Apaixonada por Um Fantasma
17 Capítulo 16 - Para sempre
Notas iniciais
dane-se..
bom, tá ai mais um caps, mal a demora, beijinhos
Quem poderia imaginar que um dia eu estaria apaixonada. Eu, que nunca fui de namorar, muito menos, me aproximar de alguém para chegar a esse ponto. Até porque, eu nunca confiei tanto em alguém para talvez lhe contar meu segredo, por medo, quem sabe, deste se afastar e eu, mais uma vez, negar o amor.
Passara-se dois meses desde que Sebastian apareceu para mim. Descobri o motivo de seu acidente, falei com sua irmã, mas ele ainda permanece preso à Terra de alguma forma. Há quem diga que seja por minha causa, eu bem que gostaria de acreditar nisso. E pouco mais de três semanas, num ato impulsivo de jogar um travesseiro nele, este o atingiu no rosto. Ele podia tocar nos objetos, pegá-los. E nesse mesmo dia, Sebastian me tocou, e nos beijamos. E de sua boca, pude ouvir três palavras que mudaram minha vida até então: “Eu te amo”.
Lidar com fantasmas nunca foi fácil. Lidar com um fantasma em especial, apaixonado por você e você, é claro, apaixonada por ele também, não é fácil mesmo. Meus dias seguiram conforme nunca pensei em planejá-los. Minha convivência com minha mãe estava a cada dia mais amigável. Voltamos a conversar e até mesmo saímos juntas algumas vezes. Alan tem sido o melhor amigo possível, Dana havia se afastado por motivos que desconheço. Meus pesadelos têm que dado uma folga. Até mesmo os fantasmas em si. Não tenho visto nenhum ultimamente. No entanto, Sebastian tem sido o companheiro do qual não poderia reclamar. Tem passado praticamente todo tempo ao meu lado. Ele me conta momentos que passou em vida, suas recordações que me emocionam e motivam a seguir com meus planos, que por incrível que pareça faz querer cada vez mais que ele não vá; que ele fique aqui ao meu lado. Porém, há algo dentro de mim, como uma voz talvez, que murmura em meu ouvido que estou sendo egoísta, que estou fazendo tudo errado, que não é isso que devia ser feito. E eu? Bom, por muitos motivos, eu concordo. Mas assim que o vejo, assim que aqueles olhos me olham com admiração e carinho, minha obrigação, meu dever, é esquecido.
Dois dias atrás Sebastian pegou meu rosto entre suas mãos, e me olhando nos olhos, perguntou-me:
– Você quer namorar comigo? — num ato de pura felicidade, aceitei. Ele me abraçou e em seus braços, uma ponta de arrependimento, instalou-se em meu peito. As semanas seguintes passaram voando, como se o tempo quisesse assim falar-me algo. Porém, apaixonada e nem um pouco preocupada com o que acontecia a minha volta, eu naquele momento, só queria Sebastian ao meu lado.
Estávamos em meu quarto, deitados no chão, ouvindo uma música que tocava no rádio. “Attack” dos 30 Seconds To Mars. Minha mãe havia saído, fora buscar algo no trabalho e logo voltaria.
– Essa música é meio emo, não acha? — perguntou-me ele, virando o rosto e me fitando.
– Apenas curta a música, ela diz muitas coisas. E pare de reclamar, você que não quis fazer outra coisa.
“Eu teria ficado com você, para sempre, mas tivemos que nos distanciar
Acabou pra nós dois, mais rápido do que...
Mate esse pensamento, está começando a se afundar nele
Estou perdendo controle agora, sem você posso finalmente ver!”
– Podíamos sair. Ir à praia novamente. Não é a toa que estou reclamando da música.
– Você parece um velho! — ele cruzou os braços e fez bico. Isso me fez rir. A cada hora, a cada minuto que passa, eu aprendo como é sorrir, gargalhar, ser a Victoria que muitos desejavam que eu fosse. Com ele, eu posso ser eu mesma, a Victoria falante, sorridente, excêntrica e às vezes, explosiva.
– Eu tenho 60 anos, esqueci de te falar — brincou ele, deitando-se ao meu lado e passando o braço em minha cintura, me puxando para si.
– Isso é pedofilia, sabe disso, não é? — perguntei num tom de brincadeira e deboche, passando minha mão em seus cabelos desgrenhados.
