Notas iniciais
Oi ^^ Para animar a segunda eu apareço Quero dedicar este capítulo para minha amiga, antiga leitora, essa paulista super fofa e inteligente, Priscila Barbosa ^^ Feliz aniversário novamente nega! Alice Moreira, obrigada por favoritar mais essa história! Você sempre me acompanha :3 Enjoy...

Depois de dois dias trancafiada dentro de casa eu decidi sair. Iria ao Queens para agradecer aqueles trabalhadores da fábrica por terem me ajudado naquele dia. Fui ao centro e comprei várias cestas de cafés-da-manhã para dar, era o mínimo que eu poderia fazer em comparação a ajuda deles.

Quando cheguei a fábrica eles ficaram muito surpresos ao me ver ali novamente, o dono da fábrica me parabenizou pelo meu gesto, disse que foi muito gentil da minha parte, mas eu não precisava agradece-los, todos fizeram o que qualquer cidadão americano teria feito, e novamente eu agradeci.

Todos ficaram contentes com as cestas, um deles quase chorou emocionado por lembrar-se do dia e eu quase chorei com ele. Um dos trabalhadores perguntou se eu não me lembrava dele, pois eu tinha ajudado no parto da filha dele! Aquilo me fez sorrir... Como o mundo é pequeno!

Eu saí dali mais feliz, mesmo aquele lugar me trazendo ruins lembranças, aquelas pessoas me fariam ter lembranças boas também.

***

Passei o restante da semana dentro de casa. Não queria sair, sentia-me muito melhor aqui dentro, mais protegida.

Três vezes um dos policiais que faziam a vigia bateram na minha porta perguntando se tudo estava bem, também recebia ligações do tenente McGrey.

Fiquei vendo filmes e comendo boa parte do tempo, vi toda a saga de Harry Potter duas vezes, são bons filmes! Recebi ligações de alguns amigos, ao que parece saí na televisão. Tenho certeza que devia estar horrível.

Quando a segunda-feira chegou foi inevitável, eu tinha que ir trabalhar. Sempre gostei do meu trabalho e isso me motivou a sair de casa, também aproveitei para marcar a primeira consulta com o psicólogo.

Meu turno era vespertino então assim que terminei de almoçar saí de casa, para minha surpresa um policial me acompanhou em outro carro. Isso me incomodou um pouco, sentia minha privacidade invadida, mas era para minha proteção e eu não iria negar isso.

Assim que entrei no hospital várias pessoas falaram comigo, inclusive alguns pacientes. Eles disseram que estavam felizes por tudo ter terminado bem, perguntaram se tudo estava bem comigo, chegaram a me chamar de heroína! Já que eu agi corretamente e salvei vidas impedindo a explosão. Não havia parado para pensar nisso, mas eles tinham razão, fui astuta e não agi impulsivamente, acho que devo isso ao meu trabalho. Só fico mal pelas outras duas mulheres... Elas provavelmente não ouviram os bandidos falando que se elas tirassem os coletes acionaria a bomba...

Procurei não pensar nisso e entrei no vestuário. Troquei de roupa e comecei a fazer minha higienização.

–Liv, querida! – Disse Rose e me abraçou – Ah! Nem acredito que está tudo bem com você! Você não merecia ter passado por tudo isso, querida! – Disse com uma voz materna.

–Oh, Rose! Obrigada! Mas está tudo bem agora, tudo já passou... Bola para frente! – Murmurei sem jeito.

Rose deu uma boa gargalhada – Você é péssima com gírias! No Bronx não temos esse problema! – E riu novamente.

–É verdade... – E ri pela primeira vez em dias – Sempre andei com nerds, então...

Ela riu novamente – Deve ter sido isso, você precisar ir jantar um dia desses na minha casa! Meus filhos tem sua idade! Vocês vão se dar bem... – Disse com um sorriso sugestivo.

Era a segunda vez que ela me convidava, mas eu sempre ficava sem jeito de ir.

–Claro... Vamos ver isso – Disse e sequei minhas mãos e o antebraço.

Rose estava no mesmo turno que eu, então fomos conversando até a sala da administração para ver qual seria nossa primeira paciente.

Ela pegou uma mãe de segunda viagem e eu uma adolescente de dezesseis anos... A segunda em duas semanas. Eu entrei na sala e havia três parentes com ela, isso me tranquilizou, pelo menos a família estava aqui para apoia-la, a outra estava sozinha, eu quem a ajudei a ir para a casa de uma prima e também comprei várias coisas para o bebê.

