18 de Março, 2011 — Festa da Tiffany, Los Angeles — CA.


Eu estava ai, pois é. Eu bebi mais do que devia, mais do que poderia. Mas mesmo assim, eu estava me divertindo. Eu dancei e muito com a minha velha saia curta naquela festa ao lado de minhas amigas populares. Eu ouvi muita música boa. Da melhor. E pirei ainda mais quando minhas amigas pediram "Come On, Eileen" do Dexy's Midnight Runners. Aquela música era inesquecível. Eu realmente dancei muito aquela música e acho que fiz papel de idiota. Mas quem ligava mesmo? Só sei que não demorou para que eu beijasse sei lá quem naquela festa.

E todos pareciam achar legal eu ter beijado um dos caras mais gatos da festa. E eu nem sabia quem eu havia beijado, na real.

– Eu vou pegar alguma coisa pra comer. — eu lembro de ter dito para a Justine e ela ter rido na minha cara, sei lá porquê.

Assim que eu fui, um menino nerd, meio quieto, apareceu do meu lado. Ele não disse nada e eu só disse um "oi" bastante bêbada.

– E ai? — ele tentou dizer.

Eu sorri.

– Não vai beber nada? — eu perguntei se não me engano.

– É, hum, não. — ele disse pegando um salgado da mesa.

Eu peguei também, sorri e minhas amigas me puxaram de volta para a pista de dança.

E aquela foi a pior festa na qual eu já estive e mesmo assim, foi a melhor.


23 de Março, 2011


Eu estava tão cheia daquilo. Daquelas festas sem sentido. Eu não sei onde eu estava com a cabeça para fazer toda aquela palhaçada. Eu, na real, não sabia o que estava fazendo. Eu beijava caras que nem conhecia, dançava até o chão sem nem me importar com quem via. E bem, até esse dia, achei que não tivesse mais como sair dessa vida. Mas vi que não era bem assim.

Naquele dia eu me sentei mais pra frente na escola. Eu queria saber o que os professores falavam pela primeira vez na vida.

Sentei-me, sem querer, ao lado daquele menino que vi na festa. Na real, eu não lembrava de tê-lo visto na festa. Não mesmo.

De qualquer modo, o dia não podia ter sido pior. Depois da aula ter acabado, ouvi a notícia da treinadora dizendo que eu não faria mais parte das líderes de torcida. Logo sentei-me no chão segurando meus livros, sentindo-me péssima.

Alguém quase tropeçou nos meus pés e os recuei para mim.

– Ah, hum... Desculpe. — era o menino que eu tinha sentado ao lado naquele dia mais cedo.

– Não tem problema.

Ele viu que eu estava prestes a chorar e acho que sentiu pena de mim. Ele então sentou-se ao meu lado.

– Dia difícil? — vi que ele se esforçou bastante para começar o papo comigo.

– É, eu acho. — eu sorri.

– Hum...

– Eu odeio tudo isso. Sabe? Odeio.

– Isso o que?

– Isso. Eu até poucos dias atrás estava bebendo litros de álcool e dançando loucamente nas festas e... Não quero mais isso. Cansei. E agora? Onde estão aquelas que diziam-se minhas amigas? Eu não entendo. Pra piorar, não sou mais líder de torcida. — eu bufei. — Desculpa... É, você nem deve se importar com tudo isso.

– Claro que me importo. — ele disse. Eu tirei uma lágrima do olho. — Ah, obrigada. Acho que você é o primeiro. — eu ri.

– Tenho certeza que muita gente se importa com você. — ele disse timidamente olhando pro chão.

Depois desse dia, no qual eu tive uma das melhores conversas possíveis, eu comecei a chamá-lo na aula algumas vezes. Eu precisava estudar e ele sabia quase tudo o que os professores falavam a cada aula. Ele gentilmente me emprestou seus cadernos para que eu tirasse cópias e estudasse. Ele foi muito gentil comigo.

