Apaixonada Pelo Meu Vizinho
4 Plano B
Notas iniciais
Obrigada pelos comentarios amei todos...
— Plano B —
Troquei meu salto alto, por uma sapatilha preta.
_ Não acredito na nossa cara de pau. _ resmunguei escondida com Bonnie em um dos corredores do hospital onde Damon trabalhava. Esperamos 1 hora para poder ir ao hospital, ou ele desconfiaria. Caroline estava no carro esperando caso precisaremos fugir as pressas. Só podia ser loira.
Bonnie sorria a todo o momento, sentindo-se esperta pela ideia maluca que teve. Ela não parava de lembrar-me de não esquecer-me de mancar quando estivesse no hospital, ela não queria que nenhum enfermeiro desconfiasse de nossa farsa e pusesse tudo a perder.
_ Menina tive outra ideia. _ exclamou Bonnie alegre.
_ Tenho até medo de perguntar qual foi sua ideia. _ disse temerosa.
_ Simples, vou arranjar uma roupa de enfermeira e passar-me por uma, assim será mais fácil de achar Damon sem levantar suspeitas. _ contou a ideia, abrindo logo em seguida, um largo sorriso arteiro.
Revirei os olhos.
_ Eu sou demais _ se vangloriou, sorrindo abertamente. _ Gênio! _ exclamou como se fosseJimmy Nêutrontendo uma de suas ideias. Modesta era algo que Bonnie não era.
[...]
Fiquei sentada em uma das cadeiras que havia na sala de espera, olhando a todo instante para o corredor que a enfermeira morena de olhos verdes e completamente louca acabara de passar não fazia muito tempo.
Distrai-me, olhando para o nada, a ansiedade e o medo me consumiam como uma chama a uma fogueira.
O que eu mais temia era ser rejeitada, e estava ali, parada no hospital onde ele trabalha, correndo atrás dele para recuperar uma carta que não sei ao certo se ele lera. Meu maior medo era que isso realmente tivesse acontecido. Como eu aguentaria olhar para o rosto perfeito dele, depois que ele soubesse de toda essa minha paixonite? Mas eu precisava tentar, por mais que ele tenha me chamado para sair, não significava nada, eu mesma tinha deixado claro que queria ter uma interação melhor com meu vizinho, que no caso, era ele.
_ Pronto doentinha. _ exclamou Bonnie a minha frente, assustando-me. Mas não deixei transparecer meus temores e apenas levantei-me para segui-la. _ Ele está em um dos consultórios do hospital, que creio ser o dele. _ disse ela compenetrada, vestida de enfermeira.
Somente assenti e ela continuou a falar.
_ Sabe, eu gostei dessa roupa, alguns ajustes e eu posso transformá-la na minha mais nova fantasia. _ sorriu maliciosa. _ Enfermeira sexy. _ disse sacana. _ O que acha?
_ Acho que você pirou... _ disse
_ Comece a mancar. _ avisou.
_... Completamente. _ completei minha frase anterior.
Entramos em um novo corredor e eu coloquei-me a mancar teatralmente, enquanto Bonnie desfilava pelos corredores, não duvidava nada que na cabecinha louca dela, estivesse pensando: “Quero arranjar um marido médico.”
A menina parou abruptamente, fazendo-me parar junto a ela.
_ É bem ali. _ apontou para uma das portas de cor branca e eu apenas engoli em seco, nervosa. _ Vá lá e arrase, agarre o homem e não solte mais! _ declarou, tentando dar-me força. _ Bonnie sorriu quando viu minha expressão desesperada e caminhou até a porta, batendo levemente e logo escutou uma voz grossa e aveludada, mandando-a entrar. Arrepiei-me toda, era ele. _ Ocupado, doutor? _ indagou na porta, ela não entrou, não queria arriscar ser reconhecida, apenas tentou mudar um pouco a voz.
Olhei de relance para o consultório e pude ver que ele não prestava atenção nela, ele estava olhando concentrado para uns papéis em suas mãos.
_ Não, não estou. _ respondeu tranquilamente, dando uma rápida olhada para Bonnie e pareceu-me não reconhecê-la.
A enfermeira louca assentiu e fechou a porta rapidamente, acredito, para que pareça que fora buscar a “paciente”, no caso eu.
_ Comece a encenar, baby. _ exclamou animada, para ela aquilo era extremamente divertido, sai um pouco de sua rotina, ela não tinha nada a perder mesmo, mas eu sim.
