gritou no microfone. Colocou-o de volta no pedestal e desceu encontrando Troy no fim das escadas.

Querendo evitar algum questionamento que Chester ainda poderia fazer, o puxou para pista de dança. Dessa vez sem beijos, apenas dois amigos se divertindo.

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¹ O Chiffon é um tecido elegante e simples feito de seda, rayon, algodão ou sintéticos. O tecido é muito fino, leve e de tato macio.

² O comprimento mullet é comprido atrás e curto na frente.

Notas finais
Oi, nos encontramos de novo. Bom, nós teremos um capítulo especial nesse final de ano, que poderá afetar a história ou não, ainda está em discussão. Para descobrir mais sobre esse capitulo, continue lendo a história, em breve soltaremos mais novidades. E comente, por favor, sua opinião é importante para nós :D