Apaixonado sim pela... Chase
10 Vim terminar o que comecei...
Notas iniciais
Pov Percy
Ergui minha mão direita e a coloquei no nariz a fim de segurar o sangramento do meu pobre nariz, pois o papel não tinha mais utilidade para isso. Annabeth me ajudou a passar o braço esquerdo pela manga e vice-versa com o direito. Quando abaixei a cabeça para pedir a ela minha camiseta que estava na mão dela, percebi que a loira mordia discretamente o lábio inferior e olhava fixamente para o meu abdômen.
–Gostou do que viu?-perguntei a ela passando minha mão direita na minha barriga
Meu ato não deu muito cero por dois motivos:
1°- Minha mão direita estava com sangue e acabei sujando minha barriga com ele;
2°- Annabeth me deu m tapa no braço e ardeu pra caramba.
–Cala a boca-falou ela e começou a andar
–Sabe... Eu não consigo saber pra onde estou andando com a cabeça para cima-falei
Ela bufou irritada, posso apostar que ela revirou os olhos cinza ao bufar.
–Vem-falou me puxando pelo braço, e novamente me arrepiei com o seu toque
Seguimos em direção à enfermaria em silêncio, pelo caminho fui pensando em modo de pedir desculpas a ela pelo que falei aquele dia.
Chegamos à enfermaria, ali conhecia Sheila, a enfermeira do colégio, uma mulher de mais ou menos 30 anos. Ela me mandou sentar na maca e começou a mexer no meu nariz o que doeu um pouco.
–Tenho umas coisinhas para contar a você querido- falou ela
–Quais são?-perguntei
–Seu nariz não esta quebrado e você ficará com um algodão nele para assim ele parar de sangrar-respondeu ela
Suspirei aliviado, realmente achei que tinha quebrado o nariz. Sheila colocou um algodão parecido com esses que os dentistas usam no meu nariz e disse que se caso precisasse era para eu trocar.
–Annabeth?-chamou a enfermeira
–Sim?
–Ajude o seu amigo a limpar o sangue das mãos, etc. e o ajude se caso ele precisar, eu já voltou, tenho que fazer umas coisas-explicou ela abrindo a porta
–O quê?-perguntei assim que ela saiu
–Ela vai demorar pra voltar-falou a Chase olhando por um fresto que fez com os dedos na cortina.
–Por quê?
–Ela e o zelador se pegam faz um bom tempo já. E eles estão entrando na sala dele-respondeu dando de ombros e olhando para mim
–Hum...
–Acho que vamos ficar um tempo aqui-falou ela
–Que bom-falei
–Hã?
–Vamos poder conversar-expliquei
–Não quero conversar com você Jackson!-exclamou
–Mas eu preciso-falei baixo apenas para mim mesmo
Ela ficou me encarando com os seus lindos olhos cinza, eu poderia ficar os admirando por muito tempo se ela não tivesse quebrado nossa troca de olhares. Percebi que a loirinha pegou um objeto parecido com uma garrafinha, mas que tinha um caninho. Também pegou um pano branco e veio na minha direção.
–O que vai fazer?-perguntei
–O que a enfermeira falou-respondeu molhando o pano com o liquido transparente da garrafinha.
No que ela o fez isso senti o cheiro de álcool no ambiente. Ela pegou minha mão e começou a limpa-la
–Não precisa fazer isso-falei
–Tudo bem, não vejo problema em fazer isso-respondeu dando de ombros sem olhar pra mim.
–Me desculpa-pedi a ela
–Como assim?-perguntou parando o que estava fazendo e olhando pra mim
–Por aquele dia, agi como um idiota, falei o que não devia.
–Você meio que me magoou pelo que disse-falou
–Me desculpa? Me perdoa? Por favor?
–Ok, só não faz mais isso tá?
–Sim
–E me desculpa por meio que ter te usado?
–Claro. Sei que foi tudo um plano da Thalia
–Como você sabe disso?-perguntou
Contei a ela que a Thalia foi à minha casa para explicar tudo sobre o plano, e que ela contou que não foi culpa da Chase. Ocultei apenas a parte que eu sabia sobre o ex dela. Contei também eu fui atrás dela para pedir desculpa e não a encontrei
–Hum... -falou ela
Novamente ficamos em silêncio, fiquei a olhando enquanto ela limpava o sangue que ainda tinha em mim. No que ela terminou, colocou as coisas no lugar e se encostou na parede
–Sente aqui-falei apontando para o lugar ao meu lado, pois não tinha cadeira ali e também teríamos que esperar Sheila voltar, o que poderia demorar.
–Ok... Ah, acho melhor você trocar o algodão.
–Tá, já faço isso falei saindo de cima da maca
Procurei pelo recipiente que vi que tinha algodão, ao encontra-lo peguei um e troquei o que estava no meu nariz. Me virei para procurar um lixo para jogar o algodão sujo eu estava na minha mão, o que gerou risos da loira que já estava sentada na maca.
–O eu foi?-perguntei jogando o algodão no lixo
–Nada hahaha-respondeu rindo
–Serio, fale-perdi virando de frente pra ela.
–Não vou te contar-falou ela e em segui me mostrou a língua
–Não vai contar?-perguntei novamente, mas dessa vez me aproximando dela.
–Uhum
Fui andando lentamente ate onde ela estava, fiquei de frente a ela e perguntei novamente:
–Vai me contar?
–Não hahaha
Fiquei a olhando e esqueci que queria saber do que ela estava rindo. Ergui minha mão e coloquei alguns fios loiros que tinham escapado do rabo de cavalo que ela estava usando, coloquei atrás da sua orelha. Fui me aproximando devagar do seu rosto, sempre olhando nos seus olhos, vai que ela resolve me bater.
Desvie meu olhar do seu, e foquei meus olhos nos seus lábios, aproximei minha boca da sua e rocei levemente nossos lábios, me afastei um pouco esperei para ver o que ela faria. Me surpreendi ,pois ela não fez nada, aproximei novamente nossos lábios e lhe dei um selinho. Quando fui finalmente dar um beijo de verdade nela a porta da enfermaria foi aberta.
Me afastei rapidamente dela e i que a enfermeira tinha voltado com os lábios vermelhos, a roupa um pouco amassada e o cabelo bagunçado. Ela disse que Annabeth já podia ir, o que me deixou triste.
Fiquei na enfermaria mais um tempo ate que recebi “alta”, porem tive que ir pra casa. Cheguei lá e fiquei pensando no selinho que dei na loira.
Tomei uma decisão, talvez eu tome no sete de copa, mas preciso correr o risco. Desci correndo para a garagem, onde peguei minha moto e acelerei rumo à casa dos Chase.
Cheguei rapidamente, estacionei e desci, foi então que um homem de mais ou menos uns 40 anos veio na minha direção.
–Senhor Jackson?-perguntou ele
–Sim?
–Posso guardar sua moto na garagem? Está vindo uma chuva
–Ah claro. Como sabe meu nome?
–Minha mulher a Marta contou
–Hum
–com licença-pediu ele e levou minha moto para a garagem
Caminhei ate a porta, tomei coragem e toquei a campainha, a qual foi rapidamente aberta.
–O que faz aqui?-perguntou Annabeth
–Vim terminar o que comecei-respondi
Não deixei a loira falar ou perguntar nada, simplesmente a beijei...
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