_ Quero ver se você não fosse uma brilhante advogada, poderia ser atriz. _ disse risonha.
Ela abriu a porta e fingiu apoiar-me nela e falou em tom alto, para chamar a atenção.
_ Mas o que aconteceu com você, querida? _ exclamou fingindo preocupação. _ Usou muito salto? _ indagou indignada com os saltos, contive o riso que quase escapou de meus lábios por sua excessiva atuação.
_ Acho que sim. _ falei fingindo dor e ganhei um sorriso cúmplice dela.
_ Elena?! _ disse ele o meu nome surpreso e levantou-se rapidamente da mesa para vir ajudar-me, com meu tornozelo.
_ Damon. _ disse um tanto envergonhada.
_ O que aconteceu? _ indagou preocupado.
_ Bom, tropecei em meus próprios pés e acho que torci o tornozelo. _ expliquei, sentindo o sangue subindo para minhas bochechas, fazendo-me parecer estar envergonhada pelo mico de ser tão desastrada, mas no caso estava envergonhada pela mentira que estava contando a ele.
_ Isso acontece. _ disse sorrindo, ajudando-me a entrar no consultório e guiando-me até uma grande maca que tinha ao canto.
_ Eu sou tão atrapalhada. _ disse, fazendo uma leve careta. _ E ainda estou lhe atrapalhando. _ disse um tanto dramática. Fazendo-o gargalhar com gosto.
_ Não é incomodo algum. _ disse com um largo sorriso. _ Agora, vamos ver esse tornozelo. _ disse ele, segurando-me pela cintura e colocando-me com facilidade na maca e logo pegou meu tornozelo para olhá-lo.
Estremeci ao sentir o contato dos dedos de Damon em meu tornozelo. Damon afrouxou o toque, pensando que eu sentira dor.
_ Doeu? _ indagou, olhando-me nos olhos tão intensamente que quase não consegui responder. Então, apenas assenti, não confiava em minha voz para dizer algo a ele, era capaz dela falhar.
_ Bom, não é preciso nem fazer um raio-x. _ disse sorrindo torto. Esse sorriso era capaz de tirar-me o fôlego. _ Foi só uma leve torção, nada que um pouco de gelo e alguns analgésicos não resolvam. _ sorriu. _ Não inchou, por isso digo que fora leve, a dor só é um incomodo do momento, você ficará bem. _ terminou seu diagnóstico. _ Apenas darei um analgésico para acabar logo com a dor.
Assenti, senti-me culpada. Bonnie nem pensara nessa parte. Mas, ainda bem, imagina se ela tenta quebrar meu pé, só para fazer-me parecer mais convincente, do jeito que é louca, não duvidava nada.
_ Sinto-me culpada por vir aqui incomodá-lo, ou até mesmo outro médico. _ disse verdadeiramente, sentindo-me culpada. _ Eu e minha mania de achar que tudo é grave. Eu posso estar atrapalhando você, impedindo-o de atender algum paciente que realmente precise. _ disse horrorizada comigo mesma. Agora me sentia um monstro por isso.
_ Não é nada. O movimento está fraco hoje. _ disse risonho. _ Ainda bem. _ completou. _ E eu acho bom não ter sido nada grave, do contrário, você não poderia ir jantar comigo amanha à noite. _ confessou, sorrindo abertamente, fazendo possível serem notadas as duas covinhas. Fui incapaz de não sorrir timidamente com sua declaração. Então ele queria sair comigo?! _ E também, eu adorei a visita, mesmo que tenha vindo apenas para ver se não tinha quebrado nada. _ respondeu, piscando um de seus olhos, fazendo-me enrubescer.
O que aumentou seu sorriso.
_ Pronto, tome. _ disse, entregando-me um comprimido e um copo com água. Não hesitei em tomá-lo rapidamente, jogando o comprimido na minha garganta e bebendo logo a água para ajudar a descer. Senti o comprimido deslizar por minha garganta e entreguei o copo a ele, que logo deixou de lado.
_ Vem, vou ajudá-la a descer. _ disse, pondo-se a minha frente, colocando as duas mãos envoltas a minha cintura e puxando-me para seus braços.
