Apaixonada pelo Mal
7 Se conhecendo
Notas iniciais
John não disse exatamente em qual restaurante iríamos e isso me complicou. Certamente não poderia usar algo simples, com certeza seria um restaurante sofisticado.
Como ele queria me surpreender novamente, decidi surpreende-lo também. Decidi usar um pouco mais de maquiagem e salto. Geralmente evito isso, salto não são bons para a coluna e são desconfortáveis, maquiagem envelhecem a pele em excesso e no meu emprego “conforto” é a palavra de ordem.
–O que vou fazer Adalto? – Perguntei me abaixando para pega-lo.
Adalto se acomodou em meus braços e miou para mim.
Iria sair hoje e não tinha ideia o que usar, isso é... Frustrante.
Burlando minha regra de não comprar roupas para ir a encontros fui à loja da Chanel atrás de algo novo. Eu amo Nova York. Tenho uma conhecida trabalhava lá e ela sempre me dá incríveis descontos, para minha sorte.
Optei por um vestido preto, com o corte de cintura alta, deixando-me com cintura de boneca. Ele é acima do meu joelho, comportado e solto da cintura para baixo, o que o fazia balançar cada vez que eu andava. Sempre gostei deste efeito.

Fiz leves ondas no cabelo e deixei minha franja. Caprichei na maquiagem, realçando meus olhos azuis e deixei a boca em um rosa “natural”. Para completar um salto preto fechado nos dedos, estilo boneca.
Olhei-me no espelho e... Nossa! Nada é melhor do que você se ver se sentir bem. Sentimento raro esse!
Pontualmente às sete da noite John buzinou na frente da minha casa. Com toda a elegância desci das escadas, mentira desci com muito cuidado para não cair mesmo, não sei andar de salto.
–Olivia você... Está incrível! – Disse John abismado.
–Obrigada – Murmurei sem jeito e ele ainda sorria para mim.
Retribui seu sorriso e dei um beijo nele. Nós entramos no carro e John começou a falar sobre o trabalho dele e como ele havia conseguido ampliar seu negócio.
–Meu pai só tinha uma loja e desde pequeno eu trabalhava com ele, quando terminei a escola não queria fazer faculdade então decidi ajuda-lo na loja, os negócios estavam crescendo e eu queria continuar este legado, queria crescer a loja e espalhar pela região o negócio da família. Sempre tive tato para a administração e hoje em dia é o que mais trabalho. Na época ajeitei as finanças do meu pai e assim pudemos comprar outra loja e foi assim... Escolhendo um bom lugar e profissionais que crescemos. Agora temos estabelecimentos por toda Nova York – Disse John orgulhoso.
–E você tem planos de ampliar para outros estados?
–Não... Eu sou o único responsável pela administração das lojas, ficaria mais complicado para mim e eu estou satisfeito com o número de negócios que temos. Um dia te levo para conhecer a nossa filial, no Bronx.
–Pelo visto você manteve o negócio familiar, não abandonou suas raízes – Eu disse.
–Não – Respondeu pensativo – Não seria correto abandonar de onde viemos, é verdade que é um bairro violento, mas nós queríamos ajudar as pessoas, dar mais oportunidades, por isso ajudamos muitos jovens a conseguirem seus primeiros empregos lá.
–Isso é muito legal da parte de vocês, essa importância com a comunidade – Disse sincera – E... Você parece estar melhor com seu pai agora... – Murmurei sem jeito.
John tirou os olhos da rodovia por um instante e olhou para mim surpreso – Por que disse isso? – Perguntou e voltou a olhar a rodovia.
–Por que... – Murmurei me ajeitando no banco – Da ultima vez que você falou do seu pai você pareceu descontente, até mesmo do seu bairro, mas agora... – E deixei no ar.
–É verdade. Naquela época eu ainda estava brigado com o meu pai, mas nas últimas semanas tenho conversado mais com ele... – Disse um pouco fechado – Eu tenho algumas memórias ruins do meu antigo bairro, Liv, não vou negar, mas aos poucos tento esquecer.
