Apaixonado por você
7 Capitulo VII
Notas iniciais
—Quero uma explicação, já!- pediu Piper gritando.
Olhei para Austin e passava as mãos no cabelo nervoso.
—Não temos nada a te explicar, Piper. Bom, o recado está dado, eu realmente espero que Austin não perca o tempo dele te explicando uma coisa que não te interessa.- Peguei Tate nos braços e fui andando em direção a escada- Ah Austin, despois você leva minha mala até meu quarto. Tchau Piper.
...
Pov Austin
Entrei no quarto dela e alisei uma franja recém cortada. Olhei para aquela criança dormindo e vi que eu era "pai" agora, não sei como faria isso, mas ao menos tenho ajuda. Minhas responsabilidades aumentaram, eu teria que começar a trabalhar, afinal teria que me responsabilizar por tudo: contas, casa, empresa, Tate e por fim Ally.
Não estava sendo muito fácil não poder toca-la muito menos não podia beijar sua boca. Voltei com a Piper, mas dessa vez ela é minha namorada, expliquei o caso Tate e ela entendeu e resolveu aceitar.
Tate se mexeu e coçou os olhos abrindo-os logo depois, fechou e coçou novamente os olhos e depois voltou a abri-los.
—Bom dia princesa.
—Bom dia tio Austlin.- respondeu sonolenta- já amanheceu?
—Sim princesa, vamos comer? A Ally já está preparando o café da manhã.
—Tudo bem.
Ela levantou e eu a peguei no colo.
—Nossa como você está gorda.- brinquei.
—Não estou não.- rebateu.- voxê que é um flaco.
Sorri e fui para a cozinha. Quando chegamos lá vim uma cena que nunca pensei que veria, Ally estava vestindo o avental da minha mãe, cantarolando uma musica qualquer e virando bacons.
—Bom dia Alhy— gritou Tate assustando a morena.
—Bom dia gatinha, dormiu bem?- perguntou vindo até nós e depositando um beijo na bochecha da garota.
—Sim, ainda tem aqueles doces?
—Não, o guloso do seu tio comeu tudo.
—Eu nada, vamos comer que ainda vou sair.
—Onde vai?- perguntou Ally.
—Vou na Moon colchões. Quer ir comigo?
—Não, vou ficar com a Tate, vou visitar a Trish.
—Tudo bem, hoje a noite vou sair com o Dez, tudo bem para você?
Ally colocou uma panqueca no prato de Tate e me olhou.
—Claro, mas não quero Piper em minha casa.
—Sua?
—Claro, vou me casar com você, estou morando com você então a casa também é minha, pode namorar a Piper longe daqui.
Tate nos olhou provavelmente não entendendo nada daquela conversa.
—Tia Alhy, pode colocar mel? Pô favor!- pediu Tate segurando o braço de Ally.
—Claro.
Pov Ally
Depois do café da manhã levei Tate para cima e arrumei a pequena vesti uma blusa com uma estampa de bicicleta de botão branca, um macaquito jean claro e um tênis all star rosa bebê cano medio dobrado. Seus cabelos eu prendi em um rabo de cavalo deixando apenas sua franja solta.
Levei a pequena até o quarto de hospedes onde eu estava dormindo, e sentei ela na cama.
—Pequena vou me arrumar, você pode ficar aqui por um tempo?
—Sim, posso atisti Tv?
—Pode.
…
Depois de prontas descemos até a sala e lá encontramos Austin sentado no sofá mexendo no celular.
—Tio Austlin.- chamou Tate.
Austin levantou e eu prendi a respiração, ele estava lindo. A camisa branca dobrada até o cotovelo, colete preto e a gravata azul escura deixando o loiro diferente a calça jeans preta apenas deu um toque sendo seguido por uma ténis cano medio preto.
—Estou esperando vocês, lembrei que você está sem carro.- disse coçando a cabeça.
—Sim, estou sem carro, deixei na casa da Trish, vou aproveitar e pega-lo.
—Então te deixo lá.
—Tudo bem.
Peguei uma garrafinha d'agua e uma frauda de pano seguido pela chupeta da Tate e coloquei na mochila da pequena e fomos para o carro.
…
Quando cheguei a casa da Trish toquei a campainha e não demorou para a empregada atender.
—Oi senhorita Ally- disse com um sorriso simpático.
—Oi Beatriz, a Trish está?
—Não senhorita.
—Nossa, então só vou apenas pegar o meu carro, tudo bem?
—Tudo bem, tenha um bom dia.
—Você também.
Fui até meu carro e sentei Tate no banco de trás.
—E agora, o que vamos fazer?
—Vamos ao parque, ou cinema, vi na tv que tá passando um filminho legal.- disse a loirinha buscando algo em sua mochila.
—Tudo bem então, vamos ao cinema, mas sem doce.
—Ahhh tia Alhy, assim não tem glaça.
—Tem graça sim, vamos lá.