Tanto que ele foi convidado para a minha festa de dezoito anos dali uma semana. Ele pareceu bastante contente com aquilo, apesar de tentar disfarçar.

Minhas amigas? Elas se afastaram de mim quando me viram falando com aquele menino. E eu? Não dava a mínima. Elas nunca foram minhas amigas mesmo. E, além disso, já estava na hora de eu me virar sozinha.


30 de março, 2011.


Eu não sabia se estava bonita. Não mesmo. Eu estava usando o meu vestido azul — não muito curto — e estava torcendo para que o menino fosse. Ah, o nome dele era Charlie. E bem, posso dizer a verdade a vocês, né? Não irão me julgar nem nada, certo? Eu meio que estava tendo uma quedinha por aquele menino. Eu não sei. Nunca tive nenhuma queda por um cara como ele. Já beijei caras bem gatos e ele não era lá essas coisas. Mas ele era fofo, gentil e muito inteligente. E acho que ele valia a pena. Afinal, todos os outros, com toda aquela beleza que tinham, não valiam era nada.

Bem, ele foi a festa. Ele tinha olhos tão doces e azuis e ele parecia gostar de olhar pra mim. Eu o cumprimentei e ele estava tão tímido.

– Venha, Charlie. — eu disse a ele sorrindo tentando fazê-lo conversar com alguém. — Gente, esse é o Charlie. Charlie, estes são Thomas e Ian.

– E ai, cara? — eles disseram.

E não. Thomas e Ian não eram valentões. Eu jamais deixaria Charlie junto com os valentões. Jamais.

Charlie apenas olhou para eles e sorriu.

– Eu já volto. Puxem papo com ele. — eu disse no ouvido de Thomas.

Ele engoliu em seco e ouvi ele começando a falar de futebol. Droga! Com o Charlie você não poderia falar de futebol. Bem, até poderia. Mas ele era do tipo que ficava a tarde inteira lendo livros. E não eram os tipos de livros que nós leríamos. Eram livros especiais, diferentes, intelectuais.

Mesmo assim, eu caminhei até uma outra amiga minha que era Jasmine e conversei com ela sobre os meninos da minha sala. Ela não estudava na mesma escola que eu. Era do meu curso de espanhol.

Ela queria que eu a apresentasse ao Thomas. E eu teria que fazê-lo, óbvio.

– Ah, vem então.

Eu puxei-a pelo braço e a levei até o Thomas.

– Ei, Thomas. Essa é Jasmine. — eu sorri.

Thomas olhou para ela e levantou as sobrancelhas pra mim enquanto a cumprimentava.

– Quer dançar? — ele disse.

– Claro.

Jasmine sorriu pra mim e quando vi Ian saiu de lá também, deixando Charlie sozinho comigo.

– Vamos, Charlie. Vamos dançar. — eu disse por fim.

– Sério? Eu... Eu... Eu não sei dançar.

Cara, ele era muito fofo. Eu sorri pra ele e o puxei pelo braço mesmo assim. Eu comecei a dançar do modo que sempre dancei, só que sem estar bêbada e o fiz lentamente me acompanhar e dançar também.

– Você está se divertindo, Charlie?

– Estou, eu acho. — ele riu.

– Vou pegar algo para bebermos, ok? Não suma.

– Ok.

Eu rapidamente peguei dois drinques para nós, mas quando voltei vi dois meninos da minha sala jogando ele de um lado pro outro, zoando da cara dele.

– Ei, soltem ele. — eu disse. Era difícil falar isso quando não se tinha as mãos para detê-los.

– Ah, oi Valerie. Não sabia que estava aqui hoje. — disse um deles. Era o Adam. Ele soltou o Charlie, pelo menos, mas veio direto pra mim querendo algo de mim. Eu recuei.

– Não, Adam. Não. — eu disse.

– Qual é? — ele tentou um pouco mais.

