Apaixonada pelo Mal
10 Eles agem novamente...
Notas iniciais
–De novo lendo esse livro? – Diz John acordando.
Estávamos dentro do avião voltando para NY.
–É um clássico! – Digo em minha defesa – E você sabe que esse é meu livro favorito – Digo olhando para o meu exemplar surrado de O Morro dos Ventos Uivantes.
–Esse livro lembra-me a escola... E eu odiava fazer aqueles trabalhos – Murmura John.
–Ah! Eu gostava de literatura... – Digo pensativa – Mas minha opinião vale pouco, sempre fui nerd – Comento dando os ombros e John rir.
Depois de um tempo conversando John me deu um sorriso malicioso e olhou o corredor.
–Já transou em um avião? – Pergunta.
–Ah! Não... – Respondo rindo e também começo a olhar o corredor.
–Quer?! – Perguntou empolgado.
–Quero – Respondo com um sorriso imenso.
Nós nos levantamos e ele entrou primeiro na cabine do banheiro. Dei uma olhada nos passageiros e praticamente todos estavam dormindo, andei até o final do corredor procurando pelas aeromoças e eu a vi... Se pegando com um cara na cozinha do avião. O cara devia ser o piloto ou o copiloto pela roupa. A aeromoça me viu e piscou para mim (o cara estava muito absorto entre os seios dela), dei um sorriso e saí dali, entrando na cabine.
John estava em pé esperando por mim. Entrei abafando o riso com a mão.
–Tem outro casal se pegando na cozinha – Sussurrei e isso pareceu o animar mais ainda – Nós não podemos deixa-los sozinhos nisso... – Digo e começo a beija-lo loucamente.
John me levantou e me prensou contra a parede. Levantei mais meu vestido e prendi minhas pernas ao redor de sua cintura, tirando sua blusa. Por um minuto parei para olhar seu rosto excitado. John sorriu e eu passei as unhas por suas costas lentamente, ele fechou os olhos em êxtase e suspirou, se arrepiando.
John pegou meus cabelos com uma mão, pressionando mais ainda sua ereção em mim.
–Já está pronta para mim, querida?! – Sussurrou rasgando minha calcinha.
–John! – Disse irritada e ele riu.
Ele me levantou mais e eu arqueie surpresa, ele me faz sentir uma boneca em suas mãos. Amo os braços desse homem! John abriu a calça livrando sua ereção. Espertinho! Ele já estava esperando por isso!
–Olhe para mim! – Exigiu pegando meu cabelo.
Então ele começou a me preencher bem devagar fazendo meus dedos se contorcerem pela invasão lenta. Dei um longo gemido e ele começou a se mexer, entrando e saindo de mim completamente.
Coloquei minha cabeça em seu ombro, suspirando toda vez que ele entrava completamente dentro de mim. John começou a me xingar e falar sacanagens para mim, do jeito que eu gostava, apertando e batendo na minha bunda.
Eu o beijei longamente, puxando sua língua e peguei seu cabelo.
–Gosta assim? – Sussurrei contra sua boca, apertando os músculos da vagina.
Ele gemeu – Continue... Por favor – Sussurrou John fora de si.
John diminuiu o ritmo para me sentir melhor e eu o apertei da vez mais, mexendo o quadril.
–Está me sentindo, querido...? Gosta de estar dentro de mim? – Murmuro entre beijos.
John gemeu e bateu a mão na parede.
–Eu... – Sussurrou John, mas não conseguiu terminar.
Parei de apertar minha musculatura e John começou a meter com mais força.
Comecei a estremecer, arfando.
–Goze comigo, baby... – Disse John e apertou minhas coxas, metendo com mais força.
Não aguentei. Desmoronei. Mordendo a jaqueta dele para abafar meu grito, gozei tão forte... John me segurou para que eu não caísse, ele colocou minhas pernas no chão, ainda dentro de mim.
Ficamos alguns minutos recuperando nossos fôlegos, completamente suados. John levantou meu rosto e me beijou com carinho.
–Você está bem? – Sussurrou.
–Hum...
Ele riu e saiu de dentro de mim. Começamos a nos limpar e eu abaixei o vestido.
–Acho que os passageiros ouviram você gritar... – Murmurou John.
–Sinceramente... Estou pouco me fodendo com isso agora – Suspirei cansada – Todo mundo faz sexo.
John sorriu e colocou sua blusa, segurando meu rosto novamente, ele abriu a boca para dizer algo, mas acabou não dizendo. Não me importei com isso na hora, ainda estava me recuperando deste orgasmo, com certeza a altitude ajudou.
Quando saímos o cara que estava com a aeromoça passou por nós sorrindo, a aeromoça estava logo atrás dele.
–O que tem as alturas? – Murmurou ela para mim sorrindo.