Comecei a falar com os familiares e com a paciente sobre como seria a hora do parto, até que ela teve uma contração... Ela começou a gritar...

Ela não parava de gritar...

Comecei a ficar sufocada e saí do quarto, agachada, sentei-me no chão do corredor e comecei a chorar, aqueles gritos... Aqueles gritos...

–Liv! Liv! Me escuta! Está tudo bem! Fique calma! – Disse o anestesista.

–Não! Não tá! Todas aquelas pessoas! – Eu disse chorando descontroladamente.

Todos aqueles gritos, aqueles homens batendo nas pessoas... Aquilo não saia da minha cabeça! Minhas pernas tremiam tanto que eu não tinha forças para levantar.

Marcos, o anestesista começou a falar comigo, mas eu não parava de chorar. Os parentes da minha paciente foram ver o que havia acontecido comigo, eles me levantaram e me levaram para a recepção. Outro médico chegou e me deu um calmante, depois de alguns minutos parei de chorar e fiquei um pouco sonolenta.

Marcos e Rose me levaram para o vestuário e ficaram um tempo comigo, depois foram embora. Dani, a psicóloga do hospital, responsável pelo setor aonde trabalho veio falar comigo, junto com a Mari, administradora responsável pelo hospital, ambas eram minhas amigas.

Dani conversou comigo e Mari me deu mais dias de folga. Dani ligou para o psicólogo do FBI e eles conversaram, adiantando minha consulta, como ele era o responsável por meu acompanhamento Dani não poderia me avaliar, ainda mais por ser minha amiga.

Mari me levou até o Financial District onde ficava a sede do FBI em Nova York, ela não pode entrar comigo, mas fez questão de me esperar para me levar até em casa. Arrependi-me por não ter vindo de carro, não queria ocupar a Mari.

Sempre pegava o metro para ir para o trabalho, era muito mais prático, levava somente 20 minutos, se usasse o carro iria levar o triplo de tempo e ninguém tem paciência para enfrentar o engarrafamento de Manhattan.

Dante, o psicólogo do FBI foi muito gentil ao me atender, sua expressão parecia estar esperando que eu tivesse alguma atitude ruim ao que aconteceu.

(N/A: Uma piada de interna, quem leu minhas outras histórias sabe o que é).

Procurei ser mais parcial, ele queria me ajudar e eu precisava de ajuda naquele momento.

A consulta se seguiu tranquila, ele me receitou um calmante para que eu usasse somente quando precisasse.

–Sei que é difícil para você, uma enfermeira, aceitar que precisa de ajuda... Ainda mais psicológica. Você passou por um trauma forte, Olivia... Foi ameaçada, sequestrada, agredida verbalmente, colocaram uma bomba em você – Disse brando – Você precisa aceitar e superar isso, Olivia. Experiências de quase morte mexem com qualquer pessoa, não se sinta envergonhada por precisar de um aconselhamento! Pessoas de diferentes carreiras e poder econômico já procuram por ajuda também – Murmurou.

–Eu sei... Estar aqui já está ajudando – Sussurrei.

–E você precisa dizer mais o que está sentido e pensando, Olivia – Incentivou Dante e eu ri.

Ele me olhou confuso e aguardou que eu dissesse algo.

–É irônico você dizer, um homem, que quer que eu diga o que estou pensando e sentindo... Não é algo que você está acostumada a ouvir ou se quer imaginar ouvir... – Esclareci com um protótipo de sorriso.

Ele deu uma leve risada também.

–De fato... Homens não costumam dizer isso, mas no meu trabalho isso é fundamental – Esclareceu – Mas continuando... Se você ficar nervosa novamente em função de algo que a lembre do incidente do banco você não deve se sentir mal! É natural que muitas coisas vão lembra-la disso e cada vez isso vai deixar de afeta-la menos, dê um tempo para si e logo tudo isso vai deixar sua mente.

Eu concordei e ele encerrou a sessão.

Mari me levou para casa calmamente me contando suas novas aventuras, para me distrair.

–E a Mari Safadinha ataca novamente... – Murmurei chocada.

–Para amiga! Tá... Ele era lindo e eu... Aproveitei, só isso!

–Você estava na academia e pegou seu treinador, Mari! Você se aproveitou também do corredor do vestuário da academia para atacar ele!

