Apaixonado por você
8 Capitulo VIII
Notas iniciais
—Deixa eu ver se entendi, você e seu noivo de mentira acabaram transando?- pergunta Grant me entregando a caixinha.
—Sim, e foi um erro tremendo, mas não sei o que deu em mim.
Tirei a pilula do dia seguinte da caixinha e tomei junto com a água.
—Você gosta dele!
—Sim, sim eu gosto dele, mas ele me magoou muito.
Olhei mais uma vez para o cardápio até que o garçom chegasse.
—Já decidiram?
—Sim, vou querer macarronada com fritas.- respondeu Grant.
—Vou querer uma mine lasanha e suco de laranja, por favor.
O garçom assente e vai embora.
—Não sei o que faço.- disse levando a mão ao rosto.
—Eu sou incapaz de opinar.
Tirei a mão do rosto e olhei para Grant lá todo lindo, acho que queria uma chance com ele. Olhei através dele para a porta e vejo Austin entrar no restaurante acompanhado por Dez, e uma loira que tinha Tate em seu colo. Ótimo, lá se vai meu almoço tranquilo.
Ao me notar ali, ele me olha com cara feia e vem em nossa direção.
—Austin se aproximando- consegui dizer a Grant antes que Austin chegasse.
—Ally? O que faz aqui?- perguntou o lo o loiro.
—Oi Dez, oi pequena- disse.
Grant levantou e olhou para Austin, que olhou com uma cara nada boa.
—Sou Grant Carter.
—Onde tá Beth?- perguntou Tate a Grant.
—Está com minha mãe.- respondeu Grant sorrindo.
Olhei para Austin que me olhava muito feio.
—Bom então... O que está fazendo aqui Ally?- perguntou Austin novamente.
—Ainda não conheço você- disse mudando o assunto falando com a loira.
—Ah esse é Carrie minha namorada, ela é irmã de Piper.- respondeu Dez.
—Namorada? Irmã da Piper? Nossa, muita informação.- disse sorrindo.
—Dá para responder?- gritou Austin chamando a atenção de todos no restaurante.
—Vim almoçar, não é obvio?- respondi olhando para Austin.
—Ok, mas você é minha noiva, não quero você com qualquer um.- disse Austin olhando para Grant.
—Grant não é qualquer um.- rebati e tirei minha atenção de Austin pegando Tate nos braços.- e nosso noivado é uma mentira você sabe.
Austin ficou em silencio. Eu me atrevi em olhar para Austin e senti meu coração quebrar. A ultima vez que vi aquele olhar triste foi no velório da sua mãe. Ele levou a mão ao bolso e tirou de lá uma caixinha roxa de veludo do bolso.
—Aqui, toma sua aliança de mentira.
Ele jogou na mesa e pegou Tate nos braços.
—Não tio Austlin, eu quero ficar com Alhy.- Disse Tate começando a chorar.
Austin não ouviu a pequena e foi embora. Dez apenas ficou me olhando e logo se afastou junto com sua namorada.
—O que foi isso?- perguntou Grant de olhos arregalados.
—Eu não sei.- disse observando a caixinha com cuidado.
—Quer que eu abra?- perguntou Grant apontando para a caixinha.
—Não...Quer saber, vejo outra hora.
Peguei a caixinha e joguei na bolsa. Conversamos mais um pouco até que nosso pedido chegou.
…
Pov Austin
Já era de noite. Sai do trabalho e peguei Tate que estava com Carrie e Dez. Fui para casa e o carro da Ally não estava na garagem, ela ainda estava com ele.
—Tio Austlin?
—É Austin, Tate.- disse sorrindo fraco.
—Voxê e a tia Alhy vão casar de mentirinha, como no teatlo?
Desci do carro e peguei Tate no colo.
—Bom, não é teatlo e sim teatro. Sim, Ally e eu vamos casar de mentirinha como no teatro, mas não quero que você fale a ninguém, tudo bem?
Tate olhou para mim e cruzou os dedinhos como uma cruz, levou até a boca que beijou duas vezes.
—Eu plometo.
Sorri e beijei a bochecha da pequena, que também sorriu. Entrei em casa e subi as escadas com ela no braço. Quando cheguei ao seu quarto a ajudei com o banho e a por uma roupa. Penteei os cabelos e prendi em um rabo deixando a franja solta.
—Nossa, a franja caiu bem em você.- disse.
—Eu sei.- respondeu convencida.
Fiz uma careta e ela gargalhou, eu sorri. Ouvimos a porta fechar.