Dei uma risadinha e nós nos sentamos, dormindo em seguida.
***
Quando desembarcamos já era de madrugada e cada um seguiu para sua casa. Amanhã começaria a rotina novamente.
***
Dois dias depois...
Adalto agora ficava me seguindo pela casa, acho que ele não gostou de ficar sozinho.
Na quarta saí para beber com meus amigos no mesmo bar que tinha aqueles caras estranhos da última vez, mas eles não estavam lá, graças a Deus.
Mostrei as fotos de Miami com John para as meninas e elas enlouqueceram, comparando Derik com John.
–Falando dele! Derik me ligou quando estávamos em Miami, no hotel – Eu disse.
–E aí?! – Perguntou Mari ansiosa.
–E aí que o John ouviu e não gostou, ainda por cima tive que contar que ele estava comigo quando comprei o Adalto, por que o Derik perguntou pelo gato... – Expliquei.
–Ah! Ele queria puxar assunto! – Disse Thay.
–Hum... Pode ser... – Murmurei – Mas de qualquer forma John se aproximou de mim com uma cara horrível aí eu falei que estava com meu namorado e tinha que desligar.
–Ah! E o Derik falou algo sobre isso? – Perguntou Lizzie.
–Não, nada. Falou normalmente comigo – Respondi.
–John falou alguma gracinha sobre ele ter ligado para ti? – perguntou Jesse carrancudo.
–Você não gosta mesmo dele, não é? – Suspirei – Não. Ele foi bem sensato quanto a isso, disse que não gostou e que eu deveria ter contado e tal... – Expliquei – Depois John perguntou se havia alguma novidade do caso...
–E há? – Perguntou Dani.
–Não – Respondi seca – Mas sabe? Acho que aqueles bandidos vão agir novamente, sabe quando você tem uma sensação ruim? Essa semana estou com isso – Comento triste.
–Mulheres e seu sexto sentido... – Diz Mari solidária, apertando minha mão, ela também acreditava nisso.
***
John estava ansioso essa noite.
Estávamos deitados no sofá vendo um programa de reforma de carro. Iria dormir na casa dele hoje.
Não era minha primeira noite aqui, já havia algumas coisas minhas aqui. John preferia que eu dormisse aqui.
–Você está tenso hoje – Comentei apertando sua mão. Estava deitada com a cabeça na sua coxa.
–Trabalho, meu pai... – Diz distante.
–Então vamos dormir? – Perguntei e ele concordou.
Sentei-me na cama e fiquei mexendo no celular, enquanto John estava no banheiro.
–John tem um carregador aqui? – Perguntei alto.
–Ahm... Do lado da cama ou em cima da escrivania – Respondeu do banheiro.
Olhei por cima dos dois criados-mudos ao lado da cama, então abri a gaveta...
Minha surpresa foi imediata. Nunca tinha visto uma de tão perto. Uma arma. Preta e prata. Eu a peguei sentindo seu peso.
–Nossa... – Sussurrei colocando meus pés no chão e me sentei na borda da cama – John?! – O chamei.
–Oi... – Respondei aparecendo.
Virei ainda sentada e com a arma na mão.
–Por que você tem uma arma?
John estava pálido, quer dizer, muito pálido e com os olhos arregalados.
–Liv... Abaixe a arma – Pediu com calma.
–Ah! – Arfei – Desculpe! Não percebi que estava apontando para você! – Disse rapidamente colocando a arma sobre o colchão.
John caminhou depressa e a pegou, tirando o cartucho.
–Não mexa nisso – Disse com a voz sem vida, olhando diretamente nos meus olhos.
–Você não me respondeu – Comentei.
John piscou e deu a volta na cama, se sentando na outra borda. Ele guardou a arma no criado-mudo de lado dele na cama e virou-se para mim.
–Todo mundo tem uma arma, Olivia – Respondeu tranquilo – Consegui ela depois da briga do meu pai – Diz – Se não acredita em mim posso te mostrar o comprovante da compra, é somente para ter mais segurança!
–Nunca vi você com uma arma – Comento.
–É por que não ando com ela, deixo ela somente em casa – Diz John calmamente — Desculpe por isso, não quis te aborrecer, eu a escondi por que eu sabia que você não iria gostar por causa do que aconteceu no banco... – Comenta John.
–Não precisa se desculpar! – Eu disse rapidamente – Eu não ligo que você tenha uma arma! A maioria dos americanos tem uma – Digo e dou ombros – Meu pai mesmo tem uma.
–Tudo bem... Você ficou chateada comigo?
–Não! Não fiquei chateada só... Surpresa – Esclareço e depois sorri para ele.
John concordou e nós nos deitamos, ele me abraçou e logo dormiu, mas eu não... Passei boa parte da noite ponderando sobre a segurança que uma arma me daria... Eu precisava de uma.
