Notas iniciais
Olá leitoras! Quanto tempo! Primeiro quero me desculpar pela demora. Tive uns dias difíceis por causa de umas crises e fui até no hospital, mas estou um pouco melhor já. Segundo: quero agradecer pelos comentários e me desculpem se não respondi alguns. E quero dar as boas vindas as ex-leitoras fantasmas! E que muitas ainda apareçam! Boa leitura gente!

– Eai, gata? Quer uma carona?

– Não. — digo, sem olhar para trás.

– Qual é... você poderia pelo menos olhar para mim? — pergunta a voz masculina do carro, mas continuei andando, procurando alguém na rua para pedir socorro.

– Angelina Andrews, você não reconhece a minha voz? — perguntou novamente. Parei de andar por ele saber meu nome. Virei-me e o olhei.

***

– Bradley, meu filho. Você sabe onde está a Angel? — perguntou Liza.

– Como assim? Ela ainda não chegou? — pergunta Brad, preocupado.

– Não. Normalmente ela volta com você, não é?

Brad sai de casa e entra em seu carro. De repente toda a cena de algumas horas voltam em sua mente e ele pensa em como foi estúpido em não dar uma carona a ela. Agora ninguém sabia onde Angel estava, não atendia o celular e ninguém mais a conhecia no bairro. Deu várias voltas na cidade, ligou para muitas pessoas e entrou em desespero quando ninguém disse que a viu. Parou o carro em uma esquina movimentada. Todos os carros buzinando para ele, mas não ligava. Só queria saber onde Angel estava. As lágrimas ameaçavam cair e em seus olhos podia-se ver o sentimento de culpa. Era o que sentia.

Voltou para casa desolado. Totalmente sem chão. Não sabia o que seria da vida dele sem a Angel e se lembrar de que ela ainda tentara se resolver com ele depois do ataque de ciúmes dela e ele não aceitou. Se sentiu o maior idiota do mundo. Porque a vida é assim: em um minuto você tem o mundo em suas mãos, mas qualquer erro pode o tirar de você.

– Bradzinho... está tudo bem? — perguntou Alessandra, se aproximando dele.

– Eu pareço bem pra você? — retruca Brad, um tanto grosso.

– Olha, eu sei que é difícil perder alguém importante, mas eu estou aqui. Ajudarei você a esquecer ela.

– Perder? Você acha que eu a perdi? Se toca garota! — grita ele, subindo para seu quarto.

Será que era isso que parecia? Que ele teria perdido ela para sempre? O que poderia ter acontecido com ela? Sequestrada, perdida... morta? Brad se perdia em pensamentos ruins e toda vez que o telefone tocava ele corria desesperadamente para atende-lo, esperando notícias dela. Jared já contatou a polícia, que estavam procurando ela pelos arredores da escola e do bairro em que moravam, até que a campainha tocou. Brad foi o primeiro a ir atender a porta e então a abriu esperançoso.

– Angel! — gritou Brad, abraçando a garota. — Você está bem? Alguém machucou você?

– Não. — disse Angel. — Obrigada pela carona James. Você me salvou hoje. — disse, dando um abraço no amigo.

– Não tem de que, Angel. Mas não fique mais andando pelas ruas de noite. — diz e vai embora.

– Angel! — Jared e Liza gritaram de felicidade e a abraçaram.

– Calma gente! Quanto desespero.

– Claro, você estava sumida desde o momento que saiu do colégio! — diz Liza.

– O que aconteceu, filha? — pergunta Jared, mostrando-se aliviado por te-la em casa novamente.

– Bem, quando saímos do colégio, eu pedi uma carona para o Brad, que se recusou a me dar, então resolvi vir a pé para casa. Estava tão irritada com ele que não percebi que já tinha escurecido e que não estava encontrando a nossa casa. E em certo momento fiquei com medo, já que as pessoas se recusavam a me ajudar e meu celular estava sem bateria, até que um carro buzinou pra mim...

– Flash back —

– Eai, gata? Quer uma carona?

– Não. — digo, sem olhar para trás.

– Qual é... você poderia pelo menos olhar para mim? — pergunta a voz masculina do carro, mas continuei andando, procurando alguém na rua para pedir socorro.

– Angelina Andrews, você não reconhece a minha voz? — perguntou novamente. Parei de andar por ele saber meu nome. Virei-me e o olhei.

– James! — gritei de alívio. — Não sabe como estou feliz de te ver aqui!

– Achou que eu era algum tarado do bairro? — perguntou ele, quase não conseguindo falar de tanto rir.

– Achei mesmo! — digo, emburrada, entrando no carro.

– Bom, talvez isso não seja mentira. — responde James, se aproximando mais de mim do que eu esperava. Fiquei tensa e ele cai na gargalhada novamente.

– Você é hilária, Angel! — diz e começa a dirigir o carro.

– Fim do flash back —

– Então James te salvou? — pergunta Bradley, se corroendo de ciúmes.

– Sim, ao contrário de quem me colocou nessa enrascada. — responde Angel, sem dó e nem piedade. Brad fecha a cara e sobe, deixando para trás uma garota com quem realmente se preocupou pela primeira vez na vida.

– Você poderia ter sido menos rígida com ele. — diz Alessandra, que observava tudo atentamente.

– Sim, você não sabe como ele entrou em desespero quando eu disse que você não tinha chego ainda. Saiu correndo procurar você, com olhos lacrimejados. — diz Liza, com ar sonhador, imaginando em como seu filho havia crescido mentalmente desde que Angel chegou.

– Ele continua sendo culpado. — responde Angel, apenas tentando mostrar-se com raiva de Brad, mas no fundo estava feliz por ele ter se preocupado com ela. Saber que ele se importava com ela.

Notas finais
Comentem, favoritem e recomendem se gostaram! Beijocas