– Mas saiba que a se a parte menor concordar, não é exatamente pedofilia. — disse ele, sorrindo, mostrando seus dotes de advocacia. Soube, em uma de nossas conversas, que ele chegou a cursar alguns anos de faculdade de advocacia, porém, desistiu, ao ver que aquilo não era para ele. Passar horas de terno e gravata não era mesmo o perfil que eu daria para Sebastian.
– E quem disse que a parte menor quer?
– Se não quisesse, não estaria agora em meus braços.
– Não tenho mais argumentos. – desisti.
– Então, não argumente só me beije. — e foi exatamente isso que eu fiz, o beijei. Ele num gesto rápido colocou-se em cima de mim. Nossos corpos estavam colados, nossos peitos subiam e desciam progressivamente conforme nossa respiração acelerava-se. Seus braços estavam apoiados, cada um ao lado de minha cabeça, minhas mãos o agarravam pela cintura, puxando-o para mim, como se pudéssemos fundir. Podia sentir sua ereção meio as minhas pernas, isso me fazia gemer baixinho e o agarrar mais e mais. Seu beijo, antes delicado e apaixonado, agora se transformava em algo ardente e sedutor, capaz de confundir até a mente mais concentrada possível. Afastando seus lábios do meu, Sebastian depositou sua cabeça em meu peito, o abracei mais forte, sentindo aquele corpo tão belo e ajustado, em cima de mim. Sei que isso é complexo demais, que não faz sentido, mas, não sei como, ele pode me tocar, eu posso tocá-lo, posso beijá-lo, posso tê-lo para mim. Isso é mais do que eu poderia querer, porém, é algo que eu não deveria pedir. O lugar dele não é aqui, e nunca vai ser, mesmo que passe anos, e ele ainda esteja aqui, não será a mesma coisa porque, eu vou envelhecer, só eu posso vê-lo; ele não vai envelhecer comigo, ele sempre terá essa aparência, afinal, ele esta morto, é um fantasma.
– Posso ouvir seu coração. — disse ele, tirando-me de meus devaneios. — É tão lindo, é a melodia mais bela que eu poderia ouvir. — levantou a cabeça e me fitou, sorrindo.
– Um dia ele vai parar. — murmurei, desviando meu olhar do dele. Sebastian suspirou e colocando sua cabeça de volta em meu peito, me abraçou forte.
– Eu sempre estarei com você Vic. Eu vou te esperar, seremos um do outro, para sempre.
– Será mesmo que o “para sempre” existe?
– Claro que existe. Você é a pessoa que mais deveria saber e acreditar nisso. E vamos ter nosso para sempre.
– E quando vai ser isso?
– Quando for à hora. — disse ele voltando a me olhar. Tocando meus lábios com a ponta de seu dedo, ele sorriu ao me beijar. Sua mão passeava por meu corpo, subindo minha blusa e apertando minha barriga. Agarrei seus cabelos o puxando para mim, fazendo nosso beijo se intensificar. Minhas mãos em um ímpeto subiam-lhe a blusa, a tirei, jogando acima de minha cabeça.
– Isso vai ser estranho — sussurrei, enquanto Sebastian beijava-me o pescoço.
– O que? — murmurou ele, meio aos beijos que me dava.
– Isso... — ele parou os beijos e me olhou, pensativo. Baixou os olhos e sorriu. — Que é?
– Sei que é estranho, afinal, sou um fantasma. — tentei argumentar, mas ele me interrompeu. — Ei, calma, eu entendo. Pra mim também é estranho, é esquisito, mas você pode me ver Vic, podemos nos tocar, qual o problema?
– Perder a virgindade com um fantasma, esse é o problema. — falei, virando meu rosto, e corando.
– É só esquecer por um instante que sou um. — voltei a olhá-lo e ele sorria. Estava levando aquilo com tanta naturalidade, porque eu não conseguia fazer o mesmo? Eu o amo, não é? Eu confio nele, certo? Então, qual o impasse?
