Notas iniciais
Oi! Fico feliz por tê-lo aqui novamente :D Espero que tenha me deixado um comentário, o que deve ter me deixado muito feliz. Bom, se você ainda está indeciso se vai acompanhar a história ou não... Primeiro capitulo está ai para tirar suas duvidas.

O fogo na lareira consumia a madeira aos poucos, Azazel estava aconchegado em uma poltrona de couro marrom, com o queixo apoiado nas duas mãos. As cortinas escuras impediam que algum raio de sol atrapalhasse seu sossego. Fechou os olhos, se concentrando no que ouvia, o fogo queimando, carros passando na rua pouco movimentada naquela manhã no interior de Londres. Um lugar perfeito para permanecer isolado sem levantar muita suspeita. Conseguia ouvir mais longe se quisesse, mas algo que aconteceu no próximo segundo prendeu sua atenção. Um carro parando, a porta batendo e passos cada vez mais próximos.

Abriu os olhos, e olhou em direção a porta, quando a campainha foi tocada já estava em frente à porta. Esperava qualquer pessoa tocando sua campainha aquela manhã, menos ela.

– Rebecca. – ele quase sussurrou o nome dela.

– E você pensava que ia se livrar de mim assim tão fácil... – pendeu a cabeça pro lado e sorriu pra ele, com as mãos na cintura. – De fato quase conseguiu... Mas não devia ter deixado nada pra trás, nem mesmo um simples papel com um telefone.

Ela passou por um pequeno espaço que Azazel deixara ao abrir a porta, como uma gata muito sorrateira. Observou a casa enquanto Azazel fechava a porta.

– Por que veio atrás de mim? – ele disse atrás dela.

– Pra te ajudar a decorar a casa, claro, isso está... Terrível. – ela disse torcendo o nariz para ele. – Você nunca teve bom gosto querido. – disse segurando as mãos na frente do corpo.

– O que veio fazer aqui Rebecca? – disse se aproximando dela, segurando seu braço com firmeza.

– Calma Azazel, eu só estou de passagem. – sorriu encostando seus lábios no dele em um selinho breve. Quando se afastou Azazel permanecia na mesma indiferença que já não deixava mais Rebecca frustrada. – Eu vou buscar minhas malas ok?

Ela saiu andando despreocupada para o lado de fora da casa, onde tinha deixado o carro. Azazel sabia que não podia impedi-la sem querer mata-la, então decidiu por voltar a sua calma natural, mas bufando antes. Voltou ao lugar que estava antes da morena chegar, agora procurou um livro para se entreter e não ter que dar atenção a Rebecca. Minutos depois ela apareceu na soleira da porta da sala de estar, Azazel não se deu o trabalho de olhá-la, como o esperado.

– Então, onde irei ficar? – ela perguntou mesmo não esperando uma resposta. – Eu vou achar... Uma hora. E depois venho te fazer companhia. – com pouca bagagem subiu as escadas para explorar o andar de cima.

Rebecca foi bem rápida ao procurar um quarto de hospedes, não foi tão difícil e nem pensou em guardar nada aquele momento, ia apenas tomar um banho.

Desceu as escadas se dirigindo diretamente para a sala de estar, mas Azazel não estava lá como pensava que estaria, ficou em silencio por um tempo e escutou um barulho que seria imperceptível para um humano, seguindo o barulho encontrou uma porta branca que era aberta por uma senha. Imediatamente digitou Ivan. Incorreta. Ela arqueou a sobrancelha e intrigada digitou: Karol. E a porta abriu instantaneamente. Depois de um lance de escadas encontrou Azazel pondo a faca em cima da mesa branca, ele sabia que ela estava ali, então não se virou, apenas falou.

– Qual a utilidade de uma senha se Rebecca Moore sempre descobre? – ele disse e logo depois se virou para ela apoiando as mãos na mesa e lhe lançando aquele olhar misterioso e eterno.

– Você devia ser menos óbvio com as senhas. – ela se aproximou um pouco para poder observar melhor o local. – Uau. – disse apenas.

– Você sabe muito de mim. — ele a encarou seriamente. Ela se aproximou para ficar a centímetros dele.

– O bastante para saber que você... Nunca me mataria. – ela sussurrou perto do rosto dele. Puxou a faca que ele tinha acabado de pôr sobre a mesa observando seu reflexo nela. – E pra saber que você não veio à Inglaterra a toa, então... Por que você veio? – ela passou a faca pelo braço dele, em um movimento rápido. – Afiada. – ela disse pondo a faca sobre a mesa de novo, com um sorriso no rosto.

– Descubra sozinha. – ele disse calmamente. O ferimento em seu braço se curava rapidamente. Rebecca deu as costas andando pelo porão.

– Isso não teria a ver com Ivan, ou teria?

– Eu achei uma pista que me trouxe a Londres. – lhe revelou.

– Você continua insistindo nessa história depois de tantos anos. – ela se virou para encará-lo, gostava de olhar nos olhos quando falava. – Se ele está vivo, e se é que ele está... Ele não quer ser encontrado. – ela disse pausadamente.

Ele avançou nela a prensando contra a parede.

– Por que você está aqui realmente? – ele olhava nos olhos dela esperando ser o bastante para intimidá-la.

– Você não pode se livrar de mim assim tão facilmente... Azazel Friedrich. – ela cuspiu o nome dele.

– Rebecca... – seu nome na boca dele parecia uma música. – Seus sentimentos te fazem fraca.

– Sua falsa indiferença te faz um idiota. – ela gritou as palavras na cara dele que a soltou lentamente ainda olhando-a nos olhos e depois deu as costas. – Eu não vou embora! – ela gritou para ele que subia as escadas.

– Eu sei. – ele respondeu sumindo de sua vista.

Notas finais
Seja bem vindo você que começou a acompanhar a história depois desse capítulo. Depois desse há capítulos muito maiores. Me diga o que achou deste, comente!