Eu vi o rosto do Charlie e do de Sam ao lado dele como se dissesse "você não sabe o que está perdendo". Eu então não tive escolha e joguei o meu drinque no rosto de Adam, puxando Charlie pela mão para que ele saísse de lá comigo.

Percebi que Charlie arregalou os olhos quando me viu fazer aquilo. Acho que ele não esperava que eu o protegesse.

Mesmo assim, eu entreguei-o o drinque que ainda estava ileso e ele apenas deu risada. O bom era que nem Adam e nem Sam nos viram e pareceram deixar aquela história pra lá em grande parte do tempo da festa.

Eu e Charlie voltamos a dançar então. E eu estava tão feliz que tive que pedir para que tocassem "Come On, Eileen".

Eu dancei igual louca ao lado dele que não sabia direito o que fazer. Pelo menos, eu não estava bêbada dessa vez. Eu coloquei as mãos nos braços dele, escorrendo-as lentamente e girando. Ele apenas arregalava os olhos e ficava com medo de errar as coisas e não me acompanhar.

– Você está indo bem, Charlie.

– É, eu acho. — ele sorriu.

Logo depois de eu realmente me deliciar com aquela música, uma outra, meio lenta, começou a tocar. Eu fiquei realmente envergonhada. Tudo bem. Eu não era o tipo de garota que ficava envergonhada com algo tão bobo como aquilo parecia ser. Mas, bem, Charlie era diferente. E eu tinha medo de, de certo modo, decepcioná-lo. Mesmo assim, eu me aproximei dele e coloquei meus braços ao redor de seu pescoço. Eu vi que ele estava mais nervoso que o habitual. O pescoço dele era tão macio. E eu nunca tinha visto os olhos azuis dele de tão perto assim, eu acho.

Nós dançamos ao som de "Evensong" do The Innocence Mission e eu não conseguia não ficar nervosa ao olhar pra ele. E ele parecia sentir o mesmo.

Eu ri de repente.

– O que foi? — ele perguntou. — Eu estou fazendo algo errado?

– Não, Charlie. Claro que não... Está tudo ótimo. — eu disse. No impulso, eu deitei a cabeça no ombro dele e ele me guiou lentamente.

Ele estava usando um perfume bastante reconhecível. Era o "Gucci" by Gucci. E cheirava muito bem. Era irresistivelmente confortável o ombro dele e eu sentia que não iria querer sair dali nunca mais.

– Ei, Sam. Venha ver isso. — alguém esbarrou em mim naquele minuto e eu levantei a cabeça novamente.

– Hum. — resmunguei.

E lá estavam os olhos dele de novo. Eu estava tão nervosa agora. Será que aquela música não ia acabar nunca? Mesmo assim, quando percebi o fim da música se aproximando...

– Charlie.

– Sim? — ele disse com o coração acelerado, pelo que parecia. Ele arregalou os olhos, quase que assustado.

Eu me aproximei dele e bem, mesmo nervosa do modo que eu estava ia tentar beijá-lo. Vi que ele começou a fechar os olhos do mesmo jeito que eu o fiz.

Mas nada é perfeito e é claro que não deu tempo que nós nos beijássemos antes que a música acabasse. O problema nem era aquele. O problema foi depois. Veio uma música bastante animada da Lady Gaga e todos começaram a gritar o que nos fez levar um susto e abrir os olhos na mesma hora.

Delicadamente, nos afastamos um do outro e ficamos sem graça olhando meio pra baixo sem saber como reagir depois daquilo.

– Estou com fome. — disse eu.

Ele fez que sim com a cabeça como se também estivesse com fome e nós dois fomos direto pegar o jantar. Enquanto isso, todos que passavam por mim, vinham com um genérico "parabéns" e eu sorria toda vez que diziam isso.

Assim que nos sentamos, Thomas e Jasmine se juntaram a nós com pratos de comida também.

– E ai? Como está a aniversariante? — disse Thomas meio rindo.

– Ótima. — eu disse. Eu olhei com o canto dos olhos para Charlie que sorriu meio tímido, como eu pude perceber.