A sensação de estar em seus braços era a melhor, a que sempre sonhei experimentar. Sentia-me segura perto dele. Nossos rostos estavam muito próximos, um movimento de minha cabeça para frente poderia fazer com que eu tocasse sua boca gostosa, deixei de olhar seus lábios e passei a fitar aquele mar azul que eram seus olhos. Tão lindos e intensos ao olhar-me.
_ Obrigada. _ agradeci em um sussurro, ainda em seus braços fortes.
_ Pelo quê? _ indagou rouco, próximo a minha orelha, fazendo-me arrepiar-me toda.
_ Por ter me atendido. _e proporcionar-me esse momento tão especial, quis acrescentar, mas fora apenas mentalmente.
_ Eu faria qualquer coisa por você, Elena. _ respondeu baixinho, não conseguia acredita no que tinha acabado de escutar sair de sua boca perfeita, porém, ele falara tão baixo que talvez fossem fruto da minha imaginação suas palavras, palavras que eu adoraria escutar.
Eu permaneci imóvel em seus braços e perguntei em um sussurro.
_ Você faria? _ perguntei mordendo os lábios, temerosa.
_ Sim. _ sussurrou, aproximando sua boca da minha. Engoli em seco, um movimento de cabeça e seria possível sentir seus lábios nos meus. Só mais um milímetro e sentiria a textura, o gosto, a sensação... De seus lábios nos meus.
Alguém abriu a porta em um rompante, sobressaltando-nos. Tive uma imensa vontade de matar a pessoa que estragara meu sonho.
Damon rapidamente colocou-me no chão e olhou irritado para o rapaz de jaleco branco parado na porta.
_ Ah, desculpe-me, eu não sabia que estava ocupado. _ pigarreou, sorrindo amarelo em seguida.
_ Matt. _ exclamou Damon, surpreso ainda. _ Essa é Elena Gilbert, minha vizinha. _ apresentou-me apressado ao rapaz que me parecia ser seu amigo.
_ Ah, a famosa Elena. _ exclamou presunçoso, fitando de Damon para mim, notando nossa aproximação. Olhei-o confusa pela “famosa”, isso significava o que? O que Damon falava de mim? _ Prazer, Matt Donovan. _ apresentou-se, estendendo a mão, fitei-o e vi que ele era um rapaz bastante bonito, seus cabelos eram louros e curtos, sua pele era queimada de sol e os olhos azuis eram sinceros e francos.
_ Prazer. _ disse simpática, apertando sua mão estendida. _ Mas por que “famosa”? _ indaguei curiosa.
_ Elena torceu o tornozelo e veio ao hospital ver se tinha sido grave, mas como eu disse a ela, apenas magoou. _ explicou Damon ao amigo, cortando-me, antes que Matt dissesse algo. Estranho, muito estranho. _ Estava a ajudando a descer da maca quando você invadiu minha sala. _ falou Damon irritado, fuzilando o amigo, que apenas gargalhou e lhe lançou um olhar de desculpa.
_ Bom, tenho que ir agora. _ disse Matt, rindo. _ Depois falo com você. _ disse. _ Bela Elena, foi um prazer conhecê-la. _ disse galanteador, arrancando um riso fraco de mim e um bufar de Damon.
Lançou uma piscadela e antes que o amigo falasse algo, saiu da sala.
_ Bom, tenho que ir. _ disse, depois de um tempo apenas em silêncio. _ Acho que meu tornozelo está melhor. _ disse, dando um mínimo sorriso.
_ Que bom, então... _ ponderou, acompanhando-me até a porta. _ Nosso jantar está de pé? _ indagou-me, encabulado, mexendo nervosamente em seu jaleco.
_ Claro. _ respondi, sorrindo abertamente e no final, inclinando-me para dar-lhe um beijo na bochecha. _ Nos vemos amanha. _ sussurrei próximo a sua orelha, fazendo-o arrepiar-se. Apenas sorri descarada ao notar que causava algo a ele. Mordi os lábios, olhando-o nos olhos e virei para ir encontrar Bonnie.
Como senti seu olhar nas minhas costas, tratei de exagerar na saída e comecei a rebolar. Não deixando de dar umas mancadas, para ele não notar minha encenação. Quase flutuei em uma parte do caminho, só de lembrar meu contato com sua pele, nosso quase beijo... Seu corpo tão próximo do meu. Se Matt não tivesse atrapalhado era bem capaz de termos nos beijado naquele consultório. Ele fora tão atencioso para comigo, se nos falássemos constantemente, eu acreditaria que ele sente algo por mim.