…
Acabamos assistindo a seção especial que estava tendo reprise de Frozen no cinema. No caminho para casa paramos para tomar um sorvete em um parque perto de casa, eu escolhi de morango e Tate de creme. Sentamos em um banquinho para tomar um sorvete quando uma criança se aproxima, ela era pequena como Tate tinha seus cabelos longos e castanhos, seguido por olhos também castanhos e um pele clara.
—Oi- disse.
—Olá, qual o seu nome?
—Ally e essa é Tate, qual o seu nome? Com quem você está?- perguntei procurando seu acompanhante.
—Me chamo Beth, tô com meu papai.- respondeu tranquila.
—E onde está seu papai?
—Bem ali olha- ela apontou, mas não havia ninguém lá.- ué onde tá meu papai?
—Annabeth Carter, você me deu um susto.
—Desculpa papai- respondeu a criança abaixando a cabeça.
Olhei para o homem, ele era o homem mais lindo que já vi, os cabelos grande desgrenhado que ia até o queixo estavam presos atrás da orelha, ele era alto e forte, seus olhos verdes eram penetrantes, Austin e ele são pessoas totalmente diferente.
—Eu posso brincar com ela papai?- perguntou Beth.
—Claro, se não for incomodo.- disse a oitava maravilha do mundo olhando para mim.
—Ah... é... claro que não seria incomodo, Tate você quer brincar com ela?
—Sim- respondeu a garotinha com os olhos brilhando.
—Tudo bem, mas não saia de perto, tudo bem?
—Sim.
E as duas deram as mãos e correram até o escorrego.
—Olá.
—Oi- respondi.
—Imagino que posso me sentar.- disse o maldito homem lindo sorrindo com aqueles dentes brancos e perfeitos.
—Sim, claro, sentar você pode... Droga... quer dizer você pode sentar. Aqui sente-se. — respondo ridiculamente dando espeço para ele no banco.
Ele sorriu.
Ele sorriu, e para mim.
Droga Ally, controle-se é só um homem, muito lindo por sinal, mas é só um homem. Recomponha-se.
—Qual o seu nome?- perguntou o homem e seus cabelos caíram nos olhos, ele logo levou a mão até a mecha que voltou para atrás da orelha.
—Ally, meu nome é A-Ally... e o seu?
—Grant, sua filhinha é linda.
—Filha? Ah não ela não é minha filha, é sobrinha do meu noivo... Quer dizer... Ah é muito complicado.
—Pode falar se quiser, posso ouvir você o resto do dia.
Isso foi uma cantada? Foi! Ahh claro que não, ele com toda certeza é casado.
—Ah não quero que você perca seu tempo. Vamos nos conhecer primeiro- respondi sorrindo.
—Claro.
—Você é casado a quanto tempo?
—Não sou casado.
Maravilha.
—Que pena, porque não? Vejo que você tem uma filha, onde está a mãe dela?
—Presa, por mim passava o resto da vida lá.
—Perguntaria o que aconteceu, mas eu não quis dividi o meu problema, acho que você não quer dividi o seu.
—Ah não, eu posso falar. Nos conhecemos na faculdade a seis anos atrás e começamos a namorar, mas a vida no separou depois de um ano. Eu comecei a trabalhar com meu pai, então eu e ela perdemos contato, mas três meses depois ele reaparece gravida. Assumi Beth assim que nasceu, mas eu não queria mais nada com a mãe dela o ciúme dela era sufocante, não pretendia casar com ela. Ela inconformada com tudo aquilo descontou tudo da pequena.
—Nossa que monstro... ah desculpe.
—Não, tudo bem ela realmente é um monstro. Ela foi presa por maus tratos faz um ano, ganhei a guarda da minha filha faz dez meses, ela estava com a avó que também não suporta a garota.
—Nossa, eu não sei nem o que falar. Não sei como alguém tem capacidade de ferir uma criança. Qual a idade dela?
—Fez três sexta passada, e a pequena ali?- perguntou apontando para Tate.
—Dois, fará três em alguns dias.
—Hum, eu falei acho que você agora pode falar.
—Ah claro, concordo- disse sorrindo.- Vou me casar com o tio dela para que ele não perca a guarda dela, a pequena tem apenas ele.
—Ahh entendo bem essas coisas de guarda, sou advogado.
—Terminei o curso de musica faz três dias.
—Não quero ser indelicado, mas qual a sua idade?
—Vinte e três, e você?- perguntei corada.
—Vinte e cinco, terminei a escola um ano mais cedo e parti para a faculdade de direito.
Eu estava realmente impressionada.
—Tia Alhy, a Beth pode ir a minha fexta e aniversálio?
—E você terá uma?-perguntou a Tate.
—Sim tia Alhy, tio Austlin plometeu, você deixa ela ir? Pô favor, pô favorzinho.
Sorri ela consegui tudo.
—Claro, se o Grant quiser ir.
