Notas iniciais
Boa leitura

— Eu adoraria. — Dylan sorriu contente pelo repentino convite e sentou-se ao lado de Hermione e Rony.

Enquanto Tyler ficou ao lado de Harry, o silêncio predominou durante alguns segundos, até que Turner resolveu interromper.

— O que Malfoy queria?

— O mesmo de sempre. — Rony murmurou irritado. — Nos provocar, mas esse ano não vou tolerar isso.

— Deixa ele Rony, não vale a pena. — Hermione tentou consolar o amigo que parecia tremer de tanta raiva.

— Malfoy disse que teria algo e perguntou se iríamos participar. — Harry esclareceu. — Mas não fazemos ideia do que ele queria dizer.

— Meu pai sabe. — Dylan falou se acomodando melhor no banco. — Porém, não me disse nada dizendo que era assunto sigiloso do ministério, que na hora certa eu saberia.

— Meu pai disse a mesma coisa. — Rony falou pensativo.

— Não sei porquê tanto mistério. — Hermione se intrometeu. — Se vamos saber de qualquer jeito.

— Eu sei o que é. — Tyler falou calmamente fazendo todos virarem para ele, observando todos o encarando, resolveu perguntar. — O quê?

— Você sabe o que é? — Dylan falou surpreso. — E só falou isso agora.

— Meu pai me contou, mas pediu que eu não falasse para ninguém, é uma surpresa de hogwarts.

— Não vai falar nem para mim? — Dylan tentou mais uma vez.

— Desculpa, maninho. — Disse dando mais tapinhas nas costas dele.

— Cara para com isso, é irritante. — Falou jogando a mão dele longe.

— Sempre tão gentil. — Falou irônico.

Hermione resolveu pegar um livro de runas antiga que iriam estudar aquele ano. E começou a ler, Dylan ficou conversando sobre assuntos aleatórios com Parker, Rony ficou de cara feia e braços cruzados ainda com raiva de Draco e Harry ficou encarando a janela observando as gotas de chuva deslizando sobre o vidro. O céu estava totalmente nublado, as paisagens deveriam ser os gramados e montanhas se não tivessem com tanta neblina que impedia de enxergar qualquer coisa.

As luzes do vagão fora ligado perante a escuridão que se estabelecia pelo trem, a chuva pareceu piorar, agora caia gotas grossas da tempestade, a locomotiva caminhava a todo vapor, se continuasse andando naquela velocidade não demoraria muito para chegar em hosgmeade.

A porta da cabine fora aberta e apareceu uma mulher na cabine, carregando consigo um carrinho repleto de doces de diversos tipos.

— Querem algum doce? — Perguntou gentilmente.

— Quer um doce, Hermione? — Dylan perguntou. — Posso comprar para você, se quiser?

— Obrigada, mas não precisa. — Falou pegando algumas notas e olhou não acreditando no que via, na correria para chegar na plataforma esqueceu de passar os dólares para dinheiro bruxo, encarou por breves segundos às notas trouxas e depois guardou no bolso, envergonhada. — Estou sem fome. — Respondeu voltando a atenção para o livro.

— Eu não me incomodo de pagar, sério. — Falou colocando a mão no bolso da calça pegando vários galeões e foi até a senhora do carrinho e comprou alguns bolos, sapos de chocolate, tortinhas de abóbora e feijãozinho de todos os sabores.

Pegou todos e colocou no Banco.

— Podem se servir pessoal. — Disse encarando todos e não perderam tempo para começar a atacar as guloseimas.

— Obrigada. — Ela respondeu pegando um bolo de caldeirão.

— De nada. — Respondeu sorrindo lindamente para ela que abaixou a cabeça, corada.

— Eu vou querer um sapo de chocolate. — Cho Chang apareceu na porta da cabine e Harry só faltou se engasgar com a tortinha que comia.

— Oi. — Ela falou sorrindo.

— Oi. — Todos responderam em uníssono.

— Cho, posso falar com você? — Dylan perguntou sorrindo tão lindamente que faria qualquer mulher desmaiar em seus pés.

Hermione fechara a cara perante aquela cena, mas resolveu voltar a atenção ao livro, ignorando seus próprios pensamentos de como enforcar uma japonesa.

— Claro, Dylan. — Respondeu sorrindo e jogando seus cabelos lisos e brilhantes para atrás.

— Vem, vamos dar uma volta. — Ele disse saindo da cabine sendo acompanhado por ela.

Harry não gostara nada daquilo e deixou o restante da tortinha de volta ao banco, havia perdido o apetite.

Hermione resolveu trocar de roupa, mas seu malão estava tão pesado que nem conseguia puxá-lo.

