Apaixonado por você
6 Capitulo VI
Notas iniciais
Pov Austin
Aqui estamos mais uma vez, minha mão da dela e a dela na minha. A sensação é maravilhosa, mas é tudo mentira. Ao entrarmos na sala de espera do orfanato solto a mão da morena e caminho até um rapaz de aparência jovem.
—Olá.- chamo o garoto que ergue a cabeça para mim.
—Olá, em que posso ajuda-lo.
—Gostaria de falar com...- olho para Ally, pois não fazia noção quem eu estava procurando.
—Oh Tony, por favor, diga a Lúcia que Marcos está aqui com os seus clientes.- diz Marcos, meu advogado, ofegante.
—Ah claro, só um estante.- diz o garoto no qual sabia o nome agora.
Ele leva o telefone até a orelha e Ally segunda minha mão, encostando a cabeça no meu ombro e dá um beijo carinhoso em meu pescoço.
—Falei com Marcos no caminho para cá. Amor, não se preocupe, nós conseguiremos nossa menina de volta.- disse Ally e dando outro beijo em meu pescoço.
Me viro para Ally e olho em seus olhos e tenho vontade de beija-la e é o que faço, aproximo meus lábios do dela e dou o selinho.
—Obrigado.- sussurro e dou outro selinho, começamos a aprofundar o beijo, mas somos impedido.
—A senhora Lúcia está os aguardando.- disse Tony.
Marcos nos olha e entendemos que devemos segui-lo. Seguimos até a ampla sala onde tinha uma mulher sentada atrás da mesa.
—O que te trás aqui hoje, Marcos?- perguntou indicando o lugar onde deveríamos nos sentar.
A mulher bonita, porém carrancuda, não levantou, muito menos nos cumprimentou, apenas nos mandou sentar. Olhei para Ally que tinha um sorriso nervoso no rosto, eu não estava diferente, mas não existia sorriso, eu não tinha condição.
—Esses são Ally e Austin, meus clientes.- a mulher apenas balançou a cabeça para que ele prosseguisse.- então, a mãe de Austin faleceu no ultimo sábado, ela cuidava de uma criança. Ontem a noite Austin perdeu a guarda da criança por não ser casado, mas ele e Ally já estavam noivos, mas mesmo assim perderam a guarda dela, pois não tinham casamento marcado.
—Então vocês marcaram a data? Hoje?- perguntou a mulher de cara feia.
Apertei a mão de Ally e ela a minha, eu estava com medo daquela mulher e a pequena ao lado não estava diferente.
—Sim.- respondi e engoli seco.
—E o que me faria acreditar que vocês não são uns completos estranhos, e sim amantes que se amam?
—Fácil, namoramos a seis meses.- Tudo bem Ally não mentiu.
—Namorar não prova nada.- Rebateu a mulher.- Onde está a aliança de noivado?
Marcos nos olhou e balançou a cabeça suspirando. Nos repreendeu com o olhar por temos esquecido da parte principal.
—Não temos uma ainda, pedi Ally em casamento no mesmo dia em que minha mãe morreu, não tínhamos condições de lembrar de alianças.
—Então você perdeu a guarda da criança e resolveram casar?
—Olha só, Austin e eu realmente nos amamos- tecnicamente não era uma mentira- não tínhamos como marcar um casamento no domingo, e como você sabe minha sogra acabou de falecer, não tínhamos cabeça para pensar em nada, mas então vocês nos tiraram a menina. Apenas juntamos o útil ao agradável, marcamos a data de um casamento que aconteceria breve, até porque eu vou morar com ele, e ainda pegamos a sobrinha dele de volta.
Depois disso Ally levanta e começa a andar de um lado para o outro, respirando fundo e suando frio, ela estava tendo ataque de pânico, assim como teve em minha casa horas antes. Levantei e fui até ela, peguei seu rosto em minha mãos- afinal precisamos parecer mais do que apaixonado- beijei sua testa e a abracei.
—Ei, calma tudo bem, vamos pegar nossa Tate de volta.
Ally retribui o abraço e concorda com a cabeça.
—Bom, a criança irá com vocês, porém vocês vão receber duas visitas minhas por mês, durante esses três meses antes do casamento, se eu ao menos desconfiar que tudo não passar de um farsa a criança vai voltar comigo e vai ficar disponível para a adoção, estamos entendidos?
—Sim, eu entendi. Agora posso pegar minha sobrinha?- pergunto ainda abraçado a Ally.
—Claro, vou mandar Tony levar vocês até a criança, mas antes preciso que assinem o acordo que acabei de fazer. Tudo bem?
—Claro.- responde Ally me soltando e indo até a cadeira novamente.
Não demorou muito para que Tony trouxesse os documentos com ele, pegamos os papeis e lemos.
—Então é isso?- pergunto.
—Sim, mas não pense que é fácil, não sei se conseguiram me enganar por muito tempo.
—Qual a droga do seu problema?- pergunto- eu realmente amo a Ally, estamos apaixonado e vamos nos casar.
Entrego os papeis assinados e Ally faz o mesmo.
—Podemos pegar a criança agora?- pergunta Marcos.
—Claro, eu vou acompanhar vocês.
Pela primeira vez, ela levanta e segue até a porta, não entendi já que seria Tony a nos levar, mas não passei muito tempo pensando nisso, queria apenas pegar minha sobrinha e dar o fora daqui.