Mas não podia negar que o que Matt disse sobre mim, deixou bem claro que Damon já tinha falado sobre mim. Isso me deixa até um tanto vaidosa em saber que um homem gostoso como ele prestou atenção em um ser tão sem graça como eu. Bonnie já estava com suas roupas normais, seu terninho sexy de antes e com uma pequena sacola nas mãos e conversava animadamente com a recepcionista que ria do que ela falava. Peguei apenas o final da conversa.
_ Mas é sério, não sei qual dos dois é o mais gostoso. _ exclamou minha amiga, exasperada. _ Se é o Dr. Salvatore ou o Dr. Donovan. _ disse sacana, arrancando uma risada da recepcionista que tentava ser discreta para que ninguém notasse a conversa das duas. Pigarreei, fazendo as duas notarem-me _ Elena! _ exclamou e sorriu marota. _ Querida, é o Dr. Donovan com certeza! _ disse virando-se para a recepcionista rapidamente e depois se virou para mim, tentando arrancar-me de lá.
Ela parecia-me bem animada e curiosa.
_ Bom, ele fala de mim. _ disse ainda meio aturdida com isso, fazendo-a olhar-me confusa.
_ Damon? E como você ficou sabendo? _ indagou confusa. _ Continue. _ articulou.
_ O Matt entrou na sala na hora que ele estava preste a beijar-me... _ ela nem me deixou falar mais nada, interrompendo-me.
_ Para tudo! _ exclamou, fazendo-me olhar assustada. _ Matt? Beijo? _ perguntou ansiosa.
_ Quase beijo. _ ressaltei, deixando bem claro. Bonnie podia ser bem imaginativa às vezes e acabar fantasiando demais. _ Matt, o Dr. Donovan, o que você disse ser super gato. _ disse maliciosa, vendo as bochechas de Bonnie ficarem super vermelhas.
_ Mas que história é essa dele te interromper? _ perguntou, querendo saber mais.
_ Quando Damon terminou de examinar-me. _ contava, enquanto caminhávamos para fora do hospital até onde Carol estacionou o carro. _ Ele foi ajudar-me a descer da maca, ficamos bem próximos e a vontade de beijar era maior do que o meu autocontrole, então quando nossas bocas estavam prestes a se tocar... _ suspirei triste por meu sonho não ter tornado-se realidade. Bonnie olhou-me ansiosa, então, resolvi terminar. _ Eis que surge o Dr. Intrometido e atrapalha o nosso beijo. _ terminei irritada. _ Mas ele disse-me algo que me deixou intrigada, falou algo em eu ser a “famosa Elena”, como se Damon sempre falasse de mim para ele. _ expliquei todo o resto.
_ Isso quer dizer que o Doutor Gostoso fala de você para o amigo._exclamou Bonnie animada. _ Lena, será que ele gosta de você? _ indagou os olhos brilhando de emoção.
_ Só sei que, por conta da nossa aproximação, esqueci-me de pegar a carta. _ disse cabisbaixa.
_ É uma pena, mas é só uma questão de tempo agora, você e o Doutor estão cada vez mais próximo um do outro. _ disse Bonnie. _ E também, vocês ainda irão jantar amanha quem sabe você não consegue pegar depois do jantar... _ sorriu sacana. _ No apartamento dele e quem sabe, depois de uma noite de loucura. _ falou maliciosa, fazendo-me ficar vermelha na hora.
_ Você definitivamente, não presta. _ acusei, rindo, já entrando no carro. Caroline olhava curiosa. Teria que explicar tudinho. Ai meu Deus. Estou louca para o encontro de amanha a noite. Aiai.
(...)
Depois de explicar tudo para Caroline e imaginar o que poderia ter acontecido. Fomos para casa mais antes Caroline fez uma cara misteriosa. Confesso que me deu medo. Coisa boa é que não viria.
_Tive uma ideia _ disse Caroline com um sorriso maligno no rosto
_ Tenho medo de perguntar, mais diga o que é? _ disse temerosa
_ Já sei o que vamos fazer para pegar a carta _ disse se achando
_ O que é então? _ perguntou Bonnie curiosa
_ Espere e verá _ disse Caroline soltando uma enorme gargalhada.
Ohoh... Essa não. Não vem coisa boa ai não. Mais um plano infalível.
Notas finais
O Plano de Carol...
Encontro Delena...
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