– Me faz esquecer então. — provoquei, dando um sorriso de lado, como ele fazia tantas vezes. Sebastian voltou a me beijar, puxando-me. Ajoelhado na minha frente, tirou minha blusa. Inclinou-se em minha direção, fazendo-nos deitar novamente no chão. Sua mão, no fecho de minha calça, a abriu, baixando-a. Suspendi minhas costas e com agilidade, ele abriu meu sutiã. Vi-me nua na parte de cima. Colando nossos peitos, ele me beijava e com delicadeza, massageava meu seio. Apoiando-se, abriu o botão de sua calça e a tirou, aproveitando, tirou a minha.
– Está tudo bem, não é? — perguntou ele, me fitando, preocupado.
– Não fale, por favor. — pedi, o puxando para mim. Enquanto nos beijávamos, Sebastian tirou as ultimas peças que nos impediam. Senti seu membro roçar na minha entrada, me deixando excitada. Suas mãos passeavam por meu corpo, ora em meu pescoço, ora descendo calmamente pelos meus seios, deixando uma fina corrente de eletricidade para trás. Eu sentia como se aquilo fosse o fim que eu tanto temia, porém, agora, desejado. Segurando minha perna, a colocou em volta de sua cintura. Fitando-me, eu apenas assenti. Com calma, sem pressa e delicado, Sebastian se posicionou entre minhas pernas, começando então, a penetração. Gemi, conforme aquela dor se intensificou, a cada tentativa frustrada de entrar. Sebastian me beijou, acariciou meus cabelos, me abraçando. Ele tentava me relaxar. Num movimento de vai e vem seu membro só roçava em minha entrada, deixando-me lubrificada. Vendo que eu estava pronta, tentou me penetrar novamente, respirando fundo, esperei a dor. Ela não veio.
Sebastian me penetrara e eu não senti a dor de antes. Sorri e ele, me beijando, começou o tão esperado, vai e vem. Agarrei-me a ele, o abraçando, o arranhando, devido o prazer que ele me proporcionava. Sebastian estocava devagar, retardando o êxtase, queria que aquele momento prolongasse e eu, aprecio sua escolha. E então, como algo que desejássemos tivesse finalmente sendo entregue, Sebastian me abraçou forte, gozando. Gemi alto, e o abracei, chegando ao meu ápice também. Ambos eufóricos e cansados nos olhamos e ele sorriu, me beijando e me abraçando forte.
– Eu te amo muito Vic, muito. — escondi meu rosto em seu peito, e deixei as lágrimas antes contidas, escaparem. Eu não sei o que faria se, nesse momento, eu o perdesse. Mas entenderia que seria necessário, um dia.
– Não me deixe. — pedi.
– Nunca. Eu sou seu, e você é minha. Eu vou ficar com você, ouviu? — ele me olhou e passando os dedos em meus lábios, me beijou. Puxando-me para si, sentei em seu colo, recomeçando nossos movimentos.
Acordei assustada ao ouvir a campainha tocar. Olhei para trás e vi Sebastian abraçado comigo. Tirei seu braço de cima de mim, e me levantei. Peguei minhas roupas jogadas pelo chão e me vesti. A campainha tocou novamente. Olhei o relógio. 23h. Está tarde! — pensei. Fui até o quarto de minha mãe, abri a porta e espiei lá dentro, ela não estava em sua cama. Desci as escadas e fui até a cozinha. A campainha voltou a tocar. Estranho, onde ela esta? — perguntei a mim mesma, devido ao sumiço de minha mãe. Fui até a porta e a entreabri.
– Com licença garota, desculpe a hora, mas, você é Victoria Sales? — perguntou-me um homem que aparentava ter mais ou menos 30 e poucos anos, ele tinha cabelos pretos e olhos inexpressivos. Reparei que mesmo tão novo, obtinha algumas rugas em seu rosto.
– Quem é o senhor?
– Sou o Det. Charlie Jackson. Sua mãe se chama Sandra Sales? — assenti, abrindo um pouco mais a porta. — Desculpe vir a essa hora, mas, sua mãe, ela sofreu um acidente de carro. — minha respiração acelerou-se, meu coração parecia querer sair pela boca, eu tremia da cabeça aos pés. Olhei para trás e vi Sebastian me fitando, preocupado. Voltei minha atenção para Charlie.
– Onde ela está?
– No hospital, foi socorrida, você...
– Me leve até ela. — mandei, fechando a porta e o empurrando até seu carro.
Notas finais
algum comentario?
Fale com o autor