–Também...! As oportunidades surgem e você tem que aproveitar amiga... – E ela riu – Nossos corpos suados... – Sussurrou e caímos no riso.

–Deixa as meninas saberem disso! Elas vão ter uma sincope! – Eu disse.

–Ah! Com certeza! Vamos marcar de nos encontrar para colocar as fofocas em dia! Mas não agora, é claro! Vamos esperar uns dias, quero que você esteja melhor amiga – E sorriu gentil.

Nós conseguimos chegar à minha casa em tempo recorde.

–Mari obrigada pela carona! Nos vemos depois, certo? – Perguntei.

–Claro! Te ligo depois, beijos! – Disse Mari e eu saí do carro.

Em casa novamente...

***

Depois de ligar para os meus pais na Geórgia e tranquiliza-los novamente fui tomar meu banho, em seguida dormir.

Na manhã seguinte, depois de dormir quinze horas seguidas, estava mais animada, leitores vocês podem rir de mim, mas eu... Procurei várias músicas para levantar meu animo! Já viram as letras das músicas da Katy Perry? Recomendo! (Risos).

Procurei na internet por relatos de pessoas que sofreram algum tipo de trauma e como elas superam, mas principalmente como elas fizeram para tirar aquelas imagens da cabeça, esse era meu grande problema, tudo que aconteceu naquele dia vêm se passando constantemente na minha cabeça como um maldito filme repetido.

Estava fazendo o jantar quando meu telefone tocou.

–Olivia? É o tenente McGrey... Soube o que aconteceu ontem, você está melhor?

–Ah! Sim... Estou... Obrigada – Murmurei distraída tentando equilibrar o telefone no ombro e não deixar a carne queimar.

–Olivia?! Você está me ouvindo? – Perguntou com uma voz que eu não soube identificar.

–Sim! Sim! Desculpe, é que estou cozinhando também, mas pode falar agora eu já desliguei o fogo – E dei uma risada leve.

–Tudo bem... É bom ouvir você rir, Olivia – Sussurrou, falando meu nome lentamente.

–Ah... Obrigada? – Disse sem jeito.

Ele deu uma risada rouca que me deixou vermelha.

Meu Deus! Não...

–Então nos vemos depois, Olivia – Disse.

–Claro, claro... – Respondi e senti ele sorrir.

–Tenha uma boa noite, Olivia – Murmurou e desligou.

Pus o telefone de volta à base e comecei a rir!

Tenente Derik McGrey você...

***

Todos em Manhattan sabem que os melhores bares ficam no Garment District, então marcamos de nos encontrar lá no sábado à noite.

Meus amigos fizeram um esforço imenso para todos estarem ali, todos trabalham bastante, mas eu sabia que eles estavam fazendo isso por mim.

Thay era minha amiga mais antiga, veio comigo da Geórgia, trabalha em uma editora agora e assim como eu é peituda, por isso constantemente erámos alvos das nossas próprias amigas.

Dani como vocês se lembram trabalha no mesmo hospital que eu, psicóloga, linda como uma boneca de porcelana, é a mais fofa do nosso grupo, nós somos as mais calmas, aliás.

Mari é a doida/agitada/energética do grupo, tínhamos que mandar ela respirar e falar mais devagar. Alta, magra, morena e de cabelos cacheados tinha uma beleza única e dificilmente você vê ela sozinha. Trabalha com mãos de ferro na administração do hospital, então se você a visse surtando entre os corredores é normal...

Lizzie é nossa princesinha conselheira, a mais jovem do grupo, é oceanógrafa, então vive viajando, loira, com a língua tão afiada quanto é criativa.

E tem o Jesse... Nosso meio-homem do grupo ou como gostamos de chama-lo, Jesse Gay! Publicitário e pegador, ele sempre foi e sempre será o que mais agita o nosso grupo e nos faz rir, principalmente por ele não aparentar ser gay! Ele é alto, muito músculo, um halterofilista, se veste sempre com roupas de marca, mas quando ele abre a boca... Não importa o lugar ou o horário todos olham para ele surpresos.

....

Vesti algo simples, iria a um bar e não a uma boate.

Assim que entrei no bar alguns caras olharam para mim, levantei meu queixo, mas não deixei de ficar vermelha.

–Liv! Liv! Aqui! – Gritou Lizzie ajoelhada no banco do bar com os braços levantados.

Fiquei boquiaberta e balancei a cabeça rindo, mas caminhei até eles.

