Notas iniciais
Boa Leitura meus amores e Feliz Dia Do Amigo.

– Ei, princesa! — Jorge beija minha bochecha e se senta ao meu lado na mesa da lanchonete do colégio. Hummm, adoro o cheiro da loção que ele usa; é algo entre o cítrico e o fresco, como limão e pepino.

– Oi — digo com um sorriso, Feliz em vê-lo.

Ele me abraça, beija minha cabeça e eu me encosto em seu corpo supermusculoso de atleta. Aí, aí. Estou suspirando.

Jorge joga os olhos azuis para cima da minha pilha de livros, e as suas sobrancelhas claras se contorcem em confusão.

– O que você tá fazendo?

– Estudando — Valéria responde. Ela está do outro lado, na minha frente, usando roupas superdiscretas, tomando uma caixinha de suco de maçã enquanto observa o movimento da lanchonete, cheia de alunos como em todo intervalo.

– Estudando? — Jorge dá risada, me solta e fica em pé. Ele mexe nos meus livros, folheando sem entender. — O que você vai estudar com livros como Análise de Investimentos?

– Matemática — Pisco várias vezes, observando-o. Não está óbvio?

Jorge dá risada de forma escrachada, colocando a mão na barriga como se algo no âmago do seu ser doesse.

– Docinho, você não precisa disto para passar na prova de matemática. — Ele joga o livro em cima da pilha de um jeito que cai amassando algumas folhas. Torço a boca e rapidamente alcanço o livro, ajeitando-o.

– Não?

– Não, princesa. Esse é um livro muito avançado. Coisa da faculdade — Jorge me explica e bate a mão na minha cabeça, como se eu fosse um cachorrinho que fez algo errado. — Você precisa de um livro sobre " fundamentos básicos " e coisa do tipo.

– Ah, que droga! Vou trocá-lo na biblioteca — Suspiro aborrecida. Porque a Srta. Johnson não me explicou isso antes? Ela não disse nada enquanto dava entrada nos meus livros no sistema, ainda aborrecida pelo meu desastre. Derrubei quase que a prateleira inteira, e levei horas arrumando.

– Mas por que você precisa estudar tanto?

– Porque sim! — digo juntando os livros, alterando a ordem deles na pilha. Nenhum de " fundamentos básicos ".

Não posso entrar em detalhes com Jorge e dizer que meus pais querem me colocar em outro colégio, pois ele provavelmente vai rir de mim ou, pior ainda, terminar comigo! E agora que eu acabei de conseguir conquistá-lo, não quero pôr tudo a perder. Sem contar que não posso participar da Rainha do Baile se não tiver notas razoáveis, e com certeza esse zero já vai me deixar em péssima posição com o time de animadoras! Aí, meu Deus. É o fim de vida, um vexame social!

– Ela tirou zero na prova e precisa tirar dez se quiser passar — Valéria explica desinteressadamente, e com o rosto virado para o outro lado.

Mas que linguaruda! Conhecendo bem minha amiga, ela falou sem pensar. Quero lançar-lhe um olhar fulminante, mas Valéria está checando o que Paulo faz do outro lado do salão, conversando com outras líderes de torcida.

Acabo espiando. Paulo é muito bonito, portanto não é de se admirar que as garotas estejam se jogando para cima dele, rindo alto e balançando os cabelos de forma dramática. Valéria disse que ele era um babaca, mas, então, por que tenho a impressão de que ela está se mordendo de ciúme?

– Ouch, docinho! — Jorge faz uma careta e cai na risada; não acredito que ele está rindo da minha desgraça! — Quem é seu professor?

– Srta. Fishbourne. Ela me pegou colando.

– ihhhh! — Jorge contorce o rosto, e eu que isso não é bom sinal.

– Que isso quer dizer? — pergunto.

– A Srta. Fishbourne não costuma dar pontos extras se pega o aluno colando — Valéria diz, finalmente tirando os olhos de Paulo e olhando para mim.

Ah, agora que ela me avisa? Devia ter me dito antes, quando lhe mostrei o papel de cola que grampeei na barra da manga da minha blusa no dia da prova. Aliás, estava muito calor e eu usando blusa de frio, talvez a razão pela a qual a Srta. Fishbourne tenha percebido.

– Por que você não pode pede a um daqueles nerds que faça a prova e a troque com você? — Jorge .e pergunta, acariciando meus cabelos.

– Quem ia querer fazer isso? — Cruzo os braços aborrecida.

Jorge não sabe que Cirilo Rivera colocou todos os nerds do colégio contra mim. Ninguém vai querer me ajudar. Ninguém!

– Por uma boa quantia de grana duvido que exista quem não queira — Jorge coloca em pontos simples. Jorge é filho de um influente político e com certeza está acostumado com negociações em dinheiro que resolvendo todas as coisas. — Afinal, todo mundo tem seu preço diante das necessidades.

Necessidades. Humm. Um sino bate na minha cabeça com um idéia! É isto! Aposto que, se eu oferecer algo atraente, até mesmo Cirilo Rivera se venderá! Eu só preciso descobrir do que ele mais precisa.

– Aí, Jorge, você é um gênio! — Abraço meu namorado e o encho de beijinhos.

Ele sorri, sem fazer a menor idéia do que estou realmente falando, mas, cá entre nós, Jorge não precisa saber dos detalhes.

Notas finais
O que será que a Maria Joaquina vai aprontar? Pelo menos temos uma dica que é o dinheiro. Será que vocês já sabem o que ela irá fazer. Curiosos então não percam o próximo capítulo. Beijos e Tchau. ♡♡♡