Apaixonado pelo diabo
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Depois de arrumar a bagunça, tomo meu banho, vou para meu quarto, deito na cama e penso no meu dia, ou para ser mais exato, penso em Max. Várias questões surgem em minha cabeça me deixando mais confuso do que já estou, fecho os olhos, penso no cheiro do cigarro dele e aos poucos eu adormeço. No outro dia no final da aula eu vou até ele, que está do lado de fora fumando.
— O que está fazendo aqui? Achei que não gostasse da fumaça do cigarro. – Disse ele.
— Isso vai parecer estranho, mas eu gosto do cheiro do seu cigarro. – Eu digo.
Ele se vira para mim e solta a fumaça na minha cara. Eu fecho os olhos, dou uma tossida mas abro um sorriso.
— Você acha que eu sou louco por isso? – Eu continuo.
— Talvez, não sei. Depende do que “Loucura” significa para você.
— Por que você não me diz do seu ponto de vista?
— Loucura é tudo aquilo que no fundo pessoas normais desejam fazer, mas tem medo. “Pessoas normais” são aquelas donas de casa que passam o dia arrumando, lavando, cozinhando, assistindo novela e fofocando. Os maridos que chegam e querem ver a comida pronta, a casa arrumada e sua cerveja gelada para quando ele sentar para assistir o futebol toda quarta-feira. Os filhos que passam o dia na escola, nos cursos, se matando de estudar para conseguir passar em um vestibular e/ou em um concurso, que passam a madrugada assistindo séries/filmes, conversando na internet, leem livros românticos/fantasiosos e que saem com os amigos para o shopping, cinema, sempre tirando fotos para postar no Instagram. Essas pessoas são presas em uma rotina e acabam não “vivendo”, elas têm vontade de experimentar coisas novas, novos lugares mas tem medo das consequências. Eu bebo, estou sempre saindo, fumo um baseado, conheço pessoas novas, faço sexo com várias. Para a sociedade isso é loucura, para mim é viver, então eu sou muito louco.
— Eu tenho uma característica de pessoa normal, adoro assistir séries. – Eu digo brincando.
— Você tem várias características.
— Você fala como se me conhecesse há muito tempo.
— Não, eu só estou afirmando em base no que tenho observado você.
— Não deveria julgar o livro pela capa.
— Eu não estou julgando você.
— Hum! Então poderíamos nos conhecer melhor.
— E o que te levou a pensar que eu gostaria de lhe conhecer mais? – Diz ele me encarando com os olhos.
— Nada, eu s....
Ele toma o celular que estava em minhas mãos e anota o número dele.
— Só não se arrependa – Diz ele levantando
— E por que eu me arrependeria?
Ele solta a fumaça de cigarro na minha cara de novo, joga a guimba fora, pisca pra mim e vai embora. Mais tarde em meu quarto, deitado na cama eu pego o celular e mando uma mensagem para ele.
— Só confirmando que é você mesmo, vai que você me passa o número errado. – Eu digito e ao mesmo tempo dou risada.
— Perdão, quem é?
— É o Jhon.
— Ah sim. Eu anotei meu número no seu celular, mas não anotei o seu. Mas e aí, como tá?
— Estou bem, entediado, mas estou bem. E você?
— Estou sentado no chão do banheiro fumando um baseado. Eu até inventei uma história.
— Que história?
— É sobre uma princesa que é viciada em drogas, um dia ela conhece um príncipe e eles se apaixonam. Ele por amar ela acaba se viciando nas drogas para poder ficar ao lado dela, mas no final ela consegue se livrar do vício.
— Pelo menos no final eles viveram felizes né?
— Felizes? Ela se livrou, mas ele continuou viciado.
— Que tenso!
— Quando eu estou fumando sempre crio várias histórias.
— Conte-me mais.
— Tem uma de um menino e uma menina que quando tinham 12 anos foram vendidos para serem escravos sexuais. Eles sofriam todos os tipos de abusos e depois eram jogados em uma cela, na cela em que o menino ficava tinha outro rapaz que também sofria abusos e um ajudava o outro a se limpar. Esses dois meninos se apaixonaram, mas não podiam fazer nada. Quando eles não serviam mais para seus donos, os executaram e a menina era abusada até ficar velha.
— De onde você tira inspiração para essas histórias?
— Toda vez que eu fumo maconha me vem as ideias, eu apenas as transcrevo.
— Você que faz o seu cigarro?
— Sim. Quem fuma sempre faz o seu, só se vende a erva. Eu tenho tudo para montar um cigarro aqui no meu armário, de qualquer tamanho e grossura.
— Uau! Você tem uma fábrica de maconha – Eu digo e morro de rir.