–Amorrrrrr – Gritou Jesse com a voz mais gay do mundo, vi três pessoas olharem para ele chocadas – Estava morta de saudade de você!

–Também! Também! – Respondi dando um abraço de urso nele.

Beijei e abracei as meninas e nos sentamos.

–Tequila, por favor! – Disse Lizzie para a garçonete.

Logo começamos a ouvir as novidades de Jesse, ele sempre fazia questão de ser o primeiro a falar.

Ele nos contou sobre o rapaz da xérox em que ele estava rondando.

–Vocês precisam ver! Quando falo com ele e estamos a sós ele fica todo envergonhado! Mas ri o tempo todo! – Disse Jesse.

–Coitado! Ele é só um menino, Jesse! Você fica rondando o garoto... Você pode ser acusado de assédio por ele ou por outro funcionário sabia? – Disse Thay.

–Não vão fazer isso, amoreco! Lá todo mundo me conhece, além do mais, eu não quero transar com ele! Só estou perturbando mesmo – Esclarece Jesse e ri.

–Não quer transar com ele?! – Repeti chocada.

–Não – Respondeu Jesse.

–Mas você transa com tudo! Você já transou com um banco! – Disse Dani surpresa.

–Olha! Naquela noite eu estava bêbado! E o banco tinha aquela voltinha que parecia um buraco... – Ele explicava, mas nós caímos na gargalhada.

–Sem or! Minha barriga! – Disse Mari quase tombando de tanto rir.

–Mas que viado sem noção... – Disse Lizzie.

–Vai tomar no cú, Lizzie! – Disse Jesse fazendo biquinho.

–Você gosta mais do que eu! – Respondeu Lizzie.

–Sempreeee, loira! – Respondeu Jesse e eles bateram as mãos.

–Meu Deus... – Sussurrou Dani e depois voltou a rir.

–Nunca mais me sento em um banco... – Murmurou Thay ainda chocada.

Nós tivemos que levantar a Mari que não conseguia parar de rir.

–Cadê a mulher com as nossas tequilas? – Perguntou Mari ainda se recuperando.

–Ah! Vou lá buscar! – Disse e me levantei.

Assim que me levantei e me dirigi até o bar vi dois caras me olharem... Chocados?! Eu fiquei um pouco desconcertada, mas procurei não demostrar. Sentei-me no bar e pedi por nossas bebidas novamente, mas desça vez fiquei esperando por elas.

–Oi... – Murmurou um dos homens que estava me encarando segundos antes, se sentando do meu lado.

–Oi também... – Disse outro cara se sentando do meu outro lado.

Eles estavam com um leve sorriso, mas que não chegava aos olhos, eles pareciam perturbados com algo...

–Oi – Respondi educada para ambos.

–Aqui sua bebida... – Disse um senhor me entregando uma bandeja redonda de inox com nossas tequilas – Se vocês me dão licença... – Murmurei e me levantei.

Quando cheguei na mesa as meninas estavam conversando, mas Jesse estava me olhando sério.

–Eles falaram alguma coisa ofensiva para você? – Perguntou Jesse.

–Não, não! – Respondi me sentando e ele se tranquilizou.

–Liv! Aqueles caras ficaram te secando menina! – Disse Thay surpresa assim que me sentei.

–É! Foi só você levantar que... Nossa! – Disse Lizzie – Eu sei que você anda elegantemente, mas você os chocou, menina! Arraso!

–Dois, amiga! Dois ao mesmo tempo! Você abalou! Vou me levantar também! – Disse Mari e nós rimos.

–E eles ainda estão te olhando amiga... – Sussurrou Dani – Não! Não olha doida! – Disse segurando meu braço e rindo.

–Desculpa! Desculpa! É automático! – Eu disse rindo.

Passamos horas ali conversando. Depois de duas rodadas de tequila, sanduíches de pernil e cerveja belga fomos embora, mas depois daqueles caras que ficaram me encarando, algo que eles fizeram até irem embora.

Aquilo não me pareceu algo bom... Mas de qualquer forma eu nunca mais os veria novamente.

Notas finais
Foto do Derik McGrey: http://vampirediariesguide.com/wp-content/uploads/2012/09/Elijah-TVD-012-1.jpg O que vocês acharam? Eu achei que a Liv foi muito gentil ao visitar aqueles trabalhadores que a ajudaram... Espero que tenham gostado do Derik que escolhi ;) Bjubas