…
Tate estava em meus braços e Ally ao meu lado enquanto caminhamos até o carro.
—Quer ir ao shopping?- perguntei a pequena.
—Quelu, Alhy vai também?- respondei tirando a chupeta da boca.
—Sim, eu vou.- responde Ally.
—Bom, então vamos.- digo assim que ponho Tate em sua cadeirinha.
Pov Ally
Ao chegamos no shopping, os olhos da pequena brilham, os enfeites de natal já estavam lá e estava tudo muito lindo. Tate pegou em minha mão e me puxou até a arvore de natal.
—Vovó gostalia de ter visto essa arvole gandona.
—Gostaria mesmo- respondeu Austin.- Vamos comer?
—Sim.- comemora Tate.
Fomos até a praça de alimentação e compramos hamburguês com batata-frita para nos três. Como sempre Austin e Tate com um amor inexplicável por batatas acabaram comendo as minhas, me restando apenas o hambúrguer. Depois Tate fez uma carinha de gato de botas e fez Austin comprar bonecas para ela, sorri muito com aquilo.
Passei em frente a um salão e olhei para minhas unhas, estavam horríveis provavelmente meu cabelo não está diferente.
—Austin vamos dar uma parada aqui no salão só para eu fazer as unhas?- peço.
—Não, vai demora muito.
—Pô favor tio Austlin, eu também quelu fazer coisa de mulher com a tia Alhy.
—Coisa de mulher?- perguntou Austin sorrindo e Tate bufou.
—Tudo bem Austin, pode ficar no shopping, eu fico com Tate, vamos pintar as unhas e dar um jeito no cabelo.- respondi.
—Não sei não...- na hora o telefone de Austin toca- É... hum a Piper.
—Pode atender, eu vou ficar com a Tate.- respondi sorrindo seco.
—Tudo bem.
Vejo o loiro ir embora carregando as sacolas com brinquedos da Tate e umas roupas minhas. Vejo quando ele leva o celular a orelha e uma lagrima solitária escorre em meu rosto.
—Vamos?- pergunto secando a lágrima.
—Sim.- responde.
Pego a mão de Tate e vamos em direção ao salão.
—Olá eu gostaria... Trish, o que está fazendo aqui?
—Eu trabalho aqui agora. Oi Tate.
Tate sorriu e levou a chupeta a boca.
—Não, não, não Tate, vamos fazer coisa de adulto agora, sem chupeta.
Ela acena e tira a chupeta da boca.
—Olá, geral hoje?- pergunta o dono do salão se aproximando.
—Ah Randy, como sempre. Trouxe minha futura sobrinha.
—Que gracinha, vamos começar?
—Sim.
…
Depois de três horas e meia estávamos pronta, eu tinha mecha loiras em todo o cabelo agora, unhas pintada de vermelho e sobrancelhas feitas. Tate sorria ao meu lado de unhas rosa claro e uma linda franja em seu cabelo loiro que não dava uma volta, agora seus lindos olhos azuis estão bem destacado.
Disquei para o telefone de Austin, e logo chamou.
—Alô- era a voz da Piper.
—Posso falar como Austin?- pergunto.
—Estamos ocupado, tchau.
E ela desliga, se ela estivesse em minha frente com toda certeza estaria sem dente agora.
—Vamos ter que ir de táxi, tudo bem?
—Tô com fome, podemos comprar mais batata?- pergunta Tate.
—Não, mas podemos comer uma comida mais saudável.
…
Comemos saladas, mas de nada adiantou paramos em uma loja de doces e compramos vários. Pegamos um táxi e logo chegamos a minha casa, iria pegar algumas roupas, talvez todas.
Acabei pegando quase todas, Tate se divertia com aquilo sentada em meu sofá comendo todo chocolate.
Quando chegamos a casa do Austin, que agora seria minha casa, paguei o táxi. O carro do Austin estava estacionada em frente a casa.
—Tate a tia Ally vai levar a mala, você pode levar a sacola de doces?
—Clalo.
Ela agarrou a minha bolsa de um lado e a sacola do outro, tudo era o dobro do tamanho dela, era engraçado ver aquela cena. Peguei minha enorme mala, que por sorte era de rodinhas, e arrastei até a casa.
Quando abri a porta quase grito de susto, Austin estava aos beijos com Piper e Tate tinha uma cara feia e os braços cruzados no peito.
—Tio Autlin— repreendeu Tate.
No susto Piper pula.
—Ah que susto Tate.- diz Austin se abaixando para ficar do tamanho da garotinha.
—O que a Ally faz aqui e com essa mala enorme?- perguntou Piper.
—Ei pequena você cortou o cabelo.- diz Austin.
—Não enrola tio Austlin.
Soltei a alça da mala e dei um sorriso cínico, aquilo seria muito engraçado.
—Eu vou morar aqui, ele não te disse? Estamos de casamento marcado, mas não se preocupe, não vamos casar de verdade, eu vou morar aqui por Tate. Agora eu sendo você não vinha ficar com ele nessa casa e nem nessa rua ou você vai deixar claro para todos o que você é: uma aproveitadora que ama ficar com o marido das pessoas.
Piper me fuzilou com o olhar... É ponto para mim.
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