— Quer ajuda, Granger? — Tyler perguntou com boca suja de chocolate.

— Sim. — Respondeu vencida pelo cansaço.

Tyler retirou o malão dela com toda facilidade do mundo e colocou no chão.

— Obrigada. — Falou encarando os olhos do sonserino pela primeira vez e percebeu que seus olhos eram verdes, não vivos e claros igual de Harry, mas eram verdes.

— Gostou, Granger? — Perguntou divertido.

— Sai fora. — Respondeu sorridente e balançando a cabeça negativamente, enquanto voltou-se para o malão, abrindo-o.

Pegou o uniforme da grifinória e saiu do vagão caminhando pelo corredor, onde havia alguns alunos conversando animadamente sobre às férias, contando como fora a copa mundial de quadribol e outros falando sobre o que teriam aquele ano com todo aquele mistério, todos estavam animadíssimos tentando adivinhar o que era.

Mas Hermione só queria achar o banheiro do trem e trocar de roupa, houve um trovão forte e alto que clareou todo o trem e Hermione vislumbrou o corredor todo, até que se deparou com Cho Chang e Dylan Turner sorrindo animadamente conversando sobre algo que não dava para ela escutar ocasionado pela distância.

Ela deixou a raiva da japonesa ficar evidente, afinal o que os garotos da escola viram nela? Pensou a olhando seriamente, se lembrou de tê-la visto na copa mundial com Cedrico Diggory, enquanto Harry Potter estava começando a se perder pelos encantos dela.

E agora Dylan Turner também? Ela grunhiu de raiva imaginando que aquela garota não era tudo aquilo.

Resolveu voltar atrás, não queria passar perto deles, porém não percebeu um garoto parado e acabou esbarrando com tudo nele que a segurou fortemente pelos os braços, a impedindo que caísse.

— Meu Deus! — Disse envergonhada. — Me desculpa.

— Não tem problema, Granger. — Respondeu o garoto tão vermelho quanto ela.

Ela o encarou por alguns instantes tentando se lembrar dele, até que se recordou.

Steve mccall, cabelos loiros lisos e curtos, olhos castanhos claros, pele branca, estatura alta. Pertence a casa da lufa — lufa, é um dos amigos de Cedrico.

— Me desculpa, eu não vi você. — Hermione disse envergonhada por ainda está em seus braços.

— Sem problemas, Granger. — Falou dando seu melhor sorriso.

— Steve, como vai? — Cho Chang perguntou se abraçando dele, sorridente.

— Oi, Cho. — Falou a abraçando. — Estou bem e você?

Claro, deveria conhecer ela mesmo, pensou Hermione não podendo esconder, desapontação.

— Vou bem. — Ela respondeu sorrindo.

Eles ficaram conversando como se Hermione não estivesse ali, Chang nem sequer pareceu notá-la e isso a deixou ainda mais furiosa.

Virou — se e continuou seu percurso fazendo questão de esbarrar no ombro de Dylan que estava logo em frente.

— Posso saber o motivo do mal humor repentino? — Perguntou confuso e esfregando o ombro.

— Não, se não percebeu, nós não somos amigos. — Falou descontando a raiva nele. — Não é só porquê me defendeu do Malfoy que muda o que você é.

— E o que eu sou? — Perguntou também ficando com raiva.

— Um sonserino, idiota. — Disse o encarando seriamente. — Por quê a mudança repentina Turner? Você me odeia tanto quanto Draco Malfoy, nós pertencemos a mundos diferentes.

— Sim, eu a odeio. — Estreitou os olhos. — Mas o único que pode provocar você, a irritar e ver você xingando pelos os corredores sendo o causador, sou eu.

— Você é doente. — Ela falou perplexa. — E fica longe de mim, a copa mundial não mudou em nada, nós continuamos nos odiando.

— Tudo bem! — Exclamou com raiva estendendo as mãos em forma de rendição. — Se é assim que você quer Herm...

— É Granger para você! — Exclamou com ódio.

Mesmo não sabendo o motivo de tanta raiva e a imensa vontade de arrancar seus olhos, ela decidiu não voltar atrás nas palavras, mesmo o arrependimento começando a aparecer.

— Granger! — Falou o sobrenome dela com desprezo. — Eu queria ser seu amigo.

— Grifinórios e sonserinos nunca poderam ser amigos.

— Se você realmente só me quer como inimigo, você conseguiu. — Falou virando às costas para ela. — Eu vou fazer o seu ano ser o pior possível, nos vemos por aí, Granger. — Disse com a voz repleta de ódio e caminhou para longe, a deixando sozinha.