—Tia Alhy chegou.- disse Tate gritando feliz.
—Sim, vamos lá. Vou deixar você com ela.
Quando chegamos a sala encontro Ally, Grant e uma garotinha.
—Beth.- berrou Tate tentando sair do meu braço.
—Eu não acredito nisso?- disse baixo, mas Ally me olhou.
Soltei Tate que correu ao encontro da coleguinha. Olhei para Grant e comecei a encara-lo.
—Boa noite Austin.- disse Grent.
—Boa noite? Tem certeza?
—Austin não começa.- disse Ally.
—Isso só pode ser palhaçada, vou tomar um banho.- me virei para a escada.
—Não vai jantar?- perguntou Ally.
—Com ele? Dispenso.
Continuei meu caminho para o meu quarto. Quando cheguei lá tomei um banho e troquei de roupa, iria sair tomar um ar. Quando desci Ally me viu pronto para sair.
—Onde vai?- perguntou.
Olhei para Ally e Grant ali no sofá da minha casa, provavelmente flertando um com o outro. Eu não ficaria em casa. Fui até Tate e beijei sua cabeça.
—Tio já volta, ok?- disse a Tate.
Ela assentiu e continuou a brincar com a coleguinha. Sai sem dar satisfação alguma a Ally. Fui até um bar perto de casa e comecei a beber.
—Ei você não deve beber tanto.- disse uma voz desconhecida.
—Devo sim.
—Qual o nome dela?- perguntou.
—Ally, ela é uma cretina. Agora mesmo está com um babaca no sofá da nossa casa.
—Nossa vocês são casados?- perguntou a mulher ao meu lado.
—Não, não somos. Apenas dividimos uma casa por causa da minha sobrinha... Bom, um longo assunto.
Olhei para o lado e amei o que vi. Ela era morena de cabelos curtos, baixinha e com os olhos redondos, bem parecida com a Ally.
—Prazer sou Cassandra, mas pode me chamar de Cassie.- ela esticou as mãos para mim e eu aceitei.
—Sou Austin.
Permanecemos um tempo com as mãos coladas, apenas nos olhando.
—Bom Austin, quer me contar a história?
Assenti e contei toda a história para ela.
—Nossa que história bizarra.- disse Cassie.
—Pois é, mas chega de contar de mim. O que você faz?
—Sou estilista, formada em moda. Era de Vegas, mas resolvi me aventurar em Miami.
Olhei ela de baixo para cima e sorri, ela corou.
—Bem linda... quer dizer sua roupa.- disse com um rosto queimando, provavelmente vermelho.
-Obrigada. Nossa já está muito tarde.- disse ela.- eu tenho que ir, amanhã acordo cedo, tenho cinco vestido de noiva para desenhar.
—Nossa, boa sorte.
Ela tirou um papel da bolsa e me entregou. Era o cartão com seu numero. Olhei para ela e sorri, peguei minha carteira e dei o meu.
—Hum... Moon colchões.
—Pois é.
—Você é dono de lá?
—Sim.- disse sorrindo.
—Que legal, bom eu realmente tenho que ir.
Nos despedimos e ela foi embora. Continuei bebendo um pouco mais. Olhei no relógio e eram duas da madrugada. Ótimo, assim não daria de cara com ele de jeito nenhum.
Cheguei em casa e tudo estava escuro. Tirei meu tênis e fui andando até chegar na sala.
—Austin é você?- disse Ally e logo vi sua sombra, ela estava deitada no sofá.
—Sim.- me aproximei do sofá, leiguei o abaju e me ajoelhei diante dela.
—Eu gostei do anel, mas eu acharia melhor você me dar outro. Esse era da sua mãe.- disse sentando.
—Não, pode ficar.- olhei para sua mão e lá estava o anel de casamento dos meus pais.- minha mãe disse que eu deveria dar para que eu amo de verdade.
Ally me olhou mais algum segundos e foi se aproximando. Observei quando ela ficou de joelho e alisou meu rosto. Tirou meu casaco e alisou meu cabelo. E lá estávamos, ambos ajoelhados e nos encarando.
—Eu vou te beijar.- sussurrou ela.- Eu.. Eu...-Ela não terminou e com calma foi se aproximando.- Você me desconcentra.
Nossas respirações de tocavam, eu sentia o toque dela em minha pele. Com calma abri seu robe com seus lábios roçando os meus. Ela beijou o canto da minha boca.
—Ally...- tentei nos tirar daquele transe, mas nem eu mesmo sabia se queria sair.
—Shii... Eu... Quero você.
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