–Não precisa falar sobre isso se o assunto ainda lhe incomoda John Adam – Disse suavemente e sorri para ele.
–Gosto quando você diz meu nome... – Diz ele e eu fico vermelha – Sua voz é diferente, rouca, baixa, mas ainda é feminina... Gosto disso.
–Obrigada então – Eu disse e ri depois para descontrair.
Sempre fico sem jeito quando recebo um elogio.
Quando chegamos ao Lower Manhattan paramos em um prédio mais ao leste, próximo à baia, um dos mais altos. Deixamos o carro com o manobrista e subimos de mãos dadas.
–Bom noite – Disse o maitre – O casal tem preferência por alguma mesa?
–O clima está agradável hoje... – John disse para mim e eu concordei – Vamos ficar do lado de fora – Respondeu.
Fomos para uma varanda onde só havia umas cinco mesas, mas a vista era... Deslumbrante, podíamos ver a baia e até mesmo o rio Hudson bem distante, tudo ficava mais bonito com os prédios luminosos.
O chão era de porcelanato, mas todo o restante era de vidro e com jarros de rosas, dando mais vida ao ambiente.
–Gostou? – Perguntou John apertando minha mão.
–Sim! É lindo! Esse ambiente mais reservado – Eu disse enquanto ele puxava a cadeira para mim – Já veio aqui?
–Sim, mas de dia e fiquei no salão – Respondeu se sentando.
John pegou minha mão e ficamos olhando a baia. Era tão escuro que parecia não ter fim. O vento estava agradável, hoje havia sido bem quente. Parecia tudo perfeito para mim.
–Você não me contou por que escolheu trabalhar como enfermeira obstetra – Disse John.
–Ah! Faz tempo... – Murmurei e me perdi nos meus pensamentos – Quando eu era mais nova, uns... Dez ou treze anos, minha mãe ficou grávida, era um menino... Christian seria o nome dele. Mas quando ele nasceu ele tinha um problema no coração, era grande demais... Ele não aguentou e veio falecer horas depois. Nossa família ficou arrasada, mas mais ainda minha mãe... A pessoa que mais ajudou ela nos dias que ela ficou internada, foi uma enfermeira! Uma enfermeira obstetra! Eu vi aquela mulher como uma das mais fortes e gentis que eu já havia visto. Ela se manteve firme e ajudou minha mãe... Eu queria ser como ela, ajudar outras mulheres como a minha mãe – Murmurei e depois sorri sem graça.
–Foi um belo gesto, um acontecimento mudou sua vida toda – Disse John.
–Sim – Eu respondi pensativa.
O jantar se passou rápido demais, nós conversamos muito e não notamos a hora passar. John novamente fez questão de pagar a conta e fomos embora.
Como estava tarde John me levou direto para minha casa. Assim que ele estacionou o carro lhe dei um beijo de despedida e ele me puxou para mais.
–Quer entrar? – Suspirei contra sua boca, perdendo-me em seu olhar escuro.
–Não... –Disse e me beijou novamente, até me deixar sem ar – Venha almoçar comigo no domingo, na minha casa.
–Por que não na minha casa? Você nunca entrou – Eu disse e ele ficou tenso.
–Também quero que você conheça minha casa – Respondeu rapidamente.
–Tudo bem então – Eu disse e voltei a beija-lo.
Quinze minutos depois eu consegui sair do carro e ele foi embora.
Às vezes ele age tão estranho quando eu digo algo... Isso sempre me faz pensar senão disse algo errado.
Quando tirei meu vestido senti meu cheiro misturado ao de John, aquele perfume embriagador e marcante, eu precisava sentir mais.
***
Sábado fiquei com o plantão da tarde e dormi a noite toda acabada. Domingo de manhã Jesse veio me visitar de manhã, na verdade ele me acordou.