– Hum. — Jasmine me olhou meio desconfiada e Thomas apenas balançou a cabeça e começou a comer a carne.

Eu fiz o mesmo.

Assim que paramos de comer, uma das organizadoras da festa veio até mim e disse:

– Daqui dez minutos será o bolo, ok?

– Ah, tudo bem, claro.

Eu não sei porquê, mas fiquei ansiosa com o bolo dessa vez. Não porquê ainda estava com fome, mas sei lá... Eu queria fazer um bom pedido dessa vez, mesmo sabendo que essas coisas eram só besteiras de aniversário.

Em poucos minutos, eu pedi pro cara do bar uma batida de morangos com vodca e bastante gelo. E eu pedi para Charlie também.

– Você tem que experimentar isso. — eu sorri pra ele. — Não é muito forte.

Ele tomou e fez uma cara meio feia. Eu ri.

– Relaxa. — eu disse pra ele não se sentir mal por não conseguir beber aquilo.

Eu continuei bebendo normalmente, sem exagerar, é claro e logo a hora do bolo veio.

Começaram a tocar aquela música de parabéns ridícula com um tom de balada e em pouco tempo eu apaguei as velas do bolo, o qual era roxo.

O meu pedido foi que Charlie estivesse sempre comigo pra onde quer que eu fosse. Eu sorri pra ele que não entendeu porque eu o olhei naquele instante.

A moça da festa cortou o bolo pra mim, felizmente porque eu era péssima naquilo e minha mãe ao meu lado perguntou:

– Pra quem vai o primeiro pedaço?

Todos gritaram esperando eu me decidir e eu olhei para Charlie e sem dúvida alguma lhe dei o prato com o primeiro pedaço de bolo.

– Aqui, Charlie. — eu lhe disse e dei-lhe um beijo delicado na bochecha.

Ele ficou tão mais tão tímido e vermelho. Foi uma graça, pra falar a verdade. Eu não queria fazê-lo se sentir assim tão á vista de todos, mas eu apenas senti que o primeiro pedaço tinha que ser pra ele.

Ele estava realmente surpreso por eu ter feito o que eu fiz. Afinal, vamos combinar... Eu não o conhecia a tanto tempo assim para já considerá-lo tão bom amigo, mas hum, ele era.

– Segundo pedaço? — disse minha mãe enquanto Charlie começara a comer o bolo, logo depois de todos baterem palma e bem, assobiarem por causa do beijo inofensivo.

O segundo pedaço eu dei para minha mãe. Afinal, é... Ela era minha mãe, oras!

Minha mãe sorriu, me deu um beijo e logo todos começaram a comer do bolo conforme os garçons e garçonetes passavam pelo salão.

Eu fui me sentar junto com Charlie para devorarmos o bolo.

– Por que você me deu o primeiro pedaço? — ele perguntou depois de um bom tempo calado.

Ele devia estar pensando bastante se perguntava ou não isso.

– Ah, Charlie. Você é especial. Achei que merecia. — eu sorri pra ele.

Ele sorriu e eu vi os olhos dele praticamente brilhando.

A festa não tinha parado por ali. Todos voltaram a dançar e a beber e a passar mal e etc. E eu e Charlie ficamos praticamente sóbrios e dançamos o resto da noite. Nós nos divertimos e muito.

Bem, até Sam e Adam voltarem até ele. Parecia que eles não tinham desistido da ideia de zombar da cara dele. Eles vieram até nós e disseram:

– Pensavam que tinha acabado? — riu Adam.

– O que vocês querem dele, afinal? — eu disse nervosa enquanto Sam segurava na gola da camisa dele.

– Dele nada. — riu Adam de novo. Ele se aproximou de mim e pôs suas mãos em minha cintura. — Já de você...

– O que, Adam? O que você quer de mim?

Ele levantou as sobrancelhas e tentou me beijar. Eu recuei.

– Olha, ou você beija ele ou prepare-se pra ver o seu amiguinho com o olho roxo. — disse Sam.

