Apaixonada por Um Fantasma

10 Capítulo 9 - Gemma


Notas iniciais
olá meninas.. espero que estajam entendendo a fic..
daqui a pouco serão revelados mais coisas sobre Sebastian e o porque dele ainda permanecer preso à Terra.
Boa leitura..

Ao chegar no hospital, fui direto à recepção onde uma mulher baixinha e loira revisava alguns papeis.

– Com licença, você pode me ajudar?

– Claro — falou ela, levantando a cabeça e me fitando, abriu um sorriso em sinal de simpatia.

– Pode me dizer se um paciente veio para cá? Uma vitima de acidente de carro. — eu mal a via através da bancada que ela estava.

– Quando foi o acidente?

– Há um mês. — ela me olhou confusa. Passei a mão pelos cabelos o colocando para trás, estava cansada e meu joelho doía.

– Qual o nome do paciente? – perguntou ela. Talvez ela consiga me ajudar.

– Sebastian...

– Sobrenome? — eu parei então para pensar. Sebastian nunca mencionou seu sobrenome, mas... Vamos Victoria, lembre-se do sobrenome de Annie.

– Sebastian Lira.

– Só um instante. — esperei enquanto ela via nos arquivos onde colocavam os nomes dos pacientes internados. — Não achei quem procura. Tem certeza que ele ainda está aqui?

– Só quero saber se ele passou por aqui? Se foi internado ou se chegou... — suspirei, baixando os olhos. Apoiei minha cabeça em minhas mãos, fitando a bancada que me separava da recepcionista.

– Eu vou verificar de novo. — assenti a olhando. “Isso é perda de tempo”- ouvi a voz dele. Olhei para trás, o procurando.

– Sebastian? — murmurei, olhando em volta.

– Senhorita? — chamou-me a mulher. Voltei minha atenção para ela. Estava nervosa e creio que ela percebera. — Pelo que pude ver aqui, o rapaz que me falou chegou no dia 27 de maio. Chegou em péssimo estado e foi o doutor Julian que o atendeu. Mas, bom, ele não se encontra mais... Aqui. — sim, eu sei que ele não está mais entre nós e isso me entristece.

– E ele se encontra? – perguntei, apoiando-me na perna boa. Minha ferida ardia.

– O doutor não se encontra neste horário. – disse ela. Acho que já me ajudara demais.

– E você sabe que horas ele volta? É importante.

– Desculpe, mas ele não disse que horas volta, deve estar atendendo alguém fora.

– Certo. Obrigada. — sussurrei, indo até a cadeira que havia ali e me sentei.

27 de maio. Hoje é, exatamente, 27 de julho. E faz um mês que se passou meu aniversario. Notei que Sebastian sofrera o acidente há um mês, e aparecera há uma semana de meu aniversario, isso era coincidência demais.

– Você está bem garota? O que houve com a sua perna? — perguntou a mulher que eu havia falado.

– Estou bem, obrigada. — falei, sem olhá-la.

– Mas sua perna está sangrando. — olhei para minha perna e ela estava mesmo sangrando. Droga! Rasguei minha calça e olhando o curativo que eu havia feito na loja, amarrei o pedaço da calça no machucado. — Venha, eu vou mandar limpar este ferimento.

– Não é necessário, eu estou bem.

– Não, venha. — ela me chamou, e segurando meu pulso me levou até a enfermagem. Deixou-me sozinha na sala e saiu. Sentei-me na cama e esperei. Um homem entrou na sala, e sorriu ao me ver.

– Oi, sou o Dr. Julian. — meu deus!

– Você é... O Dr. Julian? — gaguejei o olhando como se ele fosse um santo. Ele poderia me ajudar. — Me disseram que o senhor não estava mais no hospital.

– Sim, eu sou o Dr. Julian. Tive que ficar pra mais um turno. Eu te conheço?

– Não. Mas... Pode me ajudar. — agradeci a Deus por ele ter voltado a tempo.

– Sim, deixe-me ver essa perna.

– Não, não é assim que pode me ajudar. — ele me fitou, quando segurei suas mão, não o deixando tirar meu curativo.

– E como posso lhe ajudar? – perguntou, tirando minha mão e mexendo em minha ferida.

– Você socorreu um garoto um mês atrás. Acidente de carro. Sebastian Lira. — ele me olhou, surpreso e confuso.

– Você o conhecia?

– Um pouco. – falei.

– O que você era dele?

– Uma... Er... Amiga. — menti. Eu não era amiga dele, eu nem o conhecia, mas isso ele não precisa saber.

– Entendo. Bem, ele estava muito mal. Chegou aqui com costelas quebradas...

– E ele falou algo? – interrompi.

– Ficou murmurando o nome de alguém. Gemma. Algo assim.

– Gemma? — sussurrei, repetindo o nome. Deus, esse é o nome da mãe dele!

– É isso! — ouvi um grito. Gritei tomando um susto. Olhei pra os lados procurando Sebastian, mas só havia escutado sua voz.

– Você está bem? Te machuquei? — perguntou Julian preocupado, enquanto limpava meu machucado.

– Não, eu... Ta tudo bem. — escondi meu rosto com as mãos. Julian continuou limpando meu machucado. Fez um novo curativo e passou uma receita de uma pomada para que eu colocasse.

– Pronto. — falou, terminando o curativo.

– Obrigada. Eu vou ligar pra minha mãe pra que ela venha pagar...

– Não, não é preciso. – disse ele num gesto para deixar para lá.

– O que? Não doutor... Eu tenho...

– Ei, é sério. Não precisa. — o fitei, com olhar triste. Que homem generoso. Deve ser um ótimo pai. Olhei sua mão, nenhuma aliança.

– Obrigada de novo — falei, saindo da cama onde eu estava sentada. Ele sorriu. Passei por ele saindo da sala.

Sai do hospital e mancando, voltei pra casa.

Ao chegar em casa, minha mãe se levantou do sofá tomada pelo susto ao notar minha perna enfaixada. Fui até o sofá, me sentando no mesmo, a fitei e ela me olhava chocada.


– O que aconteceu?!

– Eu cai. Estava voltando da casa de Alan e acabei caindo na rua.

– Mas como isso aconteceu? O que estava fazendo?

– Já disse. Voltando da casa de Alan. Eu ia atravessar e um carro veio pra cima de mim e...

–O que?!

– Mas está tudo bem, só tive um arranhão. Fui ao hospital e fizeram um curativo. Já estou bem. — ela me olhava perplexa pelo que eu lhe falava. Parecia não acreditar, mas, pra mim, isso pouco me importava. — Eu vou pro meu quarto. — falei, me levantando com certa dificuldade do sofá, minha perna estava doendo. Subi as escadas e entrando no meu quarto, tranquei a porta. Fui até a janela e vi a lua cheia iluminar meu quarto. Como eu queria poder vê-lo novamente. Eu só ouvia a voz dele. Fui até minha cama e me deitei, olhando para o teto, dormi esgotada.


Notas finais
UAU, ficou enorme este capitulo...
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