Apaixonada Por Um Idiota Pervertido

25 Capítulo 25 - Perseguida


Notas iniciais
Oi gente! Estou postando mais um capítulo para voces. Mais curto que o outro, mas bem, foi o que pude fazer com os poucos reviews que recebi. Boa leitura!

– Ele também receberá uma punição. Bradley Andrews? — chama por ele. Não acredito. Agora todos sabem que eu e o meu meio-irmão já nos beijamos. Vozes baixa e mais vozes baixas, cochichando o que não deveriam saber. Logo isso traria boatos sobre eu e ele termos um filho!

– Sim? — responde Bradley, levantando a mão.

– Encontre-me no meu escritório depois da aula. Precisamos conversar sobre sua tatuagem escondida. — os alunos riram e eu fiquei de boca aberta. Não sabia que ele tinha uma tatuagem e eu estava aliviada de saber isso. Pelo menos ela não revelou que Brad era o garoto.

– Sim, senhora.

– Senhorita Angelina? Voce também.

– Sim, estarei lá.

***

Sexta-feira e as aulas acabaram essa semana. Todos estavam rindo e indo para suas casas ou sair com os amigos. Eu me dirigia ao escritório da Vormstrung. Brad também.

– Então... ainda está brava? — pergunta ele, calmo e sem esperança de que eu dissesse que não estava mais brava, mas na verdade tinha me esquecido completamente desse assunto. Ou melhor, tentei esquecer.

– Não. — respondo secamente. Ele ri e finge acreditar, pelo que percebi.

– Então tá. — diz ele com seu sorriso despreocupado.

Chegamos na secretaria e apertamos o interfone.

– Sim? — pergunta a arrogante diretora Vormstrung.

– A senhora nos mandou vir aqui depois da aula. — responde Bradley, vendo meu possível receio em dirigir alguma palavra a ela.

Não houve resposta, somente a porta sendo destrancada.

– Por onde começamos? Pela tatuagem ou pelo ato proibido nos corredores do colégio? Ah, tinha me esquecido. Não existe tatuagem. Então, qual é a explicação de voces? — pergunta ela, cruzando suas mãos em cima da mesa.

– Eu, hã... Por favor, não conte para meu pai. — digo, desesperada. Se Jared descobrir ele vai me mandar morar na rua. Vai me deserdar. Me matar!

– E por que eu não contaria? Vocês erraram. Já deviam saber que isso traria consequências ruins.

– Por favor, senhora Vormstrung. Só dessa vez. Prometo não arrumar mais nenhum problema para a senhora. — suplica Brad.

– Esta bem. Não irei contar. Mas vocês terão que fazer algo por mim.

– Obrigado, obrigado, obrigado! Qualquer coisa pela senhora. — diz Brad, com um sorriso de orelha a orelha.

– Pude perceber nesse pouco tempo que voce, senhorita Angelina, gosta muito do Bradley. — diz a diretora, o que era a mais pura verdade. — Então, sei que amor entre meio-irmãos não é nada fácil. Voces devem ter que tomar muito cuidado quando estão juntos. Devem ser muito cautelosos. — continua ela e eu não ententendendo onde ela quer chegar.

– O que a senhora quer de nós. — digo, apressando-a.

– O que eu preciso de voces é um trabalho espião. — diz ela, com um sorriso maligno estampo na face.

– O que? — perguntamos eu e Bradley juntos. Trabalho espião? Impossível isso. Agora ela vai me dizer que a escola não é uma escola, mas um campo de treinamento de espiões.

– Estou temdo problemas com alguns alunos desse colégio. Eles estão conseguindo burlar algumas regras e não estou conseguindo descobrir os culpados.

– Mas e as cameras de segurança que a senhora tem em cada corredor desse colégio? — pergunta Bradley

– Como eu disse: eles estão conseguindo quebrar as regras do colégio. Não sei como conseguiram fazer as cameras não gravarem nada, mas conto com voces para descobrir os culpados.

– Então seremos tipo os espiões do colégio? — pergunta Brad, um pouco mais animado do que deveria estar.

– Não. — responde a diretora, acabando com a felicidade dele. — Voces são apenas os monitores mesmo.

***

– Pode me dar uma carona Bradley? — pergunto, já no estacionamento, em frente ao carro dele.

– E se eu não quiser? — idiota, desgraçado. Eu estava tentando fazer uma trégua com ele, mas talvez errei o momento.

– Esquece. — disse e fui andando mesmo.

A nossa casa parece que nunca chegava. Estava começando a escurecer e então que percebi: estava perdida.

– Celular, celular, celular... — digo, procurando ele em minha mochila. — Droga! Sem bateria. Era só o que me faltava.

Continuei andando. Pelas minhas pernas cansadas adivinhei que já tinha andado por mais de 2 horas depois que vi que meu celular estava sem bateria. As ruas escuras me deixavam receosa quanto a continuar ou procurar informação, o que tentei várias vezes, mas ninguém quis me emprestar o celular e eu não sabia o endereço. Ouvi um barulho de motor de carro. Continuei andando, evitando olhar para trás. Será hoje o dia que me sequestrarão e pedirão todo o dinheiro do Jared em troca do meu resgate? Ou pior que isso: será hoje o dia que serei estuprada e morta? Meu coração já estava acelerado, tentando fugir do meu corpo. Pelo menos Brad ficaria com um sentimento de culpa insuportável por não me dar aquela maldita carona. O que eu estou pensando? Isso não seria nada legal. Eu iria me sentir mal por fazer ele sentir remorso. Não, espera. Eu estaria morta. Ai, Angelina, em que roubada voce acabou de se meter? Ouvi duas buzinadas, provavelmente vindas do carro que ainda estava me seguindo.

– Eai, gata? Quer uma carona?