–Menina! Já são dez da manhã e você ainda não acordou? O seu namorado não vem te buscar mais hoje? – Perguntou Jesse entrando.
–Ele não é meu namorado, e sim ele ainda vêm – Murmurei esfregando o rosto.
–Então você vai mesmo almoçar na casa dele... Sabe que você vai ser a sobremesa, né? – Disse se jogando no sofá.
Sentei-me na poltrona ainda grogue de sono, bocejando.
–Eu não sei de nada... Não sei nem meu nome agora... – Respondi rouca.
Jesse se levantou e balançou a cabeça para mim – Vá tomar um banho que vou preparar um café para você despertar – Disse e beijou meu rosto – Vai lá branquinha, hoje talvez seja o seu grande dia hoje.
–Obrigada Jesse... Não sei o que seria de mim sem você – Murmuro andando até o banheiro e ele rir.
Conheço Jesse desde a faculdade, ele sempre foi como um irmão mais velho do que um amigo.
Fiz o que Jesse disse e coloquei uma roupa bem fofa.

–Ah! Está linda! Bem a roupa da estação, leve, clara... Está ótimo! Sem contar que destacou suas pernas. E me lembrou a roupa da JL no clipe Papi – Disse rindo.
–É uma roupa da primavera passada – Eu disse rindo – Mas pelo visto ainda está valendo.
Jesse riu e me entregou uma caneca de café com leite.
–Cabelo preso ou solto?
–Preso... Com certeza preso – Eu disse tomando um gole e ele revirou os olhos – Só vou deixar secar mais um pouco, você sabe que estou acostumada com ele preso – Resmungo diante de seu olhar.
–Tudo bem... E como você acha que vai ser com o John hoje?
–Além do obvio? Bem, é ele quem mais me confunde, ele sempre parecer estranho a algo que digo e isso muda totalmente a fisionomia dele, fico pensando se falei algo de errado... – Murmurei.
–Você me disse isso, mas você não deve ficar pensando no que você fez de errado, Liv. Pelo que você me contou você não falou nada demais, está na hora de você ficar pensando em por que ele reage assim – Disse Jesse sério.
–Você não gosta dele, não é? – Digo olhando para ele.
–Não é que eu não goste, só que... Algo me incomoda quando você fala dele – Esclarece – Por isso vim ver você hoje, quero ver a cara do individuo.
Eu sorri pelo carinho e preocupação dele, Jesse é especial para mim. Ficamos conversando até John mandar uma mensagem avisando que havia chegado.
Jesse saiu na frente e eu tranquei a porta, piscando para Adalto que ficou me encarando. Quando olhei para John ele estava com as sobrancelhas franzidas olhando para Jesse.
Eu acabei rindo e dei o braço para Jesse e descemos a curta escadinha.
–John esse é meu amigo, Jesse... Jesse esse é John – Eu disse animada.
–É bom finalmente conhece-lo, John – Diz Jesse sério.
–Prazer em conhecê-lo, Jesse – Diz John igualmente sério.
Meu sorriso desmanchou. Jesse não gostou dele...
–Ah... Nós vamos indo, Jesse – Eu disse totalmente sem jeito – Depois nos falamos?!
–Com certeza, Liv – Ele disse sério, com aquele olhar “Garota, nós temos que conversar”.
John abriu a porta para mim e fiquei olhando Jesse partindo no seu carro.
–É só seu amigo? – Disse John ao entrar no carro um pouco irritado.
–É... – Murmurei ainda em choque e John olhou para mim.
–O que houve?
–Acho que ele não gostou de você, eu... Só fiquei surpresa.
–E ele tem que gostar de mim? Seu amigo parece ter bastante intimidade com você.
O tom irônico de John me chamou a atenção e eu acabei rindo, entendendo finalmente.
–Jesse é meu melhor amigo! E sim ele é gay! – Eu disse e John me olhou em choque – Sim... Um homem moreno e alto e é gay – Continuei, mas John ainda não pareceu acreditar – É sério John! Ele dá o cu sem dó!