— Você quer ver?
— Posso?
— Amanhã de manhã meus pais não vão estar em casa, quer vir aqui?
— Sim!
— Anota meu endereço: Rua ..... N° .... Quadra ..... Lote ....
— Okay, anotado.
— Quando você estiver saindo me avisa. Boa noite, beijos.
— Okay, boa noite, beijos.
Não consigo dormir, passo a noite acordado me virando de um lado pro outro, estava ansioso para ver ele. Quando são 7 da manhã eu me levanto e me arrumo, quando estou saindo de casa aviso a ele, que já está acordado me esperando. Levo uns 40 minutos até lá, quando desço do ônibus ele está vindo em minha direção.
— Foi difícil de achar? – Diz ele enquanto me abraça
— Não. Foi até rápido.
Chegamos em sua casa e vamos direto para o seu quarto.
— Você estava fumando antes de eu chegar?
— Não. Eu só deixei as coisas preparadas pra te mostrar como se faz. Vem aqui. – Ele diz enquanto abre o armário.
Quando ele abre, eu olho com admiração. É tudo muito bem arrumadinho e limpo, todas as peças nas caixinhas.
— Uau! – Eu digo impressionado
— Vou montar um pra você ver. – Diz ele pegando um pacotinho com ervas.
Enquanto ele manuseia as coisas eu sento na cama de pernas cruzadas e observo. Quando termina ele se vira para mim e me mostrar o cigarro. Muito bem feito, chega a ser bonitinho.
— Você vai fumar agora? – Eu pergunto
— Não. Não te chamei para fumar. – Diz ele colocando o cigarro dentro do armário e fechando.
— Me chamou para que então?
— Ué, pra te mostrar o meu armário com as coisas.
— Você poderia ter me mandado uma foto.
— Você não queria ter vindo?
— Não, é claro que eu queria vir. Desculpa, eu estou sendo inconveniente.
— Agora eu vou te perguntar e seja sincero. – Ele diz sentado do meu lado e me encarando com os olhos. — Você veio só pra ver as minhas coisas?
— Não. – Eu digo engolindo a seco e mordendo os lábios em seguida, enquanto olho pra ele.
— Foi o que eu imaginei. – Diz ele chegando bem perto do meu rosto – Você está com medo? – Ele diz enquanto sinto seu hálito e sua respiração.
— Não. – Eu digo ofegante
Ele me beija lentamente enquanto passa as mãos nas minhas costas, eu desdobro as pernas e chego mais perto dele. Ele coloca as mãos na minha nuca me puxando mais para perto, eu coloco as minhas mãos em seu ombro e sento em seu colo. Aos poucos ele vai tirando minha camisa, eu também tiro a dele. Ele me deita na cama e eu entrelaço minhas pernas em sua cintura, ele beija meu pescoço e eu solto um gemido baixo, ele passa a língua no meu mamilo esquerdo enquanto desabotoa sua bermuda e eu me contorço de tesão. Ele tira a minha bermuda e ficamos de cueca roçando um no outro enquanto ele me beija e roça a barba em mim. O beijo dele é diferente de qualquer outro, não sei como explicar, só sei que me envolve de uma forma que meu coração acelera. Ele deita do meu lado e eu começo a passar a língua em seu corpo até chegar em sua cueca onde seu pênis já está quase estourando de tanto tesão, eu tiro lentamente enquanto dou mordidinhas de leve e começo um oral. Ele vira a cabeça para trás e dá um gemido de tesão enquanto passa a mãos em meus cabelos. Ele agarra minha cintura e puxa meu corpo para que fique colado ao dele, passa a mão em meu pênis por cima da cueca, tira ela e começa um oral.
Nós ficamos nesse 69 até que eu não aguento mais de tesão e aviso que vou gozar, ele para o oral e fica me masturbando até eu gozar e sujar sua cama. Eu dou um gemido de alívio, mas continuo fazendo oral nele até que ele não se aguenta e goza na minha boca. Ele fica ofegante e eu deito ao seu lado enquanto faço cafuné nele. Nós ficamos assim por um tempo até que ouvimos um barulho.
— Meus pais chegaram – Ele diz enquanto levanta rápido e coloca a roupa.
Eu me visto e guardo minhas coisas no bolso.
— Pegou tudo? – Pergunta ele
— Sim.
— Fica aqui que eu vou tentar distrair eles pra você poder sair.
Ele sai do quarto e eu fico esperando. Minutos depois ele volta.
— Eles estão lá em cima, vamos!
Ele me acompanha até o portão
— Quando eu chegar em casa eu te aviso. – Eu digo
— Okay. Tchau!
— Tchau!
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