Apaixonada Por Um Idiota Pervertido
21 Capítulo 21 - Meu sonho é...
Notas iniciais
– Você quer sair comigo hoje a noite. — fico de boca aberta e me sentindo envergonhada por pensar que aconteceria outra coisa.
– Hã... pode ser. — digo, desviando nossos olhares.
– Ótimo! Sairemos às onze. — diz Brad, me mandando uma piscadela.
– Então tá. — digo chateada e subo para nosso quarto, deixando Brad e o cachorrinho.
(Bradley)
Observo Angel subir as escadas. Acho que a chateei quando pedi para ela sair comigo hoje a noite. Talvez ela não goste tanto de mim como eu gosto dela. E quando vejo ela e o James juntos sinto meu coração se apertar.
Ainda falta muito tempo para nosso encontro, se é que ela considere isso como um encontro. Pego aquele cachorro pequeno e fedido em meu colo e o levo para cima, caminhando em passos pequenos, ao mesmo tempo que brincava com ele. Paro em frente à última porta do corredor, onde uma placa alerta para não entrar. Fiz aquilo quando me mudei para essa casa. É meio ridículo pensar que coloquei uma placa de "não entre" em uma porta que sempre se encontra trancada. Quer dizer, como é que alguém vai entrar sem uma chave? Entro e coloco o cãozinho no banheiro do meu estúdio, com um pote de água e algumas cobertas velhas. Para um cachorro abandonado esse lugar está mais que perfeito. Fecho a porta do banheiro na esperança de que ele não bagunce muito o lugar.
– Que lugar bonito. — diz Angel, encostada na porta.
– Saia daqui. — digo, sem pensar muito, um pouco incomodado dela invadir meu espaço pessoal.
– O que? — pergunta ela, descrendo no que eu havia dito.
– SAIA! — grito, empurrando-a do quarto. Me senti arrependido no momento em que fechei a porta. Ótimo, agora ela nunca mais vai olhar para a minha cara, mas existem coisas nesse lugar que ela nunca pode descobrir, porque se descobrir, eu serei lembrado como o garoto mais babaca e gay que pode existir. Não sou gay, para deixar bem claro.
Saio do quarto, trancando a porta novamente. Paro em frente ao meu quarto e bato três vezes, sem retorno algum.
– Angel? — pergunto, próximo a porta. Não ouço nada. — Angel? — pergunto, um pouco mais desesperado e não tenho resposta. Resolvo arrombar a porta.
– Aahh! — grita Angel, somente de toalha.
– Mas que droga! Qual é o seu problema?! — grito.
– Qual é o SEU problema?! — grita ela. — Acha que pode arrombar a porta quando quiser?!
– Você sabe quantas mil coisas eu achei que pudesse ter acontecido com você?! — digo, com os olhos marejados. Ela permanece quieta e abaixa a cabeça, em rendição. Me aproximo dela e a abraço.
– Seu p-pervertido! — ela diz, empurrando meu peito.
– Shhh... — digo, colocando meu dedo indicador sobre seus lábios e volta a abraçar.
O silêncio tomou conta de nós, sendo quebrado apenas pelo som de nossos corações acelerados com tanta proximidade.
– Angel... — arrisco ser o primeiro a dizer algo. — Eu te amo. Apenas não me odeie. Isso iria doer demais. — sinto ela balançar a cabeça em concordância. Tenho vontade de a agarrar agora mesmo, mas não seria muito respeitoso da minha parte. Beijo sua testa levemente e acaricio seus cabelos macios. Esse silêncio entre nós não era de tensão. Não é porque não tínhamos o que dizer um ao outro. Era apenas o melhor jeito de nos comunicarmos. Apenas sentir ela próxima a mim faz meu coração querer saltar para fora do meu corpo e se entregar à ela. Minhas pernas ficam bambas quando ela me toca. Isso parece muita viadagem para um garoto? Não. Isso é um sentimento forte, que nem mesmo outro pessoa irá quebrá-lo. Não me importo se o que faço é afeminado demais para um garoto pegador. Eu estando com ela é o que me importa. Só espero que ela sinta o mesmo por mim, porque se não sentir, eu esperarei até que ela seja minha. Esperarei nem que leve uma eternidade. Meu sonho é ter Angel. Minha vida é a Angel.
Fale com o autor