Apaixonada por Um Fantasma

19 Capítulo 18 - Anjinho desenhado


Notas iniciais
olá meninas, parada rápida para postar o capitulo, depois voltar a estudar, provas essa semana, saco
boa leitura.

Voltar para casa não era fácil, reviver tudo aquilo que me atormentava era de fato, indescritível. Assim que entrei em casa, Alan disse que esperaria na sala, então subi. Entrei em meu quarto, e a passos lentos, toquei em tudo que estava ali.

Depois da morte de minha mãe, e da travessia de Sebastian, eu tenho ficado na casa de Alan. Sua mãe não se importara e me abrigara. Eu, para compensá-la, não falo de fantasmas perto de Andy e a ajudo ao máximo em casa, cuidando dele. Alan que não vê necessidade nisso, mas, eu até que gosto de passar um tempo com Andy, ele me faz pensar em outras coisas e, pelo fato de ser uma criança animada e que não dá trabalho nenhum, eu ate peço para ficar com ele ao longo dos dias.

Parei frente ao tapete que fica no meio do meu quarto, e abaixando-me, o toquei. Fechei meus olhos e lembrei-me do momento que passei deitada ali com Sebastian. Passara-se duas semanas desde que tudo ocorrera. Minhas lembranças, ainda frescas em minha mente, não me deixavam esquecer a mágica ali envolvida. Os minutos, os segundos passados ao lado dele. Deitei-me no tapete, e tornei a fechar meus olhos, suspirei lembrando-me do toque dele em meu rosto, o gosto que ainda sentia em minha boca, seu perfume ainda pairando no ar.

Abrindo meus olhos, olhei para o lado que Sebastian deitava-se. Notei um brilho vindo debaixo da cadeira, me virei e me esticando, peguei algo que parecia ser um pingente. Sentei-me para poder olhá-lo. Era um cordão, e na ponta, havia um pingente de cristal com um anjinho desenhado.

Sorri ao imaginar que podia ser de Sebastian. O coloquei, e o fitei, em meu pescoço.

Voltei a me deitar no tapete, apertando o anjinho em minha mão. Abri os olhos e me levantei ao ouvir baterem na porta. Fui até ela e a abri. Era Alan. Ele me olhava, com expressão preocupada.

– Você está bem Vic? Está demorando.

– Estou bem. Só lembrando. — lhe dei as costas e fui até minha bancada, pegando um porta-retratos. Nele, havia uma foto minha com minha mãe e minha avó. Nunca pensei o quanto éramos felizes e unidas naquela época.

– Pegou o que precisa? — peguei a foto no porta-retratos, enrolei o tapete — não era tão grande assim, só um pouco pesado -, e o entreguei a Alan. Agachei e peguei uma caixa que estava debaixo da cama. Nela continha todos os fantasmas que eu ajudara. Eu escrevia sobre eles e guardava, como um relatório. Teria muito que escrever sobre Sebastian.

– Peguei. — disse, me levantando e o fitando. Ele assentiu e saímos dali. Alan achou que fosse pouca coisa, mas, aquela casa era minha, então eu poderia ir para lá a qualquer hora, quando quisesse.

Saímos de minha casa, e Alan já seguia a minha frente. Virei-me e olhei a mesma, em que eu vivi por 17 anos. A casa que passei bons e maus momentos, que eu cresci e fui criada. Minha infância esta nela, minhas recordações e meus sentimentos, estes sempre pertencerão a esta casa, na qual minha mãe viveu, na qual ela pertenceu.

– Vic, vamos! — gritou Alan já na esquina. Joguei um beijo para a casa e sorri, correndo para alcançar Alan.

Ao chegarmos em sua casa, subi para o quarto que me foi designado, coloquei o tapete no chão e me deitei sobre ele, segurando o porta-retratos e o pingente, fechei os olhos e sentindo aquele perfume, dormi.

Notas finais
o pingente: http://www.elo7.com.br/pp/pingente-vidro-e-esmalte-anjo-90A47.jpg

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