–Tá! Tá! Já entendi! – Disse John rapidamente balançando a cabeça e eu ri.
Passei o restante da curta viagem pensando em Jesse, geralmente ele é sempre animado e brincalhão, exceto quando não gosta de algo e eu realmente queria que ele gostasse de John.
John morava em Upper West Side, no bairro vizinho, levou apenas alguns minutos para chegarmos. John estacionou na frente da casa dele, assim como na minha rua, eram várias casas parecidas umas com as outras, que pareciam prédios.

Saí do carro e John pegou minha mão olhando para os lados. Ele abriu a porta e deixou que eu entrasse primeiro.
–Gosta de lasanha? Eu que fiz – Diz fechando a porta.
–Adoro – Respondo.
–Bom, eu vou colocar ela no forno, a fiz mais cedo – Explica Jesse – Olhe a casa – Disse erguendo a mão e entrou na cozinha.
Tirei o salto e fiquei andando pela casa, observando... A falta de detalhes. Enquanto a minha casa era moderna e bem decorada com vidro e aço, a dele era bem simples, nada de decoração, uma casa bem masculina e fria, apenas com móveis e sinceramente... Não combinavam com nada.
Todo lugar que olhava gritava que aquilo era uma casa de homem, a casa dele. Apesar da decoração duvidosa tudo estava perfeitamente limpo e organizado, com certeza o chão dele era mais limpo que o meu.
Passei pelo banheiro, pela sala, pela cozinha, pelo quarto dele e pelo escritório. Os cômodos eram planos e bem arejados com as enormes janelas.
–Então? Gostou da casa? – Perguntou John quando eu voltei à cozinha, ele estava sentado bebendo uma cerveja na mesa.
–Sim, são cômodos grandes e bem arejados – Digo – E acho que sua casa é mais limpa que a minha – Digo e ele ri.
–Gosto de poucas coisas em uma casa, fica mais fácil para limpar – Ele diz com um sorriso.
A lasanha não demorou a ficar pronta e o cheiro se espalhou por toda a casa. John nos serviu e eu fiquei temerosa em dar a primeira mordida, fazendo ele rir.
–Nossa... Definitivamente você cozinha bem, é o primeiro homem que conheço que cozinha! – Digo surpresa.
–Obrigado! – E riu- Agora você não vai mais duvidar de mim, mas você também cozinha bem!
–Como você pode saber? – Pergunto sorrindo e ele fica sério.
–Você... Tem cara de quem cozinha – Diz dando os ombros.
–É verdade, eu cozinho... – Murmuro- É uma das coisas que gosto de fazer – Digo com um sorriso.
Comemos falando amenidades, quando terminamos peguei os pratos e os levei até a pia.
–Você cozinhou, eu lavo a louça, justo não acha? – Digo abrindo a torneira.
–Justo – Murmura John me olhando.
Lavei toda a louça com o olhar de John sobre minhas costas, não era a primeira vez que ele me observava, mas agora estamos na casa dele, torna tudo mais... Empolgante.
Quando terminei vire-me para ele, encostada a pia.
–Vai continuar a me observar apenas? – Sussurrei prendendo o olhar dele ao meu.
–Gosto de observar você, de observar seu corpo Olivia – Sussurra John.
Dei um leve sorriso e caminhei até ele, sentando-me em seu colo, cada perna em um lado de seu corpo. John me puxou para si, colocando nossos corpos e pegou meu cabelo, beijando-me.
Minhas mãos começaram a abrir sua blusa rapidamente, eu a tirei e comecei a beijar seu pescoço, chupando e o mordiscando sem parar. Levantei meus braços e John tirou minha blusa a jogando pela cozinha, ele começou a beijar minha garganta e eu suspirei, todo meu corpo se arrepiando ao seu toque.