—Ah é claro que eu vou, nos vamos, não é Beth?
A pequena apenas acenou freneticamente para o pai.
—Bom, eu só não sei o dia ainda, mas com certeza terá.
—Me dá seu numero ai você me fala quando será e passa o endereço.
—Claro.
Trocamos nossos numero e nos despedimos. Tate logo dormiu assim que entrou no carro. Quando chegamos em casa coloquei a pequena no colo e fui andando para a porta de casa, mas meu celular apita. Com um pouco de dificuldade tirei o celular do bolso e olhei.
Lá estava uma mensagem da oitava maravilha do mundo, Grant.
" Tatum é uma garota adorável, graças a ela tenho a coisa mais preciosa que consegui depois da minha filha, seu numero. Ass: Grant Carter"
Meu coração gelou, ela havia me mandando uma mensagem, não sei o que me deu. Eu sorri, um sorriso de orelha a orelha, cheguei até a emitir algum som se risada.
Então eu entrei em minha nova casa e tudo sumiu, sumiu o ar, aquele homem maravilha e meu fim de tarde com ele. Agora tinha apenas o loiro de boca rosada em minha frente, seu cabelo bagunçado, camisa para fora a calça, gravata frouxa e colete não existia mais. O moreno sumiu, existia apenas o loiro.
—Vocês chegaram- disse sorrindo e não sei porque, mas retribui o sorriso.
—Não demoramos tanto, achei que sairia com o Dez.
—Ah não, desistimos, ele ia sair com uma garota.
-Vou por ela na cama já desço.
…
Desci e encontrei Austin com as mesmas roupas sentando o sofá.
—Como foi o dia?- perguntei sentando no sofá.
—Cansativo, Piper fritou meu juízo até acabar com ela.
—Espera acabar?
—Sim, terminei com ela, eu não a suporto.
—Ah.
—Como foi seu dia?
—Levei Tate ao cinema e ao parque. Vou tomar um banho, tudo bem?
—Claro, pode ir.- respondeu o loiro soltando o ar.
Não falei mais nada, apenas subi e fui até o banheiro tirei as roupas e percebi que havia esquecido a toalha, não tive problemas em ir buscar, o banheiro era no quarto.
Quando entro abro a porta levo um susto, Austin estava lá parado sentado em minha cama, corri e peguei a toalha e enrolei em meu corpo. Me aproximei dele e alisei seu cabelo, o porque eu fiz isso? Eu não sei.
—Qual o problema?
—Minha vida.- respondeu.
Me abaixei e fiquei de joelho ficando da mesma altura. Austin levantou a cabeça e me beijou. Rápido, feroz e provocante. Austin me beijou. Eu cedi a aquele beijo, acho que queria aquele beijo. Minha toalha caiu, ou melhor, Austin puxou do meu corpo.
Não demorou muito para que eu estivesse deitada na cama, Austin me beijava e sussurrava sacanagens em meu ouvido. Abaixou chegando aos meus seios e sugando um deles e brincando com o outro. Eu estava indo a loucura.
Abriu minha pernas sem delicadeza alguma e levou um dedo até minha intimidade e eu arfei.
—Puta que pariu, eu amo você, eu amo isso. Eu amo a gente juntos.
Foi o que ele disse entre sussurros antes de voltar a atenção a minha boca.
—Austin, tire... tire essa droga de roupa- disse gemendo e arfando de prazer.
Com uma rapidez desconhecida Austin se livrou das roupas. Olhei em seus olho, neles existiam prazer, eu queria aquele homem, eu não sabia o que estava fazendo, mas naquele momento eu apenas queria aquele homem.
Então ele me penetrou com um só golpe. Tão forte e duro que eu gritei de prazer.
—Oh céus, continue, por favor amor, continue- gritei entre meu prazer.
—Tão apertada, tão linda, tão gostosa.- disse Austin empurrando me fazendo delirar.
Então Tate chora, aquilo foi um choque de realidade, aquilo não era eu.
—Austin, pare, Tate está chorando.- pedi enquanto ele continuava suas estocadas agora rápidas e forte, revirei os olhos, pois aquilo era bom, mas não era certo.- Austin pare, por favor.
Fiz um grande esforço até ele parar depois de um grito abafado meu em seu pescoço, eu havia chegado ao meu limite e ele também, dentro de mim, droga.
—Saia, vá ver Tate, saia daqui agora.- gritei.
—Ally desculpa...
—Eu queria Austin, eu queria isso, mas não é certo. Não podemos.
—Ally eu te amo, te amo muito, dá mais uma chance para a gente.- pediu.
O choro da pequena ficava mais alto e ela chamava a mim e ao Austin.
—Vá ver a Tate e desista dessa ideia, você já teve sua chance.
—Eu não vou desistir, vou provar que mereço você.- disse levantando e colocando a cueca e a calça.
—Se eu fosse você nem tentava.- disse o empurrando para fora do meu quarto.
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