– Caramba, é o meu aniversário, sabia? O que há de errado com vocês? — eu me irritei.

Foi ai que senti o hálito de bebida de Adam. Acho que estava meio explicado...

– Hum... — Adam resmungou aproximando-se mais de mim.

– Vai, apenas faça. — disse Sam.

Charlie me olhou apreensivo e eu fiz o mesmo. Eu não sabia direito o que fazer. Óbvio que eu não queria beijar o Adam, mas se não beijasse ia causar um belo de um olho roxo em Charlie. E eu não queria isso. Infelizmente, decidi por beijar Adam.

Eu o beijei de olhos abertos olhando para Charlie que ainda estava sendo levantado por Sam. Ele olhava bastante chateado, mas mesmo assim me pareceu que ele entendeu o porquê de eu estar fazendo isso. Ele sabia que eu jamais o magoaria. Pelo menos não daquele jeito.

Assim que parei de beijar Adam, o qual estava realmente me beijando pra valer, ele apenas disse:

– Isso. Pode pôr ele no chão.

Sam o soltou e Charlie caiu para perto de mim.

– Me desculpa por isso. — eu disse a ele.

– Não tem problema. Eu já estou acostumado. — ele coçou a cabeça.

– Hum. — ambos ficamos sem graça. Eu não sabia o que dizer a ele.

Mesmo assim, eu decidi não ficar naquele clima sem graça que estávamos presenciando e chamei-o para dançar mais uma vez. Ele aceitou e tentamos fingir que nada havia acontecido. E deu praticamente certo.


3 horas da manhã.

Charlie foi embora perto dessa hora e eu me senti meio triste por ele não ficar mais tempo. O resto da festa fiquei com Thomas e Jasmine e tentei não me sentir tão mal por não ter mais o Charlie por lá.


5 horas da manhã.

Muitos já tinham ido embora. Incluindo Jasmine e Thomas. De meus amigos mesmo, só estava Ian, Ryan e Isabella, os quais eu quase não vi durante a festa. Provavelmente tinham passado mal ou coisa assim. Só sei que eles estavam com caras bem ruins por lá.

As cinco e meia, não havia sequer uma alma lá. Eu e minha mãe pegamos tudo o que tínhamos que pegar e fomos para casa. Eu tentei dormir no carro e me lembrei de Charlie a noite inteira.

Droga. Eu queria tanto ter conseguido beijá-lo decentemente aquela noite. Teria sido a noite perfeita pra aquilo acontecer.

Quando dormi na minha cama, depois de tirar a maquiagem, comer alguns macarons e ouvir minha mãe dizer que sentia-se orgulhosa de mim, além de ter elogiado Charlie, eu pensei nele.

Eu só esperava, sei lá, que ele estivesse pensando em mim também. Eu tinha mudado tanto e tão rápido e eu me sentia tão melhor agora. Como é isso de uma pessoa fazer você se sentir tão melhor de uma hora pra outra? Te transformar assim tão de repente? Eu não sei dizer. Mas queria que existissem mais pessoas assim. Mais pessoas como ele. Como o Charlie.

Acordei super bem depois daquela festa caótica e daquele clima tenso entre eu e o Charlie.

O único ponto mal daquele dia era que era sábado. E eu o veria de novo apenas na segunda. Bem, eu acho que poderia falar com ele por mensagem de texto, mas sabe... Não é a mesma coisa.

Logo, naquela manhã comi um pouco do bolo da festa e fiquei assistindo F.R.I.E.N.D.S.

E apesar daquela manhã ter sido tecnicamente boa, algo veio para destruir tudo. Uma foto chegou no meu celular. Uma foto que parecia ter sido enviada para todos que estavam na festa de ontem...

Notas finais
Mais uma vez, com a história sendo inspirada no livro As Vantagens de Ser Invisível, escrevo o ponto de vista de uma menina que se apaixona pelo jeitinho de Charlie... :)