John me levantou, segurando firmemente minha bunda e caminhou até seu quarto de costas, enquanto eu o beijava. Ele se sentou sobre a cama e começamos a tirar nossas roupas restantes, quando finalmente ficamos nus paramos um momento para nos observar, o quarto estava com as janelas abertas, permitindo que toda luz entrasse e naquele momento eu não me importava se alguém nos visse, eu o queria, mais do que tudo, eu precisava disso, queimava de desejo. O mais puro e complexo desejo.
–Você é tão linda... – Murmurou John passando a mão por minha cintura e subindo lentamente – Tão gostosa! – Disse rouco e passou a ponta dos dedos em meus mamilos.
Eu suspirei e estremeci com seu toque leve.
–Coloque a camisinha – Murmurei com a voz mais rouca que o normal, quando ele começou a sugar meu seio.
John deu um chupão no meu seio e eu soltei um gritinho rouco, ele apertou meus seios e mordeu meu lábio.
–Adoro ter você assim... Completamente a minha mercê – Diz pegando meu cabelo, encostando meu rosto em seu ombro – Ver o quanto você me quer, o quanto está molhadinha... – Sussurra em meu ouvido.
–Você está falando demais, John Adam...
Ele riu e me jogou na cama, abrindo minhas pernas.
–Ah! Ah...! – Gemi contorcendo os dedos no travesseiro.
John era... Sublime com a língua. Ele sabia o que fazer... Oh... Exatamente como fazer. Ele segurou minhas pernas e as abriu mais ainda, tocando com a ponta da língua em meu clitóris, sugou levemente e começou a subir e descer com a língua... Repetindo o mesmo ritmo. Eu gemia cada vez mais alto, suspirava cada vez mais alto.
Quando ele começou a sugar com mais força e eu gemi, totalmente perdida, foi então que eu gozei, gritando sem pudor. Meu corpo ainda estremecia quando John me beijou e o continuou a fazê-lo até meus sentidos voltarem.
–Quem está falando demais agora? – Disse contra minha boca assim que abri os olhos.
John colocou a camisinha e me beijou até eu me recuperar do meu gozo, segurando meus braços. Coloquei minhas pernas envolta dele e o joguei para o lado, ele riu e eu fiquei por cima dele, segurando seus pulsos.
–Minha vez querido... – Sussurrei beijando seu peito.
Levantei meu corpo e peguei seu pau, direcionando contra minha entrada, então eu me sentei... Bem devagar, observando suas feições enquanto ele me preenchia. Por um instante fiquei parada, sentindo todo meu corpo se habituar ao dele, se expandir, naquela gloriosa sensação de complexidade.
–Está gostando querido? Gosta da sensação do seu pau dentro de mim? – Murmurei vagarosamente perto de seu ouvido enquanto me mexia lentamente.
John só suspirava, tentava tirar minhas mãos de seus pulsos, mas eu não deixei, gostava de ter o controle. Seu corpo começou a ficar mais tenso e eu comecei a cavalgar sobre ele.
–Olhe para mim baby... – Pediu John e eu abaixei a minha cabeça, próxima da dele, jogando meu cabelo para o lado.
Numa força brusca John se sentou e cravou as unhas em meu quadril, assumindo o controle, fazendo movimentos de vai e vêm. Eu abracei seu pescoço e suspirei cada vez mais alto, ao sentir ele ainda mais fundo dentro de mim, por sentir todos os seus movimentos.
–Ah... Estou tão perto, baby... Tão perto – Murmurou John contra meu pescoço.
Segurei seus cabelos e encostei nossas testas, movendo meu quadril no ritmo do dele.
–Goze para mim John! – Gemi o beijando.
John apertou meu corpo, mordendo meu ombro enquanto gozava rudemente, abafando seu gemido.
Tirei ele de dentro de mim lentamente e nós nos deitamos, arfantes e cansados, mas não havia acabado ali...
Tínhamos o restante do dia e toda uma noite para continuarmos.
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