***
No dia seguinte estava de folga, passei a manhã sozinha na casa de John vendo TV. Perto da hora do almoço ele me ligou para que eu me arrumasse. Iríamos almoçar fora.
Coloquei um vestido bem confortável e amassei o cabelo com o gel do John.
–É... Estou bonita – Murmurei fazendo um bico para o espelho.

John veio me buscar e saímos de mãos dadas pela rua, o restaurante ficava na outra quadra.
–Vou me encontrar com a Dani mais tarde, vamos naquela exposição nova na Times – Digo quando chegamos ao restaurante.
–Tudo bem, tomara que vocês gostem, sabe que tem algumas obras estranhas... – Diz John franzindo a testa, me fazendo rir.
Nós não conseguimos entender a arte em ferros contorcidos ou lixo, não tínhamos esse tipo de visão artística.
–Também espero – Disse suspirando.
Pedimos carne de javali e purê de batata doce. Particularmente eu adoro essa carne, neste restaurante colocam algumas ervas com temperos misturados por cima da carne, realçando o sabor.
Depois de comer ficamos jogando conversa fora, olhando as pessoas que passavam, já que estávamos do lado de fora do restaurante.
–... Devo entrar de férias mês que vêm... O que...? – E me interrompi quando John fechou o semblante.
–Hei! John! – Diz um cara atrás de mim, olhei para ele e ele sorriu para mim... Eu já não o vi?
Fiquei olhando para ele e os outros dois ao seu lado, quando John chamou minha atenção.
–O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntou John friamente.
–Que isso cara! Viemos conhecer a sua namorada já que você a esconde de nós! – Diz o robusto.
–Ele disse que você era bonita, só nos escondeu o quanto – Disse o careca gentil, pegando minha mão e a beijando.
John estava irritado, sabia que ele era ciumento, mas isso era ridículo, eram amigos dele!
–Querem se sentar conosco? – Perguntei gentil ignorando ele.
–É claro! – Respondeu o loiro e os três pegaram as cadeiras.
–Então... Diga-me como se conheceram! – Me perguntou o careca animado.
–Ah... – Murmuro surpresa.
–Você não se lembra? – Questiona surpreso e eu balanço a cabeça negativamente, o fazendo rir – E geralmente são as garotas que se lembram dessas coisas.
–Não eu... – Respondo baixinho e os três riem.
–Vocês formam um belo casal, sabia? – Diz o loiro me fazendo sorrir – Em que você trabalha?
–Sou enfermeira – Respondo gentil.
–Você não disse seu nome... – Comenta o robusto.
–Nem o Dog te apresentou – Diz o careca.
–Dog? – Repito olhando para John – Que apelido estranho – Comento rindo – Meu nome é Olivia, mas podem me chamar de Liv – Digo.
–John só sua namorada está falando cara! – Diz o robusto – Participe da conversa! Seja educado!
Meu celular vibrou e eu o peguei. Era uma mensagem da Dani. Obrigada por me salvar desse momento constrangedor, amiga!
–Vocês me desculpem, mas vou ter que ir agora – Digo me levantando.
–Já? – Diz o loiro.
–É... Havia marcado com uma amiga – Explico e John fica me observando, parecia... Aliviado. Dei a volta pelas cadeiras e dei um breve beijo nele, escondendo nossos rostos com meu cabelo.
–Cuidado – Sussurrou só para mim.
Dei “tchau” aos amigos dele e fui saindo do restaurante.
–Que isso, linda! Já vai sair?! Eu acabei de entrar! – Disse um cara que entrava no restaurante.
–Vai se ferrar! – Respondi com raiva, passando por ele, saindo, mas não sem antes ouvir o amigo de John falando...
–Controle o ciúme, John! – Diz rindo alto.
***
No dia seguinte...
De manhã levantei cedo para ir trabalhar. Estávamos no auge do verão e o calor é insuportável. Cheguei ao hospital suada e demorei um bom tempo fazendo minha higienização. Rose me encontrou no corredor e falou qual seria minha paciente.
30 anos. Gêmeos. Não queria nenhuma medicação para a dor, um parto completamente natural. Queria ter os bebês na água.
Esse tipo de técnica vem ganhando cada vez mais simpatizantes, pois a água tem um efeito relativamente relaxante na mãe e no bebê. E lá fui eu encher a pequena piscina de água com a Rose.
O parto acabou sendo bem difícil, gastou boas horas para o primeiro bebê vir, o segundo foi mais complicado (na verdade foi um desespero só), a mãe quase não aguentou fazer mais força, estava exausta.
Rose e eu saímos do quarto totalmente exaustas e molhadas, tivemos que nos trocar e lá fui eu cuidar da próxima futura mamãe...
***
Quando meu turno acabou fui direto me trocar. Ao passar pela recepção para ir embora boa parte dos funcionários estavam olhando para a TV.
–Por Deus, Liv! Houve outro assalto! – Disse Rose nervosa.
–Aqueles malditos explodiram o banco! – Disse um dos médicos.
–Até quando isso vai continuar?! – Esbravejou um paciente e todos começaram a debater.
Fiquei olhando as imagens por um momento e saí com aquele maldito frio na barriga. Havia uma confusão generalizada na rua, muito barulho de viaturas e pessoas assustadas andando pela rua. A explosão tinha sido bem distante do hospital, mesmo assim dava para ver a fumaça que subia cada vez mais pelo céu, me lembrava o 11 de setembro...
Apressei-me para ligar para John para saber se tudo estava bem, ele tinha me falado que ficaria na filial do Bronx hoje, mesmo assim...
–Droga! – Resmunguei irritada. O telefone estava dando desligado. Mal o tirei do ouvido e ele começou a tocar – Alô? – Disse tensa.
–Liv? É o tenente McGrey! Você está bem? – Perguntou Derik agitado.
–Ah! Sim! Você viu o noticiário? A fumaça? Eles agiram novamente! – Disse atropelando as palavras.
–Estou ouvindo pelo rádio. Onde você está?
–Acabei de sair do hospital.
–Daqui a pouco vou passar ai – Diz Derik e desliga.
Nós estávamos agitados. Isso estava uma loucura! Uma barulheira, o ar estava estranho, como naquele dia...
Vi o carro de Derik entrando no estacionamento do hospital e fui até ele tensa. Ele saiu do carro e me abraçou fortemente, me prendendo.
–Você está bem? – Murmurou preocupado e pegou minhas mãos que tremiam.
–Estou... Só... Nervosa – Disse me afastando – Quer dizer, olha essa loucura! Olha essa fumaça! – Disse rapidamente apontando para a fumaça que cada vez ficava mais alta – Até onde eles vão chegar? – Disse nervosa.
–Não sei... Ninguém consegue descobrir quem são eles... Eles não deixam brechas! – Disse Derik irritado.
–Sabe se tem alguma vitima? – Murmurei triste.
–Até agora não, estava ouvindo a frequência do polícia – Responde Derik.
–E por que você não foi até lá?
–Hoje estou de folga, liguei para o meu chefe, mas ele disse que tudo estava sobre controle e que não precisava da minha ajuda – Disse Derik e pela primeira vez o vi furioso... Dava medo.
–Obrigada por ter vindo até mim – Agradeci colocando a mão em seu ombro, para acalma-lo.
–Não precisa agradecer, teria que fazer isso mais tarde de qualquer forma – Diz olhando para a fumaça crescente e voltou a olhar para mim – Fiquei preocupado contigo... Eles poderiam voltar atrás de você... – Murmurou deixando no ar.
–Eu sei... – Suspirei – Sinceramente não acredito que eles vão fazer isso.
–Talvez, Liv, talvez – Diz Derik sério – Quer que eu te leve para casa? O metro foi parado.
–Por favor... – Suspiro e nós entramos no carro – Esse carro é igual ao do Dean do Supernatural, não é? – Perguntei curiosa, sentando-me no coro macio do banco.
–É, um cadilac – Responde com um sorriso.
Nós pegamos um engarrafamento horrível, ficamos mais de duas horas presos dentro do carro até chegarmos à minha casa. Quando Derik estacionou o carro em frente a minha casa já estava escuro.
–Quer entrar? Tomar um café ou algo assim? – Perguntei gentil.
Porra o cara me ajudou, se preocupou comigo, trouxe-me em casa! Era o mínimo!
–Eu aceito – Suspirou cansado e nós entramos.
Derik pegou Adalto no colo e me acompanhou até a cozinha. Enquanto eu esperava a água ferver tentava ligar para o John.
–Tentando falar com o seu namorado? – Perguntou Derik.
–É... Até agora não consegui falar com ele – Murmurei – As linhas estão congestionadas – Disse frustrada
–Você não disse o nome dele... – Comentou Derik.
–John Adam Snow – Digo pegando as xícaras.
Tomamos nosso café assistindo o noticiário. Não se passava outra coisa. Aquela quadrilha não havia sido pega ainda e roubaram milhões novamente, a população estava revoltada.
Eles explodiram o prédio onde ficava o banco que eles assaltaram, mas desta vez eles tiveram ao menos a decência de esvaziar o prédio antes e assim a policia foi acionada por alguém que percebeu a movimentação estranha ou por uma das pessoas liberadas. Como eles explodiram o prédio comprometeram também os prédios em volta.
Derik foi embora uma hora depois, mais resignado do que nunca por não ter noção do que fazer ou quem